Sexta-feira, 13 Junho 08, 10:18 PM
Quarta-feira, 04 Junho 08, 07:42 PM
Marchando e berrando
E prendendo o negão
Somos policiais, não queremos confusão...*
*paródia ao hit antiditadura de Geraldo Vandré (sim, aquele)
Uma expulsão por um lance no qual não houve falta. Um atleta visitante puto da vida por receber um cartão vermelho. Um chutão numa garrafa. Gestos obscenos para a torcida local. Um pedido de calma dos companheiros no banco de reservas. O aviso do quarto árbitro de que o expulso deveria se dirigir até o vestiário. O expulso acata e se dirige até o local. A polícia o segue. Uma aspirante a tenente encosta-lhe a mão. Ele refuta e ergue a mão. Ela entende como tentativa de agressão e dá voz de prisão. O vestiário está trancado. A confusão está formada de vez.
Todo o efetivo de policiais no gramado para prender um atleta. Ele tenta e consegue se desvencilhar. É dominado novamente. Não pode ficar pior do que está. Mas fica. Muito pior.
Sem poder sair pelo vestiário, a polícia decide retirar o atleta de campo por entre a torcida anfitriã. Atiram-lhe de tudo, exceto flores. Pela fama da torcida, as flores eram elas próprias. O presidente do clube visitante tenta intervir e é igualmente agredido e levado ao posto policial do estádio. Quatro horas depois, o atleta, ainda com o uniforme de jogo, é liberado após concordar em pagar uma fiança (declarada) de 25 salários mínimos. O presidente não aceitou e deverá voltar à cidade dos incidentes para responder processo.
O atleta: André Luís. O presidente: Bebeto de Freitas. O time visitante: Botafogo. O time anfitrião: Náutico. O árbitro: Wilson Seneme. A aspirante a tenente: Lúcia Helena. Personagens de mais uma confusão no país que sediará uma Copa do Mundo daqui a seis anos.
Os incidentes ocorridos em La Barbinera (vulgo Estádio dos Aflitos) correram o Brasil. Para quem freqüenta ou freqüentou estádios no Recife, até não surpreendeu tanto, visto que a truculência policial em praças desportivas recifenses é uma velha conhecida.
O que causa espanto é a sucessão de atitudes incorretas por parte daqueles que deveriam ser os responsáveis pela ordem durante o que deveria ser uma partida válida pelo Campeonato Brasileiro de Futebol 2008.
O árbitro permitiu que a polícia invadisse o campo sem que ele o solicitasse; a federação pernambucana de futebol (em letras minúsculas mesmo) ordenou que o vestiário fosse fechado, sob a suposta alegação de que o próprio comando da policia militar (também em minúsculas) ordenou tal ato, já que havia uma ordem de prisão; a aspirante Lúcia Helena tenta dar uma chave de braço em André Luís, que já havia concordado em se dirigir até onde a polícia desejasse; o gesto brusco do atleta é confundido pela aspirante como uma tentativa de agressão. Pára tudo.
Um ato simples, primário, até mesmo pueril, poderia ter evitado tudo. André Luís iria até a entrada do vestiário, escoltado pelos policiais supostamente desacatados. Tomaria uma ducha, conversaria com comissão técnica e dirigentes do Botafogo. Na saída do vestiário, uma autoridade aguardaria o atleta e o levaria para ser interrogado. É preciso ser um gênio para pensar nisso?
Também é preciso ser um gênio para perceber o exagero que é colocar o batalhão de choque da PM dentro do gramado? Alguém já pensou em colocar o BOPE no gramado do Maracanã, do Engenhão ou de São Januário? Ou o GATE no Morumbi, no Pacaembu ou no Parque Antártica?
Antes que alguém discorde do raciocínio acima exposto, alegando o risco de que torcedores invadam o campo, não seria mais simples que as tais tropas de choque fizessem a segurança nas arquibancadas?
Por conta de uma combinação de erros absurdos, tanto de planejamento como operacionais, todo jogo em Recife vai virar uma guerra, alimentada pela irresponsabilidade de dirigentes, treinadores e imprensa.
