Terça-feira, 15 Abril 08, 02:01 AM
Superman teve cinco filmes. Batman, idem. Rocky Balboa teve seis, Rambo chegou recentemente ao quarto episódio e O Exterminador do Futuro teve três. Freddy Krueger nos alegrou em sete filmes, incluindo o sensacional Freddy x Jason. Já Jason Vorhess permanece recordista absoluto, com seus dez filmes, sem contar a parceria com o chapeludo da cara queimada.
Sport x Salgueiro, pelo Pernambizarro 2008 chegou perto da dupla de carniceiros, ultrapassou Superman, Batman e Rambo, empatou com Rocky Balboa e goleou o Ex-terminador e atual governador da Califórnia. Foram seis episódios, sendo três na Ilha do Retiro, dois em Salgueiro e o último deles em Caruaru, no último domingo.
Apesar da manutenção da vitória sobre as Barbies no meio da semana passada, o Salgueiro não resistiu à força do virtual tricampeão pernambucano. No primeiro tempo, Romerito, de costas no meio de campo, ajeitou de cabeça para a corrida de Thierry Enílton, que cruzou na área para Romerito, o lerdo mais rápido do futebol, abrir o placar.
No