Segunda-feira, 12 Maio 08, 08:21 PM
Dois times focados em suas respectivas partidas de volta pelas quartas-de-final da Copa do Brasil no próximo meio de semana com uma inconveniente rodada de abertura do Campeonato Brasileiro antes.
Desta forma pode ser definida a visão tanto de Botafogo quanto de Sport em relação ao confronto entre os dois times no último domingo.
Um público irrisório assistiu a dois times que, ao menos no momento, apostam no óbvio. Afinal de contas, por que pensar agora num torneio de 38 partidas quando se sabe que na Copa do Brasil, a essa altura, com apenas cinco partidas um time pode ser campeão e garantir vaga na Libertadores?
Não bastassem os dois times com equipes mistas para poupar jogadores para os respectivos compromissos no meio da semana, Botafogo e Sport fizeram um jogo marcado pela displicência. As defesas não marcavam e os ataques não concluíam decentemente.
O Botafogo procurava o Atlético-MG, seu adversário pela Copa do Brasil, bem como o Sport atacava o seu respectivo, o Inter. Até o Sport perceber que o jogo era contra o Botafogo pelo Brasileirão, já tinha desperdiçado duas boas chances com Romerito e Roger.
Aí veio gol do Botafogo, graças muito mais à displicente defesa leonina do que a Jorge Henrique e o ataque botafoguense. Um gol ridículo.
Veio o segundo tempo, o jogo continuava a mesma bosta até que o Sport empatou com Carlinhos Drogbala aproveitando o rebote de um chute de Romerito.
Apenas o bandeirinha e o árbitro (nem interessa os nomes desses filhos da puta) não viram que Drogbala estava na mesma linha do último defensor botafoguense.
Foi então que, por pane nos computadores, apagaram-se os refletores do estádio aos 28 minutos do segundo tempo.
Pane nos computadores de um dos mais modernos estádios brasileiros. Pane nos computadores. Conta outra, Botafogo.
Com o juiz e administração do estádio jogando a seu favor, não foi difícil para o time do joga-bonito-e-não-ganha-nada segurar a vitória quando as luzes foram religadas 20 minutos depois.
Religadas é apenas modo de dizer. O campo ficou foi à meia-luz mesmo.
Já no apagar das luzes que já tinham apagado antes, Francisco Alex fez uma “cagada” daquelas e perdeu bola para Diguinho, que tabelou com Jorge Henrique e entrou livre na área para matar de vez o jogo.
Tomar um gol de um enganador e outro de um emo metrossexual.
Que início de Brasileirão.
Segunda-feira, 22 Outubro 07, 02:44 AM
Estou certo de que poucas pessoas elogiaram e defenderam tanto o treinador Geninho. Mas agora, a paciência esgotou. Como defender um técnico que vai enfrentar um adversário que vinha de seis derrotas seguidas e escala o time no esquema 3-6-1?
"Para congestionar o meio-de-campo, que é o ponto forte da equipe do Botafogo", foi o que Geninho alegou para usar essa bizarrice de esquema tático. Disse também que as dimensões reduzidas do gramado do Engenhão favoreceriam o uso do 3-6-1.
Cinco minutos após o pontapé inicial, o meio-campo foi recuando, dando espaço e... Lúcio Flávio acertou um belo chute de fora da área. Ora, haviam mais 40 minutos na etapa inicial e outros 45 no segundo tempo para empatar. Mas como fazer isso somente com Carlinhos Bala no ataque?
Como a bola não chegava no Mala e as múmias do meio campo (Romerito Tutancamon e Adriano Quefren Gabiru), o Sport "ameçava" com os chutes bêbados (apenas os chutes?) de Júnior Maranhão.
Veio o segundo tempo e logo aos três minutos, Luciano Almeida pegou o rebote da falta cobrada por Juninho e fez o segundo. Teve seu castigo quebrando o pé minutos depois e saindo de campo chorando (viadinho!).
