O Grande Mistério

Quinta-feira, 29 Maio 08, 06:15 PM

O grande mistério da quarta-feira foi:

Quem ganhou no cara ou coroa entre Vasco e Sport para escolher a trave na qual seriam cobrados os pênaltis para decidir uma vaga na final na Copa do Brasil.

A moedinha foi a forma de vida imaterial mais perfeita da história do universo.

Por que bater na trave oposta à que Romário se consagrou com o gol que todo mundo fala em cima do goleiro que todo mundo lembra?

Por que colocar o “especialista em não conseguir fazer o gol mais fácil do futebol” Edmundo para abrir a disputa de pênaltis?

Só ele errou nas dez cobranças da disputa entre os dois times.

Logo ele, que foi o grande culpado de tudo aquilo acontecer, ao fazer o segundo gol do Vasco nos minutos finais da partida de volta.

Mas engana-se quem pensa que Edmundo foi o culpado.

Magrão foi o culpado. Ele é goleiro e está para evitar gols. Se toma um como aquele, no fim do jogo, a culpa é dele.

Mas tem uma coisa que pouca gente sabe. Magrão tomou o gol de propósito. Ele precisava dos pênaltis.

Romário esticou a carreira para encontrá-lo num pênalti e fazer o gol que todo mundo fala e virar estátua atrás de uma das traves de São Januário. Claro que NAQUELA trave.

Edmundo, o Erasmo Carlos de Romário, encontrou Magrão no mesmo estádio e na trave oposta. Deu um chute bisonho, por cima do travessão, pouco mais de um ano depois do seu chapa fazer o gol que todo mundo fala.

A estátua de Romário olhava para o campo, com os braços levantados, do outro lado do campo. Por trás de Edmundo.

Edmundo encerrou a carreira. Mais uma vez.

O torcedor do Sport se pergunta, precisava de tudo isso?

Precisava. Estamos prontos para a batalha final.


Outras

Um caralho! Falar de quê?

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Postado por mautargino | Comentários (1)