Segunda-feira, 20 Abril 09, 07:36 PM
Finalmente acabou, pela terceira vez seguida sem precisar de final, o segundo campeonato mais difícil do mundo. O primeiro, todos sabem, é a Segundona pernambucana.
Desde as primeiras horas do dia 19 de abril de 2009, pouco ou nada dizia que era domingo de clássico decisivo do campeonato pernambucano.
Dia nublado, poucos torcedores à procura de ingresso nas bilheterias da casa rosada pernambucana. Os ingressos de estudante, foram apenas 150 para a torcida do Sport, conforme três cambistas confirmaram. Os mesmos cambistas que ofereciam ingressos de arquibancada inteira cinco reais ABAIXO do preço da bilheteria, que custava 40 reais.
Dar 35, 40 reais ao Náutico ou quem quer que preste serviço (cambista)? Definitivamente não.
Melhor guardar pra ver Libertadores na quarta-feira.
Este escriba esperava um 0x0 sem graça, ou na melhor das hipóteses, um jogo ríspido e violento, com jogadores do Sport encarando a partida como mais um dia de trabalho e os do Náutico tentando de todas as formas vencer a partida, que forçaria uma partida-extra-sabe-se-lá-quando e mais as finais, caso vencesse também a extra.
Bem, o jogo foi um 0x0, mas bastante disputado, com boas chances para ambos os lados. O Náutico não as aproveitava por afobação de seu jogadores, e o Sport, bem, o Sport só ia na boa e quando criou chances, o fator sorte não estava ao lado.
Aliás, o 0x0 entre Sport e Náutico foi um daqueles jogos sem gols que foram bons para todo mundo.
O Sport conquistou o campeonato de forma invicta, com 19 vitórias em 22 partidas, vencendo os dois turnos e sem necessidade de final. Agora são três semanas só com a Libertadores.
O Náutico pode se orgulhar de não ter perdido a partida final (hahaha) e pensa no jogo da volta contra o Criciúma pela Copa do Brasil.
Alguns torcedores do Sport ainda "lamentaram" ao menos um golzinha para terminar co campeonato com vitória sobre o eterno sparring rosado. Este escriba nem liga. Afinal, há muito tempo o Sport vem fazendo com que o segundo campeonato mais difícil do mundo seja apenas um torneio paralelo ou preparatório para aqueles que realmente interessam.
Tetracampeões pela segunda vez em dez anos. Quarta vez campeão estadual invicto. 15 campeonatos à frente do segundo colocado.
Essa superioridade não cabe em Pernambuco.
Que venha a América!
PS: Não tinha mesmo para que se importar com o jogo se dois dias antes um sonho chamado show do Motörhead no Recife virava realidade. A música abaixo se chama Going to Brazil e não Going to Rio como o mané que pôs no youtube salvou. Perfeito para terminar o post de número 200 do Blogsport.
Segunda-feira, 06 Abril 09, 10:06 PM
Cinco anos e meio.
Longos cinco anos e meio.
Desde outubro de 2003, repetindo, desde outubro de 2003 o Sport não vencia o Santa Crúcis na Ilha do Retiro. Seis jogos, dois empates e quatro vitórias dos sarnentos.
Em 16 de fevereiro de 2004, este escriba estava lá para ver, com detalhes, o gol contra do finado Clécio dar a vitória ao time do canal.
Em oito de agosto, dia dos pais, foi a vez de Carlinhos Bala (ele mesmo) acabar com o domingo do Papai da Cidade, aos olhos atentos do escriba.
Em 20 de março de 2005, domingo de Páscoa, o pênalti cobrado por Zada azedou o chocolate. Na geral do placar, lá estava o escriba.
Porra.
Em 29 de janeiro de 2006, Carlinhos Bala, escroto, marcou aos dois minutos de jogo. Mas o escriba pôde comemorar o gol de empate de Wellington. Menos mal.
