Segunda-feira, 22 Outubro 07, 02:44 AM
Estou certo de que poucas pessoas elogiaram e defenderam tanto o treinador Geninho. Mas agora, a paciência esgotou. Como defender um técnico que vai enfrentar um adversário que vinha de seis derrotas seguidas e escala o time no esquema 3-6-1?
"Para congestionar o meio-de-campo, que é o ponto forte da equipe do Botafogo", foi o que Geninho alegou para usar essa bizarrice de esquema tático. Disse também que as dimensões reduzidas do gramado do Engenhão favoreceriam o uso do 3-6-1.
Cinco minutos após o pontapé inicial, o meio-campo foi recuando, dando espaço e... Lúcio Flávio acertou um belo chute de fora da área. Ora, haviam mais 40 minutos na etapa inicial e outros 45 no segundo tempo para empatar. Mas como fazer isso somente com Carlinhos Bala no ataque?
Como a bola não chegava no Mala e as múmias do meio campo (Romerito Tutancamon e Adriano Quefren Gabiru), o Sport "ameçava" com os chutes bêbados (apenas os chutes?) de Júnior Maranhão.
Veio o segundo tempo e logo aos três minutos, Luciano Almeida pegou o rebote da falta cobrada por Juninho e fez o segundo. Teve seu castigo quebrando o pé minutos depois e saindo de campo chorando (viadinho!).
Aos 12, Dodô recebeu livre na área e chutou de primeira.:3x0. Pra quê 3 zagueiros e uma pá de volantes então?
Perto do final do jogo, o garoto Reginaldo (atacante, que começou no banco), aproveitou o cruzamento de Dutra, após boa jogada deste, para diminuir o placar. Sport Club do Recife, freguês dos cariocas em 2007.
Perder faz parte do jogo e o Sport definitivamente chegou ao seu limite técnico, tático, físico e de elenco. Mas entrar com covardia para enfrentar um time esfacelado como o Botafogo é inadmissível. Montar um esquema tão defensivo e tomar um gol aos cinco minutos não é casualidade. É burrice mesmo.
Porra, Geninho!
Segunda-feira, 16 Julho 07, 06:03 AM
Os caras são os bons, os fodas, Riquelme, Messi, Tevez, Verón.... nós somos ruins, retranqueiros, só temos Robinho, que não jogou cara de alho nenhum, Júlio Batista é grosso, Ayala é fera (Menon que disse) e Daniel Alves é limitado. Fazer o quê? O uniforme da CBF tem a cor da pele dos argentinos, nada mais do que um bando de cagões. Perdi o bolão, pois apostei 1x0 pro Brasil, com gol de um dos bizarros (Afonso, Love, Naldo ou Fernando) e foi 3x0, sem aperreio algum. Argentina, escute o conselho... é melhor eutanásia. Vão torcer pelo hóquei na grama!
Sábado, 14 Julho 07, 11:05 PM
Dança, dança, dança, dança da bundinha
Na Ilha do Retiro, o galo virou galinha
Olha só, olha só que coisa boa
Na Ilha do Retiro, o galo virou leoa
Quando senta no espeto
Galo vira galeto
Não respeito o Atlético-MG. Contra eles me comporto mal, seja lá qual for o resultado. Nunca nos venceram na Ilha do Retiro. Eram 15 jogos até esta rodada. Dez empates e cinco vitórias nossas.
Não os respeito desde os 6x0 que enfiamos no poleiro deles em Belo Horizonte em 2000. E os 4x0 na Ilha em 2003.
Em 2006, pela Segundona, empatamos em 0x0 na Ilha num jogo onde se via mais chuva do que gramado ou bola. Na capital das Alterosas, vitória deles por 2x0.
Diogo marca um gol a la Josimar em 1986, aos 17 minutos de jogo. Carlinhos Bala ainda tem uma boa chance no primeiro tempo.
Aos 4 do segundo tempo, ainda nostálgicos de Fumagalli, o estreante Romerito cava uma daquelas faltas que o Fuma adorava bater. Carlinhos Bala honrou a nostalgia. Hora de tirar o galeto da brasa.
Romerito ainda mandou uma bola na trave. Mas nem precisava fazer mais. Conseguimos passar uma partida sem tomar gols. Ainda que o adversário não tenha lá um dos ataques mais poderosos do
campeonato, com 13 gols em 11 jogos.
