Quinta-feira, 16 Outubro 08, 08:55 PM
Será que Zecarrera lembra disso?
Terça-feira, 14 Outubro 08, 04:08 PM
O Náutico quer ser humilde a todo custo.
Prega o discurso de que o Sport é favorito no clássico de domingo, e isso e aquilo. Estranho.
Gosta de se definir como "a elite", por causa de suas origens aristocráticas, gosta de chamar o Sport de freguês, mesmo tendo desvantagem nos 500 confrontos entre os dois.
Eles vivem chamando os torcedores do Sport de arrogantes. Senta numa mesa de bar e conversa com um alvirrubro e você acha uma nova definição para arrogância.
Agora vem com o papo de "ah não somos favoritos". Essa humildade tem outro nome: medo.
Medo de que aconteça algo parecido com o que aconteceu no Clássico dos Clássicos de número 500, em 2006 pela Série B, para onde aliás o Náutico está bem perto de voltar.
E Fumagol deve jogar domingo. Treme, barbie!
Quinta-feira, 09 Outubro 08, 12:16 PM
Até os 46, quase 47 do segundo tempo este post iria se chamar “O amigo dos cariocas”. Ora, um time que consegue vencer apenas uma partida contra cariocas em oito disputadas não é o Paulo Soares da ESPN mas é um amigão.
Um time que perde duas para o Flamengo, duas para o Botafogo, empata uma com o Fluminense e faz 1 gol em duas partidas contra um time que tomou quase sessenta até agora, é mais amigo do que o Roberto Carlos – o cantor, não o do meião.
Isso até os acréscimos do segundo tempo contra o Vasco. No primeiro, o Sport tomou uma bola na trave, tomou as rédeas do jogo, fez um “quase golaço” com o jovem Kássio. Por “quase-golaço” entenda-se o fato de que a cacetada de Kássio desviou na cabeça de Baiano e, se não houvesse o desvio, não sairia o gol.
Aí começou a fuleiragem.
Moacir inventou de ser o que não é – craque – e perdeu a bola, que foi tocada para Leandro Amaral – que é craque – chutar de primeira, rasteirinho no canto de Magrão. Antes do fim do primeiro tempo, Leandro Amaral acertou um petardo de fora da área. Golaço, mas que poderia ser evitado por Júnior Maranhão e Cesar, se não tivessem “saído” da trajetória da bola.
Ducha de água fria? Sim, claro que sim.
Mas nada que se comparasse à ducha de nitrogênio líquido na volta do intervalo. Parece ter baixado em Nelsinho Baptista o espírito de Geninho (sim, aquele), em seu piores dias. Não por ter tirado Moacir, que fez merda mesmo, e pôr Fumagalli, que também não fez porra nenhuma. Mas tirar Carlinhos Bala e colocar Sidny foi demais.
É bem provável que Carlinhos tenha saído por contusão. Ele tomou uma porrada de responsa no começo do jogo, mas agüentou até o fim do primeiro tempo.
Sidny foi uma lástima. Sua atuação bisonha merecia um post à parte mas o escriba não vai gastar o tempo dele com mais de um parágrafo. Nem o de vocês.
Aí Nelsinho consertou a bobagem tirando um zagueiro (César) para Sandro Goiano entrar no jogo. Sandro é tão bom, mas tão bom, que armou jogadas melhor que Fumagalli. Não que isso, no atual momento que Fumagol atravessa, seja tão difícil assim.
E Ciro? O nome dele só apareceu no título do post até agora, certo? O menino entrou nervoso. Muito nervoso. Perdeu bolas bobas. Caiu um monte de vezes. Sofreu um pênalti mais claro do que operadora de celular e Wilson Seneme não marcou.
Seneme, que com certeza faz parte da “Operação Rio”, que tenta salvar Vasco e Fluminense do rebaixamento, botar o Botafogo na Libertadores e, quem sabe, dar o título brasileiro ao Flamengo.