Em 09 de abril, gol contra de Marcos Tamandaré (que afunde junto com o time do canal, onde joga atualmente) aos 46 do segundo tempo da final do estadual. Inútil vitória sarnenta, que pipocou nos pênaltis e este escriba pôde beber em paz, dentro e fora do estádio.
11 de fevereiro de 2007 e o escriba não estava no estádio no empate em 1x1 para cumprir tabela do primeiro turno do estadual daquele ano.
05 de abril de 2009: o Santa Crúcis já tinha atingido seu grande objetivo no ano, a vaga para a série D.
Sai, zica!
Havia algo de especial. Justamente em 05 de abril completavam-se três anos da última vitória do Sport sobre seu adversário mais fedorento, justamente no mais fedorento dos estádios, o Imundão do Arruda.
Chega de passado, sai zica. E tome sal grosso no couro do escriba.
Ainda mais quando numa mesa redonda radiofônica antes do jogo, um dos convidados respondeu assim à pergunta "É Ciro ou Marcelo Ramos?"
"Hoje é Domingo de Ramos." E pôs-se fazer divagações bíblicas e essas coisas que os crentes gostam, e tal.
Mas o Sport não tem vínculos com religião. Porque o Sport É religião.
Ah, teve o jogo. E aos 16 minutos, Marcelo Ramos abriu o placar para o time que "... não pára de descer, da A pra B, da B pra C, da C pra D."
É zica, cumpadi.
Mas nada como um segundo tempo. Nada como Nelsinho Baptista deixando Ciro no banco de reservas para lançá-lo no início do segundo tempo.
Nove minutos. Foi essa eternidade que se passou até que Ciro empatasse, mandando de cabeça para as redes após a cabeçada de Vandinho que amassou o travessão.
Afinal, todos sabem que Ciro é o atalho mais eficiente entre a bola e as redes.
Sete minutos depois, o zagueiro Cesar pega a sobra de uma cobrança de falta e passa para o também zagueiro Igor chutar de virada. Tudo bem, a bola ainda desviou em Bilica. Só pra sacanear o Santa Crúcis, o que é sempre bom.
Ciro ainda fez uma jogada que, graças aos deuses do futebol, não terminou em gol. Se Ciro marca, ele iria do gramado da Ilha para o Manchester United sem sequer tomar banho. Iria mandar Cristiano Ronaldo para o banco.
Aliás, todos sabem que Cristiano Ronaldo nada mais é do que um fake do Orkut de Ciro. Você pode ver a jogadaça de Ciro (ou tentar, pois a imagem está pior do que o futebol do Santa Crúcis) e os melhores momentos da partida clicando neste link.
Ah, o Santa Crúcis mostrou fair play, um exemplo de comportamento amistoso nestes tempos belicosos e teve dois expulsos. Nem vou citar o nome dos zé-ruelas, vocês podem ver (ou tentar) clicando no mesmo link do parágrafo anterior.
Cada um no seu lugar: sarnentos na Série D e Sport na Libertadores.
E vai-te embora, zica.
Sexta-feira, 03 Abril 09, 09:36 AM
Intervalo do jogo contra a Cabense, na noite de 1º de abril de 2009, no estádio Gileno de Carli, em Cabo de Santo Agostinho.
Depois de empatar em casa com o lanterna do campeonato e precisar de dois gols de Wilson (são raros e decisivos, uma espécie de "special weapon"e já foi bem usada uma vez na Libertadores) para vencer o Sete de Setembro, um "desmotivado" Sport empata sem gols com a Cabense, com Paulo Baier, o bom, desperdiçando um pênalti.
Perder, seria 1º de abril demais. Empatar, nem tanto.
Mas havia Vandinho, o cara de cachaça, o verdadeiro Ronaldo. Tem um falso que joga num tal de Corinthians, mas é tudo mentira da Globo mesmo.
Verdade foi o golaço de primeira de Vandinho, como pode ser visto nas imagens belamente iluminadas pelo sistema de refletores do Gileno de Carli, o moderníssimo Gilenão. Confiram aqui.
