Terça-feira, 20 Outubro 09, 06:18 AM
Pobres curintias, não se abalem com mais uma derrota para o Sport. Ilha do Retiro, Leão, Recife, essas palavras sempre soarão para vocês como: "puta que pariu, perdemos pros caras de novo".
Foi a 12ª vez que vocês perderam para o Sport em 27 partidas. Vocês ganharam só 8, metade delas antes de 1979. Ou seja, se eu não tinha nascido, logo não vi, então não conta.
Já nossas vitórias sobre vocês, corintianos, das nossas 12 vitórias só uma foi antes de 1979. E vejam só, foi em 1978. Ou seja eu vivi onze vezes a sensação de ganhar dos gaviões, gambás, galinhas, ou seja lá que animalzinho cujo nome começa pela letra G for.
Posso dizer que essa última vitória foi a segunda menos surpreendente (a menos surpreendente aconteceu num distante 11 de junho de 2008). O 2x0 do último domingo era tão certo que Ronaldo até arrumou uma suspensão para não ir até Recife perder o jogo e nem correr o risco de ser flagrado lá pelas bandas da Av. Mário Melo, onde trabalham algumas colegas da finada Andréia, aquela.
Sobre o jogo de domingo, curintias, nunca foi tão fácil vencer vocês. Vocês fizeram bem o papel de ao menos perder de pouco e com dignidade. O que Arce fez com seu capitão (que poderia ser rebaixado para soldado raso depois dos dribles que levou do boliviano) foi pior do que xingar a mãe dele, foi pior do que comer a mulher dele e pôr as fotos em algum site de grande audiência. Dispensem milhões de Arces, curintias.
Teve o gol de Wilson também. O goleiro de vocês, curintias, adora tomar um golzinho esquisito quando vai à Ilha do Retiro. Desta vez, quis adivinhar o inadivinhável, quis adivinhar que Wilson ia cruzar. Wilson, que tem Q.I. e futebol acima da média (por isso foi dispensado do Corinthians, tal como Arce) bateu direto pro gol.
Simples.
Simples como ganhar do Corinthians.
Tão simples que nem dá para julgar o bom futebol apresentado pelo Sport e quase estragado pelas substituições "cautelosas" do técnico Chamusca.
Porque ganhar do Corinthians tem sido tão rotineiro nos meus últimos 30 anos de vida que está até perdendo a graça.
Mentira. Ganhar do Corinthians é sempre engraçado, de um jeito ou de outro.
E pensar que tinha gente dizendo que os curintia iam entrar em campo com sede de vingança... deu um medo...
Sexta-feira, 17 Julho 09, 09:06 AM
Ninguém poderia imaginar que Corinthians x Sport, pela 11ª rodada do Brasileirão fosse o jogo que foi. De um jogo previsto com retrancado e com poucos gols, virou uma das partidas mais espetaculares do ano (campeonatos europeus incluídos).
Com pouco mais de dez minutos, Ronaldo já dava seu cartão de visitas com um chute de fora da área que raspou a trave direita de Magrão.
Meio minuto depois, Elder Granja acertou um cruzamento daqueles na cabeça de Fabiano. O Sport abria o placar antes dos doze minutos.
Aí veio a besteira que quase sempre acomete times que abrem o placar cedo fora de casa. Recuar a marcação. Foi fatal.
Aos 15, Ronaldo chutou à queima-roupa. Magrão fez uma defesa inacreditável. Doze minutos 27, não dava para evitar, mas Magrão quase evitou o gol de Ronaldo numa cabeçada fulminante. Sete minutos depois o Gordômeno virou o jogo, novamente de cabeça. O jogo começava a ficar estranho. Afinal, quando foi que Ronaldo marcou duas vezes de cabeça numa mesma partida. Gol mil de Romário, os únicos gols de falta de Rogério Ceni em 2007, milagres de Marcos, dois gols de cabeça de Ronaldo. Só o Sport mesmo.
Ainda houve tempo de Ronaldo dar uma pancada escandalosa em Luciano Henrique. O soprador de apito Carlos Eugênio Simon correu com autoridade e, ao ver que era o Ronaldo, deu só amarelo. Ele arriscaria sua ida à Copa expulsando o queridinho? Nem a pau.
Logo no começo do segundo tempo, Cristian chutou de fora da área e o desvio em Durval matou Magrão. 3x1 e o jogo estava liquidado, certo? Principalmente depois que Leão tirou Luciano Henrique para a entrada de Vandinho. Não pelo substituto mas pelo substituído. Por que ele não substituiu Guto, o nulo?
