Uma vitória óbvia

Quinta-feira, 07 Agosto 08, 02:05 PM

Este escriba sabe que vai passar por arrogante, imodesto, convencido e pretensioso. Mas não se abala em afirmar: estava na cara que o Sport iria vencer a Portuguesa.

Enfatizando: se Sport e Portuguesa jogassem dez vezes nas circunstâncias em que jogaram na última quarta-feira, o Sport venceria onze ou doze dos dez confrontos.

A ofensividade do Sport no primeiro tempo só se comparou à extrema dificuldade dos atacantes em acertar o gol. Nem o mais talentoso dos ficcionistas seria capaz de conceber e descrever a quantidade e o modo como as chances são desperdiçadas.

Se algum viciado em estatísticas se habilitar a pesquisar, provavelmente encontrará o Sport como um dos líderes em finalizações e escanteios conquistados. Na tabela que vale, a de classificação, o Sport está em oitavo, ainda sem considerar os resultados do complemento da rodada.

Um dado estarrecedor: jogando na Ilha do Retiro, o Sport SÓ TINHA MARCADO GOL NO PRIMEIRO TEMPO NA TERCEIRA RODADA, contra o Fluminense.

E Luisinho Netto ainda tratou de quase complicar as coisas, entregando uma bola na defesa quando o Sport já dominava com sobras.

Mas, no último minuto do primeiro tempo, o alívio. Bola inglesa de Francisco Alex na área e cabeçada certeira de Roger. A porteira estava aberta, afinal a Lusa vinha de uma derrota de 4x0 para o Goiás na rodada anterior.

Na volta do intervalo, parecia que o jogo tinha recomeçado já nos descontos da etapa final. Sport segurando o resultado e a Lusa pressionando.

Mas havia Moacir. Ah, Moacir...

Avançou pela meia direita, sem alarde, e cruzou em direção à pequena área. Seria uma defesa fácil se não houvesse a bíblica canela do zagueiro Bruno Rodrigo para mandar a bola às redes.

Com dois a zero no placar e a chuva comendo solta, ficou fácil de cumprir a profecia proclamada há cerca de sessenta mil anos atrás: pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro de futebol da Série A de 2008, o Sport venceria a Portuguesa.

Quando Luciano Henrique caiu na área, perto do fim do jogo e o árbitro mandrakeou um pênalti, a quase goleada ficou clara.

Mas golear não é com o Sport. O goleiro Sérgio se adiantou até quase o meio-campo e defendeu a (má) cobrança do mesmo Luciano Henrique.

Pra que fazer três gols se os três pontos vieram do mesmo jeito?

Outras

Da 3ª a 18ª rodada o Náutico foi da liderança à zona do rebaixamento. Alguém duvidava?

Tinha tudo pra ser a rodada das cabeças degoladas. Santos e Vasco perderam em casa e deixaram Cuca e Antônio Lopes sem emprego.

O Flamengo perdeu mais uma, mas manteve Caio Júnior. E o São Paulo poupou Renato Gaúcho ao perder para o combalido Fluminense.

A propósito, existe algo pessoal de Washington (o centroavante do Fluminense, não a capital dos EUA) contra o São Paulo?

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À espera de uma derrota que não aconteceu

Terça-feira, 29 Julho 08, 10:46 AM

Após uma derrota no apito para o Santos e uma vitória apertada sobre o Atlético Paranaense, o Sport foi ao Serra Dourada enfrentar um recente desafeto, o Goiás.

Quase nada fazia crer que o Sport pudesse vencer um então reabilitado Goiás, que vinha de duas boas vitórias contra Palmeiras e Cruzeiro. Além disso, estava há quatro jogos sem perder.

Para completar o cenário desfavorável, Daniel Paulista, suspenso, Sandro Goiano e Fumagalli, lesionados, nem viajaram a capital goiana. 75% do meio-campo titular ausente da partida.

Ou seja, tinha tudo pra dar merda...

E não é que o Sport saiu na frente? Falta em Luciano Henrique, Durval e Carlinhos Drogbala ameaçaram uma cobrança colocada. Mas aos 33 minutos do primeiro tempo de um jogo truncado fora de casa, o melhor mesmo é "uzar a inguinorãnça". Júnior Maranhão, rasteiro e inguinorante no canto direito de Harlei.