Andaram dizendo que o Imundão do Arruda ia sediar Brasil e Paraguai. Depois, voltaram atrás e disseram que ainda depende de uma vistoria da CBF (Caôzeiros Baleleiros e Falsos). Enfim, tudo balela. Na verdade, é tudo jogada, pois Brasil x Paraguai vai ser no Gileno de Carli, que também será sede de pelo menos três jogos na Copa 2014. Falando sério.
Verdade é que Ciro já poderia ter sumido da mídia e só treinar e jogar. Contra a Cabense, Vandinho já resolveria. Mas Vandinho não é de ferro e tava jogando com uma virose. E lá vai Ciro pro jogo e demora um minuto para fazer outro golaço como vocês podem ver aqui.
Moacir, que ainda deve estar contundido (mas o Sport não tem outro lateral-direito mesmo) fez o terceiro. É tanta luz que a bola some, como você pode ver aqui.
Então Paulo Baier, depois de tanto brincar de 1º de abril, mandou um passe para Luciano Henrique marcar um golaço, que o leitor pode ver aqui. Paulo Baier gostou de mostrar que sua atuação até ali era só brincadeirinha de 1º de abril e logo dava outro passe gersoniano para Ciro, o verdadeiro Cristiano Ronaldo, marcar mais um, como está aqui.
5x0 num jogo que o Sport poderia ter empatado. Parecia até 1º de abril.
E se leram sem clicar nos links, vejam os gols abaixo.
Outras que parecem 1º de abril
Bolívia 6x1 Argentina
Santa Cruz garante vaga para a Série D
Brasil joga bem (aí é primeiro de abril mesmo) e vence o Peru por 3x0
Flamengo vai tirar o logo da Petrobrás do uniforme
Segunda-feira, 30 Março 09, 06:50 AM
Fosse Nelson Rodrigues torcedor do Sport, com certeza ele escolheria Wilson para a seção "Personagem da Semana", publicada na extinta revista Manchete.
Wilson é um caso curioso. Até o início da última rodada do Brasileirão de 2008, Wilson tinha marcado apenas um mísero gol, na goleada de 5x0 sobre o Figueirense, na 26ª rodada.
Então, na última rodada, algo aconteceu.
Wilson marcou três gols contra o Coritiba. O jogo não valia nada, mas Wilson marcou três gols. Logo ele, que parecia um nome certo para a dispensa e o anonimato na história do Sport Club do Recife.
2009 chegou, e Wilson foi inscrito com a camisa 17 na Libertadores. Seria reserva, mas a contusão de Guto deu-lhe a chance de ser titular na estréia da competição continental. Resultado: o segundo gol na histórica vitória sobre o Colo Colo. Contra a LDU, voltou à rotina e não marcou.
No estadual, nada de Wilson marcar gols. Guto marca, Weldon marca, Vandinho marca e Ciro, nem se fala.
Mas na tarde de sábado, 28 de março de 2009, algo voltou a acontecer.
O jogo contra o Petrolina seguia duro, como habitualmente acontece no segundo campeonato mais difícil do mundo. Cheio de desfalques, com três volantes, e Fumagalli pouco inspirado (coisa rara, em se tratando do gênio incompreendido), o jogo caminhava para um empate sem graça, que poria em risco a liderança do segundo turno.
Aos 20 do segundo tempo, Daniel Paulista fez um lançamento disfarçado de chutão para a área do Petrolina. O toque sutil de Wilson desconcertou zaga, goleiro, companheiros de ataque, torcedores, telespectadores, lógica, tudo. Até o universo.
Ao ver o gol, não há como não pensar: que gol foi esse? Você, leitor, pode ver 500 vezes e ainda vai ser difícil acreditar que foi gol.
Na verdade, só seria possível acreditar nesse gol se Wilson marcasse outro. E 16 minutos depois do gol que realinhou os planetas, Vandinho fez boa jogada e passou para Wilson marcar novamente.
