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A morte diante dos olhos

Quinta-feira, 05 Novembro 09, 06:30 PM

Antes de mais nada, desculpas aos meus seis bilhões de leitores. O baque de domingo foi grande, muito grande.

Perder para nosso sparring depois de dois anos sacramentou uma temporada que poderia ter sido antológica. Pior que perder o clássico é que a derrota começou antes mesmo de a bola rolar.

Superstição não tem lá muita validade no futebol. Mas, cá entre nós, quem não evita passar por baixo de uma escada ou deixar o chinelo ou o sapato com a sola virada para cima? Por via das dúvidas...

... alguém do elenco poderia ter lembrado que na última derrota para a esquadra rosada dos Aflitos, o jogo foi na casa delas e o Sport jogou de preto. Aí, só porque conseguiu três empates seguidos fora de casa jogando de preto, resolveu arriscar.

Este escriba quando viu que o Sport jogaria de preto, já anteviu: fudeu. Aos quatro minutos, com a defesa desfilando toda a displicência do universo, gol das barbies.

Três minutos depois, o Sport empatava com Vandinho. Mas não era aquele gol. Mais parecia um gol de final de pelada. Antes do intervalo, as rosadinhas passavam à frente num chute de Carlinhos Bala (logo ele) que desviou em Durval, o outrora exterminador de barbies.

Wilson, guerreiro, empatou o jogo no segundo tempo. Pouco depois, Irênio (que este escriba, na sincera, pensava que nem jogava mais) chuta de fora da área para desempatar. Crueldade extrema: a bola quicou encobriu Magrão. Aliás, na sincera: foi um frangaço.

Desse jeito, não tinha como ganhar. A sorte acompanha os que trabalham. E tudo que o Sport faz é NÃO trabalhar.

A começar pelo maldito e imbecil treinador Péricles Chamusca. Um time que está em último lugar, com nítidos problemas de condicionamento físico, o que ele faz? Vejam um exemplo da agenda pós-jogo com o Náutico, que aconteceu no domingo:

Segunda: treino regenerativo pela manhã; folga à tarde.

Terça: folga

Quarta: treino em período integral

Quinta: treino à tarde e concentração

Sexta: treino à tarde

Peguemos o exemplo de um jogador da "barca" (baladeiro). Terminou o jogo no domingo à noite. Pagodinho e cervejinha pra esquecer a derrota. No dia seguinte, só um treininho regenerativo, de boa. Dá pra dar uma boa dormida à tarde e já descolar um puteirinho privê, já que bar aberto na segunda à noite em Recife é dose.

Estica até de manhã, já que terça é folga. Descansa e na quarta tem o ÚNICO treino em período integral da semana. Como quinta o treino é só à tarde e já começa a concentração, então noite de quarta, já que o treino foi o dia inteiro, um pagodinho e mais uma cervejinha e coisa e tal...

Aí o filho da puta do entregador de camisa vem falar que o time melhorou, que teve chance de ganhar os jogos, e uma conversa mole da porra...

Não satisfeito com as merdas ditas pelo entregador de camisa, o presidente do Sport declara que o time já está rebaixado, com 15 pontos a disputar. Grande presidente.

Voltando ao jogo contra os sparrings: teve jogador da barbie que, ao se referir ao desvio da bola no gramado irregular no terceiro gol, disse: "finalmente nosso gramado jogou a favor"

E o presidente dos sparrings ainda emendou: "nós podemos até cair, mas eles caíram primeiro"

Pior que perder o clássico é perder para um adversário medíocre. Na bola e na alma.

Por essas outras, é que nunca é demais repetir uma frase que foi título de um post cujo assunto era o mesmo deste:

"Sábios aprendem com a derrota, imbecis se iludem com a vitória."

Resta saber se o Sport será mesmo sábio.

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Postado por mautargino | Comentários (6)

Clássico dos Clássicos com cara de Casados x Solteiros

Segunda-feira, 27 Julho 09, 09:25 AM

Começando pelo final. Na manhã seguinte ao empate em 3x3 com o Náutico na Ilha do Retiro, Emerson Leão foi demitido.

Não foi pelo resultado, mas pelo mal-estar causado pelo treinador após o anúncio da contratação de Marcelo Ramos sem o seu aval. Caso típico de "as duas partes fizeram besteira". A diretoria por querer contratar sem aprovação do treinador e o treinador por dar essa entrevista.

