Segunda-feira, 30 Junho 08, 06:16 PM
A piada já teve ter sido lançada, mas não importa. Obina achou a saída da Ilha de Lost, apelido “pop-midiático” atribuído à Ilha do Retiro.
Vale frisar que este escriba nunca assistiu ao seriado Lost, bem como não sabe lá muita coisa sobre os mistérios e paranóias da história dessa tal Ilha.
A pergunta é: o que diabos os jogadores do Sport beberam após a conquista da Copa do Brasil? Porque eles não tiveram ressaca. Na verdade parece que eles continuam embriagados. “Bêbo cego”, como se costuma dizer pelas bandas do Nordeste.
O Sport parece só pensar em River Plate, Boca, Peñarol, Libertad, enfim, nos times que falam espanhol e esqueceu que a vaga na Libertadores não garante proteção contra o rebaixamento. No momento, está a apenas duas posições da zona “que ninguém ousa dizer o nome”.
A terceira derrota seguida, a primeira em casa em 2008 foi construída no segundo tempo: Obina marcou de cabeça aos nove minutos.
Os chutes bêbados do Sport deram resultado vinte minutos depois. Francisco Alex fez boa jogada e chutou da entrada da área. Mas se este escriba fosse árbitro daria o gol ao morrinho número 1.905 dos aproximadamente 5.000 da Ilha do Retiro, ex-Ilha de Lost.
Quando o resultado parecia definido, eis que Juan recebe absolutamente livre sob olhares da defesa pedindo que ônibus parasse (a clássica e maldita pose da mão levantada) e cruza para Obina desempatar. Aos 47 minutos.
Obina ganhou mais um “fact” para sua já longa galeria.
E o Sport perdeu um jogo nos minutos finais pela segunda vez seguida.
E para finalizar, a frase que este escriba jamais gostaria de escrever:
O Flamengo jogou melhor e mereceu a vitória.
Merda.
Outras
Seis empates na rodada, incluindo os jogos de Inter, Botafogo, Santos, Figueirense e Atlético-PR, atuais adversários diretos do Sport para fugir do rebaixamento. Goiás e Ipatinga, ufa, perderam.
No clássico entre Botafogo e os reservas do Fluminense, quem marcasse primeiro atingiria o milésimo gol no confronto. Terminou em 0x0.
Pela primeira vez no campeonato, o Náutico está fora da zona da Libertadores. Será que volta? (hahaha)
Parabéns à Fúria, campeã da Eurocopa 44 anos depois.
Quarta-feira, 25 Junho 08, 04:54 PM
Sem palavras.
Quinta-feira, 12 Junho 08, 02:08 PM
Este texto não é ateu ou agnóstico. O título (do post e de vice-campeão) é só pra sacanear a torcida do Corinthians mesmo.
Aliás, sacanear o Corinthians virou o eSPORTe nacional do país que vai sediar a COPA DO mundo: BRASIL.
O presidente do Brasil é corintiano é pernambucano e a esperança corintiana acabou-se na capital de Pernambuco.
Só pode ser sacanagem com o Corinthians.
O técnico do Corinthians faz aniversário no dia 11 de junho. A data da partida decisiva na Copa do Brasil. Foi o técnico adversário na tarde em que começou a viagem ao inferno do Corinthians.
Naquela tarde de 02 de dezembro de 2007, o técnico do Corinthians era o mesmo técnico do adversário na noite em que o Corinthians voltou ao inferno depois de algumas semanas no paraíso.
Só pode ser sacanagem com o Corinthians.
Nelsinho Baptista, o “senhor do destino” corintiano, substitui um jogador de 21 anos (Kássio) que voltava ao time depois de uma longa contusão. Põe Thierry Enílton em seu lugar aos 25 minutos do primeiro tempo. Só pode ter sido de propósito.
Só pra sacanear o Corinthians.
Treze minutos depois, o Sport já era campeão. Aos 38 minutos do primeiro tempo da finalíssima da Copa do Brasil 2008, o Sport fazia o placar que lhe dava o título.
Só pode ser sacanagem com o Corinthians.
Carlinhos Bala (ou Carlinhos Balá, como diria o Sportscenter Latino) disse que o gol de Enílton, nos minutos de acréscimo da primeira partida foi o gol do título.
Só poderia ser sacanagem com o Corinthians.
Carlinhos Drogbala recebeu de Luciano Henrique, matou no peito e abriu o placar aos 34.
