Terça-feira, 03 Fevereiro 09, 08:14 AM
O primeiro tempo da partida entre Sport e Petrolina foi típico do segundo campeonato mais difícil do mundo: time visitante mais fechado do que a Albânia e um calor vesuviano no gramado da Ilha do Retiro, enfim, um jogo feio pra cacete.
Veio o segundo tempo e... algo aconteceu. Nelsinho Baptista, o Rinus Michels dos trópicos, trocou Sidny e Guto por Fumagalli e Weldon, que mais uma vez reestreava no Sport. Paulo Baier foi deslocado do meio para a lateral-direita e aos sete minutos já acertava um passe preciso para Weldon acertar AQUELE chute.
Porra, Weldon! Chega de pensar só em dinheiro! Golaço.
Aos 23, Weldon voltou a atacar e aproveitou um cruzamento genial do ZAGUEIRO (em Caps Lock mesmo, esse merece) Durval. Dois minutos depois, o próprio Durval voltou a balançar as redes, pois zagueiro que é zagueiro não pode passar mais de sete jogos sem fazer gol.
A quinze minutos do fim, com Durval e Sandro Goiano, bateria e baixo/vocal do Sporthëad, já suspensos pelo terceiro cartão amarelo (os velhinhos têm mais é que descansar mesmo) e a vitória garantida, era hora de tomar um gol. Pra desopilar, ora, afinal a pelada tem que ter uma graça, não acham?
Douglas conseguiu o que apenas Assis do Ypiranga havia conseguido: marcar um gol no Sport em 2009. Agora são dois gols sofridos em sete jogos, contrapondo-se à irrisória marca de 18 marcados, 100% de aproveitamento, enfim essas estatísticas que servem para dar volume a um post que demorou tanto a sair.
Enfim, leitores, está começando a ficar difícil achar assunto nesse campeonato pernambucano. E que continue assim.
Deixe de preguiça e veja os gols aqui.
Outras
Barbie e Sarnentos deram aquela força ao empatar em 2x2 e deixar o Sport com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado a quatro jogos do final do primeiro turno. Este escriba agradece aos sparrings.
Sexta-feira, 30 Janeiro 09, 08:51 PM
Duas bolas na trave, uma para cada time, marcaram o final do duelo entre Ypiranga e Sport, pela sexta rodada do segundo campeonato mais difícil do mundo, a Primeira divisão do Campeonato Pernambucano.
O mais difícil, você leitor já está cansado de saber, é a Segunda Divisão do Campeonato Pernambucano. E não se fala mais nisso, pelo menos até o próximo post.
Aos 32 do segundo tempo, uma onda de alegria e entusiasmo varreu a cidade de Santa Cruz do Capibaribe. Assis recebeu na área e marcou o gol do Ypiranga. Depois de 527 minutos, mais os descontos, alguém conseguiu marcar um gol no Sport.
Só para se ter uma idéia, em 527 minutos é possível assistir ... E o Vento Levou duas vezes e ainda sobra uma hora e vinte e três minutos. Tempo de três episódios de Os Simpsons, e ainda sobra um tempinho. Dá pra ver os dois primeiros episódios de O Senhor dos Anéis com intervalo para aquele rango esperto e até uma soneca (se ela não rolar durante um dos filmes). Só não dá pra ver a adaptação cinematográfica de Guerra e Paz feita pelo regime soviético, mas aí já seria demais, pois tem oito horas de duração.
Voltando ao jogo, enfim, a teoria da inexpugnalidade da defesa leonina caiu por terra. Entretanto, cabe frisar algumas coisas que aconteceram antes.
Ciro aproveitou um cruzamento de Sandro Goiano, o craque, e o goleiro Jedai (que nome, meu Deus) tomou um frangaço. Aos dois do segundo tempo.