O assunto vai render, talvez saia post, mas o assunto deste é o clássico dos clássicos (em minúsculas mesmo) do centenário. Tá, foi 3x3 e os seis gols sugerem um grande jogo.

Não foi. Foi horrível. O resultado ferrou ambos. Mas o Náutico saiu de campo com perspectiva de melhora. O Sport não.

Nos primeiros minutos, já dava para ver que seria um jogo duro de ver. Passes errados em profusão, criatividade zero, poucas chances. O Sport era um pouco melhor, mas parecia de certa forma constrangido em marcar gol num time que não vencia há 10 jogos, cujo goleiro titular havia pedido para não jogar e o goleiro escalado não jogava há cinco meses. Enfim, teve dó.

Logo o time leonino errava o 857º passe no ataque, Johny roubou a bola, avançou e passou para Carlinhos Bala, que não tomou combate de Cesar nem de Igor e chutou para abrir o placar. Tomar gol de Bala é foda.

Mas como era uma pelada comemorativa dos 100 anos do confronto entre Sport x Náutico e não um jogo de campeonato brasileiro Série A (ao menos era o que parecia), Fabiano empatou de cabeça após escanteio cobrado por Dutra.

Antes de acabar a primeira etapa, ainda houve tempo para Guto, o nulo, perder mais um gol da série "até minha avó fazia".

Demorou meio minuto, isso mesmo, meio minuto no segundo tempo, para o Sport fazer mais um pênalti da série "pode até não ter sido, mas pela burrice do defensor, merece ser marcado". Cesar faz uma baita cagada em cima de... Carlinhos Bala.

Gilmar bateu e desempatou.

Para mostrar que a coisa tá horrível para o Sport, Galiardo meteu a mão na bola dentro da área do Náutico e o juiz Vagner Tardelli não deu pênalti.

Como time ruim depende de bola parada, Elder Granja bateu falata na área e Durval, o matador de Barbie, marcou mais um gol contra o Náutico. Novo empate e o Sport cresceu. Em termos, mas cresceu.

Logo Sandro Goiano estava levantando outra bola na área (quem não tem meia armador faz isso mesmo: bota volante para alçar bola na área), Fabiano ajeitando de cabeça e Guto, acredite, marcava também de cabeça o gol da virada.

Mas Guto é tão desgraçado, mas tão desgraçado, que foi substituído logo após o gol. E é tão desgraçado, mas tão desgraçado, que o destino não lhe permitiu entrar para a história como o jogador que marcou o gol da vitória leonina no Clássico dos Clássicos do centenário. Afinal, a redenção é para poucos, pouquíssimos.

E coube a Carlinhos Bala (puta que o pariu, é triste falar dele sem tirar sarro) aproveitar uma falha bisonha de Magrão (até tu, Paredão) e mandar de cabeça para empatar o jogo.

Faltavam 15 minutos para o jogo acabar e o Sport ainda teve duas chances claríssimas com Fabiano e Fumagalli. Mas é aquela história: time ruim nem sempre merece vencer. E o clássico dos clássicos dos 100 anos mostrou isso.

O empate ferrou os dois, que estam na zona do rebaixamento. Sport e Náutico se merecem. 

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Postado por mautargino | Comentários (14)

10 Clássicos dos Clássicos para não esquecer

Sábado, 25 Julho 09, 11:15 AM

Neste sábado, 25 de julho de 2009, completam-se 100 anos do primeiro Clássico dos Clássicos. Neste domingo, Sport e Náutico voltam a medir forças novamente na Ilha do Retiro. Seguindo a onda da data histórica, o escriba resolveu listar 10 clássicos dos clássicos inesquecíveis disputados na Ilha do Retiro desde 1991, ano em que o mesmo escriba pisou na Ilha do Retiro pela primeira vez. Ou seja, se o Clássico dos Clássicos agora é centenário, para o escriba atingiu a maioridade. Como este espaço é imparcial, só há vitórias do Sport conquistadas na Ilha do Retiro neste período. E muitas ficaram de fora. Vamos à lista:

Sport 2x0 Náutico 1991 – 14 de julho de 1991 – Campeonato Pernambucano

A primeira incursão deste escriba ao mais importante estádio do universo. Cinco dias antes, tinha completado 12 anos de idade. Graças às manobras do meu tio Luciano, conseguimos um lugar nas cadeiras, algo no mínimo cômodo vide o dilúvio naquela tarde de domingo. Em campo, o meia Cristiano (que ninguém sabe que fim levou) abriu placar no meio do primeiro tempo, matando no peito e chutando da entrada da área, na trave do placar. No início do segundo tempo, pênalti para o Sport. Dinho (aquele mesmo, volante de futebol sutil que mais tarde oi campeão da Libertadores pelo São Paulo e pelo Grêmio) bateu “na ignorança” e deu números finais. A imagem da piscina formada nos primeiros degraus das arquibancadas é inesquecível.