A Federação Estadual do Rio de Janeiro vai brigar pela proibição de jogos do Brasileirão em Pernambuco; Vanderlei Luxemburgo abre a boca para falar de incidentes provocados exclusivamente por torcedores (Sport x Palmeiras, em Recife, pela Copa do Brasil) e insinuar a conivência da polícia no ataque ao ônibus de sua equipe; a imprensa (em especial O Lance e seus congêneres) pega estes fatos, junta a outros e transforma Recife num Iraque dos trópicos.
Ninguém propõe nenhuma melhoria.
Se Recife ainda esperava ser uma das sedes da Copa de 2014, um abraço. Já era.
E, sinceramente, melhor que cancelem logo a Copa do Mundo no Brasil. Menos desvio de verbas, menos elefantes brancos, menos politicagem (sonha, escriba, sonha). É capaz de o Brasil repetir 1950 e, pior, perdendo para a Argentina na final.
Seria uma boa que a Argentina fizesse com o Brasil o que o México fez com a Colômbia em 1986. “Tomar” o direito de sediar o mundial. Eles têm os mesmos problemas dos brasileiros, alguns em escala até maior. Mas eles se movimentam. Buscam melhorias para os problemas que assolam seu futebol.
Na sincera, brasileiro pode até gostar de futebol. Mas não o respeita. O que aconteceu nos Aflitos na tarde de 1º de junho de 2008 é o melhor dos exemplos.
Quinta-feira, 31 Janeiro 08, 03:06 AM
Na última rodada do primeiro turno de 2006, o Ypiranga, time da cidade de Santa Cruz do Capibaribe me provocou uma raiva indescritível: jogando em casa, precisava apenas vencer o Santa Crúcis para ficar com o turno. Lá pelos 30, 35 do segundo tempo, pênalti para o Ypiranga. Júnior Amorim (vade retrum) vai cobrar.
E perde. 0x0 e Santa Crúcis campeão do turno.
Pouco adiantou, pois os sarnentos perderam para o Sport na disputa de pênaltis da final. Mas a raiva de Júnior Amorim e do Ypiranga ficou. Já pensou se os sarnentos, pouco antes de sua passagem meteórica na série A do Brasileirão, perdessem o turno para o Ypiranga, time cujo escudo tem uma máquina de costura (S. C. do Capibaribe tem na tecelagem seu principal pilar econômico)?
Eis que dois anos depois, no mesmo estádio Otávio Limeira, os sarnentos levam uma chapoletada de 2x0. Dizem que na jogada que originou o pênalti do segundo gol, o atacante Edmundo (o Animal do Ypiranga) dominou a bola com os DOIS braços. Ainda não vi esse lance.
Por que porra mais uma vez estou escrevendo no Blogsport, espaço sagrado do Campeão Brasileiro de 1987? Primeiro porque há tempos não sacaneio o Santa Crúcis; segundo, porque com esse resultado o Sport tem que perder em casa para o Sete de Setembro por TRÊS gols de diferença para não terminar a primeira fase do primeiro turno na primeira colocação no geral; terceiro, porque tirar sarro de classes sócio-humano-intelecto-futebolísticas inferiores é politicamente incorreto e eu curto muito. Te fode, Santa Crúcis!
Já a Barbie simplesmente A-R-R-A-S-O-U o Serrano. 5x2, dois gols de Geraldo (apelidado pelas bonecas da Rosa e Silva de Nêgo Ken) e ressurreição de Kuki, a gnominha perfumada dos Aflitos. Baita força pra nós, já que o Serrano também almejava a primeira colocação no geral.
Mas isso não adianta merda nenhuma, pois o regulamento... Caralho, consegui escrever um dos piores posts da história do Oleole.
Antes que eu escreva mais bobagens: OBRIGADO, YPIRANGA!
P.S.: Nelsinho, 3-5-2 na casa do cacete! E fora Gustavo Macoinha!
Segunda-feira, 28 Janeiro 08, 06:15 AM
Quem gosta de futebol freqüentemente se depara com as famosas "listas dos melhores" ou "seleções de todos os tempos". Resolvi fazer uma nesses moldes, mas um pouco mais rara de aparecer, quiçá inédita.
Senhoras e senhores, eis o meu dream team do futebol-violência.