Logo depois, a resposta. Chute de primeira indefensável de Vítor, de fora da área. Empate e os donos da casa crescem no jogo, tendo aos menos três boas chances de virar o placar ainda na primeira etapa.

Cinco parágrafos e nada de explicar o porquê de o Goiás ser um recente desafeto do Sport. Não liberar Romerito para disputar os jogos finais da Copa do Brasil é um bom motivo? Nunca Romedane tinha jogado tão bem na vida, nunca tinha sido tão festejado por uma torcida como foi no Sport, tanto que já assinou contrato para jogar no ano que vem.

Motivo para amarelar, Romerito tinha. Mas não se escondeu do jogo e criou boas chances. Entretanto a imagem que vai ficar é a caneta que tomou de Drogbala. Nada menos que emblemática.

Pode-se dizer que uma substituição definiu o jogo: Luisinho Netto no lugar de Diogo. O gênio da lateral-direita, o mestre das bolas alçadas na área, andava tão em baixa que até as formigas baixavam a cabeça para conseguir enxergar seu futebol.

Mas gênio é gênio. Bola levantada no meio da área e desvio meio de testa meio de queixo de Durval para marcar o gol da vitória. E de uma marca importante: o Sport voltou a atingir a média de um gol marcado por partida, algo que só tinha acontecido na quinta e na sexta rodada.

Em dois lances de bola parada, o Sport venceu sua segunda partida como visitante, a primeira fora do Recife. Lances que dão idéia de um futebol feio. E quem quer saber de futebol bonito?

O único futebol bonito que este escriba conhece é o jogo entre as modelos da Playboy. Ali sim.


Outras

As rosinhas dos Aflitos ainda não se recuperaram da surra que levaram do Sport na 13ª rodada e chegaram à quinta partida seguida sem vitória. Perderam em casa para o Coritiba e vão pegar o Cruzeiro fora. Hexa é luxo.

Muito bacana ver Santos, Fluminense, Vasco e Atlético-MG brigando para fugir da degola. Bem que os quatro poderiam cair de vez, mas nunca convém duvidar do Náutico.

O Santa Cruz se classificou para a segunda fase da Série C, assim como o Salgueiro. Ambos estão loucos para encontrar o Náutico ano que vem...

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Para que entrar em campo?

Segunda-feira, 19 Maio 08, 06:19 PM

Fim de tarde/início de noite de sábado no Recife, nada de muito interessante pra fazer, sobretudo para torcedores do Sport residentes ou de passagem pela capital pernambucana. Para esses, O programa é ir à Ilha do Retiro conferir o match Sport Club do Recife versus Esporte Clube Vitória pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol 2008. 19.204 presentes não deixam o escriba mentir.

Ambos conquistaram seus respectivos campeonatos estaduais, ambos perderam em suas estréias no torneio nacional, ambos tomaram dois gols e não fizeram nenhum. Até que se poderia esperar alguma coisa da partida, não?

Os fatos subseqüentes provaram que não. Sport e Vitória protagonizaram um jogo muito fraco. O Leão da Ilha, semifinalista da Copa do Brasil, mesmo com o time titular, encarou a partida como meros 90 minutos de trabalho incômodo antes do já anunciado épico confronto com o Vasco da Gama. O Leão da Barra, já apontado pelos profetas de plantão como um dos três rebaixados, jogou pura e simplesmente para não perder. Quanto ao aparentemente errôneo número de rebaixados, cabe aos profetas de plantão que já dão o Ipatinga de 2008 o papel que coube ao América/RN em 2007.

Voltando ao jogo, bem, ficou a sensação de que as diretorias bem que poderiam ter entrado num acordo: ninguém entra em campo, W.O mútuo, ambos perderam por 2x0, segue a vida. Pouca coisa, quase nada de empolgante aconteceu. Maldosa e exageradamente comparando, lembrou o recente episódio da série A-2 do Campeonato Paulista, em que dois times seguraram o 0x0 que levava os dois à primeira divisão.

Bola pra lá, bola pra cá e o fato de permanecer sem marcar gols na segunda partida pelo Brasileirão tornou-se menos interessante para as duas equipes do que não tomá-los e conquistar um pontinho cada.

O Vitória, ora, conquistou um ponto fora de casa. Para quem estreou perdendo por 2x0 e tomando gol antes dos dois minutos, noventa sem levar é muito, muito lucro.