Felipe toma um frango de antologia no chute de Luciano Henrique que Enílton só fez de conta que desviou aos 38.
Que sacanagem com o Corinthians.
Corinthians que teve o segundo tempo inteiro pra fazer um gol, não tomar nenhum, ganhar um título nacional e garantir vaga na Libertadores seis meses e nove dias depois de ser rebaixado para a segunda divisão. Ao menos um gol como visitante, como contra os cinco adversários anteriores.
Não fez. O Sport também não.
Só pode ser sacanagem com o Curíntia, mano.
Wellington Saci (o homem que tem duas pernas esquerdas, segundo Luiz Fernando Bindi), é expulso depois de substituir Dentinho e passar 56 segundos em campo. Chutou Carlinhos Bala, aquele.
E, pasmem, o Corinthians teve mais chances de fazer gol justamente depois de ficar com um a menos em campo. No final do jogo, ficou com dois a menos. William, o capitão, deu uma porrada, sim, nele, Carlinhos Bala.
Só pode ser sacanagem com o Corinthians.
Não é.
Deus é tão justo que fez do derrotado na disputa por uma vaga na Libertadores o maior beneficiário de Seus desígnios.
Pois o Corinthians não será eliminado da Libertadores pelo River Plate ano que vem.
Não chora, Curíntia.
Segunda-feira, 09 Junho 08, 10:04 PM
Vanderlei Luxemburgo mal saiu do banco durante a partida entre Sport e Palmeiras no último domingo. Calor no Recife e o técnico (até quando?) do Palmeiras talvez não quisesse ser flagrado pelas câmeras de TV sem seu tradicional terno. Vaidoso e elegante, Luxa deu-se ao luxo de nem se preocupar com o jogo em si.
Cá entre nós, por que o milionário Palmeiras-Traffic teria que se preocupar com os reservas do Sport, que por sua vez estava preocupado com a duríssima e complicadíssima finalíssima contra o Corinthians?
Time reserva, ma non troppo. Havia Igor e Luciano Henrique, titulares absolutos, e Fábio Gomes e Everton, titulares eventuais. De resto, só suplentes.
Num gramado terrível, que estará ainda pior na quarta-feira da decisão da Copa do Brasil, os reservas leoninos sufocaram o Traffic Team. Sobretudo pela direita, com Diogo infernizando a retaguarda verde.
Mas futebol, futebol mesmo, não se viu muito. Tudo bem, teve uma falta cobrada no travessão por Diogo, um ou outro chute de fora da área, mas na primeira etapa a partida esteve mais perto da porradaria (Denílson chutou a cabeça do goleiro Cléber e, pasmem, não foi expulso) do que da abertura de placar.
Mas para Luxa, tudo bem, tirar o Denílson (meia-atacante), colocar o Jumar (volante) e adiantar o Valdívia (jogou? Ao menos na súmula ele aparareceu). Afinal, o adversário era um time reserva, e sem o grande carrasco do Palmeiras, Romerito.
Para quem não lembra, pouco mais de um mês antes, Romerito marcou três na goleada por 4x1. “Se ele não estivesse em campo, como agora, teria sido 1x1 e estaríamos classificados”, Luxa deve ter pensado, “então não há com o que se preocupar”.
Nem mesmo com o fato de Palmeiras ter conseguido seu primeiro escanteio aos 38 minutos do segundo tirou a serenidade de Luxemburgo, mais preocupado com as aulas de francês e as leituras de Voltaire, Foucault e Proust.
Àquela altura, os reservas do Sport já tinham conquistado mais de quinze escanteios e um gol em parte com Luciano Henrique, em parte com o zagueiro palmeirense Gustavo.
Então, para se certificar de que o Traffic Team não criaria mais problemas, Roger aproveitou cruzamento de Francisco Alex e cabeceou sem saltar. 2x0 no placar e amarelo ao tirar a camisa na comemoração.
Os reservas, num jogo de Brasileirão de pontos corridos, mostraram mais atenção do que os titulares na primeira partida da decisão da Copa do Brasil. Que a lição tenha sido aprendida. É repetir o placar na quarta-feira e aprender uns palavrões em espanhol.
Outras
Que doideira foi aquela do zagueiro do Goiás no lance do pênalti do quarto gol do Atlético/PR no massacre de 5x0 sobre o “novo time” de Romerito. Rebaixa o Goiás, Romedane!
Wilson Souza aprontou mais uma no Cruzeiro x Vasco. Pior que ele teve até razão no lance.
