Quinta-feira, 02 Julho 09, 09:01 AM
É bem verdade que este escriba demorou para relatar os acontecimentos da partida entre Sport e Grêmio pela oitava rodada do Brasileirão e é bem verdade que o mesmo pede as mais encarecidas desculpas.
O Grêmio foi à Ilha do Retiro mais Grêmio do que nunca. Fechadinho, aproveitando os contra-ataques e quase abrindo o placar por duas vezes no início do jogo. E com time reserva, um bom time aliás.
Mas ninguém sai impune perdendo os gols que o Grêmio perdeu e na primeira jogada bem trabalha do Sport, Ciro avançou pela esquerda, livrou-se da marcação e tocou para Fabiano, que vinha na corrida. 1x0 no primeiro tempo e partida sob controle.
Mas aí começou um pequeno festival de pequenas bizarrices. O meia Hugo, que fazia uma boa partida, foi substituído por sentir uma crise de asma. Isso mesmo, crise de asma (alguém já viu uma coisa dessas?). O meia armador do Sport tem asma. Fumagalli o substituiu e... deixemos para comentar mais adiante.
Veio o segundo tempo, bola ali bola acolá, chutaço de Dutra no travessão, e coisa e tal e... mais bizarrice. Para os saudosos da famosa "linha burra", foi um deleite. Com um delay de algumas horas em relação à cobrança de falta, a defesa do Sport deixou quase meio time do Grêmio de cara com Magrão. Ficou tão fácil que até o atacante gremista Jonas marcaria um gol desses. E fez.
O mesmo Jonas foi protagonista de outra bizarrice: dividiu uma bola no alto com o zagueiro Cesar; Cesar levantou-se e Jonas, ainda no chão, segurou a perna do zagueiro, que desabou. Vermelho pro Jonas. Vermelho, a cor predileta dos gremistas.
E mais bizarrice: Ciro fez aquele famoso sinal de substituição girando os dedos. Leão atendeu e o trocou por Weldon. Ciro saiu puto da vida e ninguém entendeu o porquê. Explicação: Ciro queria trocar as chuteiras. Só no Sport essas coisas acontecem.
Weldon, o carrasco do Flamengo, se enrolava nas pernas a cada lance. O tempo passava, passava, passava. Até que Fumagalli deu um belo passe para Dutra, que cruzou para Weldon que cabeceou para a defesa do goleiro gremista que sobrou para Elder Granja que aproveitou o rebote para desempatar aos 39 minutos do segundo tempo. Um gol-grêmio para vencer o Grêmio. Hugo marcara contra o Santo André na partida anterior, Fabiano abrira o placar contra o Grêmio e Élder Granja marcou o segundo. Todos jogadores indicados por Leão para o Sport contratar. E ainda tem quem diga que "seu" Émerson Leão não entende do riscado
Elder Granja ainda quase marcou um golaço, passando por quatro adversários até perder a passada e se atirar para cavar um pênalti. Merecia cartão, mas a jogada foi tão bonita que o árbitro esqueceu.
Perto do final, a volta da magia. A volta da genialidade. Ele, o gênio incompreendido, voltou. E como voltou. Uma bola recebida, um corte em Joilson de fazer inveja a Jack o Estripador e Chico Picadinho e um chute irrepreensível. Golaço de Fumagalli! Golaço de Fumagalli! Golaço de Fumagalli!! E este escriba pensava que nunca mais voltaria a escrever uma coisa dessas. Golaço de Fumagalli!!!
Antes que alguém se meta a falar coisas do tipo: "mas eram os reservas do Grêmio", este escriba se adianta: Vencer os titulares valeria os mesmos três pontos. E ponto.
Segunda-feira, 13 Abril 09, 08:46 AM
Um tem status de ídolo há mais de três anos, artilheiro e, para alguns, gênio. O outro não é ídolo, tampouco artilheiro, mas volta e meia não decepciona quando mais se precisa dele.
Fumagalli, o gênio incompreendido, não consegue emendar uma sequência de partidas. Disputando posição com Paulo Baier e Luciano Henrique, não deve ser fácil, até mesmo para um gênio.
Já o caso de Wilson é mais curioso. Um cara de poucos gols, mas de uma disposição e entrega que chegam a emocionar.
