Segunda-feira, 05 Novembro 07, 02:46 AM
O que dizer do primeiro tempo de uma partida disputada entre um time visitante bizarro demais para ir à Libertadores e um time anfitrião não suficientemente bizarro para ser rebaixado?
Três lances apenas:
1) Bola alçada na área suína, Carlinhos Bala toca na bola e Gustavo, "sem querer" mete a mão. Pênalti, e Da Silva, "o cara dos pênaltis", cobra bem e abre o placar para o Sport.
2) O carrinho da maca emperra no gramado e dois palmeirenses mais Da Silva, "o cara dos pênaltis", empurram o veículo. Da Silva dá o ninja e deixa os dois manés do Palmeiras empurrando.
3) Os pobres porquinhos pressionam e mandam uma bola na trave, no finalzinho... que chato para eles.
Vem o segundo tempo, e Geninho fode a alma da torcida leonina tirando Rosembrick (bizarro, mas meia ofensivo) e põe Bia (ainda mais bizarro, e além do mais, volante de contenção).
Três minutos da etapa complementar, e a porra do jogo já estava empatado, graças a uma falha da defesa do Sport e um pênalti imbecil do goleiro Magrão em Makelele. Caio cobrou melhor do que Da Silva, por sinal.
Este escriba já tinha mandado Carlinhos Bala tomar suco de caju no post anterior. E não é que ele precisou de menos de dez minutos para fazer o mesmo com o escriba?
Aos 11, recebeu no bico direito da área palmeirense e mandou um chute cruzado que há séculos ele não acertava. Sério, há séculos. 2 a 1.
E aos 20, o zagueiro palmeirense Gustavo tentou por duas vezes recuar de cabeça para o goleiro Diego. Na segunda, ouviu-se uma voz tonitroante gritar, em caps lock:
"FINISH HIM!!!"
Carlinhos Bala atendeu, num voleio de fazer inveja a qualquer lutador de Mortal Kombat, até mesmo Reptile (que veste verde):
"FATALITY!!!"
Foi assim que o Sport se afastou da zona de rebaixamento e o Palmeiras saiu da zona da Libertadores.
E o palmeirense Gustavo, a "fera do jogo", ainda fez um gol em impedimento lá pelos quarenta e tantos. Dá-lhe Símon!
A Ilha do Retiro é uma fedentina só. Não bastava o gambá freguês, vem o porco agora. Só ouvindo esse som pra desestressar...
" alt="Segunda-feira, 17 Setembro 07, 01:37 PM
Quem se atrasou pouco mais de dois minutos para assistir a Sport x Paraná, não viu o primeiro gol do jogo: Luisinho Netto cobrou falta na área e Beto tentou desviar, marcando contra. Romerito, que estava no lance, acabou ganhando a autoria do gol.
O Paraná não deixou barato e tentou igualar o marcador. Mas como? No esquema 3-6-1 e sem o artilheiro do campeonato Josiel (que, vá lá, não é grande coisa) o Paraná não podia fazer muita coisa mesmo. Até os paranistas devem saber disso.
Quando o placar de 1x0 parecia justo, embora diminuto, Da Silva deu sorte numa dividida com Daniel Marques dentro da área, livrou-se do goleiro e fez o segundo.
Etapa final e sempre eles, os bizarros do canal, continuavam a comprometer o rendimento do time. Carlinhos Bala e seu preciosismo faziam o Sport desperdiçar vários ataques. E Rosembrik, ah Rosembrik... errando passes, comprometendo a velocidade dos contra-ataques, dentre outras coisas.
O Vitória-BA bem que podia levá-lo, como outrora fez com Russo, Chiquinho, Cléber (hoje Santana). Não o contratou alegando que não podia arcar com o salário. Bem que podia pagar em birita.
Aí, o Sport mostrou porque tem a sexta pior defesa do Brasileirão, apesar de Durval: cobrança de escanteio e Jefferson, que tinha literalmente acabado de entrar, diminui o placar. A cabeçada passou a alguns milímetros de Dutra, que "protegia" o canto esquerdo de Magrão, que teria defendido se o lateral ali não estivesse.
Um jogo que estava resolvido ganhava então um novo ânimo. Até que brilhou a estrela do safado revelado pelo time do canal.
