Segunda-feira, 29 Junho 09, 04:13 AM
Duas competições, dois títulos. Os mais ranzinzas (do que eu) dirão que teve as Olimpíadas. Mas aí eu pergunto: troquemos os resultados, dando o ouro olímpico mas sem as Copas América a Confederações, vocês não diriam que o que vale é o resultado da principal? É, diriam sim e quem negar que enfie uma vuvuzela no rabo.
Campanha invicta e título incontestável. Humilhou a campeã do mundo, passou alguns sustos, jogou bem e mal durante as partidas, mas, no final, deu Brasil. Como tinha de ser. A história mostra: sempre que o Brasil jogou como Brasil, se impondo, colocando a camisa na cara dos adversários e tomando conta do jogo, perdeu pouquíssimas vezes. E o Brasil, em diversos momentos da competição, jogou como Brasil. E quem não concordar, que enfie uma vuvuzela no reto.
Jogar bonito ou feio, eu já disse que me lixando pra isso. Quer jogar bonito e entrar para a história como uma Holanda? O torcedor e o jogador querem ser campeões. O mundo mudou. Não temos mais um Mozart compondo, mas ninguém deixa de ouvir música. A beleza ficou para o pasado. Hoje o que vale é o resultado. Vejo muita gente que mal tem espinhas na cara dizendo que quer ver um futebol bonito, só porque o pai velho quer, mas vai pro estádio acompanhar Obinas, Dentinhos e afins. Amigo, quer ver um futebol bonito? Então passe baton e laquê numa vuvuzela antes de enfiá-la no ânus.
Quanto a essa imprensa dita especializada, ela está sim se tornando PhD em errar tudo o que fala e mestres supremos na arte de inventar desculpas com a cara mais lavada do mundo. Dizem torcer a favor, mas é notória a sua felicidade nas derrotas. A satisfação quase sádica em escrever tratados atacando o treinador é comparada à de romanos vendo humanos serem devorados por leões. Mas quando o resultado é pró-Brasil, chove texto dizendo que foi por culpa disso ou daquilo. A credibilidade desses jornalistas está indo pro ralo e o povo está sacando. Os brasileiros estão aos poucos comprando a Seleção e está ficando claramente constrangedor para os críticos manterem suas críticas. Os corneteiros sempre existirão. Para eles, eu recomendo que atochem uma vuvuzela, uma corneta, um apito, um sino, uma buzina de navio e o que mais fizer barulho, no meio do c*.
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Sobre o time, o que dizer? O Brasil está quase formado. Tenho a conviccão de que Dunga já sabe o que quer, mas em alguns lugares ainda não encontrou o jogador ideal.
De cara, o problema quase crônico da lateral-esquerda. André Santos se portou melhor do que o Kléber, mas isso não significa muito. Seu concorrente foi tão ruim que conseguiu perder a vaga para o lateral-DIREITO. Todos pressionam Dunga para que convoque logo o Fábio Aurélio. Concordo que é preciso dar uma chance pro cara, mas não porque ele joga no ganha-nada Liverpool, e sim porque não há opções por aqui.
O resto da zaga está fechado. Eles tem seus nomes na direita, Lúcio e Juan formam a melhor dupla do mundo protegendo o mais espetacular goleiro do planeta. Se algum louco ainda pensa que Júlio César – o Imperador de verdade, não esse Brancaleone do Flamengo – não é o goleiro, favor pegar uma vuvuzela e....
O meio é e será sempre o setor mais crítico. Falam dos volantes, dos meias, mas ninguém pensa num cabeludo dentuço. Ronaldinho teve todas as chances da vida. Dadas por Dunga ou impostas pela CBF, o Brasil inteiro pediu esse jogador que jamais havia feito nada pela Seleção. E Dunga insistiu até onde deu, em se tratando de um ex-melhor do mundo. Mas hoje eu acredito que tenham colocado uma lápide em seu lugar no time com os dizeres “aqui jaz um bom pagodeiro”.
Nem tudo são flores no time campeão, claro, e eu não seria louco de dizer o contrário. Se Ronaldinho já foi é bom que Robinho deixe suas barbas de molho. Jogar num time que compete para não cair já é um problema sério para manter-se no nível dos melhores. Ainda mais quando não quer jogar nesse time! Há quanto tempo que Robinho é apenas o cara que aparece nas comemorações dos gols, sem ter tido participação efetiva neles? Sua última boa jogada foi contra a Itália, no amistoso!! Muito, mas MUITO pouco para quem se considera um dos melhores do mundo.
A sorte de Robinho é que o Pato fica de patati-patacolá com a menina que dá ibope no Fantástico e na Seleção que é bom nada, como um autêntico representante da ave. Mas deixa aparecer alguém com mais sangue de barata do que o Nilmar que o príncipe do Dunga vai começar a visitar o banco, se continuar a jogar essa bolinha vagabunda.
