Sport 3x1 Paraná - Também se não ganhasse...

Segunda-feira, 17 Setembro 07, 01:37 PM

Quem se atrasou pouco mais de dois minutos para assistir a Sport x Paraná, não viu o primeiro gol do jogo: Luisinho Netto cobrou falta na área e Beto tentou desviar, marcando contra. Romerito, que estava no lance, acabou ganhando a autoria do gol.

O Paraná não deixou barato e tentou igualar o marcador. Mas como? No esquema 3-6-1 e sem o artilheiro do campeonato Josiel (que, vá lá, não é grande coisa) o Paraná não podia fazer muita coisa mesmo. Até os paranistas devem saber disso.

Quando o placar de 1x0 parecia justo, embora diminuto, Da Silva deu sorte numa dividida com Daniel Marques dentro da área, livrou-se do goleiro e fez o segundo.

Etapa final e sempre eles, os bizarros do canal, continuavam a comprometer o rendimento do time. Carlinhos Bala e seu preciosismo faziam o Sport desperdiçar vários ataques. E Rosembrik, ah Rosembrik... errando passes, comprometendo a velocidade dos contra-ataques, dentre outras coisas.

O Vitória-BA bem que podia levá-lo, como outrora fez com Russo, Chiquinho, Cléber (hoje Santana). Não o contratou alegando que não podia arcar com o salário. Bem que podia pagar em birita.

Aí, o Sport mostrou porque tem a sexta pior defesa do Brasileirão, apesar de Durval: cobrança de escanteio e Jefferson, que tinha literalmente acabado de entrar, diminui o placar. A cabeçada passou a alguns milímetros de Dutra, que "protegia" o canto esquerdo de Magrão, que teria defendido se o lateral ali não estivesse.

Um jogo que estava resolvido ganhava então um novo ânimo. Até que brilhou a estrela do safado revelado pelo time do canal.

Depois de perder várias chances, Carlinhos Bala recebeu de Luisinho Netto e fechou o placar de 3x1. Modesto como só ele, pediu palmas para si próprio, já que completaria 28 anos no dia seguinte. Que figura...

Uma boa vitória de um time mediano sobre outro muito ruim. O Sport agora é nono, o melhor colocado fora do "eixo RJ-SP-MG-RS". O Paraná é o 17º, em queda livre rumo à segundona.

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Postado por mautargino | Comentários (5)

Paraná 1x0 Sport – Já está até perdendo a graça...

Domingo, 24 Junho 07, 01:22 PM

Mudou o técnico, mudou o time, mudou o esquema tático, só não mudou a rotina de derrotas do Sport no Brasileirão. Desta vez, coube ao Paraná Clube a honra de derrotar o novo time do técnico Geninho.

Nos primeiros minutos, deu até para enganar. Weldon entrou livre na área e chutou cruzado, mas de forma bisonha. Carlinhos Bala também teve uma boa chance, lançado em velocidade e tentando tocar por entre as pernas do goleiro Flávio. Tudo isso antes dos seis minutos de jogo.

O 3-5-2 implantado por Geninho parecia dar um bom resultado. Os três zagueiros estavam bem, e o lateral-esquerdo Bruno teve liberdade para avançar, bem como o improvisado Diogo na direita. Entretanto, ambos possuem mais virtudes defensivas do que ofensivas. E o passe de Diogo é nada menos que horrível. E Bruno cruza tão bem quanto Cafu em seus piores momentos.

Mas o problema era a tal da armação de jogadas. Com Luciano Henrique e Vítor Júnior saindo do clube e Rosembrick (mais uma vez) machucado, sobrou apenas Fumagalli como jogador de criação no meio. A camisa 10 ficou com o volante Bia, só para se ter uma idéia.

Simplesmente não dá. Ainda mais com o nítido mal-estar entre Fumagalli e Carlinhos Bala, o filho de Chico César com Daiane dos Santos. Aos 30 minutos de jogo, cobrança de falta, bola alçada na área e aconteceu pela sétima vez em sete partidas: o Sport toma um gol antes de fazer.

Desta vez foi Beto, de cabeça. Bia, que estava na marcação, caprichou na escola dos pregos e na quantidade de Super Bonder que o deixaram muito bem pregado ao chão. Daí pra frente, as equipes brindaram espectadores e telespectadores com uma das partidas mais entediantes do campeonato. O Sport sem poder de criação algum e o Paraná Clube administrando o resultado.

No banco, Geninho não tinha opção alguma para mexer efetivamente no time. Mas foi Evanílson, saído do banco, que conseguiu a melhor chance do Sport no segundo tempo. Um pênalti não-marcado. Isso mesmo: a melhor chance do Sport no segundo tempo foi um pênalti de Márcio Careca em Evanílson, que o árbitro não deu.

Claro que ainda não se pode avaliar o trabalho de Geninho. Mas uma coisa é certa: por mais ajustes táticos e contratações que se faça, é preciso melhorar o ambiente do grupo. Aí está a chave. Faltam 31 jogos. E o primeiro deles é em casa, no clássico contra a aflita esquadra rosada dos Aflitos. Mas do jeito que as coisas vão indo, tem cheiro de zero a zero no ar.

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