A quem interessa o sacrifício do Brasileirão?

Terça-feira, 16 Agosto 11, 10:58 AM

Antes, o técnico Mano Menezes falava em enfrentar seleções fortes, em ser protagonista e colocar o time para cima, ao contrário "da gestão anterior". Menos volantes, mais jogadores do povo, melhor relacionamento com a imprensa e blablabla.

Um ano depois, só vexame e já mudaram os conceitos. Tantos volantes quanto antes, jogadores do povo no banco, relacionamento com apenas uma imprensa e adversários medíocres. Ops. Nem isso.

O Egito, por razões políticas, decidiu cancelar o jogo. Agora a CBF corre atrás de novo adversário (sic). Isso considerando que no mês de setembro o Brasil enfrentará a Argentina duas vezes, com atletas que atuam apenas no país. Ou seja, num espaço de menos de 30 dias, TRÊS jogos da Seleção, sendo que um é completamente inútil. Por que?

O Campeonato Brasileiro não vai parar. No dia seguinte a esse amistoso que não diz nada a ninguém terá uma rodada crucial para todas as equipes, principalmente para o pelotão de cima. As duas maiories torcidas já estão apreensivas desde já com essa partida. Flamengo e Corinthians em pânico com a possibilidade de perder jogadores para o jogo do semestre, já que ninguém sabe o que o técnico pensa e o que pode sair de sua cartola convocatória.

Mas não apenas esses dois times. Santos e São Paulo também, já que Neymar e Ganso (será que desta vez para jogar?) deverão ser chamados, além de Lucas, no Tricolor. Isso tudo para um amistoso que, repito, não diz nada para ninguém. Ou diz?

É sério. A quem interessa essa partida? O que de útil um jogo contra um adversário reconhecidamente mais fraco vai trazer para a renovação da Seleção? Bater num sparring, sendo que uma semana depois acontecerá um desafio, esse SIM, valioso, contra a Argentina servirá de que? Ainda mais que para essa partida contra os rivais, apenas atletas do Brasil serão convocados. Ou seja, lá se vão Neymar, Ganso (será que desta vez para jogar?), Lucas e sei lá mais quem.

(Falando em renovação, Ronaldinho Gaúcho é o melhor nome para um time renovado com Robinho, Júlio César, Lúcio.... Daqui a pouco volta o Kaká, Juan, Gilberto Silva, falam de Roberto Carlos para a lateral-esquerda e vamos que vamos. Mas isso é outro assunto).

Resumindo, a CBF vai matar o mês de setembro para que Mano salve o pescoço. Só a ele interessa jogar contra uma galinha morta mundial. E depois do jogo e da provável vitória, dirá que "foi importantezzzzz para acertar o time e zzzz colocar ideias em práticazzzzz".

Como o próprio disse uma vez "ninguém resolve os meus problemas, então não tenho que resolver os de ninguém". Ok. Mas e quando é você que cria os problemas dos outros? Ah, mas ele é tão bem educado...

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O fim da Era Lucas

Segunda-feira, 05 Julho 10, 06:04 AM

Nada mais natural. Chega.

Desde o primeiro dia do trabalho de Dunga diante da seleção, esse blog o acompanhou tentando analisar o trabalho, sem olhar para os recalques existentes em todos os lados. Tentei analisar o trabalho, mas vamos encarar os fatos: não há Dunga sem imprensa, não há imprensa sem Dunga. Um se alimenta do outro, mas é claro que as milhões de bocas da cobertura esportiva possuem outros pratos para escolher no buffet. 

Dunga acertou e errou. Na minha opinião, acertou mais do que errou. Foram 60 jogos, com 42 vitórias e apenas 6 derrotas. Os números são incontestáveis para mostrar que o trabalho foi sim bem feito. Para quem jamais prometeu "jogo bonito", a quantidade absurda de triunfos o colocou no patamar de técnico mais vencedor na última década. Porém, a Copa apagou tudo. 

Mas Dunga errou, claro. Algumas convocações nonsense, indumentária idem, um comportamento que apesar de compreensível às vezes, passou dos limites noutras tantas.  Quem o conhece pessoalmente sabe que ele não é esse monstro que estão dizendo. Mas vai convercer a imprensa cagã (sic)...