Aos 12, Dodô recebeu livre na área e chutou de primeira.:3x0. Pra quê 3 zagueiros e uma pá de volantes então?
Perto do final do jogo, o garoto Reginaldo (atacante, que começou no banco), aproveitou o cruzamento de Dutra, após boa jogada deste, para diminuir o placar. Sport Club do Recife, freguês dos cariocas em 2007.
Perder faz parte do jogo e o Sport definitivamente chegou ao seu limite técnico, tático, físico e de elenco. Mas entrar com covardia para enfrentar um time esfacelado como o Botafogo é inadmissível. Montar um esquema tão defensivo e tomar um gol aos cinco minutos não é casualidade. É burrice mesmo.
Porra, Geninho!
Segunda-feira, 23 Julho 07, 05:34 AM
Perdi um post perfeito sobre este jogo. Este é apenas uma tentativa de cópia.
Cheguei embriagado para ver Sport x Botafogo. Eu não ia ao estádio desde a estréia do Sport contra o Santos, há mais de dois meses.
“Que gramado foda”, pensei. Era parte traseira das placas de publicidade, pintada de verde musgo. Fui comentar com um doideira e ele disse que achou a mesma coisa. O que birita não faz. Teve até quem disse que a diretoria do clube implantou grama sintética em uma semana e ninguém percebeu. O que birita não faz.
Antes que alguém me chame de torcedor pé-de-rádio, esclareço que não moro em Recife há mais de um ano.
Antes do jogo fui à divisória da torcidas para saudar os adversários, mostrando meu dedo médio da mão direita, tal qual um dos jogadores adversários fez, ao chegar com seu companheiros num ônibus cor-de-rosa.
Um policial militar me reprimiu por eu ter esticado o dedo médio.
- Calma. Não xinguei, não bati, não ofendi e não torturei ninguém – argumentei.
- Você está incitando a violência.
Eu não sabia que policiais militares eram capazes de pronunciar o gerúndio do verbo “incitar”. Para falar a verdade, nem sabia que algum deles tinha ouvido falar desse verbo. Na verdade, confirmei que futebol está virando um negócio de fresco da porra.
- Vai torcer pra lá! – disse outro policial militar.
- Vou torcer pra lá, mas quem tá com um copo de cerveja na mão sou eu, não você – respondi-lhe e posso assegurar que escapei de levar muita pancada.
Perdemos dois gols fáceis e três bons contra-ataques. E o primeiro tempo terminou 1x0 para eles. Fui para o bar.
Antes do jogo, desisti de subir as arquibancadas porque queria estar perto do bar, do banheiro (eu sou ogro, mas não mijo na arquibancada) e de alguém que tivesse isqueiro ou fósforos e eu não precisasse incomodar não-fumantes para acender o cigarro.
Estava no bar quando o segundo tempo começou. Antes que eu voltasse à arquibancada, empatamos, e como eu estava bêbado e com um copo de plástico na mão, derramei o equivalente a 2/3 de uma lata de cerveja.
Num estádio, com a lata a dois reais e você desempregado, faz diferença, e muita.
Menos de dez minutos depois, eles desempataram. Como eu estava no bar na hora do gol, achei que lá estava abençoado.
Voltei, então. Empatamos. E passamos à frente. Caí no chão, convulsionei, passei mal, chamaram o socorro mas perceberam que o problema era o copo vazio. Alguém me pagou uma cerveja e agradeci.
Eram três minutos de acréscimo. O juiz arrumou mais um. Eles empataram. Para saber como os juízes adoram sacanear o Sport Club do Recife, clique neste post de nove rodadas atrás.
Pois é, quem vai pagar o pato são os bambis na próxima quinta-feira. E no Morumbi.
Seis gols no jogo e não vi nenhum, mesmo estando no estádio. Se alguém quiser mandar o link, tá valendo, pois nem TV eu quero ver.
Que raiva da porra! O post que eu perdi estava melhor escrito, e nele nós vencíamos.
O que uma porra de um minuto roubado não faz.
On Mais um “Obina Fact”