E olhe que perdemos quatro titulares em duas rodadas. Dois por lesão e dois que foram embora. Falou-se tanto nas conseqüências do desmanche do elenco e já temos dois substitutos para Fumagalli (Adriano Gabiru e Romerito) um para Gabriel (Gustavo) e até Fábio Gomes, que estava encostado no banco, jogou bem contra a Galinha, ops, Galo.
Quarta-feira temos um desafio mais consistente, contra o Figueirense no frio de Floripa. Sabe aqueles jogos que você marca na tabela como vitória improvável do seu time? Figueirense x Sport é um desses.
Mas depois de ver Geninho montar o time com o que tinha e vencer sem tomar gols, dá para acreditar em tudo, até na vitória sobre o bom Figueira num frio de rachar.
Domingo, 08 Julho 07, 01:49 AM
No primeiro tempo, um gol anulado de Carlinhos Bala. Outro, validado, de Ticão chutando de primeira e de canhota no cantinho de Harley.
Pela terceira vez seguida no campeonato, o Sport abre o placar de uma partida. Parece encontrar seu melhor jogo. O primeiro tempo da partida contra o Goiás foi a melhor atuação do time no Brasileirão.
Veio o segundo tempo e Washington marcou o segundo. Ele havia entrado ainda na primeira etapa, substituindo o contundido Weldon.
Geninho mostrava conhecer mesmo o Goiás. Sport 2x0, aos 15 do segundo tempo, fora de casa. Seis minutos depois, Felipe entra em campo no lugar de Vítor no Goiás.
Felipe, que Felipe?
O cara que pegou uma sobra na área do Sport e diminui aos 32. E que aos 47 marcou de cabeça. Um empate até que seria justo e não ficaria de todo rui para o Sport.
Mas entre um gol e outro de Felipe, aos 37, Paulo Baier chutou da entrada da área. A bola bateu no travessão e entrou. Ali, era o empate. Paulo Baier, táo bem marcado por Bilica durante o jogo, se livrou uma vez e marcou.
Felipe e Paulo Baier estragaram mesmo meu sábado e a despedida de Fumagalli. Mas tudo bem, bola pra frente. Domingo que vem tem Atlético-MG na Ilha do Retiro
PS: Descanse em paz, Rafael (a.k.a. O Rafa, do Mombojó). Deixas muitas saudades nos corações dos teus muitos amigos.
Quarta-feira, 04 Julho 07, 11:03 PM
Ariano falou, Ariano avisou.
Antes da partida, disputada no esdrúxulo horário de 4 da tarde de uma quarta-feira, homenagem a uma construção septuagenária chamada Ilha do Retiro e um gênio octogenário chamado Ariano Suassuna. A Ilha do Retiro fez 70 anos no dia 1º de julho e recebeu 32.337 expectadores na tarde desta quarta. Entre os expectadores, destaque para Haroldo Praça, ex-jogador, jornalista e historiador. Aos 92 anos, ele é o último jogador vivo da partida inaugural do estádio, uma vitória de 6x5 do Sport sobre a Sarna do Arruda. O gol da vitória daquela partida foi do velho Haroldo, que reviveu no gramado a cabeçada fatal que decretou o placar daquela partida disputada em 1937.
Já Ariano Sussuna completou 80 anos no último dia 16 de junho. Mas parece que sempre existiu. Antes do jogo, perguntaram-lhe quai seria o placar da partida. Resposta no título do post.
Sim, o jogo foi feio, muito aqüém da homenagem ao estádio, ao artilheiro Haroldo e ao escritor Ariano Suassuna. Mas, na sinceridade, quem diabos se importa com isso?
Quem se importa com o fato de, aos trinta minutos de jogo o Corinthians tenha feito 21 faltas e o Sport, cinco. Nem me dei ao trabalho de conferir as estatísticas finais.
O que importa é a falta cobrada por Carlinhos Bala que a zagambá (zaga+gambá, gostei) ficou olhando e Washington e Igor se embolaram e este último mandou pra rede. Gol pra lá de safado, mas que fez o Sport sair na frente no segundo jogo seguido. Dá-lhe Geninho e seu 3-5-2!
Isso foi aos 46 do primeiro tempo. No segundo, Carpegiani trocou Pedro Silva e Bruno Bonfim por Welliton e Dinelson. E aos 12, numa bela jogada pela direita, Dinelson bateu no cantinho de um estático Cléber. Era o empate de um Corinthians que voltou muito melhor para o segundo tempo.