Só que acabou. Dunga vai se recolher e ficar com sua família, seu filho de apenas dois anos e seu pai à beira da morte. Quanto a mim, não acho certo continuar um blog que teve um objetivo que se encerrou no dia 02 de juho.  Milhões de versões desse réquiem passaram na minha cabeça. Até mesmo pensei em não escrever nada, mas seria sacanagem com meus fieis 10 leitores. O pessoal ficou quatro anos aqui aguentando essa ladainha. 

Por isso que digo obrigado a todos. Aos que comentaram com mais frequência, aos que apareciam esporadicamente, aos que liam e iam vomitar, aos que quiseram me pegar na porrada... Todos mesmo, obrigado. Foi legal pra caramba. Tive mais prazer aqui do que n'outro blog, o Cariocas. 

A seleção terá um novo treinador e eu não vou ficar de plantão para criticar ou elogiar. Deixa o cara fazer o trabalho dele. Não é minha função, não sou pago pra isso e aprendi nessa Copa que mesmo com a melhor das intenções, suas palavras podem destruir uma pessoa que estava apenas tentando fazer o seu melhor. Eu não quero isso na minha consciência. Sim, eu sei que a audiência é pequena, não precisa jogar na cara, mas se um cara, só um, já lê e sai repetindo o que eu falo, é uma opinião contra ou a favor de alguém que não pode se defender.

Além disso, me apaixonei pelo twitter. Quem me segue no @lucasdantas vai ficar de saco cheio dos pitacos em 140 caracteres. Ou mais, já que não são poucas as vezes que eu me empolgo e saio floodando a timeline de todo mundo. 

Provavelmente eu não irei resistir e voltarei a escrever sobre o novo técnico, a nova convocação, a volta dos privilégios da Globo e o que mais for. Mas será de forma completamente diferente, podem ter certeza. Enquanto isso, eu vou, eu vou......

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Um novo Barbosa

Domingo, 04 Julho 10, 12:07 PM

Sessenta anos se passaram. O mesmo filme. A mesma necessidade de um vilão. Um novo Barbosa.

Em 1950, a imprensa elegeu (e o povo linchou) o bom goleiro da seleção brasileira como vilão da derrota para o excelente time uruguaio. Isso há 60 anos. Éramos todos amadores em nossos pensamentos, o futebol estava em apenas sua quarta Copa do Mundo e o Maracanã era o que havia de mais moderno em estádio. 

Em 1950, só escrevia em jornal quem realmente tinha o espaço para opinião. As discussões não passavam dos bares e a informação demorava consideravelmente para chegar até os 53 milhões de brasileiros em ação.

Hoje não. Como todos sabemos, tudo é muito rápido e fácil. A derrota brasileira foi transmitida ao vivo pela televisão para mais de 190 milhões de pessoas, só aqui no Brasil. Aos 40 minutos do segundo tempo, já pipocavam blogs e tuítes pedindo a cabeça de Dunga. Um novo vilão já estava eleito. Um não. Dois. Felipe Melo foi junto. 

No futebol são 11 em campo, mas só um perde. Como o meião de Roberto Carlos, é preciso rapidamente encontrar um culpado para destruir, humilhar e desgraçar sua imagem. A imprensa, essa nunca erra. No máximo se equivoca. 

O mundo evoluiu, andou para frente, o Maracanã é velho para uma Copa do Mundo. O que não mudou foi o comportamento dos jornalistas brasileiros e sua gana para achar um Judas a cada quatro anos. 

Por que a imprensa não volta suas armas para políticos corruptos, para criminosos, estupradores, traficantes, pedófilos e demais escórias da humanidade?

Porque nenhum desses perdeu uma Copa do Mundo. Esse é o maior crime para um povo que pensa que é grande.

Quando Dunga morrer, será perdoado. 

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Resultado e ofensividade

Sábado, 03 Julho 10, 09:28 AM

Não vou tripudiar sobre a Argentina. Sinceramente (e já disse isso um zilhão de vezes), to me lixando pra derrota deles. Adoro aquele país, a carne, Bariloche, os vinhos... Não gosto do Maradona. Nem um pouco.

Mau caráter, safado, escroto, péssimo exemplo. E o povo brasileiro, que adora esse tipo de gente, batia palmas e chamava de "figura da Copa". Esse não merece a glória que tem e conquistou em campo, como um dos "menores" gênios da bola (menor no sentido figurado, sempre é bom explicar: ele foi monstro). 