Flamengo e Cruzeiro: até quando vai a liderança?
P.S.: Ruy Paulo reclamou que eu não o citei no post do Sport 4x1 Palmeiras (ver comentários). Pronto, Ruy “porquinho”, tá citado. Espera mais dez anos pra ser campeão de novo. E vê se efetua o login pra comentar.
Quinta-feira, 05 Junho 08, 08:05 PM
No final das contas, o título do post foi esse manjado mesmo. Quando Dentinho abriu o placar, o título era “Bobeira e tropeço”, graças à sucessão de falhas da zaga do Sport no lance que desencadeou o primeiro gol do Corinthians. Depois, virou “Furto sutil”, graças à não-marcação de uma falta de Carlos Alberto em Luciano Henrique, cujo rápido contra-ataque corintiano resultou no gol de Herrera.
Este último título ganhou força no segundo tempo, quando o árbitro Héber Roberto Lopes marcou pênalti em Leandro Machado e voltou atrás, atendendo à marcação de impedimento. Mas, de fato, o atacante do Sport estava em posição irregular.
Então, virou “Catástrofe”, “Pane”, “Tragédia”, ou qualquer palavra de significado semelhante quando Luisinho Netto deu um passe no meio campo com uma displicência digna de anedotário, Herrera roubou a bola e tocou para Acosta, livre marcar o terceiro tento corintiano. Quanto mais se assiste ao replay do lance, mais patética fica a recuada de Luisinho, mais tosca fica a tentativa de Igor dominar a bola, mais estapafúrdia fica a cena de quatro rubro-negros tentando, tal como visigodos, tomar a bola de Herrera. E ninguém presta atenção em Acosta correndo pelas costas de todos.
Voltemos a Luisinho Netto: seus cruzamentos e passes errados, suas falhas de marcação, enfim, sua atuação serviu tão-somente para facilitar a tarefa de escolher o pior jogador da partida. Sem medo de errar, foi a pior atuação individual de um atleta do Sport no ano.
Entretanto, os deuses do futebol resolveram presentear este escriba, bem como todos os torcedores do Leão, com um gol de Enílton aos 45 minutos do segundo tempo. A etapa final, ao menos, terminara melhor do que a inicial. Perder nunca é bom, mas é melhor perder por 3x1 do que por 2x0. That's the law, at all.
A torcida corintiana, já gritava “É campeão”. Após o gol de Thierry Enílton, passou a murmurar, quase emudecendo. O escriba não viu na TV nem ninguém contou-lhe. O escriba foi testemunha ocular ou presencial.
Agora, o Sport tem que vencer na Ilha do Retiro por 2x0, o que não é nada improvável. Nem tampouco impossível.
PS: Saí do Morumbi pensativo. Não lembrava de ver o árbitro dando um cartão sequer. Chequei e, de fato: Héber Roberto Lopes não aplicou um cartão sequer. Alguém lembra de um jogo, não precisa nem ser final, onde isso aconteceu?
Segunda-feira, 02 Junho 08, 04:43 PM
Caros leitores, todos hão de convir: o ponto conquistado pelo Sport em Porto Alegre contra o Internacional foi a melhor coisa que poderia acontecer ao time.
Antes de alegar que o Leão teve um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo e o fato de Carlinhos Drogbala desperdiçar o pênalti que poderia dar a vitória e três pontos ao invés de um, é preciso analisar a partida como um todo. Coisa por si só difícil, pois o jogo foi bem ruinzinho, a exemplo da maioria das partidas do Brasileirão até a quarta rodada.
O Inter abriu o placar aos seis minutos de jogo, através de Alex, e teve dois gols corretamente anulados. Durante o primeiro tempo, teve oportunidade de massacrar o seu algoz na Copa do Brasil. Repetindo: O Inter poderia ter marcado uns quatro gols só na etapa inicial.
O Sport, que não poupou os titulares, foi fazendo o dele. Tentou, sem sucesso, aproveitar contra-ataques. Dutra teve uma boa chance, mas a bola chutada pelo seu pé direito (o ruim) passou longe. Então veio o de sempre.
Escanteio pela direita do ataque, Luisinho Netto cobra de pé trocado, Everton toca de cabeça e Leandro Machado cala o Beira-Rio. Era o empate, ainda no primeiro tempo.