Finalizando, queria que todos aqueles que um dia disseram que o Brasil não ganharia a Copa América, que não venceria Portugal, Itália, ou levantaria a Copa das Confederações e o que mais quisessem com aquele discursinho besta de “falta experiência ao técnico”, ou “o Dunga é um idiota e quem gosta dele é idiota”, mas que hoje se escondem com vergonha e ficam como abutres esperando a próxima derrota, que passem no RH e peguem suas vuvuzelas. Vocês sabem o que fazer com elas. Mas não tem KY. Eu sei que vocês preferem assim.
#chupa.
Sexta-feira, 26 Junho 09, 03:54 PM
Eu não vou me delongar sobre a Seleção. Todo meu histórico aqui já mostra o quanto eu acreditava no trabalho antes e não será agora que vou repetir tudo. Mas lendo a Internet Brasil afora, eu acabei de pensar num novo modelo de gestão, convocação e treinamento da Seleção Brasileira.
Em primeiro lugar, deveríamos abolir o técnico. Ele não serve para nada. Zagallo, Parreira, Luxa, Felipão, e agora o Dunga, todos passaram pela mesma pressão e questionamentos provocados por rixas bestas e bairristas de jornalistas recalcados ou de mal com a vida. Então, acabemos com isso.
A partir de agora, a Seleção será convocado por uma Comissão de Notáveis. Rodrigo Paiva organizará um simpósio com especialistas dos principais veículos do país. O Globo mandará Renato Maurício Prado, com seu padawan Gilmar Ferreira, e Fernando Calazans. Da ESPN Brasil irão Juca Kfouri, José Trajano e Fernando Calazans. Sim, de novo. Ele é tão chato que consegue ir duas vezes.
O Sportv, ah, o Sportv, esse enviará um séquito. Liderados pelo sábio André Rizek, os jornalistas Mauricio Noriega, Milton Leite, Telmo Zanini, Sidney Garambone e Marcelo Barreto representarão o canal campeão. A Globo, TV, não poderia ficar fora dessa e mandará ninguém menos do Galvão Bueno, que acumulará as funções de conselheiro, mediador e voto de minerva. Afinal, o que o Galvão fala é lei. Falcão e Mauro Naves acompanharão para concordar com tudo e Arnaldo Cézar Coelho será o responsável por definir o menu do jantar. Também comparecerão os frilas ou jornalistas que ninguém dá muita atenção, como Alberto Helena, Michael Laurance, Flavio Prado e outros famosos quem?.
O evento deverá ocorrer duas semanas antes do jogo e será sempre na sede d'O Globo, no Rio, para manter a crítica de que a Seleção privilegia os cariocas. Durante o simpósio, ironicamente fechado para a imprensa, os cardeais da mídia debaterão sobre todos os jogadores em atividade que podem servir à Seleção. Passarão dois dias analisando as condições físicas, os últimos jogos, o histórico a ser respeitado, se tem gente no Brasil melhor, os que agradam a torcida da cidade que receberá o jogo, os que tem R no começo do nome para o Galvão berrar, quem sabe dar entrevista ao final do jogo e aqueles que preencherão a cota fixa da Nike.
Os critérios que definirão o time convocado não poderão ser questionados por ninguém. Afinal, a própria imprensa os apontou. O povo terá certeza que foram convocados os melhores, após minuncioso estudo dos jornalistas que passam o dia inteiro acompanhando futebol. Nenhum atleta será convocado para atender interesses de empresários. Um livro de regras deverá ser criado e seguido por todos os cardeais. Algumas das ordens eu já posso adiantar.
1) Futebol é momento. Portanto, convocaremos apenas os melhores jogadores da última rodada do Brasileiro, segundo a pontuação apresentada no Cartola FC. Os estrangeiros serão convocados baseando-se nos resultados da rodada, dando prioridade àqueles cujos gols e propagandas passam no Jornal Nacional.
2) Uma experiência por convocação, mas precisa ser um jogador que quando estava no Brasil era horroroso e hoje é campeão, na reserva, por uma equipe de ponta do futebol mundial. De preferência com passagem no Expresso da Bola.
3) O goleiro precisa ter a mídia ao seu lado. Preferencialmente tem que dar entrevistas bombásticas ou ameaçar (em rede nacional) processar jornalistas que pensam que sabem alguma coisa.
4) Tem que ter um jogador do Flamengo.
5) O artilheiro do Brasileirão, se for do Rio ou de São Paulo, precisa ser convocado sempre. Mesmo que seja na primeira rodada. O artilheiro do Campeonato Paulista também deverá ser convocado constantemente. Caso o jogador seja superado por alguém durante o período que estiver na Seleção, ele deverá sair e dar seu lugar ao novo goleador máximo.
6) Só dois volantes por convocação, sendo um deles reserva. O time só pode jogar bonito, mesmo que perca até do Olaria.
7) Convocar jogadores que não aceitem comparações com os antecessores e causem polêmicas nas entrevistas.
8) Será feita uma renovação inicial, mas ao final, serão convocados jogadores de 2006, 2002 e, se bobear, até de 1994.
9) Convocar sempre um jogador da cidade onde a Seleção jogará.
10) Chamar o Ricardo Rocha para dar palestra e animar o time.