Sport 3x0 Náutico 1991 – 15 de dezembro de 1991

Visto também “in loco” pelo escriba, também nas cadeiras e em meio a Américo Pereira e outros conselheiros da Barbie (amigos do meu tio Luciano, ninguém é perfeito), o jogo decidiu o Campeonato Pernambucano daquele ano. O Sport precisava do empate e simplesmente massacrou o sparring. Hélio, o doido, abriu o placar no final do primeiro tempo. Moura marcou um golaço no início do segundo tempo (eleito o Gol do Fantástico naquele domingo) e Hélio Doido, novamente, fechou o placar. Além do título estadual, valeu a descoberta definitiva de como é bom bater na Barbie. O escriba quase foi massacrado pela corja alvirrosa que o cercava. Mas o fato de ser apenas um garoto de 12 anos o poupou.

Sport 1x0 Náutico 1992 – 13 de dezembro de 1992

Valeu o bicampeonato estadual. Uma semana antes, o Náutico havia aplicado uma sonora (e rara) goleada de 4x1 nos Aflitos e conquistado o turno. Na primeira partida da decisão, nova (e rara) vitória rosada por 1x0. O empate daria o título aos sparrings em plena Ilha do Retiro, algo que não acontecia desde o hexa deles, na época que não havia TV a cores e nem o homem tinha sequer chegado à Lua. No segundo tempo, um gol de Dinda (um atacante cujo adjetivo de bisonho é elogio, que era refugo deles – veja só), abriu o placar e levou o jogo para a prorrogação. O resultado persistiu e a melhor campanha leonina valeu a taça.

Sport 2x0 Náutico 1994 – 16 de junho de 1994

Na noite anterior à abertura da Copa do Mundo, o Náutico precisava vencer por dois gols de diferença para ficar com o estadual daquele ano, já que o Sport havia vencido a primeira partida na Casa da Barbie por 1x0. Mas ninguém poderia vencer Leonardo, Juninho, Chiquinho, Zinho & Cia. O centroavante Fábio (o sósia do Edmundo), abriu o placar logo aos 9 minutos de jogo. Com a taça na mão, Chiquinho tratou de humilhar o zagueiro Araújo e chutar cruzado para garantir ao Sport seu 28º título estadual.

Sport 5x1 Náutico 1997 – 7 de Abril de 1997

Este jogo aconteceu numa segunda-feira. Um dia antes, data original da partida, caiu uma chuva no Recife que lembrou aquela que obrigou um tal de Noé a construir uma arca para salvar os animais da terra. Ficou então provado que São Pedro estava mesmo a fim de sacanear os alvirrosas, pois 7 de abril é nada menos que o aniversário do Timbu. Depois de marcar cinco gols e perder outros cinqüenta, o Sport mostrou que São Pedro não precisava ter sido tão cruel e deixou os coitadinhos fazerem o de honra. “Parabéns pra você...”

Sport 2x0 Náutico 1999 – 9 de maio de 1999

Adriano (ex-São Paulo, Guarani e Seleção Brasileira sub-20) era o craque da Barbie e do estadual daquele ano e havia prometido marcar dois gols para homenagear o dia das mães. Fez até pintura na barriga para levantar a camisa e mostrar após marcar o gol. Mas naquele dia das mães, só deu o Papai da Cidade. Nildo e Juninho Petrolina marcaram os gols da vitória. Para completar a tarde/noite , algum “gênio” jogou um timbu (mascote alvirrosa) no campo. O roedor corre pra lá e pra cá e a torcida do Sport começa “Uh, uh, uh, dá um chute no Timbu”. O lateral-direito Saulo acaba atendendo ao pedido e acerta aquela bicuda no pobre roedor. Valeu-lhe uma denúncia por parte da Sociedade Protetora dos Animais (é sério), da qual ele foi inocentado após alegar legítima defesa (mais sério ainda).