Na etapa final, como já foi dito, o Sport ficou em vantagem numérica graças à expulsão de Vinícius e teve um pênalti a seu favor. Há de se convir, o Sport vencer a partida seria um exagero, quase uma farsa. Até porque, mesmo com um a menos, o Inter teve mais chances de vencer do que o Sport, que só pensa na finalíssima da Copa do Brasil.
Se Carlinhos Drogbala marca o gol e o Sport vence o jogo, a imprensa encheria demais a bola do Leão, essas coisas. Em momentos decisivos, todos sabem, a estratégia da discrição é a mais acertada. Que o oba-oba fique do lado adversário, 100% de aproveitamento na série B, e coisa e tal.
Desde as oitavas-de-final da Copa do Brasil, o Sport é a surpresa, a pedra no sapato dos “grandes”, essas coisas. Deu certo até chegar à batalha final. Pra que mudar?
Outras
O que dizer do que aconteceu nos Aflitos? A ação da Polícia Militar não surpreende ninguém que tenha morado no Recife ou freqüentado os estádios da Manguecéia. O que dizer da aspirante a tenente Lúcia Helena, querendo dar uma chave de braço no zagueiro do Botafogo? E tirar o jogador de Campo pelo meio da torcida das Barbies, que quando tem polícia a seu favor, sobe nas tamancas e fica valente? Bizarro.
Joel Santana estreou no comando da África do Sul levando fumo da Nigéria. Será que chega até 2010 ou volta para tentar levar o Flamengo à Libertadores 2009 ou salvar do rebaixamento? Deixa quieto.
16 gols em dez partidas na quarta rodada do Brasileirão 2008. 1,6 gols por jogo. A pior média da era dos pontos corridos. Não precisa dizer mais nada.
Quinta-feira, 29 Maio 08, 06:15 PM
O grande mistério da quarta-feira foi:
Quem ganhou no cara ou coroa entre Vasco e Sport para escolher a trave na qual seriam cobrados os pênaltis para decidir uma vaga na final na Copa do Brasil.
A moedinha foi a forma de vida imaterial mais perfeita da história do universo.
Por que bater na trave oposta à que Romário se consagrou com o gol que todo mundo fala em cima do goleiro que todo mundo lembra?
Por que colocar o “especialista em não conseguir fazer o gol mais fácil do futebol” Edmundo para abrir a disputa de pênaltis?
Só ele errou nas dez cobranças da disputa entre os dois times.
Logo ele, que foi o grande culpado de tudo aquilo acontecer, ao fazer o segundo gol do Vasco nos minutos finais da partida de volta.
Mas engana-se quem pensa que Edmundo foi o culpado.
Magrão foi o culpado. Ele é goleiro e está para evitar gols. Se toma um como aquele, no fim do jogo, a culpa é dele.
Mas tem uma coisa que pouca gente sabe. Magrão tomou o gol de propósito. Ele precisava dos pênaltis.
Romário esticou a carreira para encontrá-lo num pênalti e fazer o gol que todo mundo fala e virar estátua atrás de uma das traves de São Januário. Claro que NAQUELA trave.
Edmundo, o Erasmo Carlos de Romário, encontrou Magrão no mesmo estádio e na trave oposta. Deu um chute bisonho, por cima do travessão, pouco mais de um ano depois do seu chapa fazer o gol que todo mundo fala.
A estátua de Romário olhava para o campo, com os braços levantados, do outro lado do campo. Por trás de Edmundo.
Edmundo encerrou a carreira. Mais uma vez.
O torcedor do Sport se pergunta, precisava de tudo isso?
Precisava. Estamos prontos para a batalha final.
Outras
Um caralho! Falar de quê?
Sexta-feira, 23 Maio 08, 08:18 PM
Poderia ter sido mais. Ou como diria o mais otimista, muito mais. Afinal de contas, antes dos vinte minutos de jogo, Luisinho Netto já tinha cobrado falta na área para Durval cabecear para o gol e Daniel Paulista já tinha acertado um chute antológico na rede dos bacalhaus. Na jogada do primeiro gol, a bola bateu no zagueiro vascaíno Jorge Luís, mas o gol foi mesmo creditado ao Baresi da Ilha (genial, Xico Sá, genial).
Antes dos primeiros vinte minutos de jogo, o Sport já vencia por 2x0 o Clube de Regatas Eurico Miranda, aliás, Vasco da Gama.
Antes dos vinte minutos, e antes até dos gols, Romerito já tinha realizado uma daquelas seqüências de dribles um tanto não-convencionais e cuidado com perigo.