Mas voltando a Ciro. O menino apanhou demais. Levou uma pancada de Odvan (o mesmo que fez o pênalti) que o deixou mancando desde os 20 do segundo tempo, quando o Sport já tinha feito as três alterações.
Um safado deixaria o time com dez, saíria do jogo. Ciro não. Ficou em campo, mesmo com a mobilidade de um saci.
O jogo seguia e este escriba pensava: “Tem que ser muito idiota pra achar que o Sport vai empatar esse jogo”. Motivo? A pressão desordenada do Sport não rendia nem sequer uma faltinha próxima à área. Mal rendia um escanteio, quando o f.d.p do Seneme dava.
“Põe no Cartão Verde”, dizia uma voz doida pra rir da cara do escriba. “Porra nenhuma. Se é pra ser idiota tem que ser idiota até o fim”, respondeu este.
A derrota em casa parecia certa. Mas eis que Dutra avança pela esquerda, passa para Roger, que devolve para Dutra na linha defundo que cruza para ele, Ciro, não o rei da Pérsia, ajeitar, virar e bater para o gol.
Na comemoração emocionada de Ciro, os nervos de aço do escriba quase viraram manteiga de garrafa. A dor e o desabafo de Ciro foram a dor e o desabafo de todos que um dia ou a vida inteira torceram para o Sport ou qualquer que seja o time. A comemoração de Ciro, mancando feito um mutilado de guerra, foi a quintessência do futebol.
No banco de Vasco, o choro de quem quase saiu da zona do rebaixamento. Fodam-se.
Dizem que o Sport tenta contratar Leandro Amaral. Este escriba acha que ele vai para o Qatar. Falam também em Weldon do Cruzeiro e Felipe do Náutico. Que nada. Ciro é que é o cara, mermão!
PS: Perdão pelo tamanho do post. É que o gol de Ciro foi foda!
Sexta-feira, 03 Outubro 08, 03:55 PM
Estava este escriba de cabeça inchada por conta de mais uma derrota do Sport Club do Recife, a segunda seguida. Como muitas vezes acontece após revezes na vida, achar a música certa para um momento de chateação é muito fácil, só que às vezes nos esquecemos disso.
Eis então que em (mais?) uma sacada genial, o escriba resolve ouvir What Hits?, coletânea lançada pelo Red Hot Chili Peppers em 1992, que cobre o melhor período da banda, ou seja, 1984-1991.
Em 18 faixas, está o melhor dos cinco primeiros discos dos pimentas: The Red Hot Chili Peppers (1984), Freaky Styley (1985), The Uplift Mofo Party Plan (1987), Mother’s Milk (1989) e Blood Sugar Sex Magik (1991). Com 5 discos tão bons, claro que falta uma ou outra, mas no geral a seleção está perfeita.
Uma música em especial serve de recado para o Sport Recife, que vai enfrentar Vasco e Náutico em casa nas próximas duas rodadas: Get Up and Jump, ou “Levante e Pule” em nossa língua materna.
Segue uma performance animal registrada em Provinsi, na Finlândia. A imagem está tão ruim quanto o posicionamento de Roger e o som mais abafado do que a razão pela qual Sandro Goiano não é titular do Sport. Mas quando se trata dos Peppers nos bons tempos, isso nada importa.
Vamos lá, Sport. Get up and jump!
Quinta-feira, 02 Outubro 08, 09:26 PM
Há aqueles que defendem que vaiar atrapalha o time, enerva os jogadores, enfim toda essa abobrinha que só quem nunca foi ao estádio bêbado (ou mesmo sóbrio) acredita.
Mas no momento em que o técnico Adílson Batista foi vaiado e chamado de burro pela meia dúzia de “marias” que foram ao Mineirão na noite de 2 de outubro de 2008, o Cruzeiro ganhou o jogo contra o Sport.
Não foi por causa da única falha defensiva do Sport na partida, nem pela retranca, nem pelo descompromisso do Leão com o Campeonato Brasileiro (não, o time não está “brincando”), nem pelos 897 impedimentos de Roger, nem pela escalação de Enílton entre os onze que iniciaram a partida que o Cruzeiro conseguiu 3 pontos valiosíssimos.
