Quinta-feira, 24 Janeiro 08, 08:07 PM
Até onde vai o limite da ignorância humana? Confesso que nos meus 28 anos de vida tenho buscado esta resposta, seja em Big Brothers, Rebelde, Malhações ou nos fantásticos domingões do Faustão. Quem sabe assistindo Miltons Neves, Robertos Nascimento, Chicos Lang, enfim, minha busca era inglória. O limite da ignorância humana jamais seria conhecido.
Até que Nelsinho Baptista, autodefinido treinador de futebol, me mostra que o limite da ignorância pode ser não só conhecido como também alcançado. Falando sério.
No último domingo, a vitória sobre o Central foi apertada por vários motivos, o maior deles a substituição de um volante por um zagueiro, ressuscitando o maldito 3-5-2
(reload).
Errar é humano, insistir no erro...
Três dias depois, a anta disfarçada de treinador não só entra com a porra do 3-5-2 como escala zagueiro Gustavo, apelidado de Macoinha, em razão de sua agilidade e atenção.
Antes dos 30, Luisinho Netto é expulso, junto com o centralino Vital.
Final do primeiro tempo, Central 1x0. Gol de Leonardo. Como é estranho ver Leonardo jogando contra nós. Fazendo gol, nem se fala.
Na volta do intervalo, Nelsinho continua a dar mostras de sua "inteligência diferenciada": tira Igor (e não Gustavo) e põe Júnior Maranhão. Mais um volante para fazer companhia a Daniel Paulista, Éverton e Romerito, volante de origem. Foi dele o passe para Carlinhos Bala, sem a porra da tiara, empatar aos 6. Três minutos antes, ele perdeu um gol feito.
Cinco minutos depois, Durval cabeceia na trave para Romerito 100% (4 jogos, 4 gols) aproveitar o rebote. Era a virada.
O Central deu sufoco, Gustavo Macoinha perdia todas fosse qual fosse a altura que a bola viesse. Será que é assim no treino?
Aos 38, numa falha de marcação de, claro, Gustavo Macoinha, adivinhem o que aconteceu? Fábio Silva empatou o jogo.
Mas Deus às vezes dá uma forcinha aos burros. Nos acréscimos (tal como domingo, qualquer semelhança não pode ser mera coincidência), falta para o Sport. Romerito quer bater, Júnior Maranhão também, mas é Carlinhos Bala que cobra para dar a vitória ao Campeão Brasileiro de 1987.
Usa tiara na porra dos teus pagodes, Bala. Em campo, tiara é coisa de baitola.
Nelsinho, continue sendo burro e vencendo nos acréscimos.
Ah, alguém quer levar o Macoinha? Precinho camarada.
Gols do jogo aqui.
Sexta-feira, 30 Novembro 07, 09:14 PM
Em turnê secreta de duas semanas pelo Brasil, o Pink Floyd, no formato quinteto, fez seis shows, todos para públicos pequenos. O último deles aconteceu em São Paulo, um dia depois da partida entre Brasil e Uruguai pelas eliminatórias. Em seguida, visitaram Ouro Preto (não houve show, apenas uma jam session de Nick Mason com músicos locais) e no domingo, 25 de novembro, foram a Belo Horizonte para retornar em direção à capital paulista e de lá seguirem de volta a Europa. Mais uma vez a Argentina ficou de fora da turnê de uma grande banda.
Em Belo Horizonte, o já mitológico caos aéreo os deixou plantados na sala de embarque, à mercê dos fãs. Felizmente, a idade avançada, os casacos com capuzes de uns, os chapéus de outros e os óculos escuros de todos puderam manter os incovenientes à distância.
Cansado de suas leituras sobre esquerdismo, comunismo e politiquismo, Roger Waters resolveu dar uma olhada na partida de futebol na TV da sala de embarque. Estava começando o segundo tempo da partida entre Sport e Cruzeiro no Recife. Waters, torcedor fanático do Sport, avisou David Gilmour, também rubro-negro. Era única coisa em que ambos concordavam, e que durante muito tempo evitou que o Pink Floyd acabasse.
Syd Barrett estava doidão de ácido desde Ouro Preto. Percebeu Waters e Gilmour concentrados na partida e parou para assistir. De repente, a TV de cristal líquido transformou-se numa aquarela nas cores vermelha, preta, amarela, azul e branca sobre um fundo verde. Gostou da visão e ficou por ali.