Antes do intervalo, o mesmo Ciro marcou um gol antológico, de fazer Van Basten corar de inveja, um petardo de fora da área. Era o quinto dele no campeonato, antes de marcar o sexto, que mereceu até uma música, infelizmente não sacada por quem esteve no estádio:
Ciro, Ciro, Ciro
O cara é o bicho
Mais um gol
E tome artilharia
(cantar no ritmo do refrão de The Number of the Beast, do Iron Maiden. Sem rima, mas com uma métrica…)
Mais antes ainda, Guto foi mais rápido do que o cinegrafista e marcou o segundo dele e do Sport.
E ainda mais antes ainda, Guto foi mais rápido do que ele mesmo três dias antes e abriu o placar do jogo com dois minutos de bola rolando. Três dias antes, ele tinha demorado três minutos para marcar o gol da vitória sobre o Porto.
Como é bom tomar um gol quando se pode tomar.
Gols aqui.
Segunda-feira, 26 Janeiro 09, 09:33 PM
... foi o tempo que o Sport precisou para abrir o placar contra a (ex?) - sensação do segundo campeonato mais difícil do mundo, o Campeonato Pernambucano da Primeira Divisão.
O mais difícil, você já deve saber, é a segunda divisão de Pernambuco. E este escriba espera que você, amigo leitor, tenha aprendido para que essa abobrinha não precise ser repetida.
Voltando à análise imparcial do confronto Leão x Gavião (o do Agreste, não o da Fiel - este é um adversário de menor expressão, todos sabem), não houve tempo sequer para ler as escalações: o ponteiro dos minutos mal havia completado sua terceira volta quando Sandro Goiano fez o lançamento mais espetacular do futebol contemporâneo: a bola desafiou todas as leis que regem tempo e o espaço para encontrar a cabeça de Guto, quase na entrada da área.
Depois de mostrar ao mundo como Nietzche, Gengis Khan e Zangief podem servir de influência para o futebol, Sandro Goiano, o homem respeitado por Deus e temido pelo Diabo, mostrou o que aprendeu com Gerson e Didi (antes de arrebentar as canelas de ambos, claro).
Na boa, que lançamento da porra. Se você não viu, confira aqui.
E pensar que Guto, o artilheiro solitário da partida, só jogou porque Wilson se machucou na partida contra o Sete de Setembro, quatro dias antes.
Dos 87 minutos restantes, os primeiros 32 foram marcados por uma atuação do setor defensivo leonino que beirou a perfeição. Dos zagueiros à dupla de ataque, todos marcaram implacável e inapelavelmente.
A partir dos dez minutos finais da etapa inicial, o Porto tentou se valer do melhor ataque das quatro primeiras rodadas. Mas Tiago Laranjeira, Guego & Cia não foram páreos para a inexpugnável defesa leonina.
E quando o trio Igor-Cesar-Durval não dava conta, lá estava Magrão, o octópode.
Pois as defesas de Magrão, o lançamento de Sandro Goiano e o gol de Guto garantiram mais uma histórica goleada do Sport pelo escore mínimo.
Além da liderança isolada, da defesa menos vazada, dos 100% de aproveitamento...
Por falar no tal 100%, vai uma música do Sonic Youth que tem esse título:
Terça-feira, 20 Janeiro 09, 08:08 AM
Existem campeonatos estaduais que impedem qualquer discussão a respeito de seu nível técnico. O maior exemplo deles é o campeonato pernambucano, uma espécie de Libertadores disputada longe do frio e mais longe ainda da altitude.
Times às vezes não tão técnicos (se é que ainda existe a palavra técnica no futebol), mas sempre aguerridos. Um bom exemplo disso é o valoroso Serrano, adversário do Sport na terceira rodada do certame.
Sabendo do abismo digamos, técnico, que separava as equipes, o Serrano fez o óbvio: fechou-se mais do que tartaruga ameaçada e esperou a hora certa de dar o bote. Mas o Sport não deixou que essa hora chegasse.
Muito pelo contrário: ao perceber que jogar com três zagueiros não era necessário, o treinador Nelsinho Baptista logo sacou César (que por sua vez já tinha desperdiçado mais de uma chance de gol) e pôs Luciano Henrique. Bingo!