Este escriba repete enfaticamente: a porra da vaia, que por alguns segundos deu a impressão de que o Mineirão estava lotado, foi a responsável pela vitória do Cruzeiro e pela derrota do Sport.
As “marias” pediam a saída do lateral-direito Jonathan e pedindo a entrada do ex-jogador em atividade Maurinho. Adílson tirou Tiago Ribeiro (um híbrido de Roger e Enílton) e pôs Jajá.
Os já citados gritos de “burro!” começaram.
Na segunda bola que recebeu na partida, Jajá encontrou Gérson Magrão (como o Sport gosta de tomar gol de jogador bizarro no Mineirão, lembram de Gedeon do Atlético-MG?) que por sua vez também entrou durante o jogo, no lugar de Camilo. Gerson Magrão (que nomezinho) chutou cruzado, Magrão ainda tocou na bola. Aí...
... faltando pouco mais de 20 minutos para o jogo acabar, o Sport resolve atacar. Entra Fumagalli, entra Ciro, Carlinhos Drogbala avança mais, blá, blá, blá...
Na boa, qual o problema de atacar desde o início, mesmo fora de casa? Não precisa kamikazear, mas qual o problema de agredir um pouco mais. O Cruzeiro por acaso é o Chelsea?
Não. É apenas um time medíocre que venceu outro time medíocre num campeonato medíocre, onde os times que não são medíocres são ruins. Um time medíocre venceu outro graças a uma única falha da defesa.
E graças, claro, ao poder da vaia.
Outras
O que dizer de Cuca? O escriba lança a enquete: Cuca treina algum outro time até o final do ano?
Portuguesa, a Lusa Loser. Atrasa o lançamento do DVD comemorativo da volta à Primeira Divisão e está prestes a voltar para a Segunda.
Vocês lembram da Bel, aquela atacante "horrorosa" que posou para a Playboy em 1995? Se não lembram, o escriba dá uma ajudinha. A resolução tá uma merda, mas como Bel era um traste mesmo, não muda muita coisa. Recordar é viver.
Segunda-feira, 15 Setembro 08, 10:03 AM
Dez dias depois da acachapante vitória sobre o porquinho esmeralda, esperava-se que o Sport voltasse ao normal e vencesse o Figueirense na Ilha do Retiro por 1x0 ou até goleasse por uns... 2x0.
Mas quando Roger recebeu um passe no meio campo, deixou com Kássio e avançou como um bólido, recebendo de volta, invadindo a área, cortando o zagueiro e batendo no contrapé do goleiro... ninguém teve dúvidas que naquele momento, aos 4 minutos de jogo, tinha início o maior (e único) massacre da 25ª rodada do Brasileirão.
E Roger mostrou inteligência após o gol. Forçou o terceiro cartão amarelo na comemoração com a torcida, que durou uma eternidade e meia. Ele já não iria jogar a próxima partida, contra o São Paulo (dono de seu passe), por conta de cláusula contratual.
Mesmo jogando mal, Júnior Maranhão cobrou falta forte e rasteira, “furando a barreira”. 2x0 aos 29 minutos do primeiro tempo.
Bem, o segundo tempo. Pra quê? Formalidade, passes laterais e aquela “punheta” até o apito final.
Desta vez, não foi assim. A derrota no primeiro turno, logo após a conquista da Copa do Brasil, estava atravessada. Tome lançamento “Didiano” de Moacir para Wilson, que cruzou para Roger, de voadora, marcar o terceiro. Aos sete do segundo tempo.
E tome violência, de fazer inveja a Sergio Leone, Sam Peckimpah, Quentin Tarantino, etc. Dutra olhou para um lado, tocou para o outro, onde estava Roger que, cônscio de que um hat-trick seria demais da conta, cruzou para Wilson que fez o quarto.
A goleada estava consolidada, a primeira do Sport no campeonato, mas já que era massacre, chacina, violência, claro que Sandro Goiano, o Zangief dos gramados, tinha que tirar uma casquinha. Mas não dando porrada, mas aproveitando um rebote e marcando um gol de cabeça. Dois minutos depois de entrar em campo.
