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Mais um triunfo

Terça-feira, 03 Fevereiro 09, 08:14 AM

O primeiro tempo da partida entre Sport e Petrolina foi típico do segundo campeonato mais difícil do mundo: time visitante mais fechado do que a Albânia e um calor vesuviano no gramado da Ilha do Retiro, enfim, um jogo feio pra cacete.

Veio o segundo tempo e... algo aconteceu. Nelsinho Baptista, o Rinus Michels dos trópicos, trocou Sidny e Guto por Fumagalli e Weldon, que mais uma vez reestreava no Sport. Paulo Baier foi deslocado do meio para a lateral-direita e aos sete minutos já acertava um passe preciso para Weldon acertar AQUELE chute.

Porra, Weldon! Chega de pensar só em dinheiro! Golaço.

Aos 23, Weldon voltou a atacar e aproveitou um cruzamento genial do ZAGUEIRO (em Caps Lock mesmo, esse merece) Durval. Dois minutos depois, o próprio Durval voltou a balançar as redes, pois zagueiro que é zagueiro não pode passar mais de sete jogos sem fazer gol.

A quinze minutos do fim, com Durval e Sandro Goiano, bateria e baixo/vocal do Sporthëad, já suspensos pelo terceiro cartão amarelo (os velhinhos têm mais é que descansar mesmo) e a vitória garantida, era hora de tomar um gol. Pra desopilar, ora, afinal a pelada tem que ter uma graça, não acham?

Douglas conseguiu o que apenas Assis do Ypiranga havia conseguido: marcar um gol no Sport em 2009. Agora são dois gols sofridos em sete jogos, contrapondo-se à irrisória marca de 18 marcados, 100% de aproveitamento, enfim essas estatísticas que servem para dar volume a um post que demorou tanto a sair.

Enfim, leitores, está começando a ficar difícil achar assunto nesse campeonato pernambucano. E que continue assim.

Deixe de preguiça e veja os gols aqui.

Outras

Barbie e Sarnentos deram aquela força ao empatar em 2x2 e deixar o Sport com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado a quatro jogos do final do primeiro turno. Este escriba agradece aos sparrings.

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Postado por mautargino | Comentários (2)

Três minutos...

Segunda-feira, 26 Janeiro 09, 09:33 PM

... foi o tempo que o Sport precisou para abrir o placar contra a (ex?) - sensação do segundo campeonato mais difícil do mundo, o Campeonato Pernambucano da Primeira Divisão.

O mais difícil, você já deve saber, é a segunda divisão de Pernambuco. E este escriba espera que você, amigo leitor, tenha aprendido para que essa abobrinha não precise ser repetida.

Voltando à análise imparcial do confronto Leão x Gavião (o do Agreste, não o da Fiel - este é um adversário de menor expressão, todos sabem), não houve tempo sequer para ler as escalações: o ponteiro dos minutos mal havia completado sua terceira volta quando Sandro Goiano fez o lançamento mais espetacular do futebol contemporâneo: a bola desafiou todas as leis que regem  tempo e o espaço para encontrar a cabeça de Guto, quase na entrada da área.

Depois de mostrar ao mundo como Nietzche, Gengis Khan e Zangief podem servir de influência para o futebol, Sandro Goiano, o homem respeitado por Deus e temido pelo Diabo, mostrou o que aprendeu com Gerson e Didi (antes de arrebentar as canelas de ambos, claro).

Na boa, que lançamento da porra. Se você não viu, confira aqui.

E pensar que Guto, o artilheiro solitário da partida, só jogou porque Wilson se machucou na partida contra o Sete de Setembro, quatro dias antes.

Dos 87 minutos restantes, os primeiros 32 foram marcados por uma atuação do setor defensivo leonino que beirou a perfeição. Dos zagueiros à dupla de ataque, todos marcaram implacável e inapelavelmente.

A partir dos dez minutos finais da etapa inicial, o Porto tentou se valer do melhor ataque das quatro primeiras rodadas. Mas Tiago Laranjeira, Guego & Cia não foram páreos para a inexpugnável defesa leonina.

