Não, não foi lá nenhuma catástrofe, mas perder o jogo de ida das quartas-de-final contra o Inter, em Porto Alegre, não estava nos planos do Leão da Ilha do Retiro. Aliás, se um
time planeja perder de pouco no jogo de ida para descontar no jogo de volta, podem ter certeza que um time desses está dando o primeiro passo rumo à desclassificação.
Ora, perder pelo escore mínimo para um time que três dias antes tinha feito oito numa final de campeonato não é demérito algum, mas bem que poderia ser uma derrota por 2x1, 3x2,
4x3, etc. Mas pelo o que foi a partida, 1x0 seria goleada, independente do vencedor. O jogo foi uma porradaria só, com vasta distribuição de cartões amarelos, uma expulsão (Marcão, do Inter) e
ataques pra lá de ineficazes de ambos os lados.
A formação 3-5-2, escolhida por pura falta de opções, definitivamente comprometeu a atuação de todo o time, que pouco armou e não chutou uma bola decente ao gol. Romerito foi
completamente anulado, os alas (ou seriam laterais?) não avançaram nem marcaram direito e o ataque pouco produziu.
Mas foda mesmo foi ver o craque da camisa 10 tomar o terceiro amarelo ficar de fora no jogo de volta. Daniel Paulista também desfalca o time pelo mesmo motivo.
Apesar do revés, o Sport mostrou uma certa consistência defensiva. O gol do Inter surgiu tanto do talento de Alex na conclusão quanto de sorte pura e plena. Não houve falha na
marcação ou no posicionamento dos defensores.
A reação dos jogadores do Sport após o gol ilustra bem o estado de espírito do time: ninguém lamentou o gol sofrido nem procurou incentivar os colegas para buscar o empate –
ficou todo mundo puto com o golpe que o destino infligiu, pois o resultado mais justo para uma partida sofrível como foi Inter x Sport seria o empate. Bem, agora é aguardar a partida de volta
na Ilha do Retiro, onde o técnico colorado Abel Braga jamais venceu.