Goleiro:
Harald Schumacher (Alemanha): Além da clássica entrada em
Battiston, na semifinal da Copa de 82, escreveu um livro desancando a Fussball Bund (a CBF deles), acusando-a, dentre outras coisas, de tratar a equipe como cobaias da farmacêutica Bayer.
Para fugir disso, fingia engolir os comprimidos para dormir, cuspia-os, e tomava cerveja.
Lateral-direito:
Daniel Passarella
(Argentina): Catimbeiro, porradeiro, rei das cotoveladas e goleador. E argentino. Por sua seleção, incluindo amistosos, fez 84 jogos e marcou 26 gols. Em 70 partidas oficiais, 22 tentos.
Praticamente um a cada três jogos. Média semelhante à do brasileiro Cafu, não acham?
Zagueiro central:
Marco Materazzi
(Itália): Precisa dizer algo? Se sim, clique aqui.
Quarto-zagueiro:
Oscar Ruggeri (Argentina): Na defesa do dream
team do futebol violência não tem espaço para brasileiro. "El Cabézon" batia pra valer, sabia sair jogando e ainda marcava seus golzinhos. Além disso, é argentino.
Lateral-esquerdo:
Foi expulso antes que o locutor pudesse dizer seu nome. Além do mais, um time destes joga
com dez, nove, oito ou sete com a mesma eficiência (e violência) de onze.
Médio-volante:
Roy Keane (Irlanda): Já
postei um vídeo que justificaria sua inclusão nesse time. Mas para reforçar a afirmativa e decretá-lo capitão, vai
esse. E esse.
Médio-volante:
Norbert
"Nobby" Stiles (Inglaterra): Feio, baixinho (1,61 m), míope (usava lentes de contato durante os jogos) careca e banguela (tirava a dentadura para jogar). Seu único talento era destruir
jogadas e pernas adversárias. O homem que, ao lado do bandeirinha Tofik Bakhramov, deu a Copa de 1966 à Inglaterra. E ainda jogou até os 42 anos. Gênio.
Médio-volante:
Sandro Goiano (Brasil): O homem que vendeu
a alma ao diabo, e numa pelada de fim-de-ano, deu um carrinho no tinhoso, recuperou sua alma, roubou a do diabo e, com o dedo em riste, mandou-o tomar cerveja mais cedo. Em outras palavras,
Deus. Aliás, nessa mesma pelada, o próprio Deus estava com uma distensão na coxa e ficou cuidando do churrasco. Dizem as más línguas que ele estava mesmo era fazendo migué para não enfrentar
Sandro Goiano.
Meia-atacante:
Zinedine Zidane
(França): Ficou taxado como jogador talentoso, criativo e diferenciado. Mas gostava de dar suas porradas, principalmente quando falavam de sua irmã. Teve alguns problemas com Materazzi, mas
soube usar a cabeça para resolvê-los.
Atacante:
Almir Pernambuquinho (Brasil): O homem que
ensinou o jogador brasileiro a dar porrada. Pra valer. Em 1959, pouco após o primeiro título mundial do Brasil, acabou com o que
restava do "complexo de vira-latas" do brasileiro. Em 1966, o ápice: na final do carioca, jogando num Flamengo cheio de jogadores na "gaveta", bem como o árbitro, provocou propositalmente
a maior briga da história do Maracanã, para evitar uma goleada do Bangu (que já vencia por 3x0) e a consequente volta
olímpica que, de fato, não aconteceu. Morreu esfaqueado numa briga de bar em 1973. Nasceu em Recife em 1936 e começou a carreira no Sport.
Atacante:
Serginho Chulapa (Brasil):
Goleador, grandalhão, cabeça quente, bom de briga. Ironicamente, até hoje é o maior artilheiro da história do time apelidado de Bambi. Nome certo para a copa de 1978, não foi porque cumpria
suspensão de um ano por agredir um bandeirinha. Na de 1982, virou titular após a contusão de Careca. Não jogou bem, destoando daquela "seleção encantadora" montada por Telê Santana. Motivo:
Telê o teria "domesticado".
Técnico:
Felipão (Brasil): Pode até ser que existam outros
mais violentos, mas Felipão é Felipão. Respeito.
Como o post ficou longo, em breve posto o banco deste timaço. Mas posso adiantar que Simeone e Cantona já são nomes certos. Ah, esqueçam Edmundo. Depois daquela porrada que levou do Zandoná, perdeu a moral para todo o sempre.