O post definitivo (e bota definitivo nisso) da derrota da seleção eu ainda não consegui fazer. E não sei se conseguirei. Ou se quero. Por enquanto, fiquemos com a lição que a Alemanha deu. 

Os bávaros venceram a badalada Argentina por um único motivo: eles se preocuparam em jogar futebol. Só isso. Mas o futebol que se joga hoje, competitivo, aguerrido, marcador e eficiente. Os maradônios quiseram encantar o mundo com um 4-3-3 que partia pra cima do adversário e tentava aniquilá-lo com requintes de crueldade.

Tanto a Holanda ontem como a Alemanha hoje mostraram que o futebol atual não é assim. Quem vive desse passado, cada vez mais vai se enterrando nos porões de um museu. 

A Alemanha joga feio? Não, é eficiente. Pode perder? Sim, como perdeu para a Espanha na final da Eurocopa. Isso é futebol. 

Claro que dirão que o Brasil não joga assim. E atestarão a sua cegueira. O Brasil jogou assim nos últimos quatro anos. Contra a Itália, contra a Argentina, contra vários times. Mas na Copa não foi. E perdeu para outra equipe que joga da mesma forma, a Holanda. 

A diferença da Alemanha para a Argentina foi o equilibrio técnico, que o time de Maradona nao possuía. 

A diferença da Alemanha para o Brasil foi a força emocional, que os brasileiros nunca tiveram. 

E também a eficiência, claro. Mas isso, só a Alemanha tem mesmo.

Futebol bonito, driblinho, showzinho, isso não existe mais. Um time pode ganhar e jogar bonito, mas hoje em dia isso é eficiência. Show é no circo. No dia que os brasileiros entenderem que se ganha e se perde, daremos um grande passo.

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Dói

Sexta-feira, 02 Julho 10, 09:15 AM

Doeu e doeu mesmo.

O Brasil perdeu em campo, na bola. Tentou, lutou, correu, mas perdeu. Assim é o futebol. 

A Holanda foi dominada no primeiro tempo. Dominou no segundo. Fez por merecer.  A defesa, o ponto alto do Brasil, falhou. Ironias? Não, futebol. 

Agora vamos ouvir tudo. Que deveria ter ido o Ganso, que a imprensa deveria ter feito mais coberturas dos treinos, que faltou opção, que Felipe Melo não deveria ter ido, que Dunga não deveria ter ido.... tudo. Vão falar. 

O Brasil perdeu.  É simples como um jogo de futebol é simples.

Urubus vão comer a carniça. Hienas estão rindo. 

Mas perdeu todo mundo. Só que a burrice de alguns é demasiada a ponto de cegar seus olhos para esse fato. 

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Eu não vejo esse cara campeão...

Segunda-feira, 28 Junho 10, 09:41 AM

Não sei se vocês têm esse tipo de coisa, mas eu sempre me pego pensando nisso. Certos jogadores têm cara de campeão e outros não.

Costumo analisar times por esse perfil também. E na seleção dungaleira eu vejo alguns que possuem aquele "mojo" de levantar taças. Mas outros, sei lá por qual motivo, eu não consigo visualizar na foto final com o time esparramado em campo e a Copa Fifa reluzindo na frente. 

Um deles é o Robinho. Só de olhar pra cara dele eu imagino o Brasil eliminado. Em todas as entrevistas do cara eu vejo a frase "esse aí não ganhará Copa nunca!" passando na frente como letreiro de notícia da Bloomberg. Tem algo no Robinho que não desce. Acho que ele está sempre tranquilão, pensando que é brincadeira e com aquela cara de "não deu, e daí?".

Ontem eu vi outra entrevista e o cara com dois brincos enormes. Nada contra usar brinco, mas não vejo um Robben, um Messi, um Klose mais preocupado em aparecer bonito na coletiva do que em ser eficiente de verdade em campo. E os três têm sido melhores que o Robinho. Até o Robben, que jogou bem menos.

Outro é o Josué. Desculpa, mas não vai. Fechem os olhos e pensem numa lista de campeões do mundo. Ou naqueles eventos que acontecerão até o fim dos tempos, com ex-jogadores que ganharam um Mundial. Você vê o Josué ali? Aí você fala "eu também não vejo o Kléberson, mas ele já ganhou". Pior ainda, amigo, ele pode ganhar DUAS vezes!!!!