Depois de perder várias chances, Carlinhos Bala recebeu de Luisinho Netto e fechou o placar de 3x1. Modesto como só ele, pediu palmas para si próprio, já que completaria 28 anos no dia seguinte. Que figura...
Uma boa vitória de um time mediano sobre outro muito ruim. O Sport agora é nono, o melhor colocado fora do "eixo RJ-SP-MG-RS". O Paraná é o 17º, em queda livre rumo à segundona.
Domingo, 02 Setembro 07, 04:15 AM
O Rio de Janeiro deve ser mesmo uma cidade sem muitas opções de entretenimento. Afinal de contas, o que dizer do fato de que mais de 61 mil pessoas optaram por passar seu fim de tarde e início de noite no estádio do Maracanã para assistir uma partida entre o décimo-sexto e o nono colocados do campeonato brasileiro de futebol.
O décimo-sexto é o Flamengo, clube que dia após dia parece caminhar para ser um clube de passado grandioso. O nono é o Sport, um desses timecos nordestinos que vez por outra fazem uma campanha pouco acima de medíocre em torneios nacionais.
Sobre o público de mais de 61 mil, cerca de dez mil entraram sem pagar e 32 mil aproveitaram a promoção de uma multinacional que comprou ingressos e promoveu a troca dos mesmos por seus produtos. Mas o recorde do campeonato foi batido, mais gente para ver o Flamengo enfrentar o Sport do que contra Botafogo e Fluminense, outros clubes cariocas.
No primeiro tempo, algumas boas chances criadas pelo Sport e um gol bizarro marcado pelo zagueiro estreante do Fla, Tiago Sales. Teve também o juizão amenizando pra cima do Roger, o maior mala criado pelo futebol. Ele já tinha amarelo, fez falta dura no meio-campo e o árbitro deu vantagem para o Sport. Coisas da vida.
No segundo tempo, o Flamengo melhorou, teve três boas chances de ampliar, mas o Sport voltou a acertar a marcação. No setor de criação, Romerito esbarrava na sua própria limitação técnica, Carlinhos Bala no nervosismo (ou na frustração de não ter sido negociado para o exterior). Sobrava para Da Silva, segurando bem a bola no ataque e abrindo espaços.
O empate era só questão de tempo e aos 29, o zagueiro Igor, numa de suas investidas ao ataque, foi derrubado na área. Da Silva cobrou bem e, por ora, parece ter espantado o estigma do "cobrador oficial de pênaltis" do Sport.
Nos vinte minutos seguintes (16 regulamentares e 4 de acréscimos), o treinador flamenguista Joel Santana ousou e pôs os jovens atacantes Kaike e Paulo Sérgio nos lugares de Renato Augusto e Obina. Geninho, besta que nem ele, tirou o atacante da Silva e colocou zagueiro Cesar, ficando com uma linha de quatro beques. Ainda assim, o Sport criou boas jogadas, desperdiçadas pela dupla Carlinhos Bala - Rosembrick (que substituiu Romerito)
Já o maior público do campeonato, bem, proporcionou ao Flamengo a correspondente maior vaia do campeonato. Incluindo um setor do anel superior cheio desses paraíbas de merda, que inventaram de ir ao Maracanã pra ver aquele maldito Da Silva azedar o sabadão flamenguista.
PS: Enquanto os gols da partida não entram no youtube, aí vai mais um exemplar da série "canções suaves para pessoas equilibradas".
E agora, os gols da partida:
Quinta-feira, 30 Agosto 07, 06:46 AM
Fui à Ilha do Retiro ver a vitória do Sport sobre o Grêmio na 22ª rodada do Brasileirão. Da Silva cobrou pênalti na primeira etapa e abriu o placar. Não vi, preferi olhar para o placar e para a torcida vibrando. No segundo tempo, Carlinhos Bala fez o segundo, igualzinho aos gols que costumo marcar na pelada. Sério, juro.
Mas quem mandou no jogo mesmo foi o goleiro Magrão, que fez três defesas de cinema. Magrão, aquele do gol mil, lembram?
Mas interessante mesmo foi o antes e o depois do jogo. Há dias que eu estava puto da vida e isso se refletiu no meu humor. Ponha Charles Bronson, Chuck Norris, Stallone e todos os brucutus do cinema que eles seriam daminhas de honra perto de minha raiva.