Não foi um cruzamento primoroso de Fumagalli. A bola passou uns cinqüenta metros da cabeça de Ciro (o objetivo presumível da jogada), mas Luciano Henrique não bobeou e mandou de cabeça para o gol, dois minutos após entrar em campo. Ferrolho serrado.
Daí parece que o mascote da equipe de Serra Talhada entrou em campo. Sim, porque o coice frontal de Paulinho em Luciano Henrique foi coisa de jumento, o tal do mascote do time sertanejo. Luciano Henrique incomoda muita gente.
Veio o segundo tempo e o “jumento spirit” baixou em Gaspar. Mais uma expulsão, também merecida. Mesmo assim, o Sport não queria fazer gols. 11 contra 9 é covardia (se bem que tem um time que manda seus jogos numa casinha purpurinada que conseguiu com 11 perder para um time de 7).
Mas depois de um tiro de meta cobrado diga-se, jumentamente, pelo Serrano, tudo que Sandro Goiano (que estava no jogo citado nos parênteses anteriores, arrebentando o time purpurinado, claro) pôde fazer foi dar um passe perfeito para Ciro.
E quando a bola chega para Ciro todo mundo sabe como história termina. Sport 2x0, aos 15 do segundo tempo.
Já que tava tudo beleza mesmo, claro que o gênio do jogo e da raça, Sandro Goiano, tinha que fazer o seu gol. Mas não foi um gol qualquer. Wilson acertou um passe perfeito para o Zangief dos Gramados, que avançou entre a zaga, driblou o goleiro, mandou pro gol, comemorou, xingou o bandeira, mandou o árbitro se fuder, pediu reforços à diretoria e ainda disse a Durval que quem vai dar a primeira porrada em Carlinha Jujuba (ex-Carlinhos Bala) no clássico (hein?) contra o Náutico seria ele. Durval, que não é besta, propôs par ou ímpar ou quem sabe um cara e coroa para decidir a questão. Sandro Goiano bateu o pé e já existe ameaça de racha. Na perna de Carlinha Jujuba, não no elenco do Sport.
Outras
Carlinha Jujuba marcou, de falta, seu primeiro gol pela Barbie, que não passou de um empate em casa contra o Salgueiro.
O Santa Crúcis voltou a atuar no Imundão do Arruda, para delírio da massa sarnenta. Vitória apertada contra o Central.
O verdadeiro rival do Sport em Pernambuco é o Porto. Mais um 4x0, desta vez contra o Petrolina. Tal como o Sport, não tomou gol em três rodadas e ainda marcou dois a mais. Dia 25, confronto entre os dois.
Segunda-feira, 12 Janeiro 09, 08:34 AM
Não foi um show do Ramones, mas até pareceu. Tal como em 2008, o Sport estreou em casa com uma vitória de 4x0, mas desta vez o adversário foi o Acadêmica Vitória (que pelo jeito, só tem vitória mesmo no nome).
Assim como os gênios de Nova York, o começo foi difícil. Se no primeiro show dos Ramones, a correia do baixo tocado por Dee Dee arrebentou e o instrumento foi ao chão e quebrou no meio, na estréia do Sport, o adversário mandou bola na trave e fez gol no rebote antes dos dez minutos. O tento foi corretamente anulado.
O jogo seguiu difícil até Ciro ser derrubado na área. Pênalti para Fumagalli cobrar. Aos 12 minutos. Tempo de quatro ou cinco músicas do Ramones
O gênio incompreendido, o Joey Ramone dos gramados bateu mal e o goleiro defendeu. Mas a invasão da área pelos jogadores do Vitória desencadeou a repetição da cobrança.
Então o gênio marcou o primeiro gol do campeonato pernambucano. Só podia ser ele.
Aos 31, Alan do Vitória resolveu facilitar ao ser expulso por jogada violenta. Um minuto depois Ciro, o CJ Ramone da Ilha, aproveitou o rebote de Wilson para marcar o segundo.