O cara tomou um amarelo com um minuto de jogo, não correu nada, perdeu bolas bobas e tudo o que quem vê jogos do Sport está cansado de saber. Ou o cara arrebenta nos treinos ou não há outra explicação para justificar sua presença no time. Nem a falta de atacantes no elenco, pois até Magrão no ataque deve ser melhor que Guto. Mas esqueçamos do inútil pelos próximos parágrafos.
Porque é hora de falar do verdadeiro Ronaldo: Vandinho, o cara de cachaça. Aos 18 minutos, uma jogada a qual este escriba não entende porque é tão pouco utilizada. A cobrança de
lateral com fins ofensivos. Porra, não existe impedimento em cobrança de lateral. Quer arma melhor? Dutra (que jpa tinha mandado uma bola na trave) cobrou para Fabiano, que cruzou para Guto
(olha ele de novo), mas Vandinho evitou que o gol fosse perdido, chegando como um bólido marcando o gol e tomando uma pancada na coxa. Vandinho, o kamikaze, mais mancou do que
comemorou.
Quatro minutos depois, Hamilton chutou de longe, sem pretensão alguma. Felipe manteve a sina de tomar frango contra o Sport e soltou no pé de Guto, que claro, chutou em cima de Felipe. Mas Vandinho, o verdadeiro Ronaldo, estava lá para conferir e empatar.
Naquele momento, até Deus tinha se convencido de que o Sport venceria o jogo. O Corinthians estava nas cordas, com as pernas bambas. Mas Guto tinha que cagar tudo, com a ajuda preciosa do apitador FIFA Carlos Eugênio Simon.
Está certo, Simon não teve culpa do incrível gol que Guto perdeu quase na pequena área, fazendo a sandice de dar um peixinho e cabecear para o chão, a bola quicar e ir por cima.
Naquele detalhe, o Sport começou a perder o jogo. Então Simon mostrou porque é FIFA. Roubou com estilo. Isso ele sabe fazer como ninguém: conduzir o jogo para o resultado que interessa. Ou uma vitória épica e no sufoco do Corinthians não seria excelente para os grandes interesses do futebol brasileiro? Ainda com o Corinthians "vingando" a final da Copa do Brasil de 2008, que Simon deveria ter apitado e uma manobra de bastidores o substituiu por Alício Pena Júnior. Hora de agir, Simon.
Douglas, que já tinha amarelo, fez falta digna de outro, que seria o vermelho. Já tinha feito outra. Mandou o juiz à merda, à puta que o pariu, tomar no cu e qualquer coisa que o
valha. Expulsar o "maestro" do Corinthians e arriscar à ida à Copa? Nunca. Melhor expulsar o inútil do Guto, que mostrou sua utilidade acertando uma cotovelada involuntária em Moradei e sendo
expulso. Que tome uns oito jogos de suspensão e dê ao Sport o prazer de sua ausência.
Antes que Guto chegasse ao vestiário, o mesmo Moradei pegou uma sobra de fora da área e acertou um chute impossível de ser defendido e mais impossível ainda de ser repetido pelo próprio Moradei. Mais uma do Sport: tomar gol de Moradei, que nunca tinha feito um gol pelo Corinthians na vida. É demais.
Como demais foi a partida como um todo, vista in loco pelo escriba. Um jogo para ficar na história independente do resultado e do time que se torça ou seque. Quem viu, não esquecerá.
Pena que o apitador FIFA cagou o que podia cagar. E mostrou sua coragem trancando a porta principal do vestiário dos árbitros e saindo por outra porta. Provavelmente para que não
vissem sua mão molhada, se é que os leitores entendem. Parabéns, Simon. Na surdina, na miúda, na discrição, você decidiu o jogo. Como um bom juiz ladrão que você sempre foi. Parabéns, vá a puta
que o pariu, e nem ouse expulsar este escriba. Faz de conta que é o Douglas. Ou o Ronaldo.
Domingo, 30 Setembro 07, 04:24 PM
Nos dias atuais, qual a melhor maneira de se reabilitar da pior das derrotas? Enfrentar o Corinthians, claro. Freguês histórico do Sport, mais uma vez o cada vez menos Timão perdeu para o Sport, tornando-se o primeiro freguês do Sport no campeonato. O atual timinho perdeu as duas partidas contra o Leão da Ilha, ambas por 2x1.
Os primeiros minutos já deixavam claro que seria um confronto de um visitante cauteloso, mas com qualidades, contra um mandante desesperado e de uma ruindade técnica, digamos, comovente.
Se alguém esperava que mais uma mudança de treinador fosse surtir algum efeito no ex-time do “quarteto do crime” (Dualib, Berezovski, Kia e MSI), bem, até que surtiu. Nenhum jogador adversário conseguiu vazar a meta de Felipe no primeiro tempo. Iran, zagueiro corintiano, foi quem fez isso, mas de maneira tão discreta que o gol inicialmente foi dado a Luisinho Neto, que cobrou uma falta de forma primorosa.