A vitória contra o Central, de virada, foi obra dos dois. Cada qual com um golaço.
Primeiro foi o gênio, quando o jogo estava 1x0 para o Newcastle do Agreste (a.k.a. Central). Fuma recebeu no bico direito da grande área centralina e acertou um chute de canhota que desafiou todas as leis passadas, presentes e futuras da aerodinâmica e da física. Nem Galileu, nem Newton e muito menos Einstein seriam capazes de explicar. O cronômetro marcava 30 minutos de jogo.
Aos 46, o Sport teve que usar mais uma vez a "special weapon": Wilson pegou de primeira de fora da área e marcou seu oitavo gol em trinta e tantas partidas pelo Sport. E olhe que o homem que poderia ter mudado a história do jogo contra o Palmeiras (se entrasse de início, ao lado de Ciro OU Vandinho no ataque) foi escalado como ala-direito.
O segundo tempo foi de espera, pois um empate ou derrota da Barbie contra o Porto em Caruaru dava o título ao Sport.
Mas o Porto fez o Sport economizar 30 mil reais (bicho extra para que o Gavião vencesse) e perdeu para o Náutico.
No próximo domingo, a edição 2009 do segundo campeonato mais difícil do mundo pode finalmente chegar ao fim.
Já é tempo.
Segunda-feira, 02 Março 09, 08:37 AM
É o segundo mais difícil do mundo. O primeiro, se ainda há alguém que não sabe, é a Segunda Divisão do Campeonato Pernambucano.
E o primeiro tempo do Sport na estréia (ainda com acento, reforma ortográfica que vá tomar no centro do c(´)u) do segundo turno fez jus à alcunha de segundo campeonato mais difícil do mundo.
E isso vale para quem joga, para quem assiste e para quem escreve. Sem exceção. Como escrever sobre Campeonato Pernambucano apenas dez dias e um carnaval no meio após a espetacular vitória sobre o Colo Colo (o falso, é bem verdade, pois o verdadeiro, graças a Deus, joga o campeonato baiano)? Quatro latinhas de Brahma bem geladas dão a resposta.
Nada, absolutamente nada de interessante aconteceu na primeira etapa de Acadêmica (com acento) Vitória (e tome acento e tome no cu(´) reforma ortográfica) x Sport.
Aliás, aconteceu algo digno de nota nesse cenário hostil e tenebroso. Afinal de contas, nas adversidades aparecem os gênios.
Em linhas gerais, que falta nababesca cobrada por Fumagalli, o gênio incompreendido. Zico, Platini, Didi, Beckham, Juninho Pernambucano e até o maior cobrador de faltas de todos os tempos, Moura, lamberiam as chuteiras de Fumagol após verem onde ele mandou a bola.
Veio a etapa final e ficou claro que um time que joga com sete reservas não sai impune: Aleandro, estreando no Vitória (com acento, caralho) marcou duas vezes. Oportunismo no primeiro e categoria de fazer inveja ao próprio Fumagalli no segundo.
Pela primeira vez na temporada o Sport tomou dois gols em um jogo. Pior que isso: ficou em desvantagem no placar pela primeira vez em 2009.
Não demorou muito e Bruno Telles empatou.
Demorou menos ainda para o estreante Vandinho, que saiu do banco, virar o jogo e dar a vitória ao Sport no jogo mais difícil da temporada até aqui. Vandinho, o cara de cachaça, agora tem um desafio histórico pela frente.
Afinal de contas, a tradição de atacantes do Sport que marcam gol na estréia e caem em desgraça é longa. Nos quase 30 anos de vida deste escriba, a única exceção é “São” Ciro, que está a anos- luz de Vandinho.
E acabou a Brahma. Alguém desenrola uma latinha de Skol?
Sábado, 07 Fevereiro 09, 08:23 AM
Definitivamente, a ansiedade e a expectativa da estréia na Libertadores 2009 está afetando o Sport Club do Recife. Mesmo os 100% de aproveitamento no segundo campeonato de futebol mais difícil
do mundo (o primeiro, se alguém ainda não sabe, é a Segunda Divisão de Pernambuco) não esconde a verdade inocultável: a porra do 18 de fevereiro, data da estréia na Libertadores (uma espécie de
Campeonato Pernambucano com frio, altitude e participação do Boca Juniors) tem que chegar LOGO!