Nick Mason exagerou no tutu à mineira servido no almoço e agradeceu ao atraso do vôo já que acabou tendo mais tempo e conforto no banheiro para resolver seu problema. Ficou imaginando como seria se tivessem embarcado no horário previsto. Naquela situação, o banheiro do avião seria um pesadelo.
Rick Wright, torcedor do Náutico, permanecia em silêncio, secando o rival. Sabia que o fato de torcer pelo Timbu motivava muitas brigas com Waters e, poucos sabem, foi o principal motivo para Waters expulsá-lo da banda em 1983.
Num dado momento, César acertou um híbrido de lançamento primoroso e chutão de usina em direção à direita do ataque. A bola quicou uma vez e Carlinhos Bala cruzou na área. Bem, não estraguemos o lance com palavras.
Pouco mais de vinte minutos depois, Nick Mason estava curado da caganeira, Rick Wright estava com raiva, Roger Waters berrava, em português macarrônico, "vencemos Aécio, vencemos o puto do Aécio Neves!" e David Gilmour filosofava, "um a zero é o melhor placar que existe".
Faltou Syd Barrett, que volta e meia se lembra de que torce para o Sport. Segundos antes do gol, a visão da aquarela na TV se desfez e ele viu o golaço. Desde então está internado num manicômio no qual tem passado horas seguidas falando sem parar, "Gabe who, gabe who, gabe who..."
Segunda-feira, 05 Novembro 07, 02:46 AM
O que dizer do primeiro tempo de uma partida disputada entre um time visitante bizarro demais para ir à Libertadores e um time anfitrião não suficientemente bizarro para ser rebaixado?
Três lances apenas:
1) Bola alçada na área suína, Carlinhos Bala toca na bola e Gustavo, "sem querer" mete a mão. Pênalti, e Da Silva, "o cara dos pênaltis", cobra bem e abre o placar para o Sport.
2) O carrinho da maca emperra no gramado e dois palmeirenses mais Da Silva, "o cara dos pênaltis", empurram o veículo. Da Silva dá o ninja e deixa os dois manés do Palmeiras empurrando.
3) Os pobres porquinhos pressionam e mandam uma bola na trave, no finalzinho... que chato para eles.
Vem o segundo tempo, e Geninho fode a alma da torcida leonina tirando Rosembrick (bizarro, mas meia ofensivo) e põe Bia (ainda mais bizarro, e além do mais, volante de contenção).
Três minutos da etapa complementar, e a porra do jogo já estava empatado, graças a uma falha da defesa do Sport e um pênalti imbecil do goleiro Magrão em Makelele. Caio cobrou melhor do que Da Silva, por sinal.
Este escriba já tinha mandado Carlinhos Bala tomar suco de caju no post anterior. E não é que ele precisou de menos de dez minutos para fazer o mesmo com o escriba?
Aos 11, recebeu no bico direito da área palmeirense e mandou um chute cruzado que há séculos ele não acertava. Sério, há séculos. 2 a 1.
E aos 20, o zagueiro palmeirense Gustavo tentou por duas vezes recuar de cabeça para o goleiro Diego. Na segunda, ouviu-se uma voz tonitroante gritar, em caps lock:
"FINISH HIM!!!"
Carlinhos Bala atendeu, num voleio de fazer inveja a qualquer lutador de Mortal Kombat, até mesmo Reptile (que veste verde):
"FATALITY!!!"
Foi assim que o Sport se afastou da zona de rebaixamento e o Palmeiras saiu da zona da Libertadores.
E o palmeirense Gustavo, a "fera do jogo", ainda fez um gol em impedimento lá pelos quarenta e tantos. Dá-lhe Símon!
A Ilha do Retiro é uma fedentina só. Não bastava o gambá freguês, vem o porco agora. Só ouvindo esse som pra desestressar...
" alt="Segunda-feira, 17 Setembro 07, 01:37 PM
Quem se atrasou pouco mais de dois minutos para assistir a Sport x Paraná, não viu o primeiro gol do jogo: Luisinho Netto cobrou falta na área e Beto tentou desviar, marcando contra. Romerito, que estava no lance, acabou ganhando a autoria do gol.
O Paraná não deixou barato e tentou igualar o marcador. Mas como? No esquema 3-6-1 e sem o artilheiro do campeonato Josiel (que, vá lá, não é grande coisa) o Paraná não podia fazer muita coisa mesmo. Até os paranistas devem saber disso.
Quando o placar de 1x0 parecia justo, embora diminuto, Da Silva deu sorte numa dividida com Daniel Marques dentro da área, livrou-se do goleiro e fez o segundo.
