Quinta-feira, 19 Julho 07, 03:15 PM
O primeiro tempo de Figueirense x Sport foi a alegria do editor dos melhores momentos: bastava colocar o pontapé inicial e qualquer lance pinçado ao acaso (um passe qualquer ou um jogador amarrando a chuteira) para se ter a idéia exata da primeira metade da partida.
E com o estádio vazio, nem havia as gatinhas catarinenses nas arquibancadas para distrair os cinegrafistas e, claro, os telespectadores.
Veio o segundo tempo e a marcação do Sport seguiu forte, bloqueando as laterais do time de Mário Sérgio, que se via obrigado a jogar pelo meio, sempre congestionado. Dosando bem o ritmo, o Sport ia se aproximando de abrir o placar.
Neste ponto, recortemos a figura de Carlinhos Bala. Em três momentos.
Primeiro ato: ele recebeu uma bola pela direita do ataque e invadiu a área. Poderia ter chutado, mas tentou cruzar para Anderson e desperdiçou um excelente ataque. "Tem que saber a hora de ser egoísta", como lhe disse Geninho, o gênio.
Segundo ato: pouco tem a ver com Carlinhos Bala. Bilica sofreu pênalti e todos esperavam que o projétil humano cobrasse a infração. Mas foi Washington que bateu e mandou pra fora. Detalhe: foi o primeiro pênalti a favor do Sport em doze rodadas.
Terceiro ato: quase 44 minutos do segundo tempo, Weldon rouba uma bola na defesa, avança e passa para Carlinhos Bala, que entra na área igualzinho ao primeiro ato e... chuta entre as pernas do goleiro Wilson.
Weldon, vale frisar, se despediu em grande estilo. Substituiu o inoperante Washington nos 15 minutos finais, começou a jogada do gol e mandou uma bela cabeçada que raspou o travessão. Boa sorte para ele seja lá em que time ele for atuar.
Tomem aí o gol da vitória do Sport. A primeira fora de casa, de muitas que estão por vir.
Ou se preferirem, um compacto com os melhores momentos.
Domingo, 08 Julho 07, 01:49 AM
No primeiro tempo, um gol anulado de Carlinhos Bala. Outro, validado, de Ticão chutando de primeira e de canhota no cantinho de Harley.
Pela terceira vez seguida no campeonato, o Sport abre o placar de uma partida. Parece encontrar seu melhor jogo. O primeiro tempo da partida contra o Goiás foi a melhor atuação do time no Brasileirão.
Veio o segundo tempo e Washington marcou o segundo. Ele havia entrado ainda na primeira etapa, substituindo o contundido Weldon.
Geninho mostrava conhecer mesmo o Goiás. Sport 2x0, aos 15 do segundo tempo, fora de casa. Seis minutos depois, Felipe entra em campo no lugar de Vítor no Goiás.
Felipe, que Felipe?
O cara que pegou uma sobra na área do Sport e diminui aos 32. E que aos 47 marcou de cabeça. Um empate até que seria justo e não ficaria de todo rui para o Sport.
Mas entre um gol e outro de Felipe, aos 37, Paulo Baier chutou da entrada da área. A bola bateu no travessão e entrou. Ali, era o empate. Paulo Baier, táo bem marcado por Bilica durante o jogo, se livrou uma vez e marcou.
Felipe e Paulo Baier estragaram mesmo meu sábado e a despedida de Fumagalli. Mas tudo bem, bola pra frente. Domingo que vem tem Atlético-MG na Ilha do Retiro
PS: Descanse em paz, Rafael (a.k.a. O Rafa, do Mombojó). Deixas muitas saudades nos corações dos teus muitos amigos.
Segunda-feira, 04 Junho 07, 03:12 AM
Já dizia o mestre Nelson que o empate é o mais frustrante dos resultados, pois não há a euforia da vitória nem a melancolia da derrota. Dependendo de onde se joga, há uma aproximação, ainda que discreta de um dos sentimentos. O Sport, diante de 33 mil expectadores teve uma quase derrota. Injusta, mas uma quase derrota.
O jogo até que começou com uma grande pressão do Sport sobre o time que se diz campeão de 1987, mesmo sem jogar a Libertadores do ano seguinte. E o Sport, pasmem, demorou cinco vezes mais tempo, em relação as partidas anteriores, para levar um gol.
Ao invés de levar entre 2 e 3 minutos de jogo, levou aos 15, graças à ação de dois craques do Flamengo que curiosamente estavam com uniformes diferentes dos do time do Rio. Relatemos.
O atacante Leonardo entrou na área do Sport, tropeçou e enquanto caía, Osmar, um dos craques “infiltrados”, chega forte quando não precisava. O outro craque, Evandro Rogério Roman, árbitro da partida, marca pênalti.
Renato cobra no lado oposto do goleiro estreante Cléber e pela quarta vez em quatro jogos, o Sport sai perdendo.
Luciano Henrique barbariza, com drible de letra, bola no meio das pernas do zagueiro adversário, Fumagalli cruza na medida para Washington cabecear e o goleiro flamenguista Bruno mandar para escanteio. Carlinhos Bala cobra e Washington acerta AQUELA cabeçada. Eram 33 minutos e havia doze mais os acréscimos para virar o jogo ainda na etapa inicial. Aos 44, Carlinhos Bala manda de fora da área e... no travessão.
Veio o segundo tempo e o Flamengo passou a atacar e conseguir vários escanteios em seqüência. Num deles, aos 14 minutos, eis que o craque flamenguista infiltrado na lateral direita do Sport, de nome Osmar, posiciona-se na primeira trave e... manda de cabeça para as próprias redes. O craque flamenguista infiltrado na arbitragem, Evandro Roman, descaradamente, dá gol olímpico de Renato.
O técnico do Sport troca Carlinhos Bala por Vítor Jr. e Luciano Henrique por Weldon. Aos 30 minutos, Vítor sofre falta na entrada da área. Ao meu lado, um senhor gorducho e suado morde as falanges da mão direita e murmura, com os olhos inchados:
-- É agora, essa Fuma não erra. Essa, Fuma não erra.
Segundos depois, o gorducho despenca dois lances na arquibancada e entra em estado semi-convulsivo. Por que razão?
Porque Fumagalli acertou uma falta de fazer inveja a Zico, o tal craque maior da história do Flamengo, e porque o bom goleiro Bruno pareceu nem mesmo existir no lance. Havia então pouco mais de quinze minutos para a virada.
O Flamengo sabia disso e a simples aproximação da marcação já fazia Renato & Cia saírem de maca. O árbitro também sabia, e expulsou Fumagalli por reclamação, para evitar que o Sport vencesse o jogo. Washington e Weldon também deram sua contribuição para o empate, ao desperdiçarem boas chances.
E o Sport, mesmo sem perder, chegou ao terceiro jogo seguido sem vencer. E aos sete gols, tanto marcados quanto sofridos, em quatro partidas.
Próxima parada, Maracanã, para enfrentar o Fluminense, o time do Nelson.
Dizem que todo goleiro é doido ou viado. Se esse for doido, eu choche.
On Recado do Red Hot Chili Peppers