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Quem é o primeiro penta? Eu também vou dar pitaco

Quarta-feira, 07 Novembro 07, 02:00 PM

Em 2 de maio de 1994, a justiça deu ganho de causa ao Sport Club do Recife na eterna pendenga pelo título de Campeão Brasileiro de 1987.

Se o povo, a torcida do Flamengo, Zico, Renato Gaúcho, Juca Kfouri, Lucas Dantas Loureiro e outros ilustres acham que o Flamengo foi o campeão de 1987 e desde 1992 é penta, não tem por que brigar. As entidades máximas do futebol no Brasil e no mundo, além da já citada justiça dos homens, já deram seu veredito.

Tudo isso poderia ser evitado de uma maneira bem simples: pusessem o campeão e vice do módulo verde (Flamengo e Internacional) contra os campeões do módulo amarelo (já que a disputa de pênaltis que definiria o campeão foi interrompida quando estava 11x11 e Sport e Guarani foram declarados campeões).

Um torneio de verão com quatro times. Uma espécie de Ramón de Carranza ou Teresa Herrera dos trópicos, sem convidados internacionais.

Se deixassem o Flamengo de Zico, Renato Gaúcho, Bebeto, Aldair, Leonardo, Leandro & Cia jogar de novo contra o Inter de Taffarell, L. C. Winck, além de enfrentar o Guarani de Neto e o Sport de Ribamar, Robertinho e Nando, o Fla seria o grande favorito, claro. Mas futebol é futebol e todos os times se enfrentariam em jogos de ida e volta. Um ou dois tropeços poderiam comprometer qualquer um dos times...

O Flamengo se armou de sua já decantada arrogância e não quis jogar. Mais por sua diretoria, pois não acredito que Zico & Cia correriam do pau. O Inter acompanhou o Fla, Sport e Guarani empataram a primeira partida da "nova" decisão e o Sport venceu a segunda. E a confusão perdura há 20 anos, a despeito de Sport e Guarani terem representado o Brasil na Libertadores da América.

Meses depois, se não me engano, o Flamengo entrou na justiça comum contra a CBF para ser reconhecido como campeão. Foi ameaçado pela Fifa de afastamento de competições internacionais e recuou. Após o campeonato de 1992, entrou de novo e sofreu nova ameaça. Como iria disputar a Libertadores de 1993, ficou quieto, de novo. Percebam que tudo isso aconteceu ANTES de a justiça declarar o Sport Recife campeão de 1987.

Se o Mengo mantivesse a ação e fosse mesmo punido, fico imaginando se a "massa flamenga" não iria às ruas protestar, tal como fez para pedir o impeachment e prisão do Edmundo Santos Silva (lembram?).

Palmeiras, Vasco* e Corinthians** chegaram ao tetra e quase se anteciparam a polêmica. Quis o destino (e o planejamento são-paulino) que o São Paulo ganhasse os últimos dois campeonatos nacionais e vinte anos após a "bem-intencionada" Copa União 1987:

- O São Paulo Futebol Clube lança uma camisa com a inscrição "Penta Único". Provocação desnecessária;

- O Flamengo ameaça entrar na justiça para que o São Paulo não receba a "taça das bolinhas". E seu presidente Márcio "Clodovil do Leblon" Braga fala em "falta de cavalheirismo" do São Paulo em não entregar a taça ao Mengo. Márcio Braga, vai dar meia hora de cú, porra;

- E o Sport consegue ser ainda pior que os dois, fazendo um outdoor para homenagear o São Paulo pela "conquista definitiva" da taça. Princípio básico de educação e cidadania: não falar mal de outrem através de um elogio hipócrita a um terceiro.

Enquanto isso, a tal "taça das bolinhas", criada para ser entregue em definitivo ao primeiro time que conquistasse cinco campeonatos brasileiros, repousa num cofre da Caixa Econômica Federal, pronta para ser entregue ao São Paulo na partida contra o Grêmio, dia 25 de novembro no Morumbi.