Washington parecia dormir em campo e Geninho trocou-o por Weldon. O setor defensivo também não se entendia e ele trocou o volante Bia (que Deus o mantenha na reserva) pelo zagueiro Du Lopes. Igor foi avançado para fazer a função de volante e estava mantido o esquema. Dá-lhe Geninho e 3-5-2!(2x)
E eis que aos 35, Weldon arrancou do meio campo, correu mais do que a McLaren de Lewis Hamilton, deu um corte seco que mandou Betão pra casa de cacete e fuzilou Felipe, marcando um golaço.
O Corinthians jogava melhor, a defesa deu espaço e nem a avó de Carpegiani levaria o drible que Zelão levou. Mas volto a repetir a pergunta, na sinceridade, quem diabos se importa com isso?
Sufoco corintiano, mas não teve jeito. Tal como em 2001, o último confronto entre o Leão da Ilha e o Corinthians, 2x1 para o Rei da Selva. Agora está 9 a 6 em vitórias para nós. Reclamem com o Sveiter agora!
Ao contrário do que o Rubão está fazendo esta semana, deixo o esço aberto para reclamações, ofensas e lamentações dos corintianos. O nobre Reinério está convidado a abrir os trabalhos. Afinal, tal como o software, o choro é livre!
Sexta-feira, 29 Junho 07, 03:39 PM
-- Bruno jogou demais. Três cruzamentos dele terminaram em gol. Sou um dos poucos a enxergar potencial nele, mas confesso que nunca o vi jogar tão bem.
-- Náutico não é parâmetro de nada. O time está muuuuuito fudido.
-- Um dirigente anunciou a queda de PC Gusmão ao vivo na rádio. No dia seguinte, desmentiram. Só pode ser medo de demitir um técnico por causa de derrota em clássico. Cogitaram até Joel Santana
para substitui-lo. Eu, hein...
-- O que tem de nêgo agora achando que o time do Sport é espetacular não está no gibi. Menos, negada, menos. Dependendo do jogo contra o Corinthians é que o time poderá ser elogiado.
-- Não é que o 3-5-2 de Geninho pode dar samba? Aguardemos o jogo com o Corinthians.
-- Cléber falhou no gol de Hamilton e o melhor goleiro do Sport é Gustavo, o terceiro.
-- O Sport abriu o placar pela primeira vez no campeonato. Fato positivo, mas como já foi ditio, Náutico não é parâmetro.
-- O ataque do Sport continua perdendo muitos gols.
-- Acosta é uma piada. E o Náutico está acertando com outro uruguaio, um tal de Delgado.
-- Enfim, não sei pra que falar do clássico. O Náutico é bem pior do que os reservas do Santos, batidos pelo Sport na estréia pelo mesmo placar de 4x1.
Sexta-feira, 29 Junho 07, 06:43 AM
Toda vez que o Sport enfrenta o Náutico, eu nunca penso que foi num clássico dos clássicos meu batismo na Ilha do Retiro. Numa tarde chuvosa de julho de 1991, vencemos por 2x0, gols de Cristiano e Dinho (aquele mesmo, que depois jogou no São Paulo e no Grêmio).
Só penso na decisão do primeiro turno do estadual de 1993, quando Ivan levou dois frangaços e perdemos por 2x1 em casa... uma semana antes tínhamos enfiado cinco na casa deles, mas não era decisão.
Nunca lembro da final do Pernambucano de 1991, a primeira que assisti no estádio. 3x0, dois gols de Hélio e um de Moura, que, aliás, foi o gol do Fantástico (lembram disso?) naquele domingo.
Só penso que eles conquistaram o hexacampeonato estadual e fomos vices em TODOS aqueles seis malditos anos.
Não penso que em 1975, Assis Paraíba marcou o gol que nos tirou de uma fila de treze anos, em cima deles, naquele arremedo de estádio da Avenida Rosa e Silva. Escrevi até um livro sobre esse campeonato, como projeto de conclusão da faculdade de jornalismo.
Não penso na decisão de 1977, na qual o regulamento dizia que em caso de empate na final, se jogariam quantas prorrogações fossem necessárias o desempate. Só veio aos oito minutos do primeiro tempo da terceira prorrogação. 158 minutos e o gol de Mauro nos deu o título. Em cima deles.
Sequer penso que desde o hexa, em 1968, eles nunca mais nos venceram numa decisão de campeonato.
Só penso em Guilherme de Aquino, recém-chegado da Inglaterra, querendo praticar um tal de “foot-ball” que se jogava lá na terra da rainha. Foi até o então mais prestigiado clube do Recife, o Náutico, e de lá foi enxotado, dentre outras coisas por ter a pele um pouco mais escura. Irado e cheio da grana, resolveu ele mesmo fundar um clube chamado Sport Club do Recife e implantar o futebol no estado de Pernambuco.