Um atacante que em 22 partidas faz gol em apenas 4 delas não é o que se pode chamar de artilheiro. Este ano, foram 12 jogos e apenas 3 gols. Mas todos decisivos.
Por isso, e somente por isso, nem Nelson Rodrigues pode tirar de Wilson o título de personagem da semana no futebol brasileiro, mundial e, por que não, universal.
Sexta-feira, 27 Março 09, 08:37 AM
O que importa se o Ypiranga era o vice-lanterna do returno do segundo campeonato mais difícil do mundo, se não vencia há cinco jogos, se vinha de derrota para um time que luta por vaga na série D, enfim, não há argumento plausível para contestar: na noite de quarta-feira, 25 de março de 2009, o Ypiranga mostrou que é, de fato, o melhor time do mundo.
Como não dizer isso de um time capaz de, com um mero olhar de seu atacante, intimidar o goleiro Magrão a ponto de fazê-lo falhar de forma inédita em sua carreira? Serjão fez isso, Magrão soltou uma bola besta e o mesmo Serjão abriu o placar. O que importa se além dessa chance o Ypiranga só teve mais uma? Demonstra um aproveitamento de 50% nas conclusões, coisa que só o melhor time do mundo é capaz de fazer.
Antes disso, e depois também, o melhor time do mundo sobreviveu à maior pressão ofensiva de um time sobre o outro na história recente (e antiga também) do futebol. O relógio marcava menos de dez minutos e o Sport já tinha perdido três chances claras de abriro placar. Não é qualquer time que suporta isso. Só o Ypiranga, o melhor time do mundo.
Como não reconhecer que o goleiro Gedai é o Sepp Maier do Agreste? Que ninguém venha com o papo de que os atacantes do Sport não estavam numa noite inspirada. Gedai catou tudo e mostrou que não existe no mundo e na história um goleiro com tamanha capacidade de simular contusão sem tomar cartão, nem ao menos advertência. No segundo tempo, foram nada menos que CINCO "contusões", com entrada de maca em campo e tudo.
Se um cara se machuca cinco vezes e não é substituído ele não é só Gedai, ele é Çuperomem, ele é Neodumatrics, ele é Railander, ele é a porra.
Nem que o Sport tentasse trinta vezes chegar ao gol (como tentou, de fato até mais que isso), só havia uma forma de superar Gedai. De pênalti, claro, e Moacir, que não é bobo, tratou logo de sofrer um. Paulo Baier, o bom, cobrou. A bola entrou, mas foi preciso uma eternidade cósmica para que se pudesse acreditar que o Sport conseguia o empate contra o melhor time do mundo.
Paulo Baier, o bom, ainda mandou uma inacreditável bola na trave, Durval se contundiu, Dutra foi expulso e Ciro desempatou aos 47 do segundo tempo, mas o árbitro, claro, marcou impedimento.
Por pouco, muito pouco, o Sport não venceu o melhor time do mundo, ao menos o melhor time do mundo em 25 de março de 2009: o time de Gedai e Serjão, a Máquina de Costura, o temível Ypiranga de Santa Cruz do Capibaribe.
Terça-feira, 24 Março 09, 09:21 AM
Domingo de sol, ceveja gelada, lagosta, ingresso entregue na mesa do bar do complexo aquático da Ilha do Retiro. Parafraseando Tim Maia, ah, ah, ah, que beleza.
Em plena 3 e meia da tarde. Só faltava o Sport vencer.
Em quatro minutos, o domingão começava a dar ares de perfeição absoluta. Bruno Teles chuta sem lá muita qualidade, mas o zagueiro Romero do verdadeiro Porto (o de Caruaro, claro, o português é... o português) fez o que pôde para consertar... o chute de Bruno Teles.
Então veio o tédio... aliás, viria, pois não dá para sentir tédio com a cabeça e o bucho entupidos de cerveja desde as primeiras horas da manhã.