Essas serão algumas regras, mas um ponto precisa ser discutido. Quem será a virgem que colocarão na boca do vulcão? O distribuidor de coletes, ou representante técnico (seu cargo oficial) também será definido nesse conclave e precisa ser alguém de pulso firme (com o time, mas suscetível aos pedidos da imprensa), com muitos títulos e experiência para montar esquemas, mesmo que reúnam os jogadores apenas um dia antes da partida. Precisa ter esse gabarito, ou a Seleção vai ser representada por um qualquer?
Definidos jogadores e técnico, Tino Marcos entrará ao vivo no Globo Esporte e dará a notícia. Em seguida, todos os portais e demais programas poderão fazer o mesmo.
Durante as partidas, o representante técnico ficará com um ponto ligado ao som da TV Globo e ouvirá do Galvão, com o "de acordo" do Falcão, as instruções e comandos para substituir algum jogador. O primeiro a sair será sempre o volante, independente do resultado.
Após o jogo, em caso de vitória, ele será criticado e demitido por não ter goleado o adversário. Outro com mais experiência assumirá o cargo. Se golear, seus méritos serão diminuídos pela "fragilidade do adversário" ou "desinteresse do rival na partida". Será demitido, pois só ganha de galinha morta.
Em caso de derrota, demissão e exílio. Será criada uma "Era" com seu nome que marcará o fracasso do seu trabalho. E os cardeais se reunirão de novo para definir o que é melhor para a Seleção Brasileira de futebol.
Tenho certeza que dessa maneira, o Brasil caminhará para um futuro brilhante no esporte. Se a imprensa ditar as regras não tem para ninguém. Afinal, temos um exemplo de como eles sabem o que é melhor para o povo. Ou vocês já esqueceram das eleições presidenciais de 1989?
Segunda-feira, 22 Junho 09, 11:23 PM
Pode parecer dramático, mas eu encaro dessa forma a partida contra a África do Sul. Dunga já mostrou que sabe armar um time para enfrentar os grandes e com isso fazer boa campanha a partir das oitavas da Copa. A partir das oitavas, onde entram os grandes, pois até lá serão três jogos contra muralhas que pensam apenas em sobreviver ao Brasil. Aí é que a porca torçe o rabo.
Obviamente que Dunga não será demitido caso perca na quarta. Nem mesmo uma goleada massacrante é capaz de fazê-lo, uma vez que o time já provou seu valor, mas Joel Santana é esperto e sabe que se a sua África do Sul partir para o confronto direto contra o Brasil, periga se tornar em cervo diante do leão. Sua esperança reside em aguentar o tranco e levar para os pênaltis (mais ou menos como os americanos diante da Espanha), onde precisará apenas superar Julio Cesar.
Se ao menos os Bafana tivessem conseguido a classificação com folgas, poderíamos contar com a clássica displicência africana que tantos times derrubou até hoje. Mas como entraram na base do atropelo e pela incompetência dos demais, aliado ao fato de jogarem em casa e poderem realizar um feito, é bom respeitar esse time.
A responsabilidade de Dunga é absurda. Mesmo vivendo uma, não diria Lua de Mel, mas um meteorito de mel com a mídia, enfim, um bom momento, a vitória é a única coisa que interessa. Caso contrário voltarão todos os questionamentos sobre como furar retrancas, mas esquecendo que sua defesa também é bastante segura.
A Itália tem uma história de retaguardas fortes, mas no que decidiu sair para o jogo contra o Brasil, seus decanos zagueiros mostraram que não tinham pernas para correr atrás da garotada canarinha. Além disso, cabe salientar aqui, que esse papo de experiência de treinador não vale porcaria nenhuma. Afinal, com bondes como Luca Toni e Iaquinta no ataque, nada do Marcello Lippi pensar no Amauri. Era naturalizar e levar. Mas talvez o tal do Amauri não seja isso tudo que falam mesmo, não sei....
Se o futebol tiver um mínimo de lógica, o Brasil vence fácil e pegará uma Espanha com algumas sequelas do confronto contra os sempre complicados estadunidenses. E vale ressaltar que a Fúria ganhou bem o primeiro jogo e só. Os dois seguintes foram bem aquém do que se espera do time.
O papo é esse para o Brasil. O povo está satisfeito. Vitórias estão vindo na sequência e com a equipe jogando bem. Quase todas as posições estão fechadas, o treinador tem o elenco nas mãos e se a Copa fosse agora, o Brasil não entraria tão favorito como em 2006, porém muito mais forte como time e grupo. Mas a África é traiçoeira e você nunca sabe o que pode vir na sua frente.
Quinta-feira, 18 Junho 09, 11:20 PM
Nem Rá (o Deus do Sol, e não o grito do Mallandro) poderia esperar. Finalmente, mais de 2000 anos depois, eis que as múmias egípcias sobrepujaram os romanos numa batalha e podem rir ao som de harpas e flautas à beira do Nilo. Agora, Tóóótti, Canavaaaaarro, Zambróóóta (VANUCCI, Fernando, de porre em 2006) e outros grossos precisarão comer muita pizza ruim italiana para superar o Brasil do sortudo e estrelado Dunga.