Etapa final e sempre eles, os bizarros do canal, continuavam a comprometer o rendimento do time. Carlinhos Bala e seu preciosismo faziam o Sport desperdiçar vários ataques. E Rosembrik, ah Rosembrik... errando passes, comprometendo a velocidade dos contra-ataques, dentre outras coisas.
O Vitória-BA bem que podia levá-lo, como outrora fez com Russo, Chiquinho, Cléber (hoje Santana). Não o contratou alegando que não podia arcar com o salário. Bem que podia pagar em birita.
Aí, o Sport mostrou porque tem a sexta pior defesa do Brasileirão, apesar de Durval: cobrança de escanteio e Jefferson, que tinha literalmente acabado de entrar, diminui o placar. A cabeçada passou a alguns milímetros de Dutra, que "protegia" o canto esquerdo de Magrão, que teria defendido se o lateral ali não estivesse.
Um jogo que estava resolvido ganhava então um novo ânimo. Até que brilhou a estrela do safado revelado pelo time do canal.
Depois de perder várias chances, Carlinhos Bala recebeu de Luisinho Netto e fechou o placar de 3x1. Modesto como só ele, pediu palmas para si próprio, já que completaria 28 anos no dia seguinte. Que figura...
Uma boa vitória de um time mediano sobre outro muito ruim. O Sport agora é nono, o melhor colocado fora do "eixo RJ-SP-MG-RS". O Paraná é o 17º, em queda livre rumo à segundona.
Quinta-feira, 30 Agosto 07, 06:46 AM
Fui à Ilha do Retiro ver a vitória do Sport sobre o Grêmio na 22ª rodada do Brasileirão. Da Silva cobrou pênalti na primeira etapa e abriu o placar. Não vi, preferi olhar para o placar e para a torcida vibrando. No segundo tempo, Carlinhos Bala fez o segundo, igualzinho aos gols que costumo marcar na pelada. Sério, juro.
Mas quem mandou no jogo mesmo foi o goleiro Magrão, que fez três defesas de cinema. Magrão, aquele do gol mil, lembram?
Mas interessante mesmo foi o antes e o depois do jogo. Há dias que eu estava puto da vida e isso se refletiu no meu humor. Ponha Charles Bronson, Chuck Norris, Stallone e todos os brucutus do cinema que eles seriam daminhas de honra perto de minha raiva.
Ou seja, eu estava mesmo invocado e tudo isto se refletiu no meu humor.
Horas antes do jogo, eu estava num evento caça-níqueis de uma faculdade particular do Recife sobre "cinema".
Em meio a falhas bizarras de organização, o "evento" trazia, em seu encerramento, um debate com a presença do cineasta gaúcho Jorge Furtado (O Homem que Copiava, Meu Tio Matou um Cara, Saneamento Básico e, sobretudo, Ilha das Flores).
Pouco antes do debate, Furtado deu uma entrevista para os "organizadores" e saiu para fumar um cigarro. Por alguns minutos, ninguém o tietou e ele pôde fumar seu cigarro tranqüilamente.
Nessa hora, um amigo que vou chamar de Rodolfo, quis falar com Furtado, pois tinha a idéia de adaptar um conto de autoria do diretor.
Rodolfo, aluno da faculdade organizadora, ficou envergonhado em falar com o renomado cineasta. E ele, Rodolfo, quer ser cineasta.
Depois de iniciado o debate, Rodolfo queria esperar o final para falar com Furtado.
"Sabe qual é o time desse puto, Rodolfo?", perguntei eu, já respondendo "É Grêmio, merda!".
Rodolfo, que torce para o Sport, me falou "O Grêmio fudeu o Náutico (um time de menor expressão no estado de Pernambuco)" (Batalha dos Aflitos, série B 2005)
"Fudeu, foi?", retruquei, "Uma vez?", prossegui, "Meu time fudeu aqueles merdas dos Aflitos três vezes só neste ano (2007)".
"Olha", prossegui, "Manda Jorge Furtado e o time dele tomarem no cú!"
Eu tomei (muita) cerveja.
Não sei nada do Jorge, mas que o time dele tomou no cú na noite de quarta-feira, 29 de agosto de 2007, ah, tomou mesmo.