E quando o trio Igor-Cesar-Durval não dava conta, lá estava Magrão, o octópode.

Pois as defesas de Magrão, o lançamento de Sandro Goiano e o gol de Guto garantiram mais uma histórica goleada do Sport pelo escore mínimo.

Além da liderança isolada, da defesa menos vazada, dos 100% de aproveitamento...

Por falar no tal 100%, vai uma música do Sonic Youth que tem esse título:

 
 

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Postado por mautargino | Comentários (7)

Jogo de Compadres

Segunda-feira, 20 Outubro 08, 08:36 AM

Às vezes o futebol serve para mostrar que para amá-lo é preciso uma certa ou até mesmo uma grande dose de idiotice. Um bom exemplo foi o último Clássico dos Clássicos disputado domingo na Ilha do Retiro.

Durante a semana passada o OleOle foi bombardeado por dois dublês de... (idiotas?) provocando-se mutuamente. É bem provável que em algum momento de bom senso (se é que isso existe em semana de clássico), ambos tiveram a plena convicção de qual seria o resultado.

Desde o começo tudo parecia programado para o seguinte cenário: um empate, de preferência com gols. O Sport fecha o ano sem perder para o Náutico, mas desde que os manés façam gols. Ora, um time com a grandeza (?) (hahahahaha) do Náutico não poderia fechar o ano de 2008 sem fazer ao menos um gol no tricampeão pernambucano e campeão da Copa do Brasil.

Uau, fizeram dois. Ambos em lances que a zaga do Sport simplesmente observou, como quem diz “deixa esses zé-ruelas marcarem um golzinho, deixa”.

Assim foi o primeiro gol da partida, marcado por Gilmar. Um momento inédito em 2008: o Náutico vencendo o Sport.

Foi tanta emoção que o medíocre técnico do time rosa deu piti, deu escândalo, rasgou os paetês com um lance normal de Durval num jogador da Barbie dos Aflitos.

Mas foi um piti daqueles de fazer a mais escandalosa das bichas parecer um monge budista.

Foi expulso e quando entrava no túnel fez um gesto pouco amistoso para a torcida do Sport.

Imagine: você vai à casa de alguém, dá escândalo sem motivo e ainda sai hostilizando. Vem um doido, quebra teu carro e te dá uma surra e você não entende por quê.

E por favor, leitores, não sejam idiotas a ponto de este escriba pregar a violência neste post. Até porque dar porrada em alguém mais fraco é feio.

Voltou o jogo e Durval, o capitão do Sport, o domador de Barbie, empatou o jogo no fim do primeiro tempo. As coisas voltavam ao anormal.

Mais normal ainda ficou no início do segundo tempo, quando Roger desempatou o jogo. Aí o zé-mané inventa de tirar a camisa na comemoração e tomar amarelo.

O Náutico empatou com Felipe, que mesmo com o salário atrasado, fez o gol no time o qual ele está doido pra jogar.

Pouco depois, o lance que definiu o jogo e escancarou o caráter “compádrico” da partida. Aos 17 minutos do segundo tempo, Roger se chocou com um zagueiro da Barbie e caiu na área POR CONTA DO CHOQUE e não por tentar ludibriar a arbitragem.

Com um a menos, o Sport resolveu deixar do jeito que estava. E o Náutico, inebriado por já ter feito dois gols (nossa, eles(as) conseguiram marcar dois gols no SPORT) não teve nem competência nem qualidade para aproveitar a vantagem numérica.

Alicio Pena Júnior, o árbitro, ainda tentou disfarçar a marmelada e mandou Ticão para o chuveiro, do Náutico, que entrou aos 20 e foi expulso aos 36 do segundo tempo. A essa altura, o jogo estava uma bosta. Tanto que ninguém percebeu a expulsão.

Zecarrera e a torcida cor-de-rosa devem estar eufóricos: conseguiram empatar fora de casa e se safar (por enquanto) da zona de rebaixamento. E conseguiram, vejam só, marcar gol no Sport, coisa até então inédita em 2008.