Pensa nisso: Kléberson com duas Copas. Igual ao Cafu e ao Ronaldo. Funcionou aí?

É claro que tem o outro lado da moeda. Júlio César é um goleiro com cara de campeão. Lucio e Juan também possuem o perfil. Até o Luis Fabiano, o mais mediano camisa 9 desde 1930, tem esse sangue de vencedor. Kaká também, e a sua terceira Copa do Mundo pode ser a chance de brilhar. Só que aí volta outro ponto que acabei de lembrar. 

A próxima Copa é no Brasil. Alguma vez na história uma seleção sediou o Mundial na condição de campeã? A que mais perto chegou foi a Alemanha, em 1970 com a Copa de 1974. E não consigo visualizar a imagem do Brasil abrindo a edição de 2014 com a faixa no peito. Por outro lado, é, como se diz de forma errada na imprensa, um tabu a ser quebrado. Seria a primeira vez e ainda por cima uma chance monstruosa do Brasil disparar na lista de campeões.

Mas não é só com a seleção brasileira que penso dessa forma. Messi será campeão do mundo, isso é lógico. Mas se não for agora, só em 2018. Em 2014 nem a pau! Já Tevez, Mascherano, Palermo, Demichelis.... nao vejo nenhum desses ganhando a Copa. Mas o Maradona sim. 

Consigo imaginar toda a seleção da Alemanha no pódio. Não vejo a da Espanha de forma alguma. 

Lógico que não sou vidente - se fosse, adivinharia a mega-sena, não o campeão de uma Copa do Mundo - e tudo isso não passa de coisas da minha cabeça. Eu não via o Flamengo hexacampeão e continuo achando bizarro o Williams ter essa taça no currículo. Mas é algo que me dá certos temores. 

Só que aí eu lembro que o Vampeta ganhou uma Copa. Que o Denílson ganhou uma Copa. E que o Zico, Platini, Cruyff e outros não conseguiram. Então relaxo. Qualquer um pode. É do jogo.

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Saldão do grupo G

Sexta-feira, 25 Junho 10, 09:07 AM

Vai começar a chateação. Todo mundo que prefere só reclamar, reclamar, reclamar, não pensa numa simples questão: regulamento. O Brasil jogou com ele debaixo do braço. Portugal não quis jogo. Sabia muito bem que se saísse pra cima, tomava gol atrás de gol, como já aconteceu antes. E como a Costa do Marfim precisava de um milagre para conseguir a vaga, os portugas nem se esquentaram. 

Me digam, é tão difícil ver um jogo dessa forma? 

É, e vão dizer que faltou criatividade, que faltou meia, que faltou vontade, que faltou açúcar, que faltou molho de tomate.... Na moral, MUDEM A PORRA DO DISCO!

O técnico-tampão que segurava o cargo pro Felipão classificou a seleção em primeiro no grupo. 

O time que não passaria da primeira fase, atravessou-a invicto e sem correr nenhum risco em nenhum momento. 

Mas o que o povo da chatolândia quer? Showzinho!!! Claro!!!

Digamos que seu time entre em campo precisando de um empate contra uma equipe desinteressada para ser campeão. Ele sai desesperadamente pro jogo, é derrotado e perde o título. O que você diria do seu treinador?

Pois é.

A primeira parte da missão foi cumprida e eu já deixei claro que estou literalmente como o cavalo na parada de 7 de setembro. Quero taça. Jogo bonito é pra vender jornal e fazer clipezinho da Nike. Se der pra fazer, ok, mas prioridade zero. 

Essa é a opinião deste blog. Não percam seu tempo tentando rebater. Façam isso no seu blog. 

O Brasil sobrou no grupo. Na primeira partida, sofreu o nervosismo geral que atacou todas as seleções da Copa (menos a Alemanha, que não muda o temperamento nem diante do apocalipse). Pode ver lá que todas as tais favoritas seguraram o jogo e ganharam (quando ganharam) pelo placar mínimo. Na segunda partida, todas melhoraram. E na terceira, quem precisava jogou, e quem não precisava relaxou. Simples, como é o futebol.