Sport 4x0 Náutico 2000 – 28 de maio de 2000

Três semanas antes o Náutico havia conseguido uma surpreendente (e rara) vitória por 2x1 na Ilha do Retiro, que valeu a demissão do treinador do Sport à época, Celso Roth. Quis o destino que não demorasse muito a vingança, no mesmo estádio, já com Emerson Leão de treinador. 12 minutos e Nildo já recebia na área e devolvia para Leonardo abrir o placar. 23 minutos, contra-ataque puxado por Sandro Gaúcho, tabela com Leonardo, e Sandro Gaúcho fazia o segundo. Cinco da etapa final, nova jogada do trio Sandro Gaúcho-Leonardo-Nildo e 3x0 no placar. O Náutico até tentou o gol de honra, mas não havia espaço para a piedade naquela tarde, mesmo com Russo sendo expulso e deixando os rosas com um jogador a mais. Nildo, que já havia marcado o terceiro gol, recebeu, limpou o zagueiro e percebeu o goleiro adinatado. Golaço de cobertura e goleada consolidada.

Sport 3x2 Náutico 2005 – 30 de julho de 2005

Até no pior ano de nossas vidas, o ano do centenário do Sport, não poderia faltar um triunfo sobre nosso sparring predileto na Ilha do Retiro. Aliás, dois. Pelo Pernambucano, Cristiano Brasília marcou de falta o gol da vitória por 1x0. Pela Série B, o Náutico chegou como favorito (coisa rara) contra um Sport que quase foi rebaixado para a Série C. Mas freguês é freguês e deu Sport, sem precisar fazer muita força. O Sport quase caiu e o Náutico precisava vencer um adversário que tinha sete em campo para voltar à Série A. Mas esse jogo contra um time de futebol society acabou entrando para a história como A batalha dos Aflitos e o resultado todo mundo sabe.

Sport 2x0 Náutico 2006 – 21 de outubro de 2006

Vários levantamentos colocam esta partida como a de número 500 entre os dois times. Dois times, não: um TIME e um que há mais de 100 anos tenta ser. Em tarde de Fumagalli, o gênio incompreendido, não houve chance para as rosadinhas dos Aflitos. Fuma usou a cabeça para abrir o placar usando a cabeça e bateu um pênalti com maestria para dar números finais. Nem a expulsão de Hamilton há 15 minutos do final fez com que o panorama fosse mudado.

Sport 2x0 Náutico 2007 – 1º de abril de 2007

Só poderia ser uma grande mentira o Náutico tirar o título do Sport naquela tarde/noite de 1º de abril. As rosadinhas precisavam vencer para evitar que o Sport conquistasse seu 36º título estadual com duas rodadas de antecedência. Foram para cima e acertaram três bolas na trave em 15 minutos. No primeiro ataque do Sport, passe beckembaueriano de Fumagalli para Weldon marcara um golaço. Os alvirrosas, inconformados, seguiram atacando mas, como de hábito, sem qualidade. Aí para acabar a palhaçada, Luciano Henrique marcou o segundo, de cabeça. “Adeus, Náuticô...” 

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Postado por mautargino | Comentários (1)

Tetra. De novo.

Segunda-feira, 20 Abril 09, 07:36 PM

Finalmente acabou, pela terceira vez seguida sem precisar de final, o segundo campeonato mais difícil do mundo. O primeiro, todos sabem, é a Segundona pernambucana.

Desde as primeiras horas do dia 19 de abril de 2009, pouco ou nada dizia que era domingo de clássico decisivo do campeonato pernambucano.

Dia nublado, poucos torcedores à procura de ingresso nas bilheterias da casa rosada pernambucana. Os ingressos de estudante, foram apenas 150 para a torcida do Sport, conforme três cambistas confirmaram. Os mesmos cambistas que ofereciam ingressos de arquibancada inteira cinco reais ABAIXO do preço da bilheteria, que custava 40 reais.

Dar 35, 40 reais ao Náutico ou quem quer que preste serviço (cambista)? Definitivamente não.

Melhor guardar pra ver Libertadores na quarta-feira.

Este escriba esperava um 0x0 sem graça, ou na melhor das hipóteses, um jogo ríspido e violento, com jogadores do Sport encarando a partida como mais um dia de trabalho e os do Náutico tentando de todas as formas vencer a partida, que forçaria uma partida-extra-sabe-se-lá-quando e mais as finais, caso vencesse também a extra.