Ciro, que há pouco mais de dois anos vibrava com as jogadas e gols de Fumagalli, agora joga ao lado de seus ídolos. Assim como CJ Ramone, que antes de entrar para a banda, ia a todos os shows possíveis.
Antes do fim do primeiro tempo, Sidny passou para Sandro Goiano que cruzou para Ciro CJ marcar o terceiro. Sandro não comemorou nem sorriu, incorporando o jeitão mau humorado do guitarrista Johnny Ramone.
Veio o intervalo, que ao invés de quinze minutos durou uma hora. Sim, porque não aconteceu porra nenhuma até os 46 da etapa final, quando Kássio fez da simplicidade a genialidade e fechou o
placar.
Com três acordes, os Ramones gravaram mais de duas dezenas de discos. Com três gols no primeiro tempo, o Sport garantiu a vitória na estréia. Para não ficar tão parecido com os Ramones, Kássio tratou de garantir a goleada por 4x0. O Sport busca o tetra pernambucano. Coincidência?
Claro que sim. O objetivo principal é a América e o Mundo.
Outras
Santa Crúcis saindo do buraco? Ao menos estreou vencendo o Sete de Setembro fora de casa.
Náutico se fudendo? Empatou em casa com a Cabense graças a um frangaço. Que se foda ainda mais!
Terça-feira, 02 Dezembro 08, 10:40 PM
Cinco meses e meio sem ir a um estádio ver o Leão jogar, expectativa de o Sport amolecer o jogo contra a desesperada Portuguesa, de o juiz Elmo Cunha favorecer o anfitrião como fez com o Vasco contra o Santos, o Vasco tem origens lusas como a Portuguesa, putaquepariu, gastar uns 30 paus no ingresso, mas...
... e se (homenagem ao espetacular post do blogueiro cujo time não vai para a Libertadores mas vai ajudar a rebaixar o Vasco) não acontecer tudo o descrito a partir da primeira vírgula do parágrafo anterior?
Começando pelo preço do ingresso: déis real a inteira. Mais barato que isso só o ingresso trocado por nota fiscal na mão de cambista desesperado na entrada da Ilha em jogo em noite de temporal no meio da semana contra o Serrano pelo campeonato pernambucano. E ainda tinha meia-entrada. Nem doeu tanto pagar cincão numa long neck na churrascaria ao lado do Canindé.
Amolecer o jogo? Tem hora que o escriba parece que desconhece o Sport.
O time correu, marcou em cima, mas claro, sem fazer muita força. Afinal, como todos os jogos do Sport no Brasileirão, a confronto contra a Lusa foi apenas mais um amistoso preparatório para a dominação da América e do mundo em 2009.
Tanto que logo aos 10 minutos, Márcio Goiano marcou um dos gols mais fantásticos da história recente do futebol mundial. Não pela beleza, mas pela bizarrice. Veja aqui.
O escriba confessa que só lembrou de que foi uma cabeçada despretensiosa de fora da área quando viu lance nos gols da rodada de alguma emissora de TV. E cabe frisar, o escriba não estava bêbado. Afinal, a draconiana lei seca dos estádios brasileiros só permite a comercialização de cerveja sem álcool. Ou é soda ou é foda.
Do lado oposto à arquibancada na qual o escriba assistiu o jogo, a Lusa virou a partida com Edno (olho nele, diretoria do Sport) e Jonas, graças à desatenção do zagueiro camisa sete César Lucena. Intervalo e o jeito é usar a força da mente para beber cerveja sem álcool como se fosse Heineken (porra de merchandising gratuito como recurso literário) e, quem sabe, empatar o jogo e rebaixar a Lusa. Só pra fazer o mal.
Segundo tempo e percebe-se no Canindé o fenômeno da torcida móvel. Os sofredores postados no setor próximo ao gol defendido por Magrão na etapa inicial deslocam-se para o outro lado do estádio. Estádio para mais de 20 mil com apenas 3 mil e poucos pagantes, mesmo com ingresso a preço suave, é isso mesmo.