Afinal, alguém esperava que o Brasil, e não a Itália, estivesse classificado com boas chances de ser líder, com uma rodada de antecedência? Claro que não. Depois do empate com o Egito, a imprensa (com diploma, tá?) já estava contando as horas para anunciar Muricy Ramalho como o novo treinador. Após a hehehe eliminação hahaha Pal-hoho-meiras ontem, até o nome do Luxa deve ter sido cogitado.
Mas, contrariando todos os prognósticos, a seleção de Dunga (favor não confundir com Seleção Brasileira ou a do povo. Essas têm Rogério Ceni no gol) está com a macarronada e o queijo nas mãos para enfrentar Iraque ou África do Sul, enquanto a Espanha se matará contra Itália ou Egito.
Tem por aí quem esteja esperando um empate ou derrota domingo para dizer a clássica diarréia “com esse time não dá” ou coisa como “viu? pegou um grande e perdeu”. É, como se o Brasil perder para a Itália fosse um absurdo.
Bom, se bem que... A Itália não ganha do Brasil desde 1982. Dois amistosos, dois jogos oficiais e um olímpico, nenhuma derrota nossa.
Em 1984, no primeiro confronto Brasil x Itália, mas pelas Olimpíadas, nós ganhamos por 2x1 e o time jogou com Gilmar III [Internacional], Pinga [Internacional], Mauro Galvão [Internacional], André Luís [Internacional], Ademir II [Internacional], Dunga [Internacional], Gilmar Popoca [Flamengo], Tonho [Internacional] (Mílton Cruz) [Internacional], Kita [Internacional], (Chicão II) [Ponte Preta], Silvinho [Internacional]. Os gols foram marcados por Gilmar Popoca e Ronaldo, jogador do Corinthians que entrou no segundo tempo.
Depois um que lembro-me bem. Em 1989, ganhamos por 1x0 com um golaço de falta do Andre Cruz. O time foi a campo com Taffarel [Internacional], Jorginho [Bayer Leverkusen], Aldair [Benfica], (André Cruz) [Ponte Preta], Mauro Galvão [Botafogo], Ricardo Rocha [São Paulo], Mazinho [Vasco], Dunga [Fiorentina], Alemão [Napoli], (Geovani) [Vasco], Silas [Sporting], (Tita) [Vasco], Müller [Torino] e Careca [Napoli].
Já observamos que entre os titulares, há 20 anos atrás, a predominância de “estrangeiros” não era incomum e nem uma exclusividade da atual seleção. Nada menos do que sete jogavam foram do país.
Aí veio a final da copa de 1994, que todos lembramos bem (e tinha um Dunga lá em campo). Em seguida, um jogaço pelo Torneio da França, uma espécie de embrião da Copa das Confederações, disputado na sede da Copa de 1998. O placar de 3x3 foi a síntese de uma partida nervosa e que os italianos chegaram a estar vencendo por 3x1.
Jogamos com Taffarel [Atlético-MG], Cafu [Palmeiras], Célio Silva [Corinthians], Aldair [Roma], Roberto Carlos [Real Madrid], Mauro Silva [La Coruña], (Flávio Conceição) [La Coruña], Dunga [Jubilo Iwata], Denílson [São Paulo], Leonardo [Paris Saint-Germain], Romário [Flamengo], Ronaldinho [Barcelona]. Marcaram para o Brasil Roberto Carlos, Romário e Ronaldo, quando ainda era "inho" ao invés de "ão", como hoje, no Corinthians.
Passou-se um bom tempo. Brasil e Itália só voltaram a se pegar em 2009 mesmo e com show de Robinho, derrotamos os carcamanos por 2x0, em Londres, a sede dessa nova Seleção. O treinador? Preciso falar?
Não sou jornalista (mas tenho diploma) esportivo, muito menos isso aqui é um canal oficial, mas tenho quase certeza de que Dunga jamais perdeu para a Itália, jogando pelo Brasil. Como treinador ganhou de novo. O jogo será no dia da comemoração do tri. Perfeito. Para uma tragédia. Ou não é o futebol que adora pregar essas peças?
Segunda-feira, 08 Junho 09, 05:50 PM
Segunda-feira, 27 Abril 09, 02:56 PM
Antes de mais nada, por favor, cliquem neste link aqui. Clicaram? Leram? Viram a data? Disseram "ah, vai se ferrar, blogueiro escroto"? Tá, eu poderia vir com a expressão "falo nada", mas não venho.
Aparentemente o Ronaldo voltou. Descontando os ranzinzas de plantão que dizem "ah, voltou para campeonato paulista, blábláblá", sim, voltou para o paulista metendo gol nos três rivais. Duas vezes na casa deles e decisivos para a vitória gambaniana.
Não sou flamengueiro com dor de cotovelo. Qualquer coisa que eu possa dizer no futuro "culpa do Kléber Leite" é coisa boa. Então se o R9 foi pro Curintia e desandou a meter bola na rede enquanto todos os atacantes do Flamengo juntos só comemoram gols-contra do zagueiro adversário, culpa do Kléber Leite e vida que segue.