Bem, o jogo foi um 0x0, mas bastante disputado, com boas chances para ambos os lados. O Náutico não as aproveitava por afobação de seu jogadores, e o Sport, bem, o Sport só ia na boa e quando criou chances, o fator sorte não estava ao lado.

Aliás, o 0x0 entre Sport e Náutico foi um daqueles jogos sem gols que foram bons para todo mundo.

O Sport conquistou o campeonato de forma invicta, com 19 vitórias em 22 partidas, vencendo os dois turnos e sem necessidade de final. Agora são três semanas só com a Libertadores.

O Náutico pode se orgulhar de não ter perdido a partida final (hahaha) e pensa no jogo da volta contra o Criciúma pela Copa do Brasil.

Alguns torcedores do Sport ainda "lamentaram" ao menos um golzinha para terminar co campeonato com vitória sobre o eterno sparring rosado. Este escriba nem liga. Afinal, há muito tempo o Sport vem fazendo com que o segundo campeonato mais difícil do mundo seja apenas um torneio paralelo ou preparatório para aqueles que realmente interessam.

Tetracampeões pela segunda vez em dez anos. Quarta vez campeão estadual invicto. 15 campeonatos à frente do segundo colocado.

Essa superioridade não cabe em Pernambuco.

Que venha a América!

PS: Não tinha mesmo para que se importar com o jogo se dois dias antes um sonho chamado show do Motörhead no Recife virava realidade. A música abaixo se chama Going to Brazil e não Going to Rio como o mané que pôs no youtube salvou. Perfeito para terminar o post de número 200 do Blogsport.

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Postado por mautargino | Comentários (12)

Não precisava

Segunda-feira, 16 Fevereiro 09, 08:23 AM

Não precisava o Sport enfrentar o Náutico na última rodada do primeiro turno do segundo campeonato de futebol mais difícil do mundo.

O mais difícil, todos vocês já devem saber, é a Segundona pernambucana.

Não precisava haver Clássico dos Clássicos (clássico?) porque o Sport, como todos devem saber, havia conquistado o primeiro turno por antecipação três dias antes.

Por que não deixar o Náutico vencer por W.O.? Já pensaram que piada bacana seria? O Náutico só vence o Sport por W.O. Afinal, nos últimos 10 confrontos foram 7 vitórias do Sport uma do sparring e dois empates “na caridade”.

Não precisava o Sport escalar quase todo o time titular para enfrentar um adversário técnica, tática, individual, moral, histórica e conceitualmente inferior. Mas o Sport escalou.

Não precisava fazer muita força para abrir o placar e aos cinco minutos duas excelentes chances foram criadas.

Não precisou esperar muito para Durval abrir o placar num gol típico de pelada: o time inteiro do Sport dentro da área do Náutico, que parecia uma donzela ansiosa para perder a virgindade com um canalha.

Não precisava escrever isso, mas quando o adversário é o Náutico o único requinte permitido é o de crueldade.

Não precisava entrar de novo nas estatísticas, mas nos últimos sete jogos do Sport contra o Náutico, Durval marcou CINCO gols. Se o leitor não lembra dos outros, pode conferir aqui, aqui, aqui e aqui. Ele realmente GOSTA de arrebentar a Barbie.

Ganhar de 1x0 com gol de zagueiro artilheiro já era suficiente e não precisava ampliar o placar.

Não precisava, mas foi o que Fumagalli fez. Justiça poética: o gênio incompreendido marcou o primeiro gol do Sport no campeonato e fez o, por ora, último. E, a exemplo de Durval, Fuma também gosta de arrebentar a Barbie, como neste jogo aqui.

Enfim, a única utilidade da partida de sábado foi reafirmar a superioridade técnica, tática, individual, moral, histórica e conceitual do Sport sobre o Náutico. Uma verdade eterna e indiscutível.

Com todo o respeito ao segundo campeonato de futebol mais difícil do mundo, foda-se o Pernambucano. Agora, é Libertadores.

PS: “Ei, cuzão, presta atenção: Carlinhos Bala agora faz cabelo, pé e mão”

Esse grito da Torcida Jovem do Sport valeu o ingresso. Por sinal, ele jogou? Na súmula diz que sim, mas não conheço ninguém que o tenha visto em campo...

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Postado por mautargino | Comentários (4)

50 rodadas na liderança

Quinta-feira, 15 Janeiro 09, 08:10 AM

Após uma estréia tranqüila no Campeonato Pernambucano, o Sport foi até Salgueiro enfrentar o mais difícil de seus adversários no estadual.

