Domingo, 07 Outubro 07, 10:01 PM
Quando Carlinhos Bala trombou com Deus e o mundo e a bola sobrou para Romerito abrir o placar para o Sport aos 29 de jogo, até parecia que o Sport conquistaria sua terceira vitória consecutiva e o Galo mineiro continuaria na zona da degola. Parecia, apenas.
Não demorou muito, menos de dez minutos e Éder Luís entrou livre para empatar. O goleiro Magrão ainda tocou na bola. Pouco antes, Carlinhos Bala recebeu em posição legal, mas o árbitro discordou.
No finzinho da primeira etapa, bola na trave de Magrão numa cabeçada de Éder Luís. Mal sinal.
Veio o segundo tempo e lá vem Geninho esquecendo de quem é filho. Tira Adriano Gabiru pra botar o volante Fábio Gomes. Tira Anderson Aquino e põe da Silva. Romerito, morto de cansado, permanece em campo, assim como Carlinhos Bala, mais preocupado em aparecer e dar entrevista.
Claro que o resultado não poderia ser outro. Nos últimos dez minutos de jogo, o acuado Sport tomou dois gols (Eduardo e Marinho) de um Atlético empurrado por mais de 36 mil torcedores. Bem que entre os gritos de "Galo, Galo", bem que podiam gritar "STJD, STJD, Éssitêjotadê".
Afinal de contas não é todo dia que uma punição de perda do mando de campo é revogada a TRÊS dias da partida. E no final da tarde da véspera do último dia útil da semana. , cereja no bolo, redução da suspensão do dublê de psicopata Coelho de 120 dias para cinco partidas.
Tudo bem, sem choradeiras. Botafogo, Vasco e Flamengo, que poderiam ultrapassar o Sport na classificação deram aquela força e perderam suas partidas.
Para finalizar, um chute no fair play!
Sábado, 07 Julho 07, 07:49 PM
No primeiro tempo, um gol anulado de Carlinhos Bala. Outro, validado, de Ticão chutando de primeira e de canhota no cantinho de Harley.
Pela terceira vez seguida no campeonato, o Sport abre o placar de uma partida. Parece encontrar seu melhor jogo. O primeiro tempo da partida contra o Goiás foi a melhor atuação do time no Brasileirão.
Veio o segundo tempo e Washington marcou o segundo. Ele havia entrado ainda na primeira etapa, substituindo o contundido Weldon.
Geninho mostrava conhecer mesmo o Goiás. Sport 2x0, aos 15 do segundo tempo, fora de casa. Seis minutos depois, Felipe entra em campo no lugar de Vítor no Goiás.
Felipe, que Felipe?
O cara que pegou uma sobra na área do Sport e diminui aos 32. E que aos 47 marcou de cabeça. Um empate até que seria justo e não ficaria de todo rui para o Sport.
Mas entre um gol e outro de Felipe, aos 37, Paulo Baier chutou da entrada da área. A bola bateu no travessão e entrou. Ali, era o empate. Paulo Baier, táo bem marcado por Bilica durante o jogo, se livrou uma vez e marcou.
Felipe e Paulo Baier estragaram mesmo meu sábado e a despedida de Fumagalli. Mas tudo bem, bola pra frente. Domingo que vem tem Atlético-MG na Ilha do Retiro
PS: Descanse em paz, Rafael (a.k.a. O Rafa, do Mombojó). Deixas muitas saudades nos corações dos teus muitos amigos.
Quinta-feira, 28 Junho 07, 07:11 PM
Um gol perdido por Diogo, outro feito por Bala e corretamente anulado e mais uma cabeçada certeira de Durval. Quatro minutos e já estamos vencendo. Estarei delirando?
Onze minutos e mais um gol de cabeça. Carlinhos Bala, para calar minha boca. Como diriam meus conterrâneos, deu a porra!
Quinze minutos e as Barbies não chutaram uma bola contra o gol de Cleber.
Vinte minutos, escanteio pras rosadas e o bandeirinha flagra o uruguaio Acosta acertando um soco em Gabriel, fora do lance. Wilsão Mendonça manda a Barbie gringa pro chuveiro. Terceira expulsão dele em oito rodadas. Sai vaiado até pela torcida rosada. Dizem ser o craque do time.