Ronaldo é Ronaldo, mas existem mais coisas entre a sua volta definitiva e a idolatria geral que supõe sua vã filosofia, caro leitor. Qual Ronaldo voltou e para onde? Se ele almeja ser um ídolo de massa no Brasil apenas para encerrar dignamente (como merece) sua vitoriosa carreira, que assim seja e vamos torcer. Mas se quiser passar aquela imagem antiga de bom moço, de garoto perfeito ou Fantástico-boy para voltar à Seleção, aí vou ser do contra. O caráter de Ronaldo já foi colocado à prova inúmeras vezes. Felipão, o técnico que lhe deve a vida por causa do penta, já disse que se trata de um jogador mimado. E é. Ou as coisas acontecem à sua maneira, ou bate o pé, prende a respiração e vai embora. E na Seleção, em 2006, foram bem ao seu gosto. Deu no que deu.
Já tem jornalista em nome da audiência pedindo o gordo no escrete nacional. Os mesmo que pediram sua cabeça após o gol do Henry. Hoje todos esqueceram o vexame e a vergonha que a atitude patética daquele jogador nos fez passar. Posso soar injusto colocando a culpa em Ronaldo, já que se trata de um time. Mas ao comparar com Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, temos um jogador que estava mal tecnicamente após uma temporada estafante, contra outro que se apresentou ao apogeu futebolístico pesando quase 20 quilos a mais do que o devido, por pura irresponsabilidade particular.
Lógico que R9 fez gols e mostrou que era o melhor - tecnicamente - da Copa. Eu mantenho o que sempre disse a seu respeito: com uma perna, mas querendo, é melhor do que o resto multiplicado por dois ao cubo. Só que hoje, Ronaldo tem duas pernas e um abdômen. É gritante a diferença de seu tamanho pros demais jogadores. Parece professor de creche. E para a Seleção, não dá. Na boa, não dá. Ainda. Antes de falar que sou incoerente, vejam o que escrevi aqui. Ainda não dá.
Quanto a dizer que o que faz fora de campo não importa, ok, desde que isso não atrapalhe seu rendimento dentro de campo. Ronaldo fuma, bebe, dorme tarde e come muito. Romário não bebia nem fumava. Porém, a imagem de badboy era do Baixinho, que sempre dizia fazer o que quisesse, mas em campo correspondia (até uam certa época, mas aí já estava velho e com 1000 idéias na cabeça). Ronaldo, por sua vez, nega tudo, faz pose de moço e as pessoas compram. Depois reclamam para futuramente esquecerem novamente.
Dêem tempo. A Seleção não precisa de Ronaldo ainda e ele não pode serví-la como deveria. Mas eu realmente acho que seu tempo nela acabou. Ainda mais em se pensando em Copa do Mundo, mas o povo só vive de passado.
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Complemento: Em 1995, quando tinha o melhor jogador do mundo (de fato e de direito na época), o Flamengo estraçalhou no estadual, mas acabou vice num acaso e despencou no brasileiro. Não é nada, não é nada, mas a diferença com o Curintia, é que o Kléber Leite deles foi mandado embora em Ribeirão Preto. O nosso tá lá até hoje na decisão de mais um estadual, o seu Everest.
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Alguém reparou que os dois gols foram com a canhota? Lembram qual joelho arrebentou na última contusão? A medicina é algo realmente espantoso.
Quarta-feira, 01 Abril 09, 11:25 PM
Desde que comecei esse blog, eu sempre disse que cada um deveria escolher no que acreditar, mas que pelo menos formasse sua opinião e não ficasse se embasando em jornalistas recalcados e amigos de sei-lá-quem que falam o que querem sob a insuportável pecha da "liberdade de expressão".
Sábia aquela expressão “Deus deu dois ouvidos e uma boca para ouvirmos mais do que falamos”. O problema é que com a Internet, a boca ganhou o auxílio das duas mãos, virou o jogo e o nível de besteiras que lemos por aí já superou de longe o suportável, como, por exemplo, que o Brasil é ruim porque a Argentina é boa.
Maradona não é exemplo de nada, mas nesse Brasil que venera Romário e esculacha Pelé, ele é maravilhoso. Seu time não joga porcaria nenhuma, sua Seleção não conquista nada que preste há anos, os “craques” revelados em seu país são momentâneos e inconstantes, mas nós continuamos achando o gramado deles melhor do que o próprio. Exemplo disso, um Mané travestido de entendido foi num programa do canal campeão e vociferar que “se o Brasil enfrentasse a Argentina com o Messi jogando o que está jogando, tomaríamos uma goleada”.
O Brasil não tomou uma surra do Equador por causa de uma pessoa: na minha opinião desde que montei esse blog, o melhor goleiro do mundo, Júlio César. Na opinião do treinador que lá está agora, ele também é a melhor opção, mas o Brasil e seus entendidos queriam um personagem midiático, de fala mansa, amigo de específicos jornalistas e odiado por outros e que no alto de seu egocentrismo se acha um ser infalível.
A Argentina não tem um Júlio Cesar. Esse só o Brasil tem e o seu treinador insistiu no goleiro. Tivesse ele sido substituído após a perda do ouro em Pequim, teríamos apanhado do Equador. Fosse verdade o anúncio do novo técnico na festa do Brasileirão, conforme um colunista que dá barrigas como bebê desarranjado suja fraldas, teríamos perdido para o Equador.