Perto do intervalo, um zero cá e um a zero acolá, em Caruaru. Com "sobras" a esquadra rosada da Rosa e Silva vencia o rival do Porto, o Central, vulgo Newcastle do Agreste. Pelo jeito, as bonequinhas rosadas iriam manter a liderança folgada no segundo turno, que ao início da rodada era de um gol a mais de saldo. Um feito e tanto.
Só que o Anáutico pressionou à sua maneira. E conhecendo as bonequinhas, qualquer um pode deduzir o que aconteceu: Cícero empatou para o Newcastle do Agreste. Fim do primeiro tempo acolá e cá. Sport vencendo e Barbie não.
Gladstone, o "zagueirão" rosa, desempatou no início do segundo tempo. Mas havia Buiú.
Buiu, o Messi negro do Agreste, empatou de novo.
Vandinho cabeçeava bola e chuteira adversária para marcar o segundo e lembrar à ébria torcida do Sport de que havia um jogo acontecendo ali, na Ilha do Retiro.
Mas os ouvidos estavam colados no Newcastle do Agreste. Pelo jeito, a "mala branca" teria que ser paga. E Black Messi, vulgo Buiu, infernizou a defesa rosada e deu de bandeja para Fabio Silva marcar mais um golaço. Alegria de Barbie dura pouco e além disso, é falsa. Os gols do Central você pode ver aqui. O Newcastle do Agreste ganhava o jogo e o bicho extra.
Já líder, Paulo Baier recebeu de Daniel Paulista marcou um golaço para coroar um baita domingo. Que ainda não tinha acabado, assim como a cerveja que aguardava, gélida, à saída do estádio.
Sem essa de dividir liderança.
Sábado, 07 Fevereiro 09, 08:23 AM
Definitivamente, a ansiedade e a expectativa da estréia na Libertadores 2009 está afetando o Sport Club do Recife. Mesmo os 100% de aproveitamento no segundo campeonato de futebol mais difícil
do mundo (o primeiro, se alguém ainda não sabe, é a Segunda Divisão de Pernambuco) não esconde a verdade inocultável: a porra do 18 de fevereiro, data da estréia na Libertadores (uma espécie de
Campeonato Pernambucano com frio, altitude e participação do Boca Juniors) tem que chegar LOGO!
O que se viu na última quarta-feira na Ilha do Retiro, foi sintomático dessa ansiedade: torcida pressionando o time, pois ninguém aceitou o fato do Santa Crúcis enfiar sete no Serrano momentos
antes lá no Imundão do Arruda e o Sport sofrer para romper a retranca catenacciana da Cabense. Ninguém aceitava que, de bengala, Marcelo Ramos marcaria três gols e passaria Ciro, que perdeu
gols feitos conra a Cabense, na artilharia do campeonato.
E o 0x0 persistia no placar ao final do primeiro tempo. Irritação geral na arquibancada, nas sociais, nas cadeiras nos camarotes e na... geral.
Hora de Nelsinho “Rinus Michels” Baptista entrar em ação. Saída de Jonas para a entrada do volante Moacir, improvisado na lateral. Weldon no lugar de Ciro. Nem Moacir cruzou nem Weldon cabeceou
para abrir o placar aos 9 minutos do segundo tempo. Isso coube sim a Dutra e Guto, respectivamente.
O gol não desmontou a retranca da Cabense nem inflamou o ataque leonino. O jogo permaneceu difícil, pegado, e quase os visitantes empataram de forma surpreendente, num contra-ataque que Fabinho
(ex-promessa do Sport, no início do século) chutou para uma defesa cósmica de Magrão.
Então veio a hora da genialidade: Paulo Baier, o bom, tocou para Fumagalli, o gênio, que chutou cruzado. O que parecia um arremate mal-executado revelou-se na verdade um passe genial para o
mesmo Paulo Baier que, como uma flecha, invadia a área para concluir.
A peleja estava definida, mas Weldon ainda resolveu sofrer um pênalti. Só para deixar o gênio Fumagalli bater. Aí...