O que se viu na última quarta-feira na Ilha do Retiro, foi sintomático dessa ansiedade: torcida pressionando o time, pois ninguém aceitou o fato do Santa Crúcis enfiar sete no Serrano momentos
antes lá no Imundão do Arruda e o Sport sofrer para romper a retranca catenacciana da Cabense. Ninguém aceitava que, de bengala, Marcelo Ramos marcaria três gols e passaria Ciro, que perdeu
gols feitos conra a Cabense, na artilharia do campeonato.
E o 0x0 persistia no placar ao final do primeiro tempo. Irritação geral na arquibancada, nas sociais, nas cadeiras nos camarotes e na... geral.
Hora de Nelsinho “Rinus Michels” Baptista entrar em ação. Saída de Jonas para a entrada do volante Moacir, improvisado na lateral. Weldon no lugar de Ciro. Nem Moacir cruzou nem Weldon cabeceou
para abrir o placar aos 9 minutos do segundo tempo. Isso coube sim a Dutra e Guto, respectivamente.
O gol não desmontou a retranca da Cabense nem inflamou o ataque leonino. O jogo permaneceu difícil, pegado, e quase os visitantes empataram de forma surpreendente, num contra-ataque que Fabinho
(ex-promessa do Sport, no início do século) chutou para uma defesa cósmica de Magrão.
Então veio a hora da genialidade: Paulo Baier, o bom, tocou para Fumagalli, o gênio, que chutou cruzado. O que parecia um arremate mal-executado revelou-se na verdade um passe genial para o
mesmo Paulo Baier que, como uma flecha, invadia a área para concluir.
A peleja estava definida, mas Weldon ainda resolveu sofrer um pênalti. Só para deixar o gênio Fumagalli bater. Aí...
Bem, apesar da cena triste que vocês viram no link, a vitória veio e a vida segue, assim como os 100% de aproveitamento no segundo campeonato de futebol mais difícil do mundo.
E se o leitor ainda não aprendeu qual o mais difícil, que volte ao parágrafo inicial do texto.
Terça-feira, 03 Fevereiro 09, 08:14 AM
O primeiro tempo da partida entre Sport e Petrolina foi típico do segundo campeonato mais difícil do mundo: time visitante mais fechado do que a Albânia e um calor vesuviano no gramado da Ilha do Retiro, enfim, um jogo feio pra cacete.
Veio o segundo tempo e... algo aconteceu. Nelsinho Baptista, o Rinus Michels dos trópicos, trocou Sidny e Guto por Fumagalli e Weldon, que mais uma vez reestreava no Sport. Paulo Baier foi deslocado do meio para a lateral-direita e aos sete minutos já acertava um passe preciso para Weldon acertar AQUELE chute.
Porra, Weldon! Chega de pensar só em dinheiro! Golaço.
Aos 23, Weldon voltou a atacar e aproveitou um cruzamento genial do ZAGUEIRO (em Caps Lock mesmo, esse merece) Durval. Dois minutos depois, o próprio Durval voltou a balançar as redes, pois zagueiro que é zagueiro não pode passar mais de sete jogos sem fazer gol.
A quinze minutos do fim, com Durval e Sandro Goiano, bateria e baixo/vocal do Sporthëad, já suspensos pelo terceiro cartão amarelo (os velhinhos têm mais é que descansar mesmo) e a vitória garantida, era hora de tomar um gol. Pra desopilar, ora, afinal a pelada tem que ter uma graça, não acham?
Douglas conseguiu o que apenas Assis do Ypiranga havia conseguido: marcar um gol no Sport em 2009. Agora são dois gols sofridos em sete jogos, contrapondo-se à irrisória marca de 18 marcados, 100% de aproveitamento, enfim essas estatísticas que servem para dar volume a um post que demorou tanto a sair.
Enfim, leitores, está começando a ficar difícil achar assunto nesse campeonato pernambucano. E que continue assim.
Deixe de preguiça e veja os gols aqui.
Outras
Barbie e Sarnentos deram aquela força ao empatar em 2x2 e deixar o Sport com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado a quatro jogos do final do primeiro turno. Este escriba agradece aos sparrings.