Pode acabar o jogo neste momento que eu ganho o bolão. Apostei 2x0 pra nós.
Dá-lhe Leão, porra!
Quinta-feira, 28 Junho 07, 02:22 PM
Na manhã da última quarta-feira, o locutor e apresentador da Globo e Sportv Luís Roberto apontou, taxativo, os candidatos ao rebaixamento no campeonato brasileiro a 31 (isso mesmo, trinta e uma) rodadas do final: os nordestinos e o Juventude.
Não vou aqui falar mal de Luís Roberto, que além de péssimo narrador é um baita péla-saco dos clubes do Rio e de São Paulo. O assunto aqui é outro: o “apartheid regional” que está se formando no futebol brasileiro.
Na lista citada no primeiro parágrafo, troquemos o Juventude pelo Goiás ao final da 38ª rodada. E nos quatro primeiros da série B, coloquemos Criciúma, Coritiba e mais dois dos oito times paulistas na competição.
Teríamos um campeonato brasileiro apenas com times do Sul e Sudeste em 2008. Para a alegria do Clube dos 12, que não precisaria viajar longas distâncias até outras regiões. Aliás, em tempo de caos nos aeroportos, os times nordestinos são mais propensos a serem prejudicados do que os times do Sul-Sudeste.
Os membros do Clube dos 12 possuem as maiores verbas da TV, além do “benefício da dúvida”. Ou o velho apito amigo. É bem verdade que vez por outra algum cai pra série B, mas sempre volta no ano seguinte, com virada de mesa ou “não”.
Claro, há os “off-12”, e um deles vez por outra surpreende e consegue uma vaga na Libertadores. Na era dos pontos corridos, pelo menos um dos “off-12” chegou lá: o Coritiba (no momento, disputando sua segunda temporada consecutiva na série B) em 2003, o Atlético-PR em 2004, o Goiás em 2005 e o Paraná em 2006. Aliás, já há algum tempo o Brasileirão é a Libertadores dos times do Norte-Nordeste.
Suponhamos que o cenário descrito no quarto parágrafo se concretize ao final do torneio (vade retro). Em nosso país de dimensões continentais, não seria melhor logo fazer como as Ligas Norte-Americanas de basquete, futebol americano, hóquei, beisebol... dividir em conferências, a partir de critérios geográficos, fortalecendo as disputas regionais e fazendo dos confrontos inter-regionais verdadeiros acontecimentos.
Com uma divisão justa das cotas de TV, claro. Sem esse papo de “maior torcida”. Tradição conta tanto quanto torcida e futebol são 11 contra 11, além de um juiz e dois bandeirinhas imparciais.
E sem biquinho do vencedor do Clube dos 12, como num certo campeonato disputado em 1987...
Quarta-feira, 27 Junho 07, 09:15 AM
Não é apenas na série A que os times nordestinos desempenham um papel secundário. Na B não é diferente. Apenas um foi campeão, o Sport em 1990.
O Náutico foi vice em 1988, assim como o Santa Cruz em 1999 e 2005 e o Sport em 2006. O Vitória foi vice em 1992 (com o Santa Cruz em terceiro), mas nem precisava: teve a virada de mesa que subiu 12 times para beneficiar o Grêmio.
O Bahia foi terceiro em 1999, mas teve Copa João Havelange no ano seguinte, que proporcionou o milagre do Fluminense, que foi da série C direto para a série A.
O Fortaleza foi vice-campeão em 2002 (Santa Cruz em terceiro) e 2004 (Bahia em quarto).
O América-RN foi vice em 1996, o combalido CSA foi vice três vezes (1980, 182 e 1983), assim como o paraibano Campinense em 1972.
O Náutico foi terceiro colocado em quatro ocasiões: 1996, 1997, 2005 e 2006. Nesta última, na qual subiram quatro times, voltou à série A, junto com o quarto colocado América-RN (mesma colocação alcançada em 1972).
O baiano Atlético de Alagoinhas ficou em terceiro em 1972, o Itabaiana-SE em quarto neste mesmo ano. A Catuense-BA ficou em quarto em 1989, assim como o Central de Caruaru em 1995.
Pouco, muito pouco mesmo.