Bem, apesar da cena triste que vocês viram no link, a vitória veio e a vida segue, assim como os 100% de aproveitamento no segundo campeonato de futebol mais difícil do mundo.
E se o leitor ainda não aprendeu qual o mais difícil, que volte ao parágrafo inicial do texto.
Terça-feira, 03 Fevereiro 09, 08:14 AM
O primeiro tempo da partida entre Sport e Petrolina foi típico do segundo campeonato mais difícil do mundo: time visitante mais fechado do que a Albânia e um calor vesuviano no gramado da Ilha do Retiro, enfim, um jogo feio pra cacete.
Veio o segundo tempo e... algo aconteceu. Nelsinho Baptista, o Rinus Michels dos trópicos, trocou Sidny e Guto por Fumagalli e Weldon, que mais uma vez reestreava no Sport. Paulo Baier foi deslocado do meio para a lateral-direita e aos sete minutos já acertava um passe preciso para Weldon acertar AQUELE chute.
Porra, Weldon! Chega de pensar só em dinheiro! Golaço.
Aos 23, Weldon voltou a atacar e aproveitou um cruzamento genial do ZAGUEIRO (em Caps Lock mesmo, esse merece) Durval. Dois minutos depois, o próprio Durval voltou a balançar as redes, pois zagueiro que é zagueiro não pode passar mais de sete jogos sem fazer gol.
A quinze minutos do fim, com Durval e Sandro Goiano, bateria e baixo/vocal do Sporthëad, já suspensos pelo terceiro cartão amarelo (os velhinhos têm mais é que descansar mesmo) e a vitória garantida, era hora de tomar um gol. Pra desopilar, ora, afinal a pelada tem que ter uma graça, não acham?
Douglas conseguiu o que apenas Assis do Ypiranga havia conseguido: marcar um gol no Sport em 2009. Agora são dois gols sofridos em sete jogos, contrapondo-se à irrisória marca de 18 marcados, 100% de aproveitamento, enfim essas estatísticas que servem para dar volume a um post que demorou tanto a sair.
Enfim, leitores, está começando a ficar difícil achar assunto nesse campeonato pernambucano. E que continue assim.
Deixe de preguiça e veja os gols aqui.
Outras
Barbie e Sarnentos deram aquela força ao empatar em 2x2 e deixar o Sport com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado a quatro jogos do final do primeiro turno. Este escriba agradece aos sparrings.
Sexta-feira, 30 Janeiro 09, 08:51 PM
Duas bolas na trave, uma para cada time, marcaram o final do duelo entre Ypiranga e Sport, pela sexta rodada do segundo campeonato mais difícil do mundo, a Primeira divisão do Campeonato Pernambucano.
O mais difícil, você leitor já está cansado de saber, é a Segunda Divisão do Campeonato Pernambucano. E não se fala mais nisso, pelo menos até o próximo post.
Aos 32 do segundo tempo, uma onda de alegria e entusiasmo varreu a cidade de Santa Cruz do Capibaribe. Assis recebeu na área e marcou o gol do Ypiranga. Depois de 527 minutos, mais os descontos, alguém conseguiu marcar um gol no Sport.
Só para se ter uma idéia, em 527 minutos é possível assistir ... E o Vento Levou duas vezes e ainda sobra uma hora e vinte e três minutos. Tempo de três episódios de Os Simpsons, e ainda sobra um tempinho. Dá pra ver os dois primeiros episódios de O Senhor dos Anéis com intervalo para aquele rango esperto e até uma soneca (se ela não rolar durante um dos filmes). Só não dá pra ver a adaptação cinematográfica de Guerra e Paz feita pelo regime soviético, mas aí já seria demais, pois tem oito horas de duração.
Voltando ao jogo, enfim, a teoria da inexpugnalidade da defesa leonina caiu por terra. Entretanto, cabe frisar algumas coisas que aconteceram antes.
Ciro aproveitou um cruzamento de Sandro Goiano, o craque, e o goleiro Jedai (que nome, meu Deus) tomou um frangaço. Aos dois do segundo tempo.