Segunda-feira, 27 Agosto 07, 01:18 PM
Naquele que certamente foi o jogo mais chato da 21ª rodada, Sport e Vasco fizeram um confronto de defesas sólidas e ataques anulados, com escassas chances de gol. Ainda no primeiro tempo, houve um gol de Carlinhos Bala, corretamente anulado aos 35 minutos. Dois minutos depois, o Vasco teve sua melhor chance na etapa inicial, quando Conca passou para Leandro Amaral, que chegou a driblar o goleiro Magrão, mas demorou a chutar e foi desarmado.
Veio o segundo tempo e logo aos três minutos Magrão salvou um chute perigosíssimo de Leandro Amaral. O mesmo ainda perderia uma boa chance cinco minutos depois.
Aos 17 minutos, uma ducha no crescente domínio vascaíno na partida: Roberto Lopes fez falta em Carlinhos Bala, dentro da área. O camisa 11 leonino teve a chance de vingar o gol 1000 de Romário, mas bateu mal e permitiu a defesa de Sílvio Luiz.
Depois deste lance, pouco importa o que veio depois. Há jogos em que não se pode MESMO perder pênaltis. Sport x Vasco, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro 2007, foi um destes jogos.
Menos mal que, desta vez, a defesa não sofreu gols. E Geninho deve escolher algum titular para treinar pelo menos 200 cobranças de penalti por dia. Foram quatro a favor e apenas um convertido.
Resolve essa bronca, filho do Gênio!
Sábado, 18 Agosto 07, 10:00 PM
Estando em viagem, apenas vi os gols da vitória fácil do Sport sobre os comedores de polenta de Caxias do Sul. Anderson Aquino fez dois (não me lembro de alguma partida que ele tenha alcançado esta marca) no primeiro tempo. Carlinhos Bala cobrou um pênalti sofrido por Gabiru e fechou o placar no segundo tempo. Não sei nem pra quê escrevi isso tudo, vejam o vídeo abaixo e podem ignorar minhas palavras.
Quinta-feira, 19 Julho 07, 03:15 PM
O primeiro tempo de Figueirense x Sport foi a alegria do editor dos melhores momentos: bastava colocar o pontapé inicial e qualquer lance pinçado ao acaso (um passe qualquer ou um jogador amarrando a chuteira) para se ter a idéia exata da primeira metade da partida.
E com o estádio vazio, nem havia as gatinhas catarinenses nas arquibancadas para distrair os cinegrafistas e, claro, os telespectadores.
Veio o segundo tempo e a marcação do Sport seguiu forte, bloqueando as laterais do time de Mário Sérgio, que se via obrigado a jogar pelo meio, sempre congestionado. Dosando bem o ritmo, o Sport ia se aproximando de abrir o placar.
Neste ponto, recortemos a figura de Carlinhos Bala. Em três momentos.
Primeiro ato: ele recebeu uma bola pela direita do ataque e invadiu a área. Poderia ter chutado, mas tentou cruzar para Anderson e desperdiçou um excelente ataque. "Tem que saber a hora de ser egoísta", como lhe disse Geninho, o gênio.
Segundo ato: pouco tem a ver com Carlinhos Bala. Bilica sofreu pênalti e todos esperavam que o projétil humano cobrasse a infração. Mas foi Washington que bateu e mandou pra fora. Detalhe: foi o primeiro pênalti a favor do Sport em doze rodadas.
Terceiro ato: quase 44 minutos do segundo tempo, Weldon rouba uma bola na defesa, avança e passa para Carlinhos Bala, que entra na área igualzinho ao primeiro ato e... chuta entre as pernas do goleiro Wilson.
Weldon, vale frisar, se despediu em grande estilo. Substituiu o inoperante Washington nos 15 minutos finais, começou a jogada do gol e mandou uma bela cabeçada que raspou o travessão. Boa sorte para ele seja lá em que time ele for atuar.
Tomem aí o gol da vitória do Sport. A primeira fora de casa, de muitas que estão por vir.
Ou se preferirem, um compacto com os melhores momentos.
Sábado, 14 Julho 07, 11:05 PM
Dança, dança, dança, dança da bundinha
Na Ilha do Retiro, o galo virou galinha
Olha só, olha só que coisa boa
Na Ilha do Retiro, o galo virou leoa
Quando senta no espeto
Galo vira galeto
Não respeito o Atlético-MG. Contra eles me comporto mal, seja lá qual for o resultado. Nunca nos venceram na Ilha do Retiro. Eram 15 jogos até esta rodada. Dez empates e cinco vitórias nossas.
Não os respeito desde os 6x0 que enfiamos no poleiro deles em Belo Horizonte em 2000. E os 4x0 na Ilha em 2003.