E o Sport apenas empata pela oitava vez num campeonato que há um bom tempo só tem servido como preparação para a Libertadores.

Jogo de compadres não merece vídeo embeddado. Se quiserem ver os gols, cliquem aqui.

PS: Zecarrera, foi mal chamar de idiota. Não leve a sério

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Postado por mautargino | Comentários (8)

Freguesia!

Domingo, 07 Setembro 08, 10:08 AM

Bem, um jogo no qual Roger marca dois gols já seria digno de antologia, de registro em almanaques definitivos sobre futebol ou qualquer coisa que o valha.

Se os dois gols foram marcados num campo no qual o anfitrião não havia perdido nenhuma partida em 2008, já mereceria um capítulo à parte.

Mas aí vem o porém. O velho porém. O adversário do time de Roger, o Sport, era o Palmeiras. Aí o feito corre o risco de virar mera nota de rodapé.

Ora, a freguesia palmeirense diante do Sport se tornou definitivamente folclórica após o jogo de quinta-feira. Repetindo, em caps lock: A FREGUESIA PALMEIRENSE JÁ VIROU FOLCLORE.

Mas sem desmerecer os gols de Roger. Categoria pura. No primeiro, jogada mista de futebol americano, futevôlei e futebol “soccer”: chutão de Magrão, como autêntico kicker, ajeitada de peito de Carlinhos Drogbala e chute preciso do matador de porcos.

Aí o Parmerinha endoidou. Tomou pressão a torto e a direito, seqüência de sete escanteios, o cacete a quatro. E tentou se garantir na porrada. Tomou o troco, e como. Valdívia deve ter agradecido por não estar mais no Palmeiras e Bia deve ter entrado em depressão. Já pensaram no esquartejador de Valdívias trocando porradas com o Kleber?

Segundo tempo, segundo gol. Andrade mandou na área e Roger, sem marcação mandou de primeira. Golaço.

Aí já não dava mais para o Palmeiras. O Sport mandou e desmandou no jogo, como tem feito desde o ano passado quando o adversário é o porquinho do parque antártica. Tomou? No c...

Antes dos quarenta do segundo tempo, Carlinho Drogbala cruzou da ponta esquerda na cabeça de Durval. Sim, Durval. O jogo estava tão fá cil que as subidas dos zagueiros ao ataque viraram rotina. O capitão do Leão, o Baresi da Ilha, resolveu cabecear a pelota pra ver se conseguia derrubar o travessão.

Derrubar, não conseguiu. Mas fez um amassado que nenhum lanterneiro do mundo vai recuperar.

E a bola voltou no pé do hôme. Palmeiras 0x3 Sport.

E, como este escriba pode atestar no VT da partida, cabia mais.

Ao jogo em si, o escriba não pôde ir. E agradece a isso. Já pensou sair do estádio calado, sem poder zoar? Impossível. Ter ido ao jogo seria morte certa. De infarto ou de porrada.

Mas qualquer porrada que fosse seria muito, mas muito menor do que as que o Sport vem dando no porquinho.

Em 2008, foi uma goleada e uma vitória usando os reservas. Faltava uma vitória fora de casa.

Se bem que o parque do porco tem sido um lugar bem acolhedor de uns tempos pra cá...

Outras

O Náutico saiu da zona de rebaixamento. E quase não conseguiu vencer o Ipatinga em casa...

Rogério Ceni tá melindrado com a possibilidade do São Paulo não jogar a Libertadores. Frescurinha pra jogar a Copa do Brasil. Arruma uma excursão pelo continente então. E é o fresco, é?

Waldick Soriano, descanse em paz. Com tanto Bruno e Marrone por aí, Waldickão é quem vai embora. Que injustiça.

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Postado por mautargino | Comentários (18)

Cry Barbie ou a melhor das vitórias

Segunda-feira, 17 Março 08, 01:49 PM

Amigos, antes de mais nada, é preciso admitir: por melhor que seja vencer, por melhor que seja golear, não há nada melhor do que ganhar das barbies em La Barbinera. Ou, traduzindo para os leitores não habituais do Blogsport, não há nada melhor do que vencer o Náutico nos Aflitos.