Terça-feira, 20 Janeiro 09, 08:08 AM
Existem campeonatos estaduais que impedem qualquer discussão a respeito de seu nível técnico. O maior exemplo deles é o campeonato pernambucano, uma espécie de Libertadores disputada longe do frio e mais longe ainda da altitude.
Times às vezes não tão técnicos (se é que ainda existe a palavra técnica no futebol), mas sempre aguerridos. Um bom exemplo disso é o valoroso Serrano, adversário do Sport na terceira rodada do certame.
Sabendo do abismo digamos, técnico, que separava as equipes, o Serrano fez o óbvio: fechou-se mais do que tartaruga ameaçada e esperou a hora certa de dar o bote. Mas o Sport não deixou que essa hora chegasse.
Muito pelo contrário: ao perceber que jogar com três zagueiros não era necessário, o treinador Nelsinho Baptista logo sacou César (que por sua vez já tinha desperdiçado mais de uma chance de gol) e pôs Luciano Henrique. Bingo!
Não foi um cruzamento primoroso de Fumagalli. A bola passou uns cinqüenta metros da cabeça de Ciro (o objetivo presumível da jogada), mas Luciano Henrique não bobeou e mandou de cabeça para o gol, dois minutos após entrar em campo. Ferrolho serrado.
Daí parece que o mascote da equipe de Serra Talhada entrou em campo. Sim, porque o coice frontal de Paulinho em Luciano Henrique foi coisa de jumento, o tal do mascote do time sertanejo. Luciano Henrique incomoda muita gente.
Veio o segundo tempo e o “jumento spirit” baixou em Gaspar. Mais uma expulsão, também merecida. Mesmo assim, o Sport não queria fazer gols. 11 contra 9 é covardia (se bem que tem um time que manda seus jogos numa casinha purpurinada que conseguiu com 11 perder para um time de 7).
Mas depois de um tiro de meta cobrado diga-se, jumentamente, pelo Serrano, tudo que Sandro Goiano (que estava no jogo citado nos parênteses anteriores, arrebentando o time purpurinado, claro) pôde fazer foi dar um passe perfeito para Ciro.
E quando a bola chega para Ciro todo mundo sabe como história termina. Sport 2x0, aos 15 do segundo tempo.
Já que tava tudo beleza mesmo, claro que o gênio do jogo e da raça, Sandro Goiano, tinha que fazer o seu gol. Mas não foi um gol qualquer. Wilson acertou um passe perfeito para o Zangief dos Gramados, que avançou entre a zaga, driblou o goleiro, mandou pro gol, comemorou, xingou o bandeira, mandou o árbitro se fuder, pediu reforços à diretoria e ainda disse a Durval que quem vai dar a primeira porrada em Carlinha Jujuba (ex-Carlinhos Bala) no clássico (hein?) contra o Náutico seria ele. Durval, que não é besta, propôs par ou ímpar ou quem sabe um cara e coroa para decidir a questão. Sandro Goiano bateu o pé e já existe ameaça de racha. Na perna de Carlinha Jujuba, não no elenco do Sport.
Outras
Carlinha Jujuba marcou, de falta, seu primeiro gol pela Barbie, que não passou de um empate em casa contra o Salgueiro.
O Santa Crúcis voltou a atuar no Imundão do Arruda, para delírio da massa sarnenta. Vitória apertada contra o Central.
O verdadeiro rival do Sport em Pernambuco é o Porto. Mais um 4x0, desta vez contra o Petrolina. Tal como o Sport, não tomou gol em três rodadas e ainda marcou dois a mais. Dia 25, confronto entre os dois.
Segunda-feira, 12 Janeiro 09, 08:34 AM
Não foi um show do Ramones, mas até pareceu. Tal como em 2008, o Sport estreou em casa com uma vitória de 4x0, mas desta vez o adversário foi o Acadêmica Vitória (que pelo jeito, só tem vitória mesmo no nome).
Assim como os gênios de Nova York, o começo foi difícil. Se no primeiro show dos Ramones, a correia do baixo tocado por Dee Dee arrebentou e o instrumento foi ao chão e quebrou no meio, na estréia do Sport, o adversário mandou bola na trave e fez gol no rebote antes dos dez minutos. O tento foi corretamente anulado.