Em 2006, pela Segundona, empatamos em 0x0 na Ilha num jogo onde se via mais chuva do que gramado ou bola. Na capital das Alterosas, vitória deles por 2x0.
Diogo marca um gol a la Josimar em 1986, aos 17 minutos de jogo. Carlinhos Bala ainda tem uma boa chance no primeiro tempo.
Aos 4 do segundo tempo, ainda nostálgicos de Fumagalli, o estreante Romerito cava uma daquelas faltas que o Fuma adorava bater. Carlinhos Bala honrou a nostalgia. Hora de tirar o galeto da brasa.
Romerito ainda mandou uma bola na trave. Mas nem precisava fazer mais. Conseguimos passar uma partida sem tomar gols. Ainda que o adversário não tenha lá um dos ataques mais poderosos do
campeonato, com 13 gols em 11 jogos.
E olhe que perdemos quatro titulares em duas rodadas. Dois por lesão e dois que foram embora. Falou-se tanto nas conseqüências do desmanche do elenco e já temos dois substitutos para Fumagalli (Adriano Gabiru e Romerito) um para Gabriel (Gustavo) e até Fábio Gomes, que estava encostado no banco, jogou bem contra a Galinha, ops, Galo.
Quarta-feira temos um desafio mais consistente, contra o Figueirense no frio de Floripa. Sabe aqueles jogos que você marca na tabela como vitória improvável do seu time? Figueirense x Sport é um desses.
Mas depois de ver Geninho montar o time com o que tinha e vencer sem tomar gols, dá para acreditar em tudo, até na vitória sobre o bom Figueira num frio de rachar.
Domingo, 24 Junho 07, 01:22 PM
Mudou o técnico, mudou o time, mudou o esquema tático, só não mudou a rotina de derrotas do Sport no Brasileirão. Desta vez, coube ao Paraná Clube a honra de derrotar o novo time do técnico Geninho.
Nos primeiros minutos, deu até para enganar. Weldon entrou livre na área e chutou cruzado, mas de forma bisonha. Carlinhos Bala também teve uma boa chance, lançado em velocidade e tentando tocar por entre as pernas do goleiro Flávio. Tudo isso antes dos seis minutos de jogo.
O 3-5-2 implantado por Geninho parecia dar um bom resultado. Os três zagueiros estavam bem, e o lateral-esquerdo Bruno teve liberdade para avançar, bem como o improvisado Diogo na direita. Entretanto, ambos possuem mais virtudes defensivas do que ofensivas. E o passe de Diogo é nada menos que horrível. E Bruno cruza tão bem quanto Cafu em seus piores momentos.
Mas o problema era a tal da armação de jogadas. Com Luciano Henrique e Vítor Júnior saindo do clube e Rosembrick (mais uma vez) machucado, sobrou apenas Fumagalli como jogador de criação no meio. A camisa 10 ficou com o volante Bia, só para se ter uma idéia.
Simplesmente não dá. Ainda mais com o nítido mal-estar entre Fumagalli e Carlinhos Bala, o filho de Chico César com Daiane dos Santos. Aos 30 minutos de jogo, cobrança de falta, bola alçada na área e aconteceu pela sétima vez em sete partidas: o Sport toma um gol antes de fazer.
Desta vez foi Beto, de cabeça. Bia, que estava na marcação, caprichou na escola dos pregos e na quantidade de Super Bonder que o deixaram muito bem pregado ao chão. Daí pra frente, as equipes brindaram espectadores e telespectadores com uma das partidas mais entediantes do campeonato. O Sport sem poder de criação algum e o Paraná Clube administrando o resultado.
No banco, Geninho não tinha opção alguma para mexer efetivamente no time. Mas foi Evanílson, saído do banco, que conseguiu a melhor chance do Sport no segundo tempo. Um pênalti não-marcado. Isso mesmo: a melhor chance do Sport no segundo tempo foi um pênalti de Márcio Careca em Evanílson, que o árbitro não deu.
Claro que ainda não se pode avaliar o trabalho de Geninho. Mas uma coisa é certa: por mais ajustes táticos e contratações que se faça, é preciso melhorar o ambiente do grupo. Aí está a chave. Faltam 31 jogos. E o primeiro deles é em casa, no clássico contra a aflita esquadra rosada dos Aflitos. Mas do jeito que as coisas vão indo, tem cheiro de zero a zero no ar.
On Mais um “Obina Fact”