Já o Sport, tentando em vão adiantar as horas até a semifinal da Copa do Brasil, pouco importa o resultado do último sábado. Por uma vaga na “Liberta”, vale tudo.

Até ver a torcida da Barbie se gabando por liderar o Brasileirão. Faltando 36 rodadas para o mesmo chegar ao fim.

Outras

O próximo adversário do Sport pelo Brasileirão, o Fluminense, perdeu em casa para a líder Barbie. Pôs somente os reservas em campo, exceto o goleiro, que tomou um frango. Como será que o tricolor carioca vai à Ilha enfrentar o misto frio do Sport na próxima rodada? De time reserva após conseguir a vaga na semifinal da Libertadores ou de Dodô, Washington & Cia em busca da reabilitação? O escriba crava a segunda opção.

Alexandre Gallo encheu o bolso e largou o Figueirense na mão (mesmo se despedindo com vitória sobre o Coritiba) para ir treinar o xará Atlético Mineiro. Há pouco mais de um ano ele largava o Sport pra dar vexame no Inter. Pobre Galo...

Lyon heptacampeão francês. Se a Barbie é hexa em Pernambuco, Juninho Pernambuco, o Rei Lyon, é hepta na França. Tá bom demais, Juninho. Volta pra disputar a Libertadores pelo Sport ano que vem!

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Zaga displicente, juiz ladrão e apagão “misterioso”

Segunda-feira, 12 Maio 08, 08:21 PM

 

Dois times focados em suas respectivas partidas de volta pelas quartas-de-final da Copa do Brasil no próximo meio de semana com uma inconveniente rodada de abertura do Campeonato Brasileiro antes.

Desta forma pode ser definida a visão tanto de Botafogo quanto de Sport em relação ao confronto entre os dois times no último domingo.

Um público irrisório assistiu a dois times que, ao menos no momento, apostam no óbvio. Afinal de contas, por que pensar agora num torneio de 38 partidas quando se sabe que na Copa do Brasil, a essa altura, com apenas cinco partidas um time pode ser campeão e garantir vaga na Libertadores?

Não bastassem os dois times com equipes mistas para poupar jogadores para os respectivos compromissos no meio da semana, Botafogo e Sport fizeram um jogo marcado pela displicência. As defesas não marcavam e os ataques não concluíam decentemente.

O Botafogo procurava o Atlético-MG, seu adversário pela Copa do Brasil, bem como o Sport atacava o seu respectivo, o Inter. Até o Sport perceber que o jogo era contra o Botafogo pelo Brasileirão, já tinha desperdiçado duas boas chances com Romerito e Roger.

Aí veio gol do Botafogo, graças muito mais à displicente defesa leonina do que a Jorge Henrique e o ataque botafoguense. Um gol ridículo.

Veio o segundo tempo, o jogo continuava a mesma bosta até que o Sport empatou com Carlinhos Drogbala aproveitando o rebote de um chute de Romerito.

Apenas o bandeirinha e o árbitro (nem interessa os nomes desses filhos da puta) não viram que Drogbala estava na mesma linha do último defensor botafoguense.

Foi então que, por pane nos computadores, apagaram-se os refletores do estádio aos 28 minutos do segundo tempo.

Pane nos computadores de um dos mais modernos estádios brasileiros. Pane nos computadores. Conta outra, Botafogo.

Com o juiz e administração do estádio jogando a seu favor, não foi difícil para o time do joga-bonito-e-não-ganha-nada segurar a vitória quando as luzes foram religadas 20 minutos depois.

Religadas é apenas modo de dizer. O campo ficou foi à meia-luz mesmo.

Já no apagar das luzes que já tinham apagado antes, Francisco Alex fez uma “cagada” daquelas e perdeu bola para Diguinho, que tabelou com Jorge Henrique e entrou livre na área para matar de vez o jogo.

Tomar um gol de um enganador e outro de um emo metrossexual.

Que início de Brasileirão.

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Juventude 2x1 Sport - Conseguimos!

Domingo, 02 Dezembro 07, 10:49 PM

Conseguimos!

Conseguimos vencer 16 em 17 partidas do Campeonato Pernambuco, sendo campeões por antecipação. Na décima-oitava e última, perdemos para o Santa Crúcis com um gol bizarro de Marco Antônio, ex e eterno Marco Zero. E das dezessete anteriores a que não vencemos foi justamente contra o time do canal. Deixa pra lá!

