Sábado, 14 Julho 07, 11:05 PM
Dança, dança, dança, dança da bundinha
Na Ilha do Retiro, o galo virou galinha
Olha só, olha só que coisa boa
Na Ilha do Retiro, o galo virou leoa
Quando senta no espeto
Galo vira galeto
Não respeito o Atlético-MG. Contra eles me comporto mal, seja lá qual for o resultado. Nunca nos venceram na Ilha do Retiro. Eram 15 jogos até esta rodada. Dez empates e cinco vitórias nossas.
Não os respeito desde os 6x0 que enfiamos no poleiro deles em Belo Horizonte em 2000. E os 4x0 na Ilha em 2003.
Em 2006, pela Segundona, empatamos em 0x0 na Ilha num jogo onde se via mais chuva do que gramado ou bola. Na capital das Alterosas, vitória deles por 2x0.
Diogo marca um gol a la Josimar em 1986, aos 17 minutos de jogo. Carlinhos Bala ainda tem uma boa chance no primeiro tempo.
Aos 4 do segundo tempo, ainda nostálgicos de Fumagalli, o estreante Romerito cava uma daquelas faltas que o Fuma adorava bater. Carlinhos Bala honrou a nostalgia. Hora de tirar o galeto da brasa.
Romerito ainda mandou uma bola na trave. Mas nem precisava fazer mais. Conseguimos passar uma partida sem tomar gols. Ainda que o adversário não tenha lá um dos ataques mais poderosos do
campeonato, com 13 gols em 11 jogos.
E olhe que perdemos quatro titulares em duas rodadas. Dois por lesão e dois que foram embora. Falou-se tanto nas conseqüências do desmanche do elenco e já temos dois substitutos para Fumagalli (Adriano Gabiru e Romerito) um para Gabriel (Gustavo) e até Fábio Gomes, que estava encostado no banco, jogou bem contra a Galinha, ops, Galo.
Quarta-feira temos um desafio mais consistente, contra o Figueirense no frio de Floripa. Sabe aqueles jogos que você marca na tabela como vitória improvável do seu time? Figueirense x Sport é um desses.
Mas depois de ver Geninho montar o time com o que tinha e vencer sem tomar gols, dá para acreditar em tudo, até na vitória sobre o bom Figueira num frio de rachar.
Quarta-feira, 04 Julho 07, 11:03 PM
Ariano falou, Ariano avisou.
Antes da partida, disputada no esdrúxulo horário de 4 da tarde de uma quarta-feira, homenagem a uma construção septuagenária chamada Ilha do Retiro e um gênio octogenário chamado Ariano Suassuna. A Ilha do Retiro fez 70 anos no dia 1º de julho e recebeu 32.337 expectadores na tarde desta quarta. Entre os expectadores, destaque para Haroldo Praça, ex-jogador, jornalista e historiador. Aos 92 anos, ele é o último jogador vivo da partida inaugural do estádio, uma vitória de 6x5 do Sport sobre a Sarna do Arruda. O gol da vitória daquela partida foi do velho Haroldo, que reviveu no gramado a cabeçada fatal que decretou o placar daquela partida disputada em 1937.
Já Ariano Sussuna completou 80 anos no último dia 16 de junho. Mas parece que sempre existiu. Antes do jogo, perguntaram-lhe quai seria o placar da partida. Resposta no título do post.
Sim, o jogo foi feio, muito aqüém da homenagem ao estádio, ao artilheiro Haroldo e ao escritor Ariano Suassuna. Mas, na sinceridade, quem diabos se importa com isso?
Quem se importa com o fato de, aos trinta minutos de jogo o Corinthians tenha feito 21 faltas e o Sport, cinco. Nem me dei ao trabalho de conferir as estatísticas finais.
O que importa é a falta cobrada por Carlinhos Bala que a zagambá (zaga+gambá, gostei) ficou olhando e Washington e Igor se embolaram e este último mandou pra rede. Gol pra lá de safado, mas que fez o Sport sair na frente no segundo jogo seguido. Dá-lhe Geninho e seu 3-5-2!
Isso foi aos 46 do primeiro tempo. No segundo, Carpegiani trocou Pedro Silva e Bruno Bonfim por Welliton e Dinelson. E aos 12, numa bela jogada pela direita, Dinelson bateu no cantinho de um estático Cléber. Era o empate de um Corinthians que voltou muito melhor para o segundo tempo.
Washington parecia dormir em campo e Geninho trocou-o por Weldon. O setor defensivo também não se entendia e ele trocou o volante Bia (que Deus o mantenha na reserva) pelo zagueiro Du Lopes. Igor foi avançado para fazer a função de volante e estava mantido o esquema. Dá-lhe Geninho e 3-5-2!(2x)
E eis que aos 35, Weldon arrancou do meio campo, correu mais do que a McLaren de Lewis Hamilton, deu um corte seco que mandou Betão pra casa de cacete e fuzilou Felipe, marcando um golaço.
O Corinthians jogava melhor, a defesa deu espaço e nem a avó de Carpegiani levaria o drible que Zelão levou. Mas volto a repetir a pergunta, na sinceridade, quem diabos se importa com isso?
Sufoco corintiano, mas não teve jeito. Tal como em 2001, o último confronto entre o Leão da Ilha e o Corinthians, 2x1 para o Rei da Selva. Agora está 9 a 6 em vitórias para nós. Reclamem com o Sveiter agora!
Ao contrário do que o Rubão está fazendo esta semana, deixo o esço aberto para reclamações, ofensas e lamentações dos corintianos. O nobre Reinério está convidado a abrir os trabalhos. Afinal, tal como o software, o choro é livre!
On Resenha Crítica - "A Reconquista do Brasil"