Como seria legal se quando abrissem o cofre, descobrissem que a taça havia sido roubada. E que muitos anos depois se descobrisse que os ladrões eram um vascaíno e um corintiano (ou palmeirense), que roubaram a taça e a derreteram, tal qual aquele argentino que roubou a Jules Rimet.

*Assim como o Flamengo foi campeão do módulo verde da Copa União (o campeão BRASILEIRO foi o Sport), o Vasco ganhou em 2000 a Copa João Havelange, não o Campeonato Brasileiro, pois este não houve naquele ano. Ou seja, a capital da Rede Globo tem um penta falso, um tetra falso, um mono falso (Botafogo de 1995, claro) e um time apelidado de pó-de-arroz.

**Corinthians de 2005 é um equivalente da seleção argentina de 1978 e da seleção inglesa de 1966.

Tags: Off The Field, 1987, Encheção de saco, Flamengo, Penta, São Paulo, sport Tópicos:
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Flamengo 1x1 Sport - ... e Da Silva estragou a festa da urubuzada

Domingo, 02 Setembro 07, 04:15 AM

O Rio de Janeiro deve ser mesmo uma cidade sem muitas opções de entretenimento. Afinal de contas, o que dizer do fato de que mais de 61 mil pessoas optaram por passar seu fim de tarde e início de noite no estádio do Maracanã para assistir uma partida entre o décimo-sexto e o nono colocados do campeonato brasileiro de futebol.

O décimo-sexto é o Flamengo, clube que dia após dia parece caminhar para ser um clube de passado grandioso. O nono é o Sport, um desses timecos nordestinos que vez por outra fazem uma campanha pouco acima de medíocre em torneios nacionais.

Sobre o público de mais de 61 mil, cerca de dez mil entraram sem pagar e 32 mil aproveitaram a promoção de uma multinacional que comprou ingressos e promoveu a troca dos mesmos por seus produtos. Mas o recorde do campeonato foi batido, mais gente para ver o Flamengo enfrentar o Sport do que contra Botafogo e Fluminense, outros clubes cariocas.

No primeiro tempo, algumas boas chances criadas pelo Sport e um gol bizarro marcado pelo zagueiro estreante do Fla, Tiago Sales. Teve também o juizão amenizando pra cima do Roger, o maior mala criado pelo futebol. Ele já tinha amarelo, fez falta dura no meio-campo e o árbitro deu vantagem para o Sport. Coisas da vida.

No segundo tempo, o Flamengo melhorou, teve três boas chances de ampliar, mas o Sport voltou a acertar a marcação. No setor de criação, Romerito esbarrava na sua própria limitação técnica, Carlinhos Bala no nervosismo (ou na frustração de não ter sido negociado para o exterior). Sobrava para Da Silva, segurando bem a bola no ataque e abrindo espaços.

O empate era só questão de tempo e aos 29, o zagueiro Igor, numa de suas investidas ao ataque, foi derrubado na área. Da Silva cobrou bem e, por ora, parece ter espantado o estigma do "cobrador oficial de pênaltis" do Sport.

Nos vinte minutos seguintes (16 regulamentares e 4 de acréscimos), o treinador flamenguista Joel Santana ousou e pôs os jovens atacantes Kaike e Paulo Sérgio nos lugares de Renato Augusto e Obina. Geninho, besta que nem ele, tirou o atacante da Silva e colocou zagueiro Cesar, ficando com uma linha de quatro beques. Ainda assim, o Sport criou boas jogadas, desperdiçadas pela dupla Carlinhos Bala - Rosembrick (que substituiu Romerito)

Já o maior público do campeonato, bem, proporcionou ao Flamengo a correspondente maior vaia do campeonato. Incluindo um setor do anel superior cheio desses paraíbas de merda, que inventaram de ir ao Maracanã pra ver aquele maldito Da Silva azedar o sabadão flamenguista.

PS: Enquanto os gols da partida não entram no youtube, aí vai mais um exemplar da série "canções suaves para pessoas equilibradas".