Conseguimos ser eliminados pelo Ipatinga na Copa do Brasil. Merda!

Conseguimos transformar um técnico medíocre (Alexandre Gallo) numa grande revelação. O viado armou para sermos eliminados na Copa do Brasil e foi pro Inter. No Brasileirão conseguimos perder em casa por 5x1 para o time treinado pelo puto. Merda ad infinitum.

Conseguimos tomar o 904º de Romário. Mas para as "estatisticas", foi o milésimo. De lascar.

Conseguimos fazer nossa parte pelo rebaixamento do Corinthians para a série B. Vencemos as duas. Very good!

Conseguimos manter minha macumba (feita em 2003 na cidade de Garanhuns) de que nunca mais perderíamos sequer pontos para o Palmeiras. Vencemos as duas. Very gooooooooooood!

Conseguimos tomar gol de falta do Rogério Ceni. Nas duas partidas que disputamos contra os bambis. Coisas da vida.

Conseguimos disputar oito partidas contra times cariocas e não vencer nenhuma. Siniiiiiiistro (com sotaque de Ipanema).

Conseguimos nos convencer de que Geninho é um grande treinador. Faça-me o favor.

Conseguimos fazer o gol mais bonito do campeonato. Se você não acredita, vá ao post anterior.

Conseguimos ficar à frente do Náutico. Grande merda.

Conseguimos perder a vaga na sul-americana sendo derrotados pelo rebaixado Juventude por 2x1. E nosso gol foi marcado por Gustavo "Maconhinha". Haja paciência.

Sem torneio internacional para disputar em 2008, a debandada vai ser geral, os investimentos serão irrisórios, mas vamos conquistar o tricampeonato estadual sem muito estresse. Todo mundo vai achar o time ótimo e, com sorte, poderemos ser no Brasileirão 2008 o que o Goiás foi em 2007.

O que restou? Sacanear o Santa Crúcis, Série C, com mais de duas semanas de atraso. Sonhei com isso a vida inteira e agora que é verdade, deu até um certo remorso. Até porque o título da canção, "Knock me down", ou "Derrube-me" numa tradução aproximada, pode servir (medo!) até mesmo ao Sport.

Vai, Santa Crúcis do inferno. Te encontra com a porra da Barbie na Segundona de 2009. Spooooooooooort até a morte e o que vier depois!
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Sport 1x0 Cruzeiro - Por que Syd Barrett surtou

Sexta-feira, 30 Novembro 07, 09:14 PM

Em turnê secreta de duas semanas pelo Brasil, o Pink Floyd, no formato quinteto, fez seis shows, todos para públicos pequenos. O último deles aconteceu em São Paulo, um dia depois da partida entre Brasil e Uruguai pelas eliminatórias. Em seguida, visitaram Ouro Preto (não houve show, apenas uma jam session de Nick Mason com músicos locais) e no domingo, 25 de novembro, foram a Belo Horizonte para retornar em direção à capital paulista e de lá seguirem de volta a Europa. Mais uma vez a Argentina ficou de fora da turnê de uma grande banda.

Em Belo Horizonte, o já mitológico caos aéreo os deixou plantados na sala de embarque, à mercê dos fãs. Felizmente, a idade avançada, os casacos com capuzes de uns, os chapéus de outros e os óculos escuros de todos puderam manter os incovenientes à distância.

Cansado de suas leituras sobre esquerdismo, comunismo e politiquismo, Roger Waters resolveu dar uma olhada na partida de futebol na TV da sala de embarque. Estava começando o segundo tempo da partida entre Sport e Cruzeiro no Recife. Waters, torcedor fanático do Sport, avisou David Gilmour, também rubro-negro. Era única coisa em que ambos concordavam, e que durante muito tempo evitou que o Pink Floyd acabasse.

Syd Barrett estava doidão de ácido desde Ouro Preto. Percebeu Waters e Gilmour concentrados na partida e parou para assistir. De repente, a TV de cristal líquido transformou-se numa aquarela nas cores vermelha, preta, amarela, azul e branca sobre um fundo verde. Gostou da visão e ficou por ali.

Nick Mason exagerou no tutu à mineira servido no almoço e agradeceu ao atraso do vôo já que acabou tendo mais tempo e conforto no banheiro para resolver seu problema. Ficou imaginando como seria se tivessem embarcado no horário previsto. Naquela situação, o banheiro do avião seria um pesadelo.

