P... de empate!

Terça-feira, 26 Agosto 08, 08:25 PM

Pode um time que joga fora de casa e não marca gol há três jogos reclamar de um empate fora de casa, no Maracanã?

O Sport pode, e como pode.

Logo que Roger marcou aos 24 minutos, aproveitando o bom cruzamento de Sidny, tinha-se a sensação de que a vitória viria, após duas derrotas e um empate.

Mas então veio a tal agonia que atormenta o Leão da Ilha desde os tempos de Hélio, o Doido, no longíquo ano de 1992.

A camisa nove do Sport, envergada pelo esforçado Roger parece pesar mais do que todo o universo elevado à milésima potência.

Bons jogadores como Leandro Machado, Rodrigo Gral, Adriano Chuva (aquele que fez corpo mole para ir pro Palmeiras e como castigo sofreu uma contusão que afundou sua carreira), Taílson (sim, a “miséra” Taílson até que jogou bola no Sport), Marcelo, e perebas incontestáveis como Wellington Amorim, Valdir Papel, Flávio Galvão, Marco Antônio, Adriano Magrão e o “lendário” hondurenho Welazquez se não usaram exatamente a camisa nove, foram centroavantes do Sport.

Mas a fama, a sina e a zica de perder chances claras de gol na mesma proporção (ou até maior) em que são criadas atormenta pra valer o Sport há DEZESSEIS anos.

Contra o ameaçado Fluminense, mais uma vez os gols perdidos foram tantos que nem chegaram mais ao nível da irritação. Aliás, muitos torcedores nem se irritam mais, simplesmente constatando e resignando-se com o fato.

E o castigo veio quando o árbitro, claro, marcou pênalti numa bola que bateu no braço de Sidny, que só pode ter trazido essa zica do time que defendeu em 2007, um tal de Náutico.

Washington bateu e empatou a sete minutos do final do tempo regulamentar.

Poderia ser a vingança contra o Fluminense pelas duas derrotas sofridas em 2007, poderia o tricolor ser o primeiro freguês do Sport neste campeonato e a vingança contra Cuca, que já tinha vencido o Sport por dois times diferentes (Botafogo e Santos) neste Brasileirão.

Um ponto fora de casa que poderia ser triplicado, não fosse por um pequeno detalhe chamado gol. Uma coisa que acontece quando o atleta (geralmente, e por obrigação, o centroavante) aproveita a chance criada e faz a bola passar por um espaço de 7,32 por 2,44 metros, demarcado por barras circulares de no máximo 12 cm de diâmetro.

A porra do detalhe chamado gol.

Outras

Dodô foi substituído no intervalo de Flu x Sport, deu piti e resolveu ir embora do Maracanã de táxi. Foi avisado de que poderia ser, e foi, sorteado para o anti-doping (hahaha) e teve que voltar.

O Náutico quase conseguiu se vingar da Batalha dos Aflitos contra o Grêmio. Saiu na frente, mas como é Náutico cedeu o empate aos 48 e meio do segundo tempo.

Santa Cruz? Que time é esse? Eliminado da série C e correndo risco de disputar a Série D, sim, a quarta divisão em 2009.

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Sport 0x2 Fluminense - Fala menos e joga bola, Homero!

Sexta-feira, 07 Setembro 07, 10:50 PM

Homero Lacerda, como era de se esperar, deu chilique quando soube da escolha de Carlos Eugênio Simon para apitar a partida entre Sport e Fluminense. Criticou a escolha afirmando, em outras palavras, que Simon é um sujeito mal-intencionado.

Sim Homero, todo mundo sabe do "roubo" que Gana sofreu na Copa de 2006 e do "roubo" contra o Brasiliense na final de 2002. Itália e Corinthians riem até hoje. A Itália fazia sua estréia na Copa na qual se sagraria tetracampeã mundial. Já o Corinthians foi campeão da Copa do Brasil naquele jogo.

Acontece que em campeonato de jogos corridos, pra "comprar juiz" é mais complicado. Acho que "Seu" Homero não é disso.

Homero Lacerda, o eterno dirigente leonino. Já teve até nome estampado no bandeirão da Torcida Jovem do Sport, hoje uma institução mais do que autônoma. Um nome para sempre eternizado no panteão dos grandes dirigentes do centenário Sport Club do Recife. Homero, o presidente do título brasileiro de 1987. Antes que a flamengada venha encher meu saco, é uma coisa simples. Vencemos vocês por W.O. e derrotamos o Guarani na decisão, já no ano seguinte.

Atualmente ele é vice-presidente de futebol, como foi durante anos Eurico Miranda no Vasco. Hoje Eurico é o eterno (até que ele vá encontrar ACM no inferno, um dia acontece) presidente vascaíno. Homero já FOI presidente do Sport. O presidente do título de 1987, porra. Deu para entender? Este escriba, não.