E agora, os gols da partida: 

Tags: Serie A, Flamengo, Sport, Da Silva, Flamengo, Pantera, Sabadão, sport Tópicos: Serie A, Flamengo, Sport
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Sport 2x2 Flamengo: Osmar e Evandro Roman, os craques da partida

Segunda-feira, 04 Junho 07, 03:12 AM

Já dizia o mestre Nelson que o empate é o mais frustrante dos resultados, pois não há a euforia da vitória nem a melancolia da derrota. Dependendo de onde se joga, há uma aproximação, ainda que discreta de um dos sentimentos. O Sport, diante de 33 mil expectadores teve uma quase derrota. Injusta, mas uma quase derrota.

O jogo até que começou com uma grande pressão do Sport sobre o time que se diz campeão de 1987, mesmo sem jogar a Libertadores do ano seguinte. E o Sport, pasmem, demorou cinco vezes mais tempo, em relação as partidas anteriores, para levar um gol.

Ao invés de levar entre 2 e 3 minutos de jogo, levou aos 15, graças à ação de dois craques do Flamengo que curiosamente estavam com uniformes diferentes dos do time do Rio. Relatemos.

O atacante Leonardo entrou na área do Sport, tropeçou e enquanto caía, Osmar, um dos craques “infiltrados”, chega forte quando não precisava. O outro craque, Evandro Rogério Roman, árbitro da partida, marca pênalti.

Renato cobra no lado oposto do goleiro estreante Cléber e pela quarta vez em quatro jogos, o Sport sai perdendo.

Luciano Henrique barbariza, com drible de letra, bola no meio das pernas do zagueiro adversário, Fumagalli cruza na medida para Washington cabecear e o goleiro flamenguista Bruno mandar para escanteio. Carlinhos Bala cobra e Washington acerta AQUELA cabeçada. Eram 33 minutos e havia doze mais os acréscimos para virar o jogo ainda na etapa inicial. Aos 44, Carlinhos Bala manda de fora da área e... no travessão.

Veio o segundo tempo e o Flamengo passou a atacar e conseguir vários escanteios em seqüência. Num deles, aos 14 minutos, eis que o craque flamenguista infiltrado na lateral direita do Sport, de nome Osmar, posiciona-se na primeira trave e... manda de cabeça para as próprias redes. O craque flamenguista infiltrado na arbitragem, Evandro Roman, descaradamente, dá gol olímpico de Renato.

O técnico do Sport troca Carlinhos Bala por Vítor Jr. e Luciano Henrique por Weldon. Aos 30 minutos, Vítor sofre falta na entrada da área. Ao meu lado, um senhor gorducho e suado morde as falanges da mão direita e murmura, com os olhos inchados:

-- É agora, essa Fuma não erra. Essa, Fuma não erra.

Segundos depois, o gorducho despenca dois lances na arquibancada e entra em estado semi-convulsivo. Por que razão?

Porque Fumagalli acertou uma falta de fazer inveja a Zico, o tal craque maior da história do Flamengo, e porque o bom goleiro Bruno pareceu nem mesmo existir no lance. Havia então pouco mais de quinze minutos para a virada.

O Flamengo sabia disso e a simples aproximação da marcação já fazia Renato & Cia saírem de maca. O árbitro também sabia, e expulsou Fumagalli por reclamação, para evitar que o Sport vencesse o jogo. Washington e Weldon também deram sua contribuição para o empate, ao desperdiçarem boas chances.

E o Sport, mesmo sem perder, chegou ao terceiro jogo seguido sem vencer. E aos sete gols, tanto marcados quanto sofridos, em quatro partidas.

Próxima parada, Maracanã, para enfrentar o Fluminense, o time do Nelson.

 

Se esse cabra não for frango, eu choche!

Dizem que todo goleiro é doido ou viado. Se esse for doido, eu choche. 

Tags: Brasil, Serie A, Sport, Brasileirão, Flamengo, Fumagalli, sport, Washington Tópicos: Brasil, Serie A, Sport
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Postado por mautargino | Comentários (1)