Rick Wright, torcedor do Náutico, permanecia em silêncio, secando o rival. Sabia que o fato de torcer pelo Timbu motivava muitas brigas com Waters e, poucos sabem, foi o principal motivo para Waters expulsá-lo da banda em 1983.

Num dado momento, César acertou um híbrido de lançamento primoroso e chutão de usina em direção à direita do ataque. A bola quicou uma vez e Carlinhos Bala cruzou na área. Bem, não estraguemos o lance com palavras.

Pouco mais de vinte minutos depois, Nick Mason estava curado da caganeira, Rick Wright estava com raiva, Roger Waters berrava, em português macarrônico, "vencemos Aécio, vencemos o puto do Aécio Neves!" e David Gilmour filosofava, "um a zero é o melhor placar que existe".

Faltou Syd Barrett, que volta e meia se lembra de que torce para o Sport. Segundos antes do gol, a visão da aquarela na TV se desfez e ele viu o golaço. Desde então está internado num manicômio no qual tem passado horas seguidas falando sem parar, "Gabe who, gabe who, gabe who..." 

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Atlético - PR 0x0 Sport - Mais um que não conseguiu vencer o Leão

Terça-feira, 13 Novembro 07, 03:00 PM

Arena da Baixada com bom público, torcida pronta para ver mais uma vitória do Furacão. Desde 18 de agosto, no empate em 1x1 com o Figueirense na abertura do returno, vinha sendo assim para o time pelo qual Geninho conquistou o Campeonato Brasileiro de 2001: nada de perder pontos em casa nas últimas sete partidas.

Como era de se esperar, Geninho recebeu uma bela homenagem da torcida atleticana e procurou retribuir da melhor maneira possível: escalando o time no 3-5-2, com Gustavo "Macoinha" entrando no time.

E não é que deu certo? Bem, ao menos dentro das intenções defensivistas (existe essa palavra?) de Geninho. Gustavo, pasmem, jogou bem e o goleiro Magrão melhor ainda, sempre bem-posicionado, apesar de ainda hesitar bastante na hora de sair do gol. Zaga e laterais estiveram bem, embora os últimos tenham dado pouco apoio ao ataque. O meio-campo, dependente de Vovômerito para tudo (marcar, armar o jogo, atacar) pouco fez. O ataque, exceto por um chute de Carlinhos Bala "à la Nelinho na Copa de 78" também produziu muito pouco.

Dutra foi expulso antes da metade do segundo tempo e provocou um fato insólito: o atacante Reginaldo substituiu Da Silva e menos de dez minutos depois teve que sair para a entrada do zagueiro Igor. Com quatro zagueiros, ficou difícil para o Furacão entrar na área e também para o Sport contra-atacar.

Eles (os atleticanos) continuam com o Sport atravessado na garganta. Em 2003, com o Sport na segundona, o Furacão foi eliminado da Copa do Brasil perdendo as duas para o Leão. No primeiro turno, virada do Sport na Ilha após derrota por 2x0 no primeiro tempo. Agora, quebra da sequência de vitórias na Arena.

É nisso que dá ficar emprestando jogador pra time pernambucano. Empata em casa e perde fora, né Furacão?

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Domingo de feijoada na Ilha do Retiro

Segunda-feira, 05 Novembro 07, 05:02 PM

Conforme o prometido, os gols de Sport 3x1 Palmeiras, uma feijoada daquelas...

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Sport 3x1 Palmeiras - Leão mata freguês suíno à bala

Segunda-feira, 05 Novembro 07, 02:46 AM

O que dizer do primeiro tempo de uma partida disputada entre um time visitante bizarro demais para ir à Libertadores e um time anfitrião não suficientemente bizarro para ser rebaixado?

Três lances apenas:

1) Bola alçada na área suína, Carlinhos Bala toca na bola e Gustavo, "sem querer" mete a mão. Pênalti, e Da Silva, "o cara dos pênaltis", cobra bem e abre o placar para o Sport.

2) O carrinho da maca emperra no gramado e dois palmeirenses mais Da Silva, "o cara dos pênaltis", empurram o veículo. Da Silva dá o ninja e deixa os dois manés do Palmeiras empurrando.

3) Os pobres porquinhos pressionam e mandam uma bola na trave, no finalzinho... que chato para eles.