Eram 31 minutos quando o quinto gol saiu. Estava mais do que na hora da tal “punheta”. E não é que o Sport ainda apertou pra fazer mais.
Então o árbitro Wilson Seneme resolveu incorporar o membro da comissão de direitos humanos da ONU e acabar o jogo sem dar descontos.
Mas que seria bom fazer mais um gol, ah, seria sim...
Outras
Dá-lhe cariocas na rodada! Todos perderam. E aí, Sportv?
Um deles, o Vasco, levou um baile do Náutico. Isso, da Barbie. E jogando em São Januário. É, tem que cair mesmo.
Cabaços domésticos em crise: depois de apanhar em casa pela primeira vez no Brasileirão (e na temporada), o Palmeiras resolveu descabaçar o Cruzeiro no Mineirão. Um dia antes, o líder Grêmio também perdeu em casa pela primeira vez no rasileirão, para o ascendente Goiás. É, parece que o campeonato voltou a ficar interessante...
Domingo, 07 Setembro 08, 10:08 AM
Bem, um jogo no qual Roger marca dois gols já seria digno de antologia, de registro em almanaques definitivos sobre futebol ou qualquer coisa que o valha.
Se os dois gols foram marcados num campo no qual o anfitrião não havia perdido nenhuma partida em 2008, já mereceria um capítulo à parte.
Mas aí vem o porém. O velho porém. O adversário do time de Roger, o Sport, era o Palmeiras. Aí o feito corre o risco de virar mera nota de rodapé.
Ora, a freguesia palmeirense diante do Sport se tornou definitivamente folclórica após o jogo de quinta-feira. Repetindo, em caps lock: A FREGUESIA PALMEIRENSE JÁ VIROU FOLCLORE.
Mas sem desmerecer os gols de Roger. Categoria pura. No primeiro, jogada mista de futebol americano, futevôlei e futebol “soccer”: chutão de Magrão, como autêntico kicker, ajeitada de peito de Carlinhos Drogbala e chute preciso do matador de porcos.
Aí o Parmerinha endoidou. Tomou pressão a torto e a direito, seqüência de sete escanteios, o cacete a quatro. E tentou se garantir na porrada. Tomou o troco, e como. Valdívia deve ter agradecido por não estar mais no Palmeiras e Bia deve ter entrado em depressão. Já pensaram no esquartejador de Valdívias trocando porradas com o Kleber?
Segundo tempo, segundo gol. Andrade mandou na área e Roger, sem marcação mandou de primeira. Golaço.
Aí já não dava mais para o Palmeiras. O Sport mandou e desmandou no jogo, como tem feito desde o ano passado quando o adversário é o porquinho do parque antártica. Tomou? No c...
Antes dos quarenta do segundo tempo, Carlinho Drogbala cruzou da ponta esquerda na cabeça de Durval. Sim, Durval. O jogo estava tão fá cil que as subidas dos zagueiros ao ataque viraram rotina. O capitão do Leão, o Baresi da Ilha, resolveu cabecear a pelota pra ver se conseguia derrubar o travessão.
Derrubar, não conseguiu. Mas fez um amassado que nenhum lanterneiro do mundo vai recuperar.
E a bola voltou no pé do hôme. Palmeiras 0x3 Sport.
E, como este escriba pode atestar no VT da partida, cabia mais.
Ao jogo em si, o escriba não pôde ir. E agradece a isso. Já pensou sair do estádio calado, sem poder zoar? Impossível. Ter ido ao jogo seria morte certa. De infarto ou de porrada.
Mas qualquer porrada que fosse seria muito, mas muito menor do que as que o Sport vem dando no porquinho.
Em 2008, foi uma goleada e uma vitória usando os reservas. Faltava uma vitória fora de casa.
Se bem que o parque do porco tem sido um lugar bem acolhedor de uns tempos pra cá...
Outras
O Náutico saiu da zona de rebaixamento. E quase não conseguiu vencer o Ipatinga em casa...