Não, não houve clássico no sertão. Até porque clássico pernambucano, na opinião deste que vos escreve, só existe um: Sport x América. E o alviverde de Casa Amarela, infelizmente, há anos não disputa a primeira divisão estadual.

Por falar nos supostos adversários de dos clássicos, eles também jogaram pela segunda rodada. Mas este não é o foco deste post.

Bem, depois de enrolar o leitor nos três parágrafos anteriores, vamos a Salgueiro x Sport. O segundo melhor time do estado começou o jogo tomando sufoco do Leão. Muito sufoco. Ciro e Fumagalli faziam de tudo no ataque, menos o que interessa, aquela palavra de três letras, habitualmente acompanhada de uma exclamação.

Também no sertão, mas em Serra Talhada, as bonequinhas rosadas borravam a maquiagem para segurar o empate contra o Serrano, o único time que conseguiu vencer o melhor de todos no estadual 2008. Ah, teve também estréia de uma nova boneca, de nome Carlinha Jujuba**.

Antes que se pudesse chegar até essa linha do texto, um tal de Santa Crúcis já perdia para o Porto em Caruaru.

Em Salgueiro, jogo difícil e equilibrado. Típico de times grandes como o Sport e, principalmente, o time da casa.

A estréia de Jujuba, transmitida pela TV, fazia alegria dos insones. Nada acontecia e Jujuba nada fazia. E, como diria o técnico das rosinhas da Rosa e Silva, o juiz prejudicava. Mas quem dá ouvidos a uma boneca xiliquenta como Betinha Fernanda*?

E o Santa Crúcis toma o segundo gol.

Em Salgueiro, está na cara que Salgueiro e Sport são times muito bons para serem vencidos. Mas havia um detalhe, de quatro letras: Ciro. O estreante Guto, que entrou no segundo tempo, ajeitou de cabeça após cobrança de lateral para o matador girar e chutar no canto aos 34 do segundo tempo. Claro que o primeiro gol de Ciro como profissional fora da Ilha do Retiro (sétimo na carreira e terceiro no Pernambucano 2009) tinha que ser marcado em sua cidade natal, Salgueiro.

As rosadinhas seguiam sem fazer nada, já sem Jujuba**, que já pipocou na estréia e foi subistituída.

E o Santa Crúcis tomava o terceiro.

Guto recebeu de Ciro, invadiu a área e foi derrubado. Pênalti que Luciano Henrique, que substituiu Fumagalli, teve de cobrar três vezes até ser validado.

Algo tina que ser feito em Serra Talhada. Afinal o Sport não podia abrir quatro pontos de vantagem sobre as bonequinhas logo na segunda rodada. E esse “algo” logo foi feito. Pênalti para as rosadinhas, convertido por Gilmar. Que só precisou cobrar uma vez.

O Santa Crúcis já tinha levado o quarto do Porto.

Fica no ar a pergunta: algum torcedor do Sport sente saudades daquele que um dia se chamou Drogbala e hoje não passa de Jujuba?

Pois se Carlinhos Bala é problema, Ciro é solução.

E o Sport segue líder do Pernambucano há nada menos que 50 rodadas. Desde o segundo turno de 2006 não há ninguém à frente do Leão. Se bem que hoje tem alguém para dividir a liderança: o Porto.

Afinal, essa pré-temporada formalmente chamada de Campeonato Pernambucano tinha que ter alguma graça, não acham?

*Tecla Sap: Roberto Fernandes

**Tecla Sap:Precisa mesmo?

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Postado por mautargino | Comentários (11)

Jogo de Compadres

Segunda-feira, 20 Outubro 08, 08:36 AM

Às vezes o futebol serve para mostrar que para amá-lo é preciso uma certa ou até mesmo uma grande dose de idiotice. Um bom exemplo foi o último Clássico dos Clássicos disputado domingo na Ilha do Retiro.

Durante a semana passada o OleOle foi bombardeado por dois dublês de... (idiotas?) provocando-se mutuamente. É bem provável que em algum momento de bom senso (se é que isso existe em semana de clássico), ambos tiveram a plena convicção de qual seria o resultado.

Desde o começo tudo parecia programado para o seguinte cenário: um empate, de preferência com gols. O Sport fecha o ano sem perder para o Náutico, mas desde que os manés façam gols. Ora, um time com a grandeza (?) (hahahahaha) do Náutico não poderia fechar o ano de 2008 sem fazer ao menos um gol no tricampeão pernambucano e campeão da Copa do Brasil.