Agora Espanha, Chile e Suíça se matam pra ver quem pega "nós" e quem atropela Portugal. Gostaria mesmo de ver um confronto contra o Chile enquanto a Peninsula Ibérica faz uma partida de <galvaomode>arrepiar </galvaomode>.

E se a Argentina não cair diante do México, o que eu não acredito, só para na final. 

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Teve arte?

Domingo, 20 Junho 10, 02:45 PM

No primeiro gol teve tabelinha, passe de letra e uma enfiada de bola espetacular do Kaká pro chute indefensável de Luis Fabiano.

Reinerio, foi bonito, ou só aconteceu porque a Costa do Marfim era ruim?

O segundo gol, aquele que o Luis Fabiano lembrou que estamos em junho e saiu distribuindo balão de festa junina pra todo mundo misturando malandragem, raça e talento, e marcando o mais bonito gol ilegal da Copa.

Lucastro, era pra ser anulado, ou só porque foi o Fabuloso tava valendo?

No terceiro, uma arrancada do Kaká como nos velhos tempos.

Mautex, ele voltou ou foi só um lampejo?

O gol da Costa do Marfim foi em cima do Felipe Mello. 

Stebozza, falha dele, ou mérito do Drogba que conseguiu sozinho superar toda a zaga, levar a bola pro fundo, tocar pra trás e ainda aparecer na zaga para cabecear?

E na coletiva pós-jogo, Dunga mandou a imprensa praquele lugar de forma tão "dunguista" que até a Fifa cortou o som do microfone. 

Mautargino, ele pegou leve ou tinha que sair rebocando a canalha inteira que tava ali na frente?

Placar feito. Inapeláveis 3 a 1 e uma atuação muito boa, mas vão dizer que no início o time jogou mal. Falar que começou estudando, esperando e sentindo o clima, não, isso não falarão.

O Brasil não correu riscos. A CDM ficou ali ciscando, mas não fez absolutamente nada.

O Brasil fez. Um gol. Dois gols. Domingou o jogo. Ao contrário d'Argentina, que quase tomou empate da Coreia do Norte, o Brasil fez o terceiro e deitou. Num momento de distração normal quando o jogo já está 3x0 e um frio do cacete, gol pros caras. E daí? Tudo resolvido, era a hora de sair na porrada. 

Eu esperava que o Felipe Melo fosse o primeiro a mandar uma voadora em campo, mas, por incrível que pareça, era o cara que mais pedia calma! E Kaká tomou o amarelo. Perigoso! Outro cartão contra Portugal e estaria fora das oitavas!

Mas o "Kara" é experiente. Tomou o segundo (atentem para isso) e um vermelho. Perfeito! Fez cara de reclamação, claro, e queira tirar um deles de campo, mas não rolou. Só que ao receber o segundo amarelo antes do vermelho, ele anulou o outro e entra limpo nas oitavas.

Quanto ao Elano, ficou provado que o Neto é burro (falou na hora do impacto que ele tinha quebrado a perna), e que o Marcio Spimpolo da Jovem Pan é um merda alarmista que falou no ar que o jogador estava indo para o hospital e que a família já havia sido avisada para reservar hora no cemitério. Aí o cara apereceu andando, deu entrevista e vai descansar um pouco a perna amanhã.

O Brasil mostrou sua cara. Fez uma ótima partida, provou mais uma vez que é durante a competição que o time vai se entrosando e ganhando ritmo (coisa que eu falo a 343.456.356.563.435 anos aqui nesse blog), e os adversários que se cuidem. 

O Brasil não joga no contra-ataque, apenas. Ele espera a hora certa de dar o bote. Calculista e preciso. Fez poucos ataques na Copa, mas com cinco gols em duas partidas, mostrou uma eficiência ímpar.

A Argentina fez a mesma quantidade de gols, mas não é ela que tem o Messi e joga com três atacantes?

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Mais do recurso eletrônico...

Sábado, 19 Junho 10, 10:21 AM

Antes de lerem as linhas abaixo, gostaria que passassem por esse texto aqui.

NÃO, O TEXTO NÃO É CONTRA O DUNGA, NÃO É CONTRA A SELEÇÃO!

Eu não vou atacar o Milton Jung, prometo, é só para ilustrar o que tenho a dizer e que ele serviu de inspiração. É sobre a velha discussão do uso ou não dos recursos eletrônicos. 