Sim, eu sei que as coisas não acontecessem dessa forma. Não posso conjecturar em cima de hipóteses. Mas eu sou torcedor e posso brincar disso. Não formo opinião. Quem forma é quem mais mente. E aí está o perigo.
Depois do grotesco mico a respeito do Ronaldo, eis que a Placar agora faz uma capa atacando o jogador e insinuando que sua imagem não é mais aquela de bom moço. E quando foi? Mas por que agora? Por que não chega alguém no clube e pergunta “amigo, você não vai dizer nada sobre se apresentar para a Seleção em 2006 pesando quase 100 kg?”
Não fazem. Mas inventam. Inventam que jogadores não querem estar na Seleção. Agora pedem uma cota para atletas que estão no Brasil, mas ninguém menciona que Leão fez isso em 2001 e os resultados foram desastrosos. Fez a pedido da imprensa, diga-se. E agora, mais uma vez, sua equipe preferida deu um vexame.
O Brasil segue seu caminho tranqüilo rumo à Copa, daqui a mais de um ano, mas a imprensa já faz a cabeça das pessoas para todos perdermos por antecipação, como fizeram em 1994 e 2002. Não fizeram em 1998 e 2006.
Pois é. Nas últimas quatro copas, os entendidos erraram todas as previsões. E a torcida foi atrás. Desculpa, mas eu continuo seguindo minha cabeça. Quem quiser acreditar nos entendidos, estão aí seis exemplos bolivianos do quanto eles estão “certos”. Ou a altitude só vale pro lado de lá?
Esse texto também pode ser lido em lucasdantas.com
Quarta-feira, 11 Fevereiro 09, 04:36 PM
Navego por esse deserto de criatividade que é a crônica esportiva brasileira e vejo que alguns ranzinzas de costume estão pegando mais leve com o treinador da Seleção. É claro que isso ocorre apenas na parcela dita "inteligente" da nossa população, aquela que reclama de tudo, faz porra nenhuma e acha que a culpa é sempre do outro.
Após a coça sobre a porcaria travestida de time chamada Portugal, li e ouvi que os patrícios venderam a partida. É, isso mesmo. Todo mundo adora tomar viajar 20 mil km e tomar seis gols na bunda. Agora, depois de uma atuação muito boa e convincente contra os atuais campeões do mundo, o que vejo? Que deu pro gasto, que infelizmente vamos aturar o treinador e que o Brasil já está eliminado na Copa de 2010. Até "a Itália não jogou tudo isso" e "o Leslie Nielsen escalou o time errado" eu ouvi. Méritos para o vencedor nunca. Ganhou porque o outro perdeu, é a lógica dos derrotistas.
A frase "treinador sem experiência" já deve ser comando rápido dos computadores por aí. Daqueles que você manda ao mesmo tempo CTRL+@+P+Q+P e sai o texto, sem precisar repetir redundantemente o mesmo texto (sic). Li ontem que "ele não treinou nem dente de leite e assumiu a Seleção". Boa essa. Mas querem ex-jogadores que não tinham futebol digno para figurar no campeonato de porteiros do Aterro e, quando atletas, ganharam tanto quanto o Barreira de Bacaxá.
Franz Beckenbauer, o Kaiser, o Furher, como queiram, não possuía experiência alguma como treinador antes de assumir a Alemanha em 1984. O que ele tinha era experiência de campo, de vivência nos bastidores, trato com jogadores, competições, visão, disciplina e conhecimento tático adquiridos em sua estrondosa carreira. Na sua primeira copa, levou o time à final. Na segunda foi campeão, além de levantar uma Eurocopa, equivalente à nossa Copa América, que o Brasil de Dunga também ganhou.
Dunga não jogou como ele, segundo já me disseram e acredito, mas também aprendeu bastante em campo, e não no banco de reservas. Absolutamente todo e qualquer treinador brasileiro, tirando o Telê, gostaria de ter um Dunga em campo. Os que resolveram partir para uma linha diferente perderam. Todos, inclusive Telê.
Se Dunga nunca treinou um time, basta dizer que jogou na Itália, Alemanha, Japão, São Paulo, Rio, Porto Alegre e cruzou o mundo pelo Brasil, sempre vestindo a camisa com respeito e dignidade, além dos resultados plenamente favoráveis à sua carreira e pessoa. Algo que Felipão e Luxa jamais conseguiram dentro de campo. Excepcionais técnicos, ambos fracassaram em suas carreiras no exterior. O gaúcho até alcançou certa relevância com Portugal, mas teve seu momento Santo André naquela que seria a final da vida do país. O outro conseguiu não ser nem campeão espanhol pelo Real Madrid, um feito e tanto. Até Vicente Del Bosque foi.