Bando de trouxas: perderam a chance de ver mais de perto o milésimo gol do Campeonato Brasileiro 2008. Só podia ser dele, Fumagalli, o gênio incompreendido do futebol, de cabeça após cruzamento primoroso de Carlinhos Drogbala.
Quanto ao caseiro juiz, bem que Elmo da Cunha fez sua parte para ajudar a Portuguesa, invertendo faltas e amarrando o jogo. Mas não deu para arrumar um pênalti pros lusitanos.
No fim da partida, Manuéis e Joaquins choravam mais um rebaixamento da Lusa. Irritados com a tiração de sarro daqueles nordestinos fidirrapariga queriam até bater na polícia, que prudentemente “solicitou” (sem uso da força) a saída dos visitantes. Engraçado feito piada de português.
Enfim, há pouquíssimas coisas na vida tão boas quanto ir ver o time jogar no estádio, mesmo quando o jogo não vale nada.
Nada? Valeu o rebaixamento da Portuguesa. Se não deu pra mandá-la pra terceira divisão em 2006 (no jogo da vergonha), que mande-a de volta à segunda.
Gol bizarro, gol mil do campeonato, Sandro Goiano dando porrada em Athirson, adversário rebaixado, pagode ruim (existiria “pagode bom”?) no sistema de som “fanho” antes do jogo... tudo isso a dez “conto”.
Bom demais, ora pois!
Domingo, 26 Outubro 08, 06:51 PM
O escriba fez a besteira de atrasar o jantar e acabou perdendo os dois primeiros minutos do jogo entre Grêmio e Sport. Ou seja, quando ligou a TV, estava passando o replay do bizarro gol de Reinaldo.
Bizarro? Bizarro é pouco. Se não viu, clique aqui.
Sair perdendo para o Grêmio é “pobrema”. Ainda mais num estádio Olímpico cheio.
Conforme foi dito horas antes da partida, aqui, já se sabia que o Sport perderia o jogo. Afinal, que interesse um time que está na 11ª colocação e “já está classificado para a Libertadores por ter sido campeão da Copa do Brasil” (modo “estou de saco cheio de falar – e ouvir – isso” ligado) de ganhar do líder
Aliás, que interesse o Sport ainda tem no campeonato?
Bem, voltando à partida, só valeu única e exclusivamente para o ver Sport baixando o sarrafo no Grêmio – o vice-versa existiu mas, os leitores sabem por que, não interessa ao escriba – e provando que quando a sorte não está com time, não tem jeito. Ou alguém vai dizer que tomar um gol daqueles não é pura falta de sorte?
Voltando à porrada, foi bonito ver Sandro Goiano não amarelar diante do Grêmio – cuja torcida gritou a plenos pulmões seu nome antes da partida – e bater como poucas vezes se viu em sua carreira.
Mandou nego sair de maca, tomou amarelo, falou delicadezas no ouvido do puto do Vagner Tardelli (que, diga-se de passagem, usou da sorte do Grêmio para amarrar o jogo daquele jeito que só ele sabe), trocou de camisa com o adversário e jogou para os gremistas, e seguiu dando – e tomando – porrada depois do intervalo.
Ah, mas o Sport fez lá sua pressão. Não AQUELA pressão, mas o suficiente para deixar os gremistas com o cu na mão durante uns dez, quinze minutos. No final, o Grêmio venceu, jogando mal como sempre, mas venceu.
Ao torcedor do Sport que acreditava ao menos em um ponto em Porto Alegre, ele não veio. Já os jogadores, bem, nem a história do “bicho extra” de duzentos barão supostamente oferecido por São Paulo e Palmeiras (100 barão de cada um, também supostamente) serviu de motivação.
Perderam o jogo, a grana e a possibilidade de fazer uma farra na cidade que, dizem, tem as profissionais de entretenimento adulto mais gostosas do país.