E finalizando, imagens do mais incompreendido dos craques que formam essa seleção.
Sexta-feira, 11 Janeiro 08, 01:16 PM
Estou nervoso por motivos óbvios, o regulamento do Pernambucano já foi debulhado (aliás, foi uma tentativa como podem ver aqui), para "equilibrar" o meu time pegou a chave mais fudida, Sandro Goiano, o Zangief, não será titular, ao menos a princípio, Elias, craque-zagueiro dos juniores, pode não estrear por conta de expulsão no campeonato de aspirantes do ano passado (pode dar lugar a Gustavo "Macoinha", medo!) e o adversário é o Salgueiro, time cabuloso da bixiga. Além do mais, a Ilha do Retiro passa por inspeção na manhã desta sexta que pode interditar a geral da Torcida Jovem. Mais tarde, posto a escalação titular. Para acalmar, esse sonzinho relaxante, com imagens de uma comédia romântica que fez muito sucesso nos anos 80.
Sexta-feira, 04 Janeiro 08, 03:18 PM
Sandro Gomes da Luz não era um sujeito dos mais belos nascidos em Pirenópolis, Goiás. Mas as mulheres afirmavam que ele possuía um certo charme, sabe-se lá o que diabo fosse. Era o craque do time de futsal (na época, futebol de salão) e, quase adulto, despertou interesse de equipes de futebol de campo amador em Pirenópolis. Jogando com a dez foi vice-artilheiro, craque e campeão em sua primeira temporada.
A mulherada, sedenta, caiu em cima. Sandro Gomes, agora Sandrão, comeu todas as que pôde, até as que não pôde, o que despertou a fúria de maridos ciumentos. Foi então apresentado a Dalilah (com "h"), filha de um pecuarista texano com a herdeira de um grande pecuarista goiano. Texana de nascimento, Dalilah sonhava em casar-se com um criador de gado ou um peão de rodeio, mas não resistiu ao charme e à sutileza do jovem camisa 10 do Pirenópolis Futebol Clube. Então, veio o caos.
A música sertaneja invadiu as rádios e TV's de Pirenópolis e do Brasil. Dalilah começou a derreter-se pelos cabeludos de chapéu. Sandrão, preocupado, resolveu deixar o cabelo crescer também. Seu rendimento em campo diminuiu, ele perdeu a vaga de titular e, ao final de sua segunda temporada, nem no banco ficou. Sem ele, o time amargou um modesto sexto lugar entre as oito equipes participantes. E Dalilah conheceu um peão bronco e largou Sandrão. Não sem antes tomar uns tabefes, claro.
Sandrão afastou-se do futebol e fez uma visita ao oriente. Meditou, aprendeu todas as artes marciais que pôde e percebeu que sua camisa era a cinco (ou a oito), não a dez. Percebeu que o Uruguai não seria campeão mundial em 50 sem Obdulio, que o Brasil sem Zito não venceria em 58 e 62, sem Nobby Stiles a Inglaterra não teria bandeirinha que a fizesse vencer e que o Brasil de 82 só perdeu a copa porque seu único carniceiro jogou (mal) no ataque. E acima de tudo, que o tri em 70 foi conquistado não com os gols de Jairzinho, nem com a classe de Tostão e Gérson, nem com os chutes de Rivellino.
O Brasil conquistou o tri graças à cotovelada de Pelé no seu marcador uruguaio. Esse sim foi o lance mas bonito da carreira do Rei do Futebol.
Antes de regressar ao Brasil, passou algumas semanas na Alemanha e na Inglaterra, onde estudou as raízes do futebol-violência. Lá resolveu raspar a cabeça, para testar em si mesmo os efeitos do frio.
De volta a Pirenópolis, surpreendeu a todos com seu novo visual e afirmou que seu maio erro foi ter jogado de ponta-de-lança e que dali por diante seria médio-volante. E que nunca mais deixaria seus fios de cabelo ultrapasseram meio centímetro de comprimento.
Quanto a Dalilah, o pouco que se sabe é que foi corneada com força pelo peão de rodeio, que levou também todos os seus bens. Em pouco tempo, já era uma prostituta de baixo escalão nas rodovias que margeavam Pirenópolis.