Já disse antes que considero a volta de Luxemburgo ao cargo como uma reeleição de Fernando Collor. Luxa consegue hoje seus empregos milionários, como o ex-presidente se elegeu senador, mas que fique assim, tá de bom tamanho. Felipão é um nome que me agrada demais, porém não acredito nessa história de "deu certo uma vez, vai dar de novo". É outro mundo, outra realidade desde 2002 e o Brasil foi para aquela Copa tão ou mais desacreditado do que hoje. Como sempre, eu pergunto, me digam quando esses dois deram show pela Seleção? Quando perderam para Camarões com dois a mais em campo? Quando foram surrados por Chile, Bolívia e Equador? Quando aparanharam de Honduras? Ou o show foi dado quando o espetáculo ficou de lado dando espaço à eficiência nas Copas de 1994 e 2002, vencidas sem espetáculo algum pelo Brasil?
E Muricy? Realiza um ótimo trabalho no São Paulo, onde tem tempo e autoridade para colocar suas idéias e filosofias, essa praga tão adorada pelos treineiros. Na Seleção não terá e todos sabemos que seus times não jogam bonito, jogam de forma eficiente, para vencer. Seja 1x0 ou 10x0, não importa. Porém, ninguém lembra que a cada início de temporada o técnico é colocado em suspeição no SPFC. Até conquistar o brasileiro no final do ano e ser endeusado. Noves fora que ele também não é conhecido pelo bom temperamento com a imprensa, mas como possui currículo, vão dizer o que os jornalistas melindrados e orgulhosos?
Já são sete jogos sem perder. Apenas dois gols sofridos e enfrentamos adversários como Argentina (a favorita do mundo), Portugal (que dizem que é bom), Chile (naquela que seria a primeira despedida de Dunga da seleção) e a Itália. Eu gostaria muito que meu time tivesse um restrospecto desse, mas não tem como. Está lá no Flamengo um treinador cheio de experiência e que age exatamente como os outros lotados de sapiência. Eu prefiro o que experimenta o novo, como Felipe Melo. Eu prefiro o que empolga jogadores como Elano, Ronaldinho e Robinho que notadamente preferem jogar pela Seleção do que em seus clubes. Eu prefiro o que não cede a pressões e possui debaixo das traves do melhor goleiro do mundo, que está lá para agarrar e não bater faltas e pênaltis.
Dunga cometeu uma série de erros, claro. Afonso, Gilberto Silva, Kléber e outros, mas os corrigiu ou está fazendo. Pode ter demorado um pouco, concordo. Marcelo cada vez mais é titular na esquerda. Os atacantes estão praticamente fechados e são poucas as dúvidas que ainda restam. O que também está demorando é o povo parar de ser reclamão e começar a torcer um pouco mais. Se o pessoal adora dizer que 'terá que aguentar o cara" até 2010, que tal começar a se acostumar com isso e observar que o trabalho está sendo feito corretamente, ou pelo menos com mais critérios e lógica do que antes? Talvez devêssemos aprender com os alemães que esperaram por longos 16 anos até conquistar o tri mundial.
Da Seleção de estrelinhas mimadas que em 2006 se apresentou pesando mais de uma tonelada para a de hoje, com jogadores afim de jogar e respeitando o treinador (pois sabem que vão pro banco mesmo), qual vocês preferem? Eu fico com a atual e sempre estive. Não sou elogiador de ocasião. Erros acontecem e cada um de nós 180 milhões de brasileiros possuímos uma escalação diferente. Mas a que conta no final das contas é a do treinador. E a atual está vencendo. É o que importa.
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Sábado, 31 Janeiro 09, 05:36 PM
Pronto, o Malauri foi convocado. Ê! Festa no Bixiga. Com a contusão do Luis Fabiano, o cara ganhou uma vaguinha ali no ataque e agora terá "só" que ser um Romário-93 contra o Uruguai para ficar com a vaga. Por que tanta exigência? Ora, não pediram tanto? Então se não fizer chover, não terá justificado. Vamos aos fatos.
Acabou sua chance de ir pela Itália para a próxima Copa. Considerando as safras e a renovação do futebol brasileiro e italiano, onde ele teria mais chances de ir para a África? Eu imagino Itália. Mas tem quem já o convocou para defender o Brasil em 2010 aqui mesmo nesse OleOle.
O que acontece agora? Amauri terá 90 minutos e uma pressão monstruosa nas costas. Se não funcionar, ninguém poderá culpar o treinador. Falta de entrosamento e treino é algo que sempre existirá na Seleção, a não ser em competições, e Amauri nunca sequer jogou com qualquer um dos outros 10 em campo. Se ficar no banco, provável pois está chegando agora, será pior ainda. Terá menos tempo, isso se entrar.
Luis Fabiano é o 9 de Dunga por enquanto. Se estiver em condições, será convocado para o próximo jogo, mesmo jogando mal. Dunga sempre dá chances àqueles que corresponderam, segundo seus critérios. Eu acho justo e coerente, porém podemos discutir os critérios. Mas Dunga ainda se pega a lealdade. Desta feita, e considerando os nomes Robinho, Pato e Adriano, Amauri já joga perto de ser cortado na próxima. A menos que seja o Romário-93.
Alguns ranzinzas dirão que Dunga torcerá pelo fracasso do atacante, mas isso significa problemas para o treinador também. Ele está sempre "no último jogo" e será demitido após a derrota, quando ela acontecer. Pelo menos é o que diz a imprensa. As pessoas possuem uma dificuldade enorme em entender que Dunga está cagando para isso e só quer realizar seu trabalho em paz.