O clube que enxotou Guilherme foi o mesmo que só passou a aceitar negros na década de 1950. Não deixo de pensar nisso, em nenhum momento.
Não penso na jogadaça de Valdo e no gol de Ricardinho pela semifinal do Campeonato do Nordeste de 2001. Eles passaram invictos nos 15 jogos da fase de classificação e nós nos arrastamos pra passar. A semifinal foi disputada em jogo único, na casa do time de melhor campanha. Foi um dos últimos jogos que assisti com meu avô, que Deus o tenha.
Só penso na bomba que o maldito Adílson mandou quase do meio-campo naquele mesmo ano e decretou um derrota nossa em casa por 2x1. Eles saíram na frente, nós empatamos e quando o segundo gol deles saiu, já estavam com um a menos e era início do segundo tempo... o sonho do nosso hexa acabava ali, ainda que fosse o primeiro dos três turnos do campeonato daquele ano.
Não penso na goleada de 5x1 que aplicamos neles em 1997, no dia do aniversário de 96 anos do Náutico.
Penso sim nos dois empates pelo estadual de 2006. Em ambos saímos na frente, poderíamos golear e cedemos o empate.
Não penso nos dois gols de Fumagalli, pelo returno da Série B no ano passado. O confronto de número 500 entre Sport e Náutico. Nem no de número 501, em fevereiro deste ano, no qual Vítor Júnior nos deu a vitória lá na casinha rosa deles. Nem no 502º, em 1º de abril, quando os gols de Weldon e Luciano Henrique nos deram o bicampeonato estadual antecipado. Há 15 anos não éramos campeões em cima do time rosa dos Aflitos.
Só consigo pensar em 25 de julho de 1909, quando eles resolveram nos copiar e jogar futebol também. Marcaram uma partida contra nós e venceram por 3 a 1. Setenta anos antes do meu nascimento, eu já tinha ódio dessa aberração chamada Clube Náutico Capibaribe. Ou simplesmente Barbie.
Marcamos uma revanche três semanas depois e terminou em 0x0. Só os vencemos em 19 de junho do ano seguinte, pela contagem mínima.
Grêmio x Internacional? Atlético-PR x Coritiba? Cruzeiro x Atlético-MG? Corinthians x Palmeiras? Flamengo x Vasco? Rangers x Celtic? Israel x Palestina? Irlanda x Inglaterra? Atenas x Esparta?
São todos casos de amor quando comparados ao ódio que tenho pelo Náutico. E às vésperas de cada confronto esse ódio aumenta insuportavelmente.
Nesta quinta-feira, 28 de junho de 2007, enfiamos quatro gols naqueles vermes. Quatro. Durval aos quatro, Carlinhos Bala aos onze do primeiro tempo. Aos vinte, Acosta, o dito craque deles foi expulso por agredir nosso zagueiro Gabriel. Abriu-se a porteira.
Mas só fomos marcar de novo aos seis da segunda etapa, de novo com Bala (não seria um míssil?) e aos 14, com Washington. Entre um gol e outro, Baiano agrediu Bruno, nosso lateral-esquerdo. Eles ficaram reduzidos a nove jogadores e poderíamos ter chegado aos cinco, seis, sete ou mais gols.
Mas o time foi cristão, piedoso. Deixou até que eles saíssem do zero, numa falta cobrada aos 31 por Hamilton que, apesar de forte, dava para Cleber pegar. Há quase um ano não tomávamos gol da Barbie. Quer dizer, do Náutico. Teríamos zerado nosso saldo negativo de gols se não tivéssemos tomado esse gol ou se tivéssemos marcado mais um.
Quando o Sport vence o Náutico, até que ódio diminui um pouco. Mas só até o próximo confronto, dia 16 de setembro, no estádio cor-de-rosa deles. Então as reminiscências carnalmente não-vividas daquela tarde de 25 de julho de 1909 voltarão à tona.
Sexta-feira, 29 Junho 07, 01:11 AM
Um gol perdido por Diogo, outro feito por Bala e corretamente anulado e mais uma cabeçada certeira de Durval. Quatro minutos e já estamos vencendo. Estarei delirando?
Onze minutos e mais um gol de cabeça. Carlinhos Bala, para calar minha boca. Como diriam meus conterrâneos, deu a porra!
Quinze minutos e as Barbies não chutaram uma bola contra o gol de Cleber.