O Vasco não esboçou reação, contando talvez com a marcação de um pênalti a seu favor, como em 80% de suas partidas neste ano.
Mas pênalti mesmo foi o que Jorge Luís cometeu contra o Vasco, praticamente abraçando a bola dentro da área. Leitor, já pensou se o Vasco vai para o intervalo perdendo por 3 a 0? Eurico Miranda mandaria matar, ou mutilar, ou envenenar ou aleijar (ou tudo isso junto) o árbitro Alício Pena Jr. e seus auxiliares. A partida seria interrompida e “Seo” Eurico iria aos tribunais e muito provavelmente conven$eria o júri. Melhor não marcar, deve ter pensado Alício. Foi isso que ele fez e voltou vivo para a segunda etapa, bem como seus auxiliares.
Convencido de que perder só de dois era um bom negócio, o Vasco aquietou-se na defesa enquanto, Carlinhos Drogbala mandava um petardo no travessão, Leandro Machado perdia boas chances, etc.
Poderia ter sido mais, entretanto a vantagem não pode ser desprezada. O adversário do Sport na semifinal perdeu a invencibilidade na Copa do Brasil (também, enfrentando Bragantino, Criciúma e Corinthians/AL, até o saudoso Caveira de Paulo Afonso se manteria invicto) e não marcou gol na Ilha, no jogo de ida.
Dava para ter feito mais. Porém, melhor vencer por 2x0 do que por 3x1, 4x2, etc.
No jogo de volta, os bacalhaus já começam com um pênalti a seu favor antes dos vinte minutos de jogo. Alguém duvida?
Outras
O Flu mostrou que este escriba entende tanto de palpite quanto de Biotecnologia. Eliminou o São Paulo na Libertadores e neste domingo manda os reservas (até o goleiro, que merda) contra o Sport, na Ilha, pelo Brasileirão.
Começou a hecatombe nos Aflitos. O técnico foi embora para o Atlético/PR e deve ter o mesmo tratamento dispensado ao conterrâneo Givanildo Oliveira, alguns anos atrás.
Alguém acredita mesmo que a história da tal cirurgia no joelho do Kaká é verdade? Tá com cara de migué pra não deixar o “casou virgem” jogar as Olimpíadas...
Segunda-feira, 19 Maio 08, 06:19 PM
Fim de tarde/início de noite de sábado no Recife, nada de muito interessante pra fazer, sobretudo para torcedores do Sport residentes ou de passagem pela capital pernambucana. Para esses, O programa é ir à Ilha do Retiro conferir o match Sport Club do Recife versus Esporte Clube Vitória pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol 2008. 19.204 presentes não deixam o escriba mentir.
Ambos conquistaram seus respectivos campeonatos estaduais, ambos perderam em suas estréias no torneio nacional, ambos tomaram dois gols e não fizeram nenhum. Até que se poderia esperar alguma coisa da partida, não?
Os fatos subseqüentes provaram que não. Sport e Vitória protagonizaram um jogo muito fraco. O Leão da Ilha, semifinalista da Copa do Brasil, mesmo com o time titular, encarou a partida como meros 90 minutos de trabalho incômodo antes do já anunciado épico confronto com o Vasco da Gama. O Leão da Barra, já apontado pelos profetas de plantão como um dos três rebaixados, jogou pura e simplesmente para não perder. Quanto ao aparentemente errôneo número de rebaixados, cabe aos profetas de plantão que já dão o Ipatinga de 2008 o papel que coube ao América/RN em 2007.
Voltando ao jogo, bem, ficou a sensação de que as diretorias bem que poderiam ter entrado num acordo: ninguém entra em campo, W.O mútuo, ambos perderam por 2x0, segue a vida. Pouca coisa, quase nada de empolgante aconteceu. Maldosa e exageradamente comparando, lembrou o recente episódio da série A-2 do Campeonato Paulista, em que dois times seguraram o 0x0 que levava os dois à primeira divisão.
Bola pra lá, bola pra cá e o fato de permanecer sem marcar gols na segunda partida pelo Brasileirão tornou-se menos interessante para as duas equipes do que não tomá-los e conquistar um pontinho cada.
O Vitória, ora, conquistou um ponto fora de casa. Para quem estreou perdendo por 2x0 e tomando gol antes dos dois minutos, noventa sem levar é muito, muito lucro.