Uau, fizeram dois. Ambos em lances que a zaga do Sport simplesmente observou, como quem diz “deixa esses zé-ruelas marcarem um golzinho, deixa”.

Assim foi o primeiro gol da partida, marcado por Gilmar. Um momento inédito em 2008: o Náutico vencendo o Sport.

Foi tanta emoção que o medíocre técnico do time rosa deu piti, deu escândalo, rasgou os paetês com um lance normal de Durval num jogador da Barbie dos Aflitos.

Mas foi um piti daqueles de fazer a mais escandalosa das bichas parecer um monge budista.

Foi expulso e quando entrava no túnel fez um gesto pouco amistoso para a torcida do Sport.

Imagine: você vai à casa de alguém, dá escândalo sem motivo e ainda sai hostilizando. Vem um doido, quebra teu carro e te dá uma surra e você não entende por quê.

E por favor, leitores, não sejam idiotas a ponto de este escriba pregar a violência neste post. Até porque dar porrada em alguém mais fraco é feio.

Voltou o jogo e Durval, o capitão do Sport, o domador de Barbie, empatou o jogo no fim do primeiro tempo. As coisas voltavam ao anormal.

Mais normal ainda ficou no início do segundo tempo, quando Roger desempatou o jogo. Aí o zé-mané inventa de tirar a camisa na comemoração e tomar amarelo.

O Náutico empatou com Felipe, que mesmo com o salário atrasado, fez o gol no time o qual ele está doido pra jogar.

Pouco depois, o lance que definiu o jogo e escancarou o caráter “compádrico” da partida. Aos 17 minutos do segundo tempo, Roger se chocou com um zagueiro da Barbie e caiu na área POR CONTA DO CHOQUE e não por tentar ludibriar a arbitragem.

Com um a menos, o Sport resolveu deixar do jeito que estava. E o Náutico, inebriado por já ter feito dois gols (nossa, eles(as) conseguiram marcar dois gols no SPORT) não teve nem competência nem qualidade para aproveitar a vantagem numérica.

Alicio Pena Júnior, o árbitro, ainda tentou disfarçar a marmelada e mandou Ticão para o chuveiro, do Náutico, que entrou aos 20 e foi expulso aos 36 do segundo tempo. A essa altura, o jogo estava uma bosta. Tanto que ninguém percebeu a expulsão.

Zecarrera e a torcida cor-de-rosa devem estar eufóricos: conseguiram empatar fora de casa e se safar (por enquanto) da zona de rebaixamento. E conseguiram, vejam só, marcar gol no Sport, coisa até então inédita em 2008.

E o Sport apenas empata pela oitava vez num campeonato que há um bom tempo só tem servido como preparação para a Libertadores.

Jogo de compadres não merece vídeo embeddado. Se quiserem ver os gols, cliquem aqui.

PS: Zecarrera, foi mal chamar de idiota. Não leve a sério

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Postado por mautargino | Comentários (8)

Acho que não será a última provocação

Sexta-feira, 17 Outubro 08, 04:38 PM

Montagem?

Não sei. Que seja.

Pra sacanear vale tudo.

Até colar adesivo do time rival no carro. Como fizeram aqui.

Ou postar um vídeo como esse:

 
Será que as provocações param por aqui? Por mim segue.
E você, amigo Zecarrera?
 

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Postado por mautargino | Comentários (2)

No pé da oreia

Quinta-feira, 16 Outubro 08, 08:55 PM

Será que Zecarrera lembra disso?

 
Se não lembra, os amigos Carlinhos Bala e Durval podem ajudar:
 
 
E, na boa, como não chamar um cara desse de Barbie? Diretamente das cadeiras dos Aflitos, na avenida Conselheiro Rosa (ui) e Silva:
 
 
Sem mais. Até a próxima.

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Postado por mautargino | Comentários (3)

Mais provocação...

Quarta-feira, 15 Outubro 08, 05:50 PM

Desafio o amigo Zecarrera a postar um vídeo de uma final de campeonato one o Náutico tenha vencido o Sport.

Eu mando essa. Não foi final, mas foi a conquista do estadual de 2007 com duas rodadas de antecedência.

 
E aí, Zecarrera? Achou o vídeo?

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Postado por mautargino | Comentários (1)