Mas aí temos que bater sim. Dunga errou. Ele disse que não queria convocar o Amauri por causa da pressão. Ok, justo. Mas aí o LFabiano se machuca e quem ele convoca? O Amauri!! Com mais pressão!!! Terá que substituir o 9 da hora e é o quinto ou sexto na opção do técnico, se muito. Dunga, na moral, vacilou aí. Falta de coerência braba.
Só peço que nem o Dunga, nem imprensa ou torcida avaliem o Amauri por um jogo amistoso. Eu sou daqueles que acha que jogador em Seleção, dada a falta de tempo para treinar e entrosar, precisa ser convocado 3 ou 4 vezes antes de dizer a que veio. A não ser os craques, mas isso o Amauri não é.
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Aposta: alguém quer valer que a Placar ou o Renato Mauricio Prado dirão que Amauri foi convocado por ordem da CBF e Dunga teve que engolir?
Quinta-feira, 18 Dezembro 08, 02:29 PM
Às vezes me confundo e penso "será que estamos na Hungria, Bélgica, Romênia ou Noruega?". Sim, porque nesses países é normal torcida/imprensa apelar para qualquer nome que surja da noite pro dia como a salvação de tempos bizarros.
Mas aí eu falo uma palavra, sai um "porra", e lembro que estou no Brasil, país pentacampeão do mundo e que a cada seis meses monta uma seleção capaz de enfrentar qualquer equipe do planeta. Normal, até que uma hora começa a perder a graça e as pessoas passem a apelar.
O nome da vez é Amauri. Com já foi Élber. Como já foi França. E como já foi Sony Anderson, lembram dele? Pois é. Igualzinho a esse Amauri, o cara não fez bulhufas no Brasil e começou a meter gol em progressão geométrica na Europa. Zagallo, coitado, técnico "inexperiente", foi bombardeado com pedidos pela convocação do artilheiro com nome de aparelho de som. E deu lá sua chance pro cara. Alguns amistosos contra mortos-vivos asiáticos, poucos gols, futebol feio, falta de ousadia e o cara virou história. Mudou de time na zorópa e hoje já parou. Alguém sentiu saudades? Foi até para uma Copa das Confederações, em 2001, mas o time do "inexperiente" técnico Leão ficou com o quarto lugar.
Por que Anderson não deu certo na Seleção? Sei lá. Porque era ruim? Será que não teve chance ou tempo para se entrosar com os jogadores como fazia em seus clubes? Será que não era jogador de Seleção? Ou será que teve apenas uma boa fase, mas os imediatistas de plantão que só sabem repetir o que lêem em jornais acreditavam estar diante do novo Careca?
Fico com a última opção.
E aponto que a situação do Amauri é a mesma. Aproveito e reproduzo abaixo as linhas de Gian Oddi, editor de esportes do iG, não é fã do Dunga, pelo contrário, mas escreveu um comentário sensacional no seu blog A Bola na Bota.
"Até porque, pelo que tem dito, Dunga não parece nada inclinado a chamar o atacante para a seleção brasileira, que conta com sua preferência. Dunga, aliás, tem sido correto nesse sentido. Porque, se o treinador vê poucas chances de Amauri ficar para valer na seleção brasileira, seria sacanagem convocá-lo apenas para impedi-lo de atuar pela Itália mais pra frente.
Podemos discutir os critérios técnicos de Dunga ao convocar jogadores que vivem momentos muito inferiores ao de Amauri. Mas sua postura, por outro lado, é digna de elogios".
Perfeito. Eu nem tinha pensado nisso e não vi em lugar nenhum. Mas é isso mesmo. O cara não é a preferência do treinador. Existem dezenas de opções e outras surgirão até 2010. Por que diabos então acabar com as chances do cara de jogar na Azzurra, só para satisfazer meia-dúzia de reclamões?
Treinadores, todos eles, possuem suas preferências e devem ser julgados ou analisados depois do resultado. Mas o brasileiro tem a irritante mania de prever o futuro e sacramentar que vai dar m... antes do jogo. Depois, quando quebra a cara, diz que a culpa é do time derrotado que não teria se esforçado com devia. A Copa de 2002 é a maior prova disso e eu ainda leio que "na maioria das vezes que fala que vai perder, perde mesmo". Pelamordedeus.
Voltando ao caso, apresentei um exemplo não tão antigo, mas que essa geração de Internet não deve lembrar. O Anderson foi igualzinho, idêntico e no final mostrou a porcaria que era. Acredito que o Amauri será nada mais do que um Jardel, se muito. Esse metia gol até dormindo, mas ninguém queria na Seleção. Pediam só para encher o saco do técnico, porque vontade mesmo de ver o cara com a 9 era nenhuma. A história vai contar quem foi Amauri.
O Gian colocou outro ponto, mais interessante e justo.
Mas o que leio por aí é "o cara fez dois gols no Milan". Pronto, fazer gol no Milan virou requisito para jogar na Seleção. Quando alguém fizer três gols no Milan então é o que? Estátua ao lado de Pelé?
On Campeão. De novo.