Agora, farra com profissionais gaúchas, só lá em Odete. Por falar em Odete, entendam porque diabos ela apareceu num post sobre Grêmio x Sport lendo isso aqui e vendo as imagens abaixo, gravadas nas confortáveis acomodações do estabelecimento comercial por ela (Odete) dirigido.
Quinta-feira, 09 Outubro 08, 12:16 PM
Até os 46, quase 47 do segundo tempo este post iria se chamar “O amigo dos cariocas”. Ora, um time que consegue vencer apenas uma partida contra cariocas em oito disputadas não é o Paulo Soares da ESPN mas é um amigão.
Um time que perde duas para o Flamengo, duas para o Botafogo, empata uma com o Fluminense e faz 1 gol em duas partidas contra um time que tomou quase sessenta até agora, é mais amigo do que o Roberto Carlos – o cantor, não o do meião.
Isso até os acréscimos do segundo tempo contra o Vasco. No primeiro, o Sport tomou uma bola na trave, tomou as rédeas do jogo, fez um “quase golaço” com o jovem Kássio. Por “quase-golaço” entenda-se o fato de que a cacetada de Kássio desviou na cabeça de Baiano e, se não houvesse o desvio, não sairia o gol.
Aí começou a fuleiragem.
Moacir inventou de ser o que não é – craque – e perdeu a bola, que foi tocada para Leandro Amaral – que é craque – chutar de primeira, rasteirinho no canto de Magrão. Antes do fim do primeiro tempo, Leandro Amaral acertou um petardo de fora da área. Golaço, mas que poderia ser evitado por Júnior Maranhão e Cesar, se não tivessem “saído” da trajetória da bola.
Ducha de água fria? Sim, claro que sim.
Mas nada que se comparasse à ducha de nitrogênio líquido na volta do intervalo. Parece ter baixado em Nelsinho Baptista o espírito de Geninho (sim, aquele), em seu piores dias. Não por ter tirado Moacir, que fez merda mesmo, e pôr Fumagalli, que também não fez porra nenhuma. Mas tirar Carlinhos Bala e colocar Sidny foi demais.
É bem provável que Carlinhos tenha saído por contusão. Ele tomou uma porrada de responsa no começo do jogo, mas agüentou até o fim do primeiro tempo.
Sidny foi uma lástima. Sua atuação bisonha merecia um post à parte mas o escriba não vai gastar o tempo dele com mais de um parágrafo. Nem o de vocês.
Aí Nelsinho consertou a bobagem tirando um zagueiro (César) para Sandro Goiano entrar no jogo. Sandro é tão bom, mas tão bom, que armou jogadas melhor que Fumagalli. Não que isso, no atual momento que Fumagol atravessa, seja tão difícil assim.
E Ciro? O nome dele só apareceu no título do post até agora, certo? O menino entrou nervoso. Muito nervoso. Perdeu bolas bobas. Caiu um monte de vezes. Sofreu um pênalti mais claro do que operadora de celular e Wilson Seneme não marcou.
Seneme, que com certeza faz parte da “Operação Rio”, que tenta salvar Vasco e Fluminense do rebaixamento, botar o Botafogo na Libertadores e, quem sabe, dar o título brasileiro ao Flamengo.
Mas voltando a Ciro. O menino apanhou demais. Levou uma pancada de Odvan (o mesmo que fez o pênalti) que o deixou mancando desde os 20 do segundo tempo, quando o Sport já tinha feito as três alterações.
Um safado deixaria o time com dez, saíria do jogo. Ciro não. Ficou em campo, mesmo com a mobilidade de um saci.
O jogo seguia e este escriba pensava: “Tem que ser muito idiota pra achar que o Sport vai empatar esse jogo”. Motivo? A pressão desordenada do Sport não rendia nem sequer uma faltinha próxima à área. Mal rendia um escanteio, quando o f.d.p do Seneme dava.
“Põe no Cartão Verde”, dizia uma voz doida pra rir da cara do escriba. “Porra nenhuma. Se é pra ser idiota tem que ser idiota até o fim”, respondeu este.