Rogério Ceni tá melindrado com a possibilidade do São Paulo não jogar a Libertadores. Frescurinha pra jogar a Copa do Brasil. Arruma uma excursão pelo continente então. E é o fresco, é?
Waldick Soriano, descanse em paz. Com tanto Bruno e Marrone por aí, Waldickão é quem vai embora. Que injustiça.
Terça-feira, 02 Setembro 08, 09:31 AM
O cara tem, sabe-se lá, 34, 35 ou 36 anos e diz-se até que tem uns quarenta. Está em sua quarta passagem pelo clube e nunca fez lá muito sucesso.
O cara pode ter mesmo uns quarenta anos. Mas pergunte ao torcedor do Sport se ele quer outro na lateral-esquerda.
Nos cruzamentos, não é nenhum Júnior (aquele que depois virou volante). Nas cobranças de falta, está longe, mas bem longe mesmo, de ser um Roberto Carlos.
Mas suas arrancadas são de fazer inveja a qualquer jovenzinho como, por exemplo, Philip Lahm.
Na moral, o coroa corre muito.
Na partida mais dura e equilibrada da 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, o cara deu um pique a partir da intermediária de fazer inveja a Ulsen Bolt, o recordista mundial dos 100 e 200 metros rasos.
Tudo bem, este escriba exagerou. Mas e daí?
Dutra, que deve estar correndo até agora, tabelou com Thierry Enílton, e chutou colocado no canto esquerdo de Clêmer.
Foi essa arrancada, essa tabela e esse chute que acabou com a seqüência de quatro partidas ou 25 dias sem vitória do time da Ilha do Retiro
Foi essa arrancada, essa tabela e esse chute que fulminou o milionário Internacional de Porto Alegre, que mandou para a 11ª colocação o Internacional que deseja disputar a Libertadores no ano do seu centenário (2009), o milionário Internacional dos craques Nilmar e D’Alessandro.
Libertadores 2009? O Sport já está lá desde 11 de junho.
Nilmar, D’Alessandro?
Lambam as chuteiras de Dutra, a encarnação veterana e contemporânea de Ulsen Bolt.
Outras
O Botafogo, ao que parece, voltou a ser Botafogo. Empatar com o Náutico em casa é coisa de quem vai sonhar com a Libertadores e acordar (de novo) na Copa Sul-Americana.
Após empatar em casa com o Santos num jogo horrível (pra dizer o mínimo), o São Paulo vai concentrar suas forças em adquirir a tal Taça das Bolinhas.
Que golaço do Conca contra o Flamengo. O Flu respira, ainda que agonizante. Que golaço do Diego Souza contra o Atlético-PR. Só o Palmeiras pode parar o Grêmio, ex-clube de Diego.
Terça-feira, 26 Agosto 08, 02:25 PM
Pode um time que joga fora de casa e não marca gol há três jogos reclamar de um empate fora de casa, no Maracanã?
O Sport pode, e como pode.
Logo que Roger marcou aos 24 minutos, aproveitando o bom cruzamento de Sidny, tinha-se a sensação de que a vitória viria, após duas derrotas e um empate.
Mas então veio a tal agonia que atormenta o Leão da Ilha desde os tempos de Hélio, o Doido, no longíquo ano de 1992.
A camisa nove do Sport, envergada pelo esforçado Roger parece pesar mais do que todo o universo elevado à milésima potência.
Bons jogadores como Leandro Machado, Rodrigo Gral, Adriano Chuva (aquele que fez corpo mole para ir pro Palmeiras e como castigo sofreu uma contusão que afundou sua carreira), Taílson (sim, a “miséra” Taílson até que jogou bola no Sport), Marcelo, e perebas incontestáveis como Wellington Amorim, Valdir Papel, Flávio Galvão, Marco Antônio, Adriano Magrão e o “lendário” hondurenho Welazquez se não usaram exatamente a camisa nove, foram centroavantes do Sport.