Mas quando Homero resolve "disparar sua metralhadora verbal", dá em merda. Neste campeonato, tem caído merda é pro lado do Sport quando "Seu" Homero resolve abrir a boca. Cala a boca e joga, Homero.

Contra o Flamengo, lá vai ele reunir os jogadores no vestiário para falar da vingança de 1987, de como o "Flamengo e a imprensa sulista e preconceituosa" procuravam humilhar o Sport e o futebol do Nordeste... no campo, empatamos em 2x2 graças ao milagre de Fumagalli e as trapalhadas do árbitro.

Por falar em ladrão, aliás, árbitro, Carlos Eugênio Simon nada fez para evitar a derrota do Sport em casa por 2x0 para um Fluminense que nem técnico tinha. Isso mesmo.

O suspenso Renato Gaúcho nem precisou se dar ao trabalho de ir ao estádio, diz-se que ele estava num hotel em Boa Viagem, vendo o jogo pela televisão. Talvez até mais bem acompanhado do que quando dirige o Fluminense...

Renato tem trauma da Ilha do Retiro. Lá foi sua estréia como técnico no esfacelado Fluminense de 1996. Não evitou o rebaixamento em campo, mas os tribunais esportivos fizeram o serviço por ele.

Renato ainda jogou no Flamengo em 1997 e no Bangu em 1999. O Fluminense foi parar na Terceirona, foi campeão e voltou à Primeira sem escala na segunda

Naquele longíquo sábado, 14 de setembro de 1996, Renato viu seu time levar de SEIS. A zero. Seu choro ganhou a eternidade.

Renato deve ter pesadelos com a Ilha do Retiro e os dirigentes (Homero Lacerda inclusive) perderam a oportunidade de homenagear Renato com uma placa-gozação com os dizeres "Neste estádio estreaste como técnico de futebol e levasse de seis".

Onze anos depois, também no Fluminense, ele precisou de dois jogos* pra fazer só cinco.

*3x0 Flu, pela quinta rodada do Brasileirão de 2007

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Postado por mautargino | Comentários (0)

Fluminense 3x0 Sport – Fim de um tabu de doze anos

Quarta-feira, 13 Junho 07, 10:26 PM

Em 1995, Fernando Henrique Cardoso estava ainda no primeiro dos oito anos em que passou na presidência do Brasil. Faz um tempinho. Pois foi naquele ano, quando eu ainda estava no 2º ano do Ensino Médio (aliás, na época era 2º Grau), que o Fluminense havia vencido o Sport pela última vez.

A partir do ano seguinte, os números não mentem. 6x0 pelo Brasileiro de 1996 (Ilha do Retiro, estréia de Renato Gaúcho como técnico), 3x0 em 1997 (Nas Laranjeiras), 3x2 pela João Havelange em 2000 (Na Ilha), 1x1 pelo Brasileirão de 2001 (Tropeço na Ilha) e duas vitórias na Copa do Brasil 2003 (1x0 no Maracanã e 2x1 na Ilha). O velho Nelson sofreu na minha mão nesse período, chegou até a me expulsar da casa dele quando o visitei no Rio.

Domingo, 10 de junho de 2007. O velho Nelson, ainda de ressaca pela conquista da Copa do Brasil, vai ao Maracanã saudar seu Fluminense. Nem se importa com a vitória, já que em 2008 já está garantido na Libertadores. Está mais preocupado em ter que sair do Rio para ver o Fluminense jogar partidas internacionais e todos sabem que ele detesta viajar. Nem para Florianópolis, a menos de duas horas de vôo, o velho Nelson viajou para ver seu time na final da Copa do Brasil. Viu num bar em Copacabana mesmo.

Enfim, o velho Nelson tomou um susto ao ver o Sport pressionando o Fluminense no primeiro tempo. Mas lembrou-se que após a Copa do Brasil, o Flu iria só cumprir tabela e evitar o rebaixamento e logo se acalmou. Mais ainda depois que Alex Dias abriu o placar.

No segundo tempo, o time que havia equilibrado as ações no primeiro tempo e tomou o gol por mera casualidade, voltou sem vontade alguma para o segundo tempo. Os lances dos gols de Rodrigo Tiuí e Cícero mostram o time do Sport parado, meros expectadores do Fluminense.

“Doze anos de tabu acabaram no vestiário, tenho certeza”, afirmou-me o velho Nelson no telefonema zombador pós-partida. “Teu time andou no segundo tempo, não tem técnico nessa joça, não?”. No dia seguinte, não tinha mesmo mais técnico. Giba pediu demissão, pois queria afastar três jogadores e a diretoria não aceitou. Não por acaso, os três que foram treinados por ele um ano antes, no time do canal do Arruda.

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Postado por mautargino | Comentários (2)