Já o Sport, tentando em vão adiantar as horas até a semifinal da Copa do Brasil, pouco importa o resultado do último sábado. Por uma vaga na “Liberta”, vale tudo.
Até ver a torcida da Barbie se gabando por liderar o Brasileirão. Faltando 36 rodadas para o mesmo chegar ao fim.
Outras
O próximo adversário do Sport pelo Brasileirão, o Fluminense, perdeu em casa para a líder Barbie. Pôs somente os reservas em campo, exceto o goleiro, que tomou um frango. Como será que o tricolor carioca vai à Ilha enfrentar o misto frio do Sport na próxima rodada? De time reserva após conseguir a vaga na semifinal da Libertadores ou de Dodô, Washington & Cia em busca da reabilitação? O escriba crava a segunda opção.
Alexandre Gallo encheu o bolso e largou o Figueirense na mão (mesmo se despedindo com vitória sobre o Coritiba) para ir treinar o xará Atlético Mineiro. Há pouco mais de um ano ele largava o Sport pra dar vexame no Inter. Pobre Galo...
Lyon heptacampeão francês. Se a Barbie é hexa em Pernambuco, Juninho Pernambuco, o Rei Lyon, é hepta na França. Tá bom demais, Juninho. Volta pra disputar a Libertadores pelo Sport ano que vem!
Quinta-feira, 15 Maio 08, 06:31 PM
Arreia a calça e senta no meu pau
Oh, Internacional Que eu vivo a enrabar
Vens de plagas distantes
Todo arrogante
Achando que vai ganhar
Primeiro foi o Leandro Machado
Depois o Roger e por fim o Durval
Saíste da Ilha sem vitória
Colorado tá fora
Da Copa do Brasil
A versão tosca e mal-educada do hino do Inter poderia sozinha ser post. Mas a épica vitória do Sport sobre o atual campeão gaúcho não poderia se resumir a uma paródia tão escrota.
Na verdade, horas, dias, séculos, existências se passariam até que se achasse a melhor maneira de começar esse post.
Pois bem, a partida não poderia ter começado melhor. Três minutos, escanteio da direita, Luisinho Netto cobra na cabeça de... Leandro Machado (algum colorado lembra dele?). Em três minutos, fim de um jejum de 206 minutos do Sport sem marcar gol. Mais 87 e o jogo iria para os pênaltis.
Mas que graça teria esperar os pênaltis ou fazer mais um gol?
Ainda no primeiro tempo, aquela falha costumeira da defesa leonina e empate do Inter. Em seguida, pênalti claro em Leandro Machado, vantagem para o Sport e Sandro Goiano chuta pra fora.
Segundo tempo, presentaço do Fernandão (sinceros agradecimentos ao cabeça de platina), Carlinhos Drogbala vai à linha de fundo e cruza para Roger, quase impedido, fazer o gol mais fácil de todos os tempos. E ainda tinha gente achando que ele ia perder. Que maldade com o Kanouté da Ilha.
Então veio a expulsão de Luciano Henrique. Sport precisando de mais um gol, um jogador a menos e contra o "time mais espetacular da história da humanidade pós-Revolução Industrial" (aspas para a afirmação do genial e irônico Luiz Fernando Bindi)
Pois não é que o Inter teve a certeza de que não só se classificaria como empataria e até viraria o placar? Afinal eles já foram campeões do mundo, não é?
E teve a cabeçada do Durval. O que dizer da cabeçada do Durval? O que dizer da cabeçada do Durval?
Clemer fez um milagre maior que o Superman no primeiro filme dele, quando inverteu a rotação do planeta terra para fazer o tempo voltar.
Então Durval foi cobrar uma falta. Mas, esperem, alguém já tinha visto Durval cobrar uma falta?
Pois na noite de 14 de maio de 2008, 103 anos e um dia depois da fundação do Sport Club do Recife, mais de 31 mil pessoas no estádio e milhões ao redor do Brasil e do mundo viram.
Clemer, o goleiro senil do Inter, não. Nem com a imagem em loop e em camera lenta ele conseguiria ver.
O terceiro gol, o gol da classificação do Sport para as semifinais da Copa do Brasil.
Três gols: o de Leandro Machado decepou a perna do saci. O de Roger tirou o cachimbo. E o de Durval fez o Inter sentar no recém-inaugurado maior mastro de bandeira de clube do Brasil. Sessenta metros de aço no Culorado. Será que doeu?
Pergunte ao torcedor do Inter.
On Mais um “Obina Fact”