Ou seja, eu estava mesmo invocado e tudo isto se refletiu no meu humor.
Horas antes do jogo, eu estava num evento caça-níqueis de uma faculdade particular do Recife sobre "cinema".
Em meio a falhas bizarras de organização, o "evento" trazia, em seu encerramento, um debate com a presença do cineasta gaúcho Jorge Furtado (O Homem que Copiava, Meu Tio Matou um Cara, Saneamento Básico e, sobretudo, Ilha das Flores).
Pouco antes do debate, Furtado deu uma entrevista para os "organizadores" e saiu para fumar um cigarro. Por alguns minutos, ninguém o tietou e ele pôde fumar seu cigarro tranqüilamente.
Nessa hora, um amigo que vou chamar de Rodolfo, quis falar com Furtado, pois tinha a idéia de adaptar um conto de autoria do diretor.
Rodolfo, aluno da faculdade organizadora, ficou envergonhado em falar com o renomado cineasta. E ele, Rodolfo, quer ser cineasta.
Depois de iniciado o debate, Rodolfo queria esperar o final para falar com Furtado.
"Sabe qual é o time desse puto, Rodolfo?", perguntei eu, já respondendo "É Grêmio, merda!".
Rodolfo, que torce para o Sport, me falou "O Grêmio fudeu o Náutico (um time de menor expressão no estado de Pernambuco)" (Batalha dos Aflitos, série B 2005)
"Fudeu, foi?", retruquei, "Uma vez?", prossegui, "Meu time fudeu aqueles merdas dos Aflitos três vezes só neste ano (2007)".
"Olha", prossegui, "Manda Jorge Furtado e o time dele tomarem no cú!"
Eu tomei (muita) cerveja.
Não sei nada do Jorge, mas que o time dele tomou no cú na noite de quarta-feira, 29 de agosto de 2007, ah, tomou mesmo.
Quinta-feira, 02 Agosto 07, 04:58 AM
Aos oito binutos de jogo, a barreira faz a merda de abrir na cobrança de falta e lá vai o Sport saindo em desvantagem de novo. Gol de Martínez.
Quatro minutos depois, lá vai Bilica expulso depois de quase assassinar Martínez. Quem mandou fazer o gol? O início de mais uma desgraça para o Sport, dizia o roteiro.
Mas de repente, algo aconteceu.
O Palmeiras mostrou o quanto o seu ataque é incompetente. E sua defesa também. Romerito cobra falta pela direita e César cabeceia sem desesa para Cavalieri.
Para os paraíbas que perderam de cinco, jogando em casa três dias antes, um empate fora jogando com um a menos e contra o árbitro, estava ótimo.
Foi então que os paraíbas conseguiram um pênalti. Da Silva cobrou, Diego Cavalieri estava atento e defendeu. Mas Da Silva estava mais atento ainda. Virada no final do primeiro tempo.
No segundo tempo, o ataque de nervos do palmeiras não assustou nem recém-nascido. E a defesa surrealista do Sport não comprometeu. Mesmo assim o Palmeiras empataria com Dininho aos 40 minutos do segundo tempo.
Empataria se o juiz, que sempre rouba o Sport, tivesse seguido a regra desta vez. O gol foi corretamente anulado. Já fazia 12 minutos que o Sport contava com um a jogador a menos, com a expulsão de Dutra.
Mais oito minutos e os porquinhos, que planejavam se fartar num banquete em casa, viraram eles próprios o banquete. Pernil, presunto, bacon, picanha suína. Até uma feijoada.
Num dia em que vimos uma ponte desabando nos Estados Unidos dos EUA, ouvimos Luciana Genro dublando o diálogo da caixa preta do avião da TAM e ficamos sabendo que a Rússia quer fincar uma bandeira a 4 mil metros de profundidade, o Sport vencer o Palmeira de virada, com um a menos desde os 12 minutos de jogo e dois a menos nos últimos vinte minutos nem causa tanto impacto assim. Ainda mais sendo o Palmeiras de Caio Júnior e Rubão.
Chora, porcada! Na próxima, vocês com onze e nós com um time de society! Damos até um gol de vantagem! Desculpa aê, Rubão!
On "Se não dá pra ser um Real Madrid, por que não tentar ser um Íbis?"