E quando a vitória é pelo escore mínimo, como no 505º confronto, ocorrido no último domingo, é a perfeição. Repito: é a perfeição.

Porque a Barbie é chorona. Nunca houve na história do futebol uma equipe de futebol mais chorona, uma torcida mais chorona. Nem o Botafogo. Repito: nem o Botafogo.

Desde que o Sport venceu o primeiro turno do Pernambizarro 2008, La Barbinera virou uma choradeira só. “Se o Sport tivesse nos enfrentado seria diferente, o Sport só foi campeão porque não nos enfrentou, buá, buá, buá...”

Pois bem, veio o confronto pelo segundo turno. Vitória da Barbie, e as equipes empatariam em pontos e emoção estaria de volta ao Pernambizarro. Carlos Alberto Oliveira, o gênio por trás do regulamento, contava com isso. O time rosa e a torcida rosa, idem.

Mas do outro lado havia o Sport do zagueirão Durval. Foi ele, o capitão, mais de 100 jogos pelo Sport, que aproveitou uma sobra na área para abrir o placar aos 11 do primeiro tempo. Veja aqui.

Placar que se manteria pelo restante do primeiro tempo. E do segundo também.

Para desespero das barbies.

Para desespero de Carlos Alberto Oliveira, que verá Sport e Ypiranga brigando pelo segundo turno e pelo título.

E tome choro. Magrão pegou muito. Três bolas na trave. O Náutico não consegue empatar. Como o Sport é cagado. Não teve pênalti pra Geraldo bater. Buá, buá, buá...

Chorem, bonecas. Chorem. Feito Janis Joplin, cantora, junkie e torcedora do Náutico. Afinal, sofrer era com ela mesmo...

PS: Ganhar em casa é obrigação. Ganhar fora é conseqüência. Em sua história, o Sport já venceu Flamengo no Maracanã, Vasco em São Januário, Fluminense nas Laranjeiras, Botafogo em Caio Martins (no Engenhinho vai ser na primeira rodada do Brasileirão) Atlético-MG no Mineirão, Atlético-PR na Arena, Corinthians no Pacaembu, Palmeiras no Parque Antártica, Inter no Beira-Rio... mas bom mesmo é ganhar do Náutico nos Aflitos. E de preferência por 1 a 0.

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Postado por mautargino | Comentários (0)

O Ypiranga é o time a ser batido

Quinta-feira, 13 Março 08, 07:00 AM

Bem, não vou me estender muito para falar sobre a décima primeira vitória do Sport Recife no Pernambizarro 2008. Depois de enfrentar o Salgueiro pela quinta vez no domingo, nesta quarta foi a vez de enfrentar (e vencer) o Central pela terceira vez. Dos 14 jogos do Sport no campeonato até agora, oito, isso mesmo, OITO foram contra Central e Salgueiro. Sem mais no momento, aguardo deferimento.
 
Bem, um parágrafo já foi gasto e nada se falou sobre o terceiro confronto entre Sport e Central no campeonato. Bem, dez minutos foram suficientes para Durval e Carlinhos Drogbala, respectivamente, abrir e ampliar o placar. Após essa ejaculação precoce, veio o marasmo e, com auxílio luxuoso do horário da partida (21:45), o estádio Luiz Lacerda tornou-se um imenso dormitório coletivo. Muitos acordaram após o apito final do juiz e há rumores de que há gente dormindo nas arquibancadas até agora.
 
Mas a sensação da rodada foi o Ypiranga. O time de Santa Cruz (brrrr) do Capibaribe fez três a zero nas perfumadas da Rosa e Silva. Arrumaram dois pênaltis e, sem Geraldo em campo, a Barbie apelou para Radamés, o corninho da Viviane, diminuir o placar. Pois é, acreditem: num campeonato com doze times, o Sport enfrentou apenas cinco adversários em 14 rodadas.
 
Além disso, com três times de grande torcida, o primeiro clássico vai ser disputado na 15ª rodada. E um destes times de grande torcida está no hexagonal da morte, fora da disputa pelo título.
 