A derrota em casa parecia certa. Mas eis que Dutra avança pela esquerda, passa para Roger, que devolve para Dutra na linha defundo que cruza para ele, Ciro, não o rei da Pérsia, ajeitar, virar e bater para o gol.
Na comemoração emocionada de Ciro, os nervos de aço do escriba quase viraram manteiga de garrafa. A dor e o desabafo de Ciro foram a dor e o desabafo de todos que um dia ou a vida inteira torceram para o Sport ou qualquer que seja o time. A comemoração de Ciro, mancando feito um mutilado de guerra, foi a quintessência do futebol.
No banco de Vasco, o choro de quem quase saiu da zona do rebaixamento. Fodam-se.
Dizem que o Sport tenta contratar Leandro Amaral. Este escriba acha que ele vai para o Qatar. Falam também em Weldon do Cruzeiro e Felipe do Náutico. Que nada. Ciro é que é o cara, mermão!
PS: Perdão pelo tamanho do post. É que o gol de Ciro foi foda!
Segunda-feira, 15 Setembro 08, 10:03 AM
Dez dias depois da acachapante vitória sobre o porquinho esmeralda, esperava-se que o Sport voltasse ao normal e vencesse o Figueirense na Ilha do Retiro por 1x0 ou até goleasse por uns... 2x0.
Mas quando Roger recebeu um passe no meio campo, deixou com Kássio e avançou como um bólido, recebendo de volta, invadindo a área, cortando o zagueiro e batendo no contrapé do goleiro... ninguém teve dúvidas que naquele momento, aos 4 minutos de jogo, tinha início o maior (e único) massacre da 25ª rodada do Brasileirão.
E Roger mostrou inteligência após o gol. Forçou o terceiro cartão amarelo na comemoração com a torcida, que durou uma eternidade e meia. Ele já não iria jogar a próxima partida, contra o São Paulo (dono de seu passe), por conta de cláusula contratual.
Mesmo jogando mal, Júnior Maranhão cobrou falta forte e rasteira, “furando a barreira”. 2x0 aos 29 minutos do primeiro tempo.
Bem, o segundo tempo. Pra quê? Formalidade, passes laterais e aquela “punheta” até o apito final.
Desta vez, não foi assim. A derrota no primeiro turno, logo após a conquista da Copa do Brasil, estava atravessada. Tome lançamento “Didiano” de Moacir para Wilson, que cruzou para Roger, de voadora, marcar o terceiro. Aos sete do segundo tempo.
E tome violência, de fazer inveja a Sergio Leone, Sam Peckimpah, Quentin Tarantino, etc. Dutra olhou para um lado, tocou para o outro, onde estava Roger que, cônscio de que um hat-trick seria demais da conta, cruzou para Wilson que fez o quarto.
A goleada estava consolidada, a primeira do Sport no campeonato, mas já que era massacre, chacina, violência, claro que Sandro Goiano, o Zangief dos gramados, tinha que tirar uma casquinha. Mas não dando porrada, mas aproveitando um rebote e marcando um gol de cabeça. Dois minutos depois de entrar em campo.
Eram 31 minutos quando o quinto gol saiu. Estava mais do que na hora da tal “punheta”. E não é que o Sport ainda apertou pra fazer mais.
Então o árbitro Wilson Seneme resolveu incorporar o membro da comissão de direitos humanos da ONU e acabar o jogo sem dar descontos.
Mas que seria bom fazer mais um gol, ah, seria sim...
Outras
Dá-lhe cariocas na rodada! Todos perderam. E aí, Sportv?
Um deles, o Vasco, levou um baile do Náutico. Isso, da Barbie. E jogando em São Januário. É, tem que cair mesmo.
Cabaços domésticos em crise: depois de apanhar em casa pela primeira vez no Brasileirão (e na temporada), o Palmeiras resolveu descabaçar o Cruzeiro no Mineirão. Um dia antes, o líder Grêmio também perdeu em casa pela primeira vez no rasileirão, para o ascendente Goiás. É, parece que o campeonato voltou a ficar interessante...