O jogo seguiu difícil até Ciro ser derrubado na área. Pênalti para Fumagalli cobrar. Aos 12 minutos. Tempo de quatro ou cinco músicas do Ramones
O gênio incompreendido, o Joey Ramone dos gramados bateu mal e o goleiro defendeu. Mas a invasão da área pelos jogadores do Vitória desencadeou a repetição da cobrança.
Então o gênio marcou o primeiro gol do campeonato pernambucano. Só podia ser ele.
Aos 31, Alan do Vitória resolveu facilitar ao ser expulso por jogada violenta. Um minuto depois Ciro, o CJ Ramone da Ilha, aproveitou o rebote de Wilson para marcar o segundo.
Ciro, que há pouco mais de dois anos vibrava com as jogadas e gols de Fumagalli, agora joga ao lado de seus ídolos. Assim como CJ Ramone, que antes de entrar para a banda, ia a todos os shows possíveis.
Antes do fim do primeiro tempo, Sidny passou para Sandro Goiano que cruzou para Ciro CJ marcar o terceiro. Sandro não comemorou nem sorriu, incorporando o jeitão mau humorado do guitarrista Johnny Ramone.
Veio o intervalo, que ao invés de quinze minutos durou uma hora. Sim, porque não aconteceu porra nenhuma até os 46 da etapa final, quando Kássio fez da simplicidade a genialidade e fechou o
placar.
Com três acordes, os Ramones gravaram mais de duas dezenas de discos. Com três gols no primeiro tempo, o Sport garantiu a vitória na estréia. Para não ficar tão parecido com os Ramones, Kássio tratou de garantir a goleada por 4x0. O Sport busca o tetra pernambucano. Coincidência?
Claro que sim. O objetivo principal é a América e o Mundo.
Outras
Santa Crúcis saindo do buraco? Ao menos estreou vencendo o Sete de Setembro fora de casa.
Náutico se fudendo? Empatou em casa com a Cabense graças a um frangaço. Que se foda ainda mais!
Terça-feira, 02 Dezembro 08, 10:40 PM
Cinco meses e meio sem ir a um estádio ver o Leão jogar, expectativa de o Sport amolecer o jogo contra a desesperada Portuguesa, de o juiz Elmo Cunha favorecer o anfitrião como fez com o Vasco contra o Santos, o Vasco tem origens lusas como a Portuguesa, putaquepariu, gastar uns 30 paus no ingresso, mas...
... e se (homenagem ao espetacular post do blogueiro cujo time não vai para a Libertadores mas vai ajudar a rebaixar o Vasco) não acontecer tudo o descrito a partir da primeira vírgula do parágrafo anterior?
Começando pelo preço do ingresso: déis real a inteira. Mais barato que isso só o ingresso trocado por nota fiscal na mão de cambista desesperado na entrada da Ilha em jogo em noite de temporal no meio da semana contra o Serrano pelo campeonato pernambucano. E ainda tinha meia-entrada. Nem doeu tanto pagar cincão numa long neck na churrascaria ao lado do Canindé.
Amolecer o jogo? Tem hora que o escriba parece que desconhece o Sport.
O time correu, marcou em cima, mas claro, sem fazer muita força. Afinal, como todos os jogos do Sport no Brasileirão, a confronto contra a Lusa foi apenas mais um amistoso preparatório para a dominação da América e do mundo em 2009.
Tanto que logo aos 10 minutos, Márcio Goiano marcou um dos gols mais fantásticos da história recente do futebol mundial. Não pela beleza, mas pela bizarrice. Veja aqui.
O escriba confessa que só lembrou de que foi uma cabeçada despretensiosa de fora da área quando viu lance nos gols da rodada de alguma emissora de TV. E cabe frisar, o escriba não estava bêbado. Afinal, a draconiana lei seca dos estádios brasileiros só permite a comercialização de cerveja sem álcool. Ou é soda ou é foda.
Do lado oposto à arquibancada na qual o escriba assistiu o jogo, a Lusa virou a partida com Edno (olho nele, diretoria do Sport) e Jonas, graças à desatenção do zagueiro camisa sete César Lucena. Intervalo e o jeito é usar a força da mente para beber cerveja sem álcool como se fosse Heineken (porra de merchandising gratuito como recurso literário) e, quem sabe, empatar o jogo e rebaixar a Lusa. Só pra fazer o mal.