O autor do texto cita exemplos até válidos, como a mão do Henry e alguma coisa lá do tênis. Mas como em quase todos os textos escritos a respeito do tema, ele fala, fala, fala e não apresenta solução. Por exemplo:

Peguem o gol dos EUA que foi anulado. 

Uma câmera da Bandsports (aqui) mostra uma falta de um americano antes do chute. Segundo o texto (não eu), foi isso que o árbitro marcou, o que invalidou o gol. 

Vocês podem ver que além desse lance, existe um agarra-agarra frenético na área. Uma orgia de faltas, que bastava o juiz escolher uma e marcar. Para os dois lados. Ele, segundo o texto, escolheu aquela. E deve ter sido mesmo, afinal impedimento é que não foi!

Aí me digam.... o que faria um recurso eletrônico ali? O que seria esse recurso eletrônico??? O replay? Mas ele mesmo é sujeito à interpretação. Tem quem viu falta e quem não viu. E após todas as repetições, o que dirão das outras faltas no lance? Que foram primeiro e deveriam ter sido marcadas? Mas quem fez a falta, se os jogadores dos dois times estão puxando e empurrando?

Tá. Definido tudo isso, quem daria o veredito final? O técnico? O narrador? O locutor do estádio pede pro pessoal que acha que foi gol levantar as mãos e conta o número de gente que disse "sim"?

Ou o árbitro?

No final, sempre voltará para ele. O homem de preto (que hoje veste amarelo, azul, vermelho, rosa...) tomará a decisão. E será de acordo com a sua interpretação. Ou ele pedirá a todos no estádio que acharam que foi "sim" que levantem as mãos?

Quando o recurso é utilizado no tênis, como disse o jornalista, é para ver se uma bola foi dentro ou fora, o que entende-se completamente dada a velocidade que ela (a bola) viaja e toca o chão. Ainda mais nos diferentes pisos do esporte. Num caso assim, onde não cabe interpretação e a "regra é clara", acho que o recurso poderia ser usado no futebol. Mas num caso de "mão na bola ou bola na mão", não dá. O técnico do time penalizado vai discordar, enquanto o outro vai pedir a marcação. Para as faltas de jogo então, nem pensar!

Imaginem o que teríamos de interrupções na partida a cada pedido do técnico para rever uma falta que ele acha que não foi? Pior ainda, como seria padronizado isso, com tantas arbitragens diferentes no Brasil, Argentina, Espanha, Inglaterra......?

Eu não faço ideia sobre como aplicar o recurso. Vocês tem alguma sugestão? Ou preferem fazer como o blogueiro citado e só reclamar sem apresentar nenhuma solução? Droga, eu disse que não atacaria ele..... 

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Finalmente a Jabulani falou!

Quarta-feira, 16 Junho 10, 10:36 AM

Foram 16 jogos. Uma semana vendo ela em todas as partidas, brilhando, sofrendo, correndo, voando. De forma sobrenatural, ela se multiplicava ao redor do campo para dar mais agilidade aos nem tanto apressados times.

E hoje, com o fim a primeira rodada da Copa, após a vitória da Suíça sobre a Espanha (que ela jura não ter influenciado "muito"), a encontrei na saída do estádio e consegui convencê-la para um rápido bate-papo. E ela falou. Não se fez de comedida.

Simpática, levemente chubby e bem limpa, mesmo depois de rolar por 90 minutos no gramado do Moses Mabhida, J'Bo, como gosta de ser chamada pelos amigos, respondeu tudo e o papo foi bem tranquilo. Sem querer, ela acabou entregando o nome da irmã dela de 2014. Então, se mudarem, já sabem porque foi. 

Confiram essa exclusiva com a principal personagem da Copa. Ela prometeu que me daria bola mais vez (não resisti, desculpem) e poderemos marcar outra pelad...entrevista. Tomara!

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Você é alemã, tem nome africano e dizem que está de paquera com um português. Como você lida com tamanha diversidade?
 
O significado do meu nome é “alegria para todos”, o que foi mais ou menos o que aconteceu numa noite em Johanesburgo com a minha mãe, segundo ela mesma me disse. Não sei quem é meu pai, então ela homenageou todo mundo que pode ter tido uma participação. Esse negócio de português aí é por sua conta. Estou focada apenas no Mundial.
 
O que você tem a dizer para o brasileiro Felipe Melo, que jocosamente te comparou a uma Patricinha?
 
