Quinta-feira, 30 Agosto 07, 06:46 AM
Fui à Ilha do Retiro ver a vitória do Sport sobre o Grêmio na 22ª rodada do Brasileirão. Da Silva cobrou pênalti na primeira etapa e abriu o placar. Não vi, preferi olhar para o placar e para a torcida vibrando. No segundo tempo, Carlinhos Bala fez o segundo, igualzinho aos gols que costumo marcar na pelada. Sério, juro.
Mas quem mandou no jogo mesmo foi o goleiro Magrão, que fez três defesas de cinema. Magrão, aquele do gol mil, lembram?
Mas interessante mesmo foi o antes e o depois do jogo. Há dias que eu estava puto da vida e isso se refletiu no meu humor. Ponha Charles Bronson, Chuck Norris, Stallone e todos os brucutus do cinema que eles seriam daminhas de honra perto de minha raiva.
Ou seja, eu estava mesmo invocado e tudo isto se refletiu no meu humor.
Horas antes do jogo, eu estava num evento caça-níqueis de uma faculdade particular do Recife sobre "cinema".
Em meio a falhas bizarras de organização, o "evento" trazia, em seu encerramento, um debate com a presença do cineasta gaúcho Jorge Furtado (O Homem que Copiava, Meu Tio Matou um Cara, Saneamento Básico e, sobretudo, Ilha das Flores).
Pouco antes do debate, Furtado deu uma entrevista para os "organizadores" e saiu para fumar um cigarro. Por alguns minutos, ninguém o tietou e ele pôde fumar seu cigarro tranqüilamente.
Nessa hora, um amigo que vou chamar de Rodolfo, quis falar com Furtado, pois tinha a idéia de adaptar um conto de autoria do diretor.
Rodolfo, aluno da faculdade organizadora, ficou envergonhado em falar com o renomado cineasta. E ele, Rodolfo, quer ser cineasta.
Depois de iniciado o debate, Rodolfo queria esperar o final para falar com Furtado.
"Sabe qual é o time desse puto, Rodolfo?", perguntei eu, já respondendo "É Grêmio, merda!".
Rodolfo, que torce para o Sport, me falou "O Grêmio fudeu o Náutico (um time de menor expressão no estado de Pernambuco)" (Batalha dos Aflitos, série B 2005)
"Fudeu, foi?", retruquei, "Uma vez?", prossegui, "Meu time fudeu aqueles merdas dos Aflitos três vezes só neste ano (2007)".
"Olha", prossegui, "Manda Jorge Furtado e o time dele tomarem no cú!"
Eu tomei (muita) cerveja.
Não sei nada do Jorge, mas que o time dele tomou no cú na noite de quarta-feira, 29 de agosto de 2007, ah, tomou mesmo.
On O jogo que não existiu