Sexta-feira, 01 Agosto 08, 03:28 PM
Dizer que o tal futebol é fascinante quase sempre não passa de um mero lugar comum. Ainda mais no tal “futebol moderno” quando jogadores trocam de clube com a mesma freqüência com que se trocam pneus de carros de Fórmula 1 e o dinheiro fala mais alto.
Mas às vezes, bem às vezes mesmo, o tal fascínio se mostra verdadeiro. Sincero. Não foi o caso do primeiro tempo de Sport x Ipatinga. 45 minutos de nada, um vácuo futebolístico irritante. Mas como o Sport jogava em casa contra o lanterna do campeonato, o roteiro dizia que a vitória leonina era óbvia.
E veio no segundo tempo, começando com a arrancada de Daniel Paulista e o passe que deixou Carlinhos Drogbala de frente para a retaguarda adversária. Placar descabaçado.
Então foi a vez de o mundo ser apresentado a Ciro. Mas quem diabos é Ciro? Este escriba confessa que tudo o que sabia de Ciro era que era mais um “das divisões de base”, aqueles jogadores do Sport que entram quase sempre na fogueira, se queimam com a torcida e acabam emprestados a times da Paraíba ou vendidos para a segunda divisão da Polônia, Portugal, Grécia...
Ciro substituiu Enílton, que há muito tempo pouco ou nada faz em campo. Em tempo: Ciro pôs mais fogo na partida do que Nero pôs em Roma. Primeiro ele recebeu de Carlinhos Drogbala, invadiu a área, entortou o zagueiro e foi derrubado. Pênalti que Luciano Henrique cobrou, com paradinha, e aumentou a vantagem.
Como o Sport não pode golear, tratou logo de tomar um gol. Falta cobrada por Beto, barreira abre, Magrão pula atrasado e 2x1 no placar.
Então veio o ato final, a apoteose, a epifania. Ciro avançou pela esquerda, entrou na área, livrou-se de dois adversários e acertou um chutaço com a parte externa do pé direito. Golaço e lágrimas. De um garoto que fez 34 gols em 29 jogos no time de juniores e acabava de marcar seu primeiro gol como profissional e teve seu nome gritado por quase 25 mil torcedores.
Numa partida contra o pior time do campeonato, Ciro comemorou como se tivesse marcado o gol da vitória no último minuto de uma final de Copa do Mundo.
Pela primeira vez no campeonato o Sport marcou três gols numa partida, conseguiu a terceira vitória seguida, alcançou a sétima colocação no campeonato e Nelsinho Baptista chegou aos 50 jogos no comando do time.
Mas bacana mesmo foram as lágrimas de Ciro.
Agora a idolatria pro lado dele vai aumentar e ele precisa ter cabeça no chão.” Carlinhos Drogbala, profeta e filósofo, sobre Ciro.
Outras
O Náutico perdeu mais uma e agora está a apenas um ponto do lugar que merece.
Depois de perder para Ipatinga, lanterna, e para o Santos, em casa, bem que o Inter merece um apelido que os gremistas vão adorar: Internacionáutico.
Gallo, antevendo o reencontro com o Sport que o “adora” tratou logo de tomar providências: levou seis do Vasco e foi demitido do Galo
4 Comentários
Até quinta-feira, Ciro era apenas uma pessoa que figurava nos livros de História Antiga como sendo o imperador da Pérsia... eis aí um futuro promissor, interrogação?
E sobre o apelido do Inter, bem... HUAHUAHUAHUAHUAHUHAUHUAHUAHUA
Tinha que ter "chorado" fora de casa hoje...tão pensando que vai ser fácil..humpf...