Vinte minutos, escanteio pras rosadas e o bandeirinha flagra o uruguaio Acosta acertando um soco em Gabriel, fora do lance. Wilsão Mendonça manda a Barbie gringa pro chuveiro. Terceira expulsão dele em oito rodadas. Sai vaiado até pela torcida rosada. Dizem ser o craque do time.
Pode acabar o jogo neste momento que eu ganho o bolão. Apostei 2x0 pra nós.
Dá-lhe Leão, porra!
Quinta-feira, 28 Junho 07, 08:22 PM
Na manhã da última quarta-feira, o locutor e apresentador da Globo e Sportv Luís Roberto apontou, taxativo, os candidatos ao rebaixamento no campeonato brasileiro a 31 (isso mesmo, trinta e uma) rodadas do final: os nordestinos e o Juventude.
Não vou aqui falar mal de Luís Roberto, que além de péssimo narrador é um baita péla-saco dos clubes do Rio e de São Paulo. O assunto aqui é outro: o “apartheid regional” que está se formando no futebol brasileiro.
Na lista citada no primeiro parágrafo, troquemos o Juventude pelo Goiás ao final da 38ª rodada. E nos quatro primeiros da série B, coloquemos Criciúma, Coritiba e mais dois dos oito times paulistas na competição.
Teríamos um campeonato brasileiro apenas com times do Sul e Sudeste em 2008. Para a alegria do Clube dos 12, que não precisaria viajar longas distâncias até outras regiões. Aliás, em tempo de caos nos aeroportos, os times nordestinos são mais propensos a serem prejudicados do que os times do Sul-Sudeste.
Os membros do Clube dos 12 possuem as maiores verbas da TV, além do “benefício da dúvida”. Ou o velho apito amigo. É bem verdade que vez por outra algum cai pra série B, mas sempre volta no ano seguinte, com virada de mesa ou “não”.
Claro, há os “off-12”, e um deles vez por outra surpreende e consegue uma vaga na Libertadores. Na era dos pontos corridos, pelo menos um dos “off-12” chegou lá: o Coritiba (no momento, disputando sua segunda temporada consecutiva na série B) em 2003, o Atlético-PR em 2004, o Goiás em 2005 e o Paraná em 2006. Aliás, já há algum tempo o Brasileirão é a Libertadores dos times do Norte-Nordeste.
Suponhamos que o cenário descrito no quarto parágrafo se concretize ao final do torneio (vade retro). Em nosso país de dimensões continentais, não seria melhor logo fazer como as Ligas Norte-Americanas de basquete, futebol americano, hóquei, beisebol... dividir em conferências, a partir de critérios geográficos, fortalecendo as disputas regionais e fazendo dos confrontos inter-regionais verdadeiros acontecimentos.
Com uma divisão justa das cotas de TV, claro. Sem esse papo de “maior torcida”. Tradição conta tanto quanto torcida e futebol são 11 contra 11, além de um juiz e dois bandeirinhas imparciais.
E sem biquinho do vencedor do Clube dos 12, como num certo campeonato disputado em 1987...
Quarta-feira, 27 Junho 07, 03:15 PM
Não é apenas na série A que os times nordestinos desempenham um papel secundário. Na B não é diferente. Apenas um foi campeão, o Sport em 1990.
O Náutico foi vice em 1988, assim como o Santa Cruz em 1999 e 2005 e o Sport em 2006. O Vitória foi vice em 1992 (com o Santa Cruz em terceiro), mas nem precisava: teve a virada de mesa que subiu 12 times para beneficiar o Grêmio.
O Bahia foi terceiro em 1999, mas teve Copa João Havelange no ano seguinte, que proporcionou o milagre do Fluminense, que foi da série C direto para a série A.
O Fortaleza foi vice-campeão em 2002 (Santa Cruz em terceiro) e 2004 (Bahia em quarto).
O América-RN foi vice em 1996, o combalido CSA foi vice três vezes (1980, 182 e 1983), assim como o paraibano Campinense em 1972.
O Náutico foi terceiro colocado em quatro ocasiões: 1996, 1997, 2005 e 2006. Nesta última, na qual subiram quatro times, voltou à série A, junto com o quarto colocado América-RN (mesma colocação alcançada em 1972).
O baiano Atlético de Alagoinhas ficou em terceiro em 1972, o Itabaiana-SE em quarto neste mesmo ano. A Catuense-BA ficou em quarto em 1989, assim como o Central de Caruaru em 1995.
Pouco, muito pouco mesmo.
On Talvez alguns tabus existam para ser ou serem mantidos