Segundo tempo e percebe-se no Canindé o fenômeno da torcida móvel. Os sofredores postados no setor próximo ao gol defendido por Magrão na etapa inicial deslocam-se para o outro lado do estádio. Estádio para mais de 20 mil com apenas 3 mil e poucos pagantes, mesmo com ingresso a preço suave, é isso mesmo.
Bando de trouxas: perderam a chance de ver mais de perto o milésimo gol do Campeonato Brasileiro 2008. Só podia ser dele, Fumagalli, o gênio incompreendido do futebol, de cabeça após cruzamento primoroso de Carlinhos Drogbala.
Quanto ao caseiro juiz, bem que Elmo da Cunha fez sua parte para ajudar a Portuguesa, invertendo faltas e amarrando o jogo. Mas não deu para arrumar um pênalti pros lusitanos.
No fim da partida, Manuéis e Joaquins choravam mais um rebaixamento da Lusa. Irritados com a tiração de sarro daqueles nordestinos fidirrapariga queriam até bater na polícia, que prudentemente “solicitou” (sem uso da força) a saída dos visitantes. Engraçado feito piada de português.
Enfim, há pouquíssimas coisas na vida tão boas quanto ir ver o time jogar no estádio, mesmo quando o jogo não vale nada.
Nada? Valeu o rebaixamento da Portuguesa. Se não deu pra mandá-la pra terceira divisão em 2006 (no jogo da vergonha), que mande-a de volta à segunda.
Gol bizarro, gol mil do campeonato, Sandro Goiano dando porrada em Athirson, adversário rebaixado, pagode ruim (existiria “pagode bom”?) no sistema de som “fanho” antes do jogo... tudo isso a dez “conto”.
Bom demais, ora pois!
Terça-feira, 11 Novembro 08, 06:20 PM
Sexta-feira, 31 Outubro 08, 08:59 PM
Já na tarde de quinta-feira, ouvindo o programa esportivo de uma rádio do Recife (há de se convir, programa esportivo não combina com TV – não ver a cara dos comentaristas contribui, e muito, para não sentir raiva deles), o papo era “e aí, de quanto vai ser o empate hoje? 1x1, 2x2, 3x3, 4x4?”
Para um time que até então nas últimas seis rodadas empatava em casa e perdia fora, o palpite fazia tanto sentido quanto era óbvio. Principalmente porque o tal time “Campeão da Copa do Brasil” e “Já classificado para a Libertadores” jogava em casa.
E veio o jogo. O Sport escalado com três volantes contra um adversário igualmente do meio da tabela de classificação com cinco desfalques.
Vai ser um jogão, ironic mode on.
Então, o paradoxo. Graças aos três volantes, o Sport encurralou o Santos durante quase todo o primeiro tempo. Mas gol que é bom, bem, é pedir demais para o “Campeão da Copa do Brasil” e “Já classificado para a Libertadores”.
Até saiu, numa cobrança de pênalti de Fumagalli, esse gênio incompreendido do futebol.
Aí veio o esperado: Molina chutou para a boa defesa de Magrão e, no rebote, a bola foi para aquele cara do Santos que faz um gol e perde cinco.
Desta vez, Kleber Pereira só fez valer a primeira metade do epíteto. Num único ataque, no fim do primeiro tempo, empate do Santos.
No segundo tempo, as coisas ficaram bem claras: se alguém marcar, vai vacilar e ceder o empate.
E o Santos esteve mais perto de marcar. E duvido que fosse vacilar e ceder o empate.
Fumagalli, o gênio incompreendido, ainda acertou uma bola no travessão. Pouco, muito pouco.
Fuma ainda foi substituído, junto com Carlinhos Bala. Por Wilson e Lúcio Curió.
Sobre esse último, cabem algumas palavras: nenhum tipo de nervosismo justifica uma atuação tão bisonha. Esse aí já começou errando na escolha do nome. Lúcio Curió. Que zagueiro vai respeitar um cara desses.
No fim das contas, mais um empate diplomático. Sport e Santos mantiveram suas “honrosas” posições na tabela: 11º e 12º.
Acaba logo, 2008!
PS: Tem alguém interessado em ver os gols? Então clica nessa porra.