Antes do intervalo, o mesmo Ciro marcou um gol antológico, de fazer Van Basten corar de inveja, um petardo de fora da área. Era o quinto dele no campeonato, antes de marcar o sexto, que mereceu até uma música, infelizmente não sacada por quem esteve no estádio:
Ciro, Ciro, Ciro
O cara é o bicho
Mais um gol
E tome artilharia
(cantar no ritmo do refrão de The Number of the Beast, do Iron Maiden. Sem rima, mas com uma métrica…)
Mais antes ainda, Guto foi mais rápido do que o cinegrafista e marcou o segundo dele e do Sport.
E ainda mais antes ainda, Guto foi mais rápido do que ele mesmo três dias antes e abriu o placar do jogo com dois minutos de bola rolando. Três dias antes, ele tinha demorado três minutos para marcar o gol da vitória sobre o Porto.
Como é bom tomar um gol quando se pode tomar.
Gols aqui.
Quinta-feira, 22 Janeiro 09, 07:03 PM
Dá nisso mesmo. É só o Sport marcar nove gols nas três primeiras partidas do segundo campeonato mais difícil do mundo (o mais difícil, todos sabem, é o campeonato pernambucano da segunda divisão), que todo mundo espera que o Leão goleie quem atravessar seu caminho. Na Ilha do Retiro então, nem se fala.
O irmão deste que vos escreve que o diga: apostou 5x0 para o Sport sobre o Sete de Setembro no bolão. Cautela, bro!
A verdade é que o Sete adotou uma postura coerente: se fechou mais do que cu de detento na hora do banho e a bola que passasse ficava na responsa de Mondragon. E há de se convir: o cara pegou muito. Tanto que ofuscou a estréia de Paulo Baier.
Tudo bem que o Sport também deu sua ajuda. O lateral-direito Jonas fez a galera sentir saudades de Sidny. Luciano Henrique a cada jogo que passa mostra que é melhor como atacante recuado do que como meia avançado. Bem marcado, Ciro não teve AQUELA chance. Tudo bem que Sandro Goiano faz ótimos passes de 50 jardas, mas uns pontapés bem dados não fazem mal a ninguém, exceto aos adversários.
E enquanto isso, dá-lhe Mondragon. Féadaputa! Intervalo, reconhecimento do empenho do time, e coisa e tal. Mas jamais o Sport será aplaudido com o placar da Ilha marcando 0x0 ao final do primeiro tempo. Cornetar é preciso.
Veio o segundo tempo e Nelsinho Baptista mostrou que é o Rinus Michels dos trópicos: tirou o pereba do Jonas e pôs César, deslocando Igor para a lateral-direita. Tirou Wilson e pôs Fumagalli, adiantando Luciano Henrique. Nove minutos depois, Luciano Henrique, no meio de uma confusão dos infernos chuta forte no canto de Mondragon. Com um nome desses, o goleiro setembrino tinha que fazer uma bobagem. E fez. Defendeu com a mão direita, tentou encaixar com a esquerda e empurrou a bola para o gol. Ciro estava lá para conferir, mas a bola já tinha entrado. O árbitro deu gol de Ciro, mas foi LH o autor do gol solitário.
Antes do final do jogo, teve até bicicleta de César e gol anulado de Ciro. Mas pra que golear, se os três pontos vieram do mesmo jeito. Ser Sport, amigos, é isso. Comemorar vitória apertada em casa contra o Sete de Setembro como se fosse goleada sobre o Manchester United dentro do Old Trafford. Thanks, God!
Outras
Vai gastando a sorte, Barbie. Achou o gol da vitória depois de quase tomar uma virada histórica do Ypiranga.
O Santa Crúcis aos pouquinhos vai garantindo vaga para a disputar a Série D.
O Porto continua mostrando que não está para brincadeiras. Virada no clássico de Caruaru (o único clássico de verdade no Pernambucano da Primeira Divisão) e continua na co-liderança. Domingo o bicho vai pegar.