Mas a fama, a sina e a zica de perder chances claras de gol na mesma proporção (ou até maior) em que são criadas atormenta pra valer o Sport há DEZESSEIS anos.
Contra o ameaçado Fluminense, mais uma vez os gols perdidos foram tantos que nem chegaram mais ao nível da irritação. Aliás, muitos torcedores nem se irritam mais, simplesmente constatando e resignando-se com o fato.
E o castigo veio quando o árbitro, claro, marcou pênalti numa bola que bateu no braço de Sidny, que só pode ter trazido essa zica do time que defendeu em 2007, um tal de Náutico.
Washington bateu e empatou a sete minutos do final do tempo regulamentar.
Poderia ser a vingança contra o Fluminense pelas duas derrotas sofridas em 2007, poderia o tricolor ser o primeiro freguês do Sport neste campeonato e a vingança contra Cuca, que já tinha vencido o Sport por dois times diferentes (Botafogo e Santos) neste Brasileirão.
Um ponto fora de casa que poderia ser triplicado, não fosse por um pequeno detalhe chamado gol. Uma coisa que acontece quando o atleta (geralmente, e por obrigação, o centroavante) aproveita a chance criada e faz a bola passar por um espaço de 7,32 por 2,44 metros, demarcado por barras circulares de no máximo 12 cm de diâmetro.
A porra do detalhe chamado gol.
Outras
Dodô foi substituído no intervalo de Flu x Sport, deu piti e resolveu ir embora do Maracanã de táxi. Foi avisado de que poderia ser, e foi, sorteado para o anti-doping (hahaha) e teve que voltar.
O Náutico quase conseguiu se vingar da Batalha dos Aflitos contra o Grêmio. Saiu na frente, mas como é Náutico cedeu o empate aos 48 e meio do segundo tempo.
Santa Cruz? Que time é esse? Eliminado da série C e correndo risco de disputar a Série D, sim, a quarta divisão em 2009.
Sábado, 23 Agosto 08, 09:26 PM
Haverá uma época em que todos os registros da passagem humana sobre a Terra serão perdidos por muito tempo. As descobertas científicas, os tratados de guerra e de paz, os recordes olímpicos, os resultados de futebol só poderão ser recuperados pelo empenho e trabalho árduo de arqueólogos e historiadores.
Depois de séculos e mais séculos de pesquisas, o trabalho ficará quase completo. Apenas um mísero resultado se perderá.
E depois de mais e mais séculos, milênios até, se chegará à conclusão de que a 21ª rodada do campeonato brasileiro de futebol do ano de 2008 d.C. (ou 66 d.H., depois de Hendrix) teve apenas nove jogos, e não dez como todas as que a antecederam e a sucederam naquela edição.
Vitória x Sport, que deveria ter acontecido na cidade de Salvador, no estádio Barradão, essa partida não foi realizada, concluirão os governantes em acordo com o conselho de historiadores e arqueólogos.
Muito tempo antes, ou alguns dias após a partida, a conclusão de todos que supostamente estiverão no estádio ou virão pela televisão, acompanharam pelo rádio ou pela Internet, foi de que a partida, de fato, não foi realizada.
Todos foram ludibriados por uma meticulosa simulação, sabe-se lá por qual motivo.
Pois aquele 0x0 entre entre dois times que têm o leão como mascote foi tão ruim, mas tão ruim, que deveria ter revolucionado as regras do futebol, estabelecendo um placar menor do que o tal 0x0.
Aliás, todos que acompanharam já silenciaram sobre a partida. Ela de fato não aconteceu.
Se estivessem vivos após a perda dos registros, poupariam muito trabalho dos heróicos historiadores e arqueólogos, gastaram séculos para confirmar uma informação um tanto quanto diga-se, inútil.
Outras
O Náutico perdeu mais uma e iguala o número de derrotas do lanterna Ipatinga.
Parece que o Botafogo é o novo queridinho da arbitragem.
É, Grêmio, tava mesmo na hora de perder. Mesmo que fosse pro Flamengo.
PS: Após a 22ª rodada, post sobre Fluminense x Sport
On A morte diante dos olhos