Veio o segundo tempo, o panorama não mudou e Romerito usou o pé direito para cortar um passe no ataque e o esquerdo para fuzilar o goleiro Felipe e aumentar o drama corintiano.
Àquela altura, já se podia tirar algumas conclusões: o 3-5-2 de Geninho já era e o 4-4-2 parece mesmo ser o melhor dos esquemas para o elenco do Sport, já que os laterais têm uma melhor cobertura dos volantes e Romerito divide as funções de armação com Adriano Gabiru (embora ambos não tenham ainda mostrado qualidades excepcionais nesse quesito). Quanto ao Corinthians, não adianta mudar esquema. Só rezando ou “negociando”, coisa que está mais difícil de fazer com a Polícia Federal em cima.
Ah, claro que o Sport tomou um gol. Só para sacanear e obrigar os gambás a comemorar gol de Betão, o eterno, aos 40 do segundo tempo.
Para finalizar, uma palavra à Band, Record e outros órgãos de comunicaçãos infestados por gambás: Chupa!
Enquanto não reaprendo a postar vídeos, veja os gols do jogo aqui.
Quarta-feira, 04 Julho 07, 05:03 PM
Ariano falou, Ariano avisou.
Antes da partida, disputada no esdrúxulo horário de 4 da tarde de uma quarta-feira, homenagem a uma construção septuagenária chamada Ilha do Retiro e um gênio octogenário chamado Ariano Suassuna. A Ilha do Retiro fez 70 anos no dia 1º de julho e recebeu 32.337 expectadores na tarde desta quarta. Entre os expectadores, destaque para Haroldo Praça, ex-jogador, jornalista e historiador. Aos 92 anos, ele é o último jogador vivo da partida inaugural do estádio, uma vitória de 6x5 do Sport sobre a Sarna do Arruda. O gol da vitória daquela partida foi do velho Haroldo, que reviveu no gramado a cabeçada fatal que decretou o placar daquela partida disputada em 1937.
Já Ariano Sussuna completou 80 anos no último dia 16 de junho. Mas parece que sempre existiu. Antes do jogo, perguntaram-lhe quai seria o placar da partida. Resposta no título do post.
Sim, o jogo foi feio, muito aqüém da homenagem ao estádio, ao artilheiro Haroldo e ao escritor Ariano Suassuna. Mas, na sinceridade, quem diabos se importa com isso?
Quem se importa com o fato de, aos trinta minutos de jogo o Corinthians tenha feito 21 faltas e o Sport, cinco. Nem me dei ao trabalho de conferir as estatísticas finais.
O que importa é a falta cobrada por Carlinhos Bala que a zagambá (zaga+gambá, gostei) ficou olhando e Washington e Igor se embolaram e este último mandou pra rede. Gol pra lá de safado, mas que fez o Sport sair na frente no segundo jogo seguido. Dá-lhe Geninho e seu 3-5-2!
Isso foi aos 46 do primeiro tempo. No segundo, Carpegiani trocou Pedro Silva e Bruno Bonfim por Welliton e Dinelson. E aos 12, numa bela jogada pela direita, Dinelson bateu no cantinho de um estático Cléber. Era o empate de um Corinthians que voltou muito melhor para o segundo tempo.
Washington parecia dormir em campo e Geninho trocou-o por Weldon. O setor defensivo também não se entendia e ele trocou o volante Bia (que Deus o mantenha na reserva) pelo zagueiro Du Lopes. Igor foi avançado para fazer a função de volante e estava mantido o esquema. Dá-lhe Geninho e 3-5-2!(2x)
E eis que aos 35, Weldon arrancou do meio campo, correu mais do que a McLaren de Lewis Hamilton, deu um corte seco que mandou Betão pra casa de cacete e fuzilou Felipe, marcando um golaço.
O Corinthians jogava melhor, a defesa deu espaço e nem a avó de Carpegiani levaria o drible que Zelão levou. Mas volto a repetir a pergunta, na sinceridade, quem diabos se importa com isso?
Sufoco corintiano, mas não teve jeito. Tal como em 2001, o último confronto entre o Leão da Ilha e o Corinthians, 2x1 para o Rei da Selva. Agora está 9 a 6 em vitórias para nós. Reclamem com o Sveiter agora!
Ao contrário do que o Rubão está fazendo esta semana, deixo o esço aberto para reclamações, ofensas e lamentações dos corintianos. O nobre Reinério está convidado a abrir os trabalhos. Afinal, tal como o software, o choro é livre!