"Não tenho essas frescuras. Isso (o corte de cabelo com linhas laterais, já devidamente abandonado) é frescurada da patroa. Os velhos não têm isso".*
*Palavras de Sandro Goiano, o Niestzche do futebol-violência, sobre a vaidade dos futebolistas contemporâneos.
Sandro Goiano sorri ao lembrar o destino de Dalilah
Sábado, 29 Dezembro 07, 08:38 PM
Há muito tempo atrás, numa das maiores selvas do mundo, houve uma disputa pela supremacia do lugar, como há alguns anos já acontecia. Treze dos habitantes autodeclararam-se a si próprios como elite da selva e convidaram mais três de acordo com seus interesses. O restante que se fudesse pra lá. Esqueceram até de convidar o Bugre do Brinco de Ouro, que no ano anterior quase ficara com o título. O regulamento previa que o campeão e o vice da "elite" disputassem um torneio quadrangular com o campeão e o vice do "resto". O Urubu, ave de rapina que vinha dominando o torneio na década corrente venceu o Saci, que havia dominado a década anterior e venceu a disputa na "elite". Do "resto" vieram o Leão e o já citado Bugre do Brinco de Ouro. O Urubu e o Saci deram piti (ou se borraram de medo, não se sabe ao certo) e se recusaram a disputar o torneio final. O Leão venceu o Bugre sem nem precisar morder. Bastou uma cabeçada pra mostrar quem é o Rei da Selva. Muitos anos depois, o Urubu ainda acha que venceu a disputa selvagem naquele ano, mesmo correndo, aliás, saindo voado. Mas até a Confederação Universal das Selvas Terráqueas já deu seu aval: Leão, Rei da Selva de 1987.
*Este post é dedicado à FUNARTE e sua Bolsa de Estímulo à "Criação" (aspas minhas) Literária
Segunda-feira, 24 Dezembro 07, 07:21 PM
Adversários,tremam. Departamentos médicos de Pernambuco, do Brasil, da América do Sul e do mundo, preparem-se para dois anos de muito trabalho. O Zangief dos gramados assinou até
dezembro de 2009 com o Leão da Ilha do Retiro. O maior representante do futebol-violência chega pra destruir os membros inferiores de todo e qualquer adversário que cruzar o seu
caminho.
Sandro começou no Goiás, ganhou certa notoriedade no Paysandu (nome que dá mote a inúmeras rimas terminadas em dar o/tomar no c...), virou ídolo no GAYmio e quase foi para o GAYlo. Macho do jeito que é, estava beirando a depressão, quando a redenção chegou para o "never-smile man": jogar no time que tem o rei dos animais no escudo. Pode-se dizer que foi forçado, que pareceu-lhe ser tal ato de certa forma doloroso, mas Sandro Goiano, o Shakespeare do futebol-violência, é imune a dor, ao contrário de seus adversários. O homem que nunca sorriu sequer comemorando títulos pôde, enfim, mostrar os dentes de forma amistosa. Pela primeira vez na vida. E, jogando no Sport, não será a última.
Sábado, 15 Dezembro 07, 11:33 PM
Sandro Goiano e, quem sabe, Cocito. Bia no Banco. Évertão com a 10. Finalmente conseguiremos elevar o futebol-violência à categoria de arte. Vencer com um ou dois expulsos por jogo. Vai dar gosto ver o campeão brasileiro de 1987 jogar em 2008. Lemmy, manda o som aê!
"Futebol sem violência não é futebol, é viadagem." - Pascoal Noel
Segunda-feira, 10 Dezembro 07, 09:27 PM
Confesso que dos cinco nomes pretendidos pelo Sport para assumir a vaga de Geninho, o que mais agradava era o de Émerson Ávila, do Ipatinga. Havia Ivo Wortmann (brrrrr), Paulo Bonamigo (brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr), Péricles Chamusca (uma boa aposta). Foi escolhido o recém-rebaixado, sem pulso e paneleiro de última categoria Nelsinho Baptista. Foi anunciado na tarde desta segunda-feira, voltou a São Paulo para buscar a família e... passar as férias em Porto de Galinhas!
Ai meu cunhão! Fiquem com Supergrass nessa porra!
Tô invocado!
On Mais um “Obina Fact”