Terça-feira, 26 Junho 07, 10:07 AM
Nas primeiras sete rodadas da Série A, a zona de rebaixamento é um retrato dos indicadores econômicos do país. Dentre os nove estados representados no campeonato brasileiro, quais são os menos favorecidos? Pernambuco e Rio Grande do Norte, cujos três times ocupam as últimas posições na classificação.
Aliás, a última vez que um time nordestino ficou entre os oito primeiros da série A foi em... 2001, com o Bahia, eliminado nas quartas-de-final pelo São Caetano. Em 2000, o Sport de Leão foi eliminado (aliás, roubado, mas muito roubado mesmo) pelo Grêmio, também nas quartas. O Vitória chegou à semifinal de 1999 contra o Atlético-MG. Em 1998, o Sport só foi parado pelo Santos nas quartas.
A partir de 2002, o último campeonato antes da era dos mata-matas, os nordestinos passaram a ser, quando muito, figurantes da série A. Naquele ano, o Sport já penava no primeiro de seus cinco terríveis anos na série B, o Bahia ficava em 19º e o Vitória em 10º, entre 26 clubes.
Em 2003, o Fortaleza, que havia subido, e o Bahia foram os últimos colocados. Série B pra eles. O Vitória ficou em 16º entre 24 participantes.
Em 2004, foi a vez do Vitória, então solitário representante da região nordeste, ficar na vice-lanterna e ir para a série B. No final de semana até então mais triste do futebol baiano, o Vitória caiu para a Segundona e o Bahia foi eliminado da briga para voltar à Primeirona. Um ano depois, ambos caíram para a Série C.
Não fosse pelo Fortaleza, mais uma vez subido da segundona, a Série A de 2005 não teria representantes nordestinos. O Tricolor cearense fez uma campanha surpreendente e quase foi para a Copa Sul-Americana, ficando em 13º, à frente de Flamengo e Atlético-MG.
Em 2006, o Fortaleza foi antepenúltimo e, assim como o lanterna Santa Cruz (que vinha da série B), ficou entre os quatro rebaixados.
Quarta-feira, 13 Junho 07, 04:26 PM
Em 1995, Fernando Henrique Cardoso estava ainda no primeiro dos oito anos em que passou na presidência do Brasil. Faz um tempinho. Pois foi naquele ano, quando eu ainda estava no 2º ano do Ensino Médio (aliás, na época era 2º Grau), que o Fluminense havia vencido o Sport pela última vez.
A partir do ano seguinte, os números não mentem. 6x0 pelo Brasileiro de 1996 (Ilha do Retiro, estréia de Renato Gaúcho como técnico), 3x0 em 1997 (Nas Laranjeiras), 3x2 pela João Havelange em 2000 (Na Ilha), 1x1 pelo Brasileirão de 2001 (Tropeço na Ilha) e duas vitórias na Copa do Brasil 2003 (1x0 no Maracanã e 2x1 na Ilha). O velho Nelson sofreu na minha mão nesse período, chegou até a me expulsar da casa dele quando o visitei no Rio.
Domingo, 10 de junho de 2007. O velho Nelson, ainda de ressaca pela conquista da Copa do Brasil, vai ao Maracanã saudar seu Fluminense. Nem se importa com a vitória, já que em 2008 já está garantido na Libertadores. Está mais preocupado em ter que sair do Rio para ver o Fluminense jogar partidas internacionais e todos sabem que ele detesta viajar. Nem para Florianópolis, a menos de duas horas de vôo, o velho Nelson viajou para ver seu time na final da Copa do Brasil. Viu num bar em Copacabana mesmo.
Enfim, o velho Nelson tomou um susto ao ver o Sport pressionando o Fluminense no primeiro tempo. Mas lembrou-se que após a Copa do Brasil, o Flu iria só cumprir tabela e evitar o rebaixamento e logo se acalmou. Mais ainda depois que Alex Dias abriu o placar.
No segundo tempo, o time que havia equilibrado as ações no primeiro tempo e tomou o gol por mera casualidade, voltou sem vontade alguma para o segundo tempo. Os lances dos gols de Rodrigo Tiuí e Cícero mostram o time do Sport parado, meros expectadores do Fluminense.