Vem o segundo tempo, e Geninho fode a alma da torcida leonina tirando Rosembrick (bizarro, mas meia ofensivo) e põe Bia (ainda mais bizarro, e além do mais, volante de contenção).

Três minutos da etapa complementar, e a porra do jogo já estava empatado, graças a uma falha da defesa do Sport e um pênalti imbecil do goleiro Magrão em Makelele. Caio cobrou melhor do que Da Silva, por sinal.

Este escriba já tinha mandado Carlinhos Bala tomar suco de caju no post anterior. E não é que ele precisou de menos de dez minutos para fazer o mesmo com o escriba?

Aos 11, recebeu no bico direito da área palmeirense e mandou um chute cruzado que há séculos ele não acertava. Sério, há séculos. 2 a 1.

E aos 20, o zagueiro palmeirense Gustavo tentou por duas vezes recuar de cabeça para o goleiro Diego. Na segunda, ouviu-se uma voz tonitroante gritar, em caps lock:

"FINISH HIM!!!"

Carlinhos Bala atendeu, num voleio de fazer inveja a qualquer lutador de Mortal Kombat, até mesmo Reptile (que veste verde):

"FATALITY!!!"

Foi assim que o Sport se afastou da zona de rebaixamento e o Palmeiras saiu da zona da Libertadores.

E o palmeirense Gustavo, a "fera do jogo", ainda fez um gol em impedimento lá pelos quarenta e tantos. Dá-lhe Símon!

A Ilha do Retiro é uma fedentina só. Não bastava o gambá freguês, vem o porco agora. Só ouvindo esse som pra desestressar...

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Juro que farei um post só para os gols, sério...
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Internacional 0x0 Sport - Conseguimos não perder

Sexta-feira, 02 Novembro 07, 04:08 AM

Quinta-feira, véspera de feriado, noite bombando... Lá vai o escriba cumprir sua penitência, camisa no couro e bandeira na mão, assistir mais um grande espetáculo de futebol proporcionado pelo único time do mundo que nunca perde: o Sport Club do Recife.

Explicação para a afirmação anterior: "O Sport nunca perde, é o juiz que rouba", frase cunhada pelo escriba num de seus inúmeros delírios etilo-ludopédicos há alguns anos atrás.

Graças aos amigos Marcos e Albertão, o "freak show" em forma de partida de futebol entre Internacional e Sport tornou-se mais palatável, afinal os caras mais uma vez descolaram whisky com água de coco e uns camarõezinhos "ciência".

No post anterior, escrito sob efeito da ressaca, escrevi que esperava um milagre no Beira-Rio. A porra do milagre aconteceu no Parque Antártica. Mas o 0x0 entre o Sport e o ex-time de Adriano Gabiru teve lá seu valor:

- Luisinho Neto é muito bom nas cobranças de faltas e escanteios. Pena que o time do Sport não esteja à altura;

- Ver Rosembrick jogar garante uma ou outra boa jogada e muitas bizarrices. Melhor dar um bar pra ele na rescisão de contrato;

- Se fosse mais jovem e jogasse num time do G12, Magrão seria um dos melhores goleiros do Brasil. Mas como tem 30 anos e joga no Sport, é sempre o goleiro que tomou o gol mil de Romário;

- Carlinhos Bala, vai tomar no centro do teu cú;

- A sorte esteve do lado do Sport no primeiro tempo, pois do outro lado estava um time tão ruim quanto o Leão da Ilha. No segundo tempo, o Sport equilibrou as ações e poderia até ter vencido;

- Magrão, o volante do Inter, reclamou no intervalo que o Sport estava muito violento. Esse Magrão, o volante, é mesmo um fanfarrão.

- O Sport desta vez não mandou ninguém para o estaleiro, mas teve Romerito mais uma vez expulso. Não pesquisei, mas o Sport deve ser um dos times mais violentos do Brasileiro. Se até o carniceiro do Magrão reclamou...

No mais, este escriba pede desculpa aos leitores pela baixa qualidade do post. Com um jogo desses, não dá pra escrever mesmo algo que preste.

PS: grande abraço a Cosme & Família, aos irmãos Jáder e Jamer Guterres, Paulinho Louco e Guilherme Baldasso, amigões colorados de Santa Maria. E um beijo para a colorada mais gata de Santa Maria e de todo o universo conhecido, dona Gabrielle Rosa

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