Felipe...Felipe... Felipe o que? Ele é jogador?
 
Essa dificuldade em proporcionar à torcida a alegria do gol seria uma represália às críticas que você sofreu ultimamente?
 
Bom (risos), você chega num bar, olha para uma mulher, cola nela e começa a falar que é sobrenatural, que tem um monte dela no supermercado, que é a pior que já viu... Você acha que vai conseguir marcar um gol nessa noite?
 
Messinho, meu querido. Amo a Argentina, acho você um fofo, parece um playmobil, mas continua tentando, tá?
 
E você, querido, é brasileiro, né? Fala lá pro goleiro de vocês que se quiser me pegar, eu to na estante de um supermercado lá na Coreia. Sorte das minhas irmãs que não ouviam tanto e o pessoal cuidava tão bem delas.


Que equipe tem te tratado melhor nesta Copa? E qual te maltratou mais? Por que?

A Alemanha! Ai meu Deus, que homens! Eu conheço bem a espécie. Ali eu to em casa. Eu não tenho costuras, mas se tivesse, elas ficariam todas arrepiadas quando é jogo dos bávaros. Sobre maltratar...hum... Olha, os gregos podem ser lindos, mas na hora que eu rolo no gramado...

Existe possibilidade de algum jogador te mandar para a rede mais de uma vez no mesmo jogo? Quem você gostaria que fosse?

Querido, esse negócio de querer dar três ou quatro numa noite não tá com nada. O negócio é fazer uma vez e fazer bem feito. Mas o Gerrard bem que poderia ter feito mais um.... (suspiros)

Tenho duas perguntas de uns amigos meus que me pediram que fizesse se um dia eu te encontrasse. Primeira: Você não acha que a música-tema da Copa deveria ser: "Por que me arrasto aos seus pés... por que me dou tanto assim..." ? (Desabafo, Roberto Carlos) (por Luciane Castro)

Ia ser engraçado o Roberto Carlos fazer uma música de futebol. Ele jogaria uma partida? Não publica isso, menino! Eu acharia uma honra. Adoro todas as músicas dele, amo o Brasil, aquela estátua no alto do morro e todas aquelas coisas que falam das praias em Buenos Aires (vira para o assessor e fala baixo, sem perceber o microfone ligado, "sempre as mesmas perguntas, que saco").

Quer casar comigo? (por Maurício Teixeira)

Maurício Teixeira? É jornalista? Esse Maurício não é um bolinha que estava na Alemanha, em 2006? Ele perguntou a mesma coisa para a Teamgeist! Pode isso? Mas que cara de pau! Não, querido. Não casaria. Mas o problema não é você. É comigo. Não sou bola de um pé só.

Lá no Brasil, o pessoal reclamou muito das ausências de Ganso, Neymar e Ronaldinho Gaúcho. Você gostaria de ser chutada por eles?

E eu lá sou bola pra ser chutada por garotada sub-20? Estão todos com joelhinhos virgens, nem tomaram umas pancadas ainda. Não, por favor. Deixa pra Bundalelê esse problema. O Ronaldinho é outro problema. Ele é muito arroz. Fica ali cortejando, fazendo gracinha, mas na hora de chegar junto ele nunca confere. Não tenho couro pra isso.

Quem é Bundalelê?

A bola da próxima Copa. Ai meu Deus, eu não deveria ter falado! Apaga isso!
 
Pode deixar que apago! Como se sente um produto de alta tecnologia como você é ao ser comparada a uma bola de baixa qualidade vendida em supermercados mixurucas?
 
Falem mal, mas falem de mim. O pessoal reclama, mas corre atrás.
 
Alguma vez te deu vontade de chorar nessa Copa? Por que?
 
Olha, chorar mesmo não, mas cheguei perto naquele jogo da França com o Uruguai. Nunca apanhei tanto. Mas ser a melhor e mais famosa bola do mundo tem dessas coisas. Será difícil segurar as lágrimas depois da semifinal. Depois de tantos dias brilhando, serei aposentada e voltarão a usar aquelas porcarias cheias de celulite de barbante.
 
Para terminar, o que você tem a dizer para seus críticos?
 
Vocês ainda não viram a Jo’bulani.


 

Perguntas de Maurício Targino (e convidados) e respostas de Lucas Dantas.

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