“Doze anos de tabu acabaram no vestiário, tenho certeza”, afirmou-me o velho Nelson no telefonema zombador pós-partida. “Teu time andou no segundo tempo, não tem técnico nessa joça, não?”. No dia seguinte, não tinha mesmo mais técnico. Giba pediu demissão, pois queria afastar três jogadores e a diretoria não aceitou. Não por acaso, os três que foram treinados por ele um ano antes, no time do canal do Arruda.
Domingo, 03 Junho 07, 09:12 PM
Já dizia o mestre Nelson que o empate é o mais frustrante dos resultados, pois não há a euforia da vitória nem a melancolia da derrota. Dependendo de onde se joga, há uma aproximação, ainda que discreta de um dos sentimentos. O Sport, diante de 33 mil expectadores teve uma quase derrota. Injusta, mas uma quase derrota.
O jogo até que começou com uma grande pressão do Sport sobre o time que se diz campeão de 1987, mesmo sem jogar a Libertadores do ano seguinte. E o Sport, pasmem, demorou cinco vezes mais tempo, em relação as partidas anteriores, para levar um gol.
Ao invés de levar entre 2 e 3 minutos de jogo, levou aos 15, graças à ação de dois craques do Flamengo que curiosamente estavam com uniformes diferentes dos do time do Rio. Relatemos.
O atacante Leonardo entrou na área do Sport, tropeçou e enquanto caía, Osmar, um dos craques “infiltrados”, chega forte quando não precisava. O outro craque, Evandro Rogério Roman, árbitro da partida, marca pênalti.
Renato cobra no lado oposto do goleiro estreante Cléber e pela quarta vez em quatro jogos, o Sport sai perdendo.
Luciano Henrique barbariza, com drible de letra, bola no meio das pernas do zagueiro adversário, Fumagalli cruza na medida para Washington cabecear e o goleiro flamenguista Bruno mandar para escanteio. Carlinhos Bala cobra e Washington acerta AQUELA cabeçada. Eram 33 minutos e havia doze mais os acréscimos para virar o jogo ainda na etapa inicial. Aos 44, Carlinhos Bala manda de fora da área e... no travessão.
Veio o segundo tempo e o Flamengo passou a atacar e conseguir vários escanteios em seqüência. Num deles, aos 14 minutos, eis que o craque flamenguista infiltrado na lateral direita do Sport, de nome Osmar, posiciona-se na primeira trave e... manda de cabeça para as próprias redes. O craque flamenguista infiltrado na arbitragem, Evandro Roman, descaradamente, dá gol olímpico de Renato.
O técnico do Sport troca Carlinhos Bala por Vítor Jr. e Luciano Henrique por Weldon. Aos 30 minutos, Vítor sofre falta na entrada da área. Ao meu lado, um senhor gorducho e suado morde as falanges da mão direita e murmura, com os olhos inchados:
-- É agora, essa Fuma não erra. Essa, Fuma não erra.
Segundos depois, o gorducho despenca dois lances na arquibancada e entra em estado semi-convulsivo. Por que razão?
Porque Fumagalli acertou uma falta de fazer inveja a Zico, o tal craque maior da história do Flamengo, e porque o bom goleiro Bruno pareceu nem mesmo existir no lance. Havia então pouco mais de quinze minutos para a virada.
O Flamengo sabia disso e a simples aproximação da marcação já fazia Renato & Cia saírem de maca. O árbitro também sabia, e expulsou Fumagalli por reclamação, para evitar que o Sport vencesse o jogo. Washington e Weldon também deram sua contribuição para o empate, ao desperdiçarem boas chances.
E o Sport, mesmo sem perder, chegou ao terceiro jogo seguido sem vencer. E aos sete gols, tanto marcados quanto sofridos, em quatro partidas.
Próxima parada, Maracanã, para enfrentar o Fluminense, o time do Nelson.
Dizem que todo goleiro é doido ou viado. Se esse for doido, eu choche.
Domingo, 03 Junho 07, 04:25 PM
Há três semanas, após a primeira rodada do Brasileirão, me cadastrei aqui para fazer a segunda melhor coisa do mundo: falar do Sport Club do Recife. Após o show da estréia contra o Santos, tropeçamos nas duas partidas fora de casa contra Vasco e Grêmio. Bola pra frente e bem vindos a este espaço. Sobre os times pernambucanos, continua o espaço no www.deprimeira.blig.ig.com.br . Sejam bem-vindos, amigos leitores.
On A morte diante dos olhos