Já pensaram na emoção que o campeonato teria sem o Ypiranga?

 

P.S.: Leiam aqui o que presidente da Federação Pernambucana de Futebol falou a respeito da fórmula de disputa do Pernambizarro 2008.

 

 

 

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Postado por mautargino | Comentários (3)

Dois pontos e meio por jogo

Terça-feira, 12 Fevereiro 08, 01:59 AM

Domingo de inverno na Europa 

Na Itália, a Internazionale venceu o Catania por 2 a 0 e segue líder com folga.

Na Espanha, O Real Madrid enfiou sete no Valladolid. Líder.

O Bayern só precisou empatar em um gol com o vice-líder Werder Bremen para manter-se líder.

O Arsenal só jogou na segunda-feira, venceu o Blackburn por 2x0 e foi beneficiado pela derrota do United para o City no clássico de Liverpool e pelo empate entre Chelsea e Liverpool.

Muitos quilômetros e graus centígrados longe do velho continente, o Sport venceu o Salgueiro por 3x1, num dos estádios que serão utilizados na Copa de 2014, o Cornélio de Barros.

Tal como a Internazionale, o Sport jogou e venceu fora de casa. E busca o tri, mas sem tapetão.

Não enfiou sete como o Real Madrid, porém o calor e a afobação atrapalharam. Além  do mais, o Salgueiro é muito mais time do que a pereba do Valladolid.

Assim como o Bayern, o Sport está quatro pontos a frente do vice-líder.

Tal como o Arsenal na segunda-feira, o Sport faz um jogo isolado na noite de quarta contra o Serrano.

Entretanto, nem Inter, nem Real, nem Bayern nem Arsenal possuem a velocidade de Carlinhos Drogbala, a liderança de Durval ou a categoria de Romerito, autores dos gols da vitória.

PS: Vinte pontos conquistados em oito jogos. Na matemática simples, 20 dividido por 8 dá 2,5.

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Postado por mautargino | Comentários (0)

Sport 3x1 Paraná - Também se não ganhasse...

Segunda-feira, 17 Setembro 07, 07:37 AM

Quem se atrasou pouco mais de dois minutos para assistir a Sport x Paraná, não viu o primeiro gol do jogo: Luisinho Netto cobrou falta na área e Beto tentou desviar, marcando contra. Romerito, que estava no lance, acabou ganhando a autoria do gol.

O Paraná não deixou barato e tentou igualar o marcador. Mas como? No esquema 3-6-1 e sem o artilheiro do campeonato Josiel (que, vá lá, não é grande coisa) o Paraná não podia fazer muita coisa mesmo. Até os paranistas devem saber disso.

Quando o placar de 1x0 parecia justo, embora diminuto, Da Silva deu sorte numa dividida com Daniel Marques dentro da área, livrou-se do goleiro e fez o segundo.

Etapa final e sempre eles, os bizarros do canal, continuavam a comprometer o rendimento do time. Carlinhos Bala e seu preciosismo faziam o Sport desperdiçar vários ataques. E Rosembrik, ah Rosembrik... errando passes, comprometendo a velocidade dos contra-ataques, dentre outras coisas.

O Vitória-BA bem que podia levá-lo, como outrora fez com Russo, Chiquinho, Cléber (hoje Santana). Não o contratou alegando que não podia arcar com o salário. Bem que podia pagar em birita.

Aí, o Sport mostrou porque tem a sexta pior defesa do Brasileirão, apesar de Durval: cobrança de escanteio e Jefferson, que tinha literalmente acabado de entrar, diminui o placar. A cabeçada passou a alguns milímetros de Dutra, que "protegia" o canto esquerdo de Magrão, que teria defendido se o lateral ali não estivesse.

Um jogo que estava resolvido ganhava então um novo ânimo. Até que brilhou a estrela do safado revelado pelo time do canal.

Depois de perder várias chances, Carlinhos Bala recebeu de Luisinho Netto e fechou o placar de 3x1. Modesto como só ele, pediu palmas para si próprio, já que completaria 28 anos no dia seguinte. Que figura...

Uma boa vitória de um time mediano sobre outro muito ruim. O Sport agora é nono, o melhor colocado fora do "eixo RJ-SP-MG-RS". O Paraná é o 17º, em queda livre rumo à segundona.

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Postado por mautargino | Comentários (5)

Sport 2x2 América - Cinco jogos sem vencer

Domingo, 17 Junho 07, 08:12 PM

Acabou a paciência! Para quem escutou a ladainha de Homero Lacerda de que o time iria brigar ao menos pela vaga na Libertadores, para quem entendeu que as derrotas para Vasco e Grêmio foram casualidades, para quem o empate em casa com o Flamengo foi obra da arbitragem e a derrota para o Fluminense foi causada pela crise interna, para quem entendeu a opção de não anunciar logo o novo técnico... mas empatar, em casa, com o lanterna do campeonato que jogou com um homem a menos desde os 35 do primeiro tempo... é demais.

Como sempre, o time saiu perdendo. A defesa, tão elogiada contra as babas do campeonato estadual, acumula falhas e mais falhas. Em mais uma delas, Luciano Dias abriu o placar para o América de Natal. Como o ataque do Sport é uma merda, coube a um zagueiro, o grande Durval, marcar o gol de empate.

E tome Carlinhos Bala perdendo gols (nunca me empolguei com esse safado revelado pelo time do canal), tome Washington perdendo gols e tome Luciano Dias subindo sozinho após uma cobrança de escanteio, e tome América 2 a 1.

Aos 35, o meia Souza do América resolve dar uma mão enfiando o cotovelo no volante Bia. Cartão vermelho para ele e o técnico Lori Sandri arruma uma confusão, precisando de uns cascudos da Policia Militar para, algemado, deixar o campo.

Veio o segundo tempo e a desvantagem no numero de jogadores do América era compensada pela nulidade de Evanílson. Um filadaputa daquele ter chegado à seleção brasileira com Vanderlei Luxemburgo só confirma ainda mais a ligação perigosa de Luxa com empresários.

O técnico-tampão Leivinha percebeu isso e substituiu o lateral-direito pelo garoto Diogo, que é volante. Tirou Bia e colocou Weldon e também trocou Washington pelo estreante Vitor Hugo. E tome o Sport perdendo gols até que o nanico do Carlinhos Bala conseguiu empatar, de cabeça.

E tome Vitor Hugo perdendo gol, tome Weldon perdendo gol. O que este perdeu aos 40 minutos do segundo tempo só não foi o lance mais bizarro da rodada porque alguns minutos antes houve o gol contra do Botafogo contra a Barbie.

Sobre Vitor Hugo, tudo bem ele passar em branco em sua primeira partida. Atacante que marca pelo Sport na estréia não costuma se dar bem. O problema é que essa síndrome da estréia que historicamente ligada aos atacantes parece que se acometeu todo o time, já que após a brilhante estréia não venceu mais.

No finalzinho houve um pênalti que o juiz erradamente deu falta e Fumagalli desta vez não fez o gol. Mas diante da partida deplorável do time não cabe culpar o juiz.

Nesta segunda-feira, Homero Lacerda, Milton Bivar & Cia prometem anunciar o novo técnico. Leivinha, que dirigiu a equipe contra o América, fez o que pôde. Escalou e substituiu corretamente. Mas não venceu, pois entrar em campo e fazer os gols que o ataque “cardíaco” não faz, ele não pode. Nem Leivinha nem o novo técnico que, dizem por aí, será Emerson Leão. Eu duvido. Minha aposta é que vem (afe!) Mauro Fernandes.

Apesar da partida horrível do Sport, Rosembrick (que brilhou no time do canal e tem fama de cachaceiro) voltou bem ao time, o que é ao menos uma boa notícia, algo do qual estamos sentindo falta.

PS: A Vitor Jr. e Luciano Henrique, que estão indo embora: Tchau e danem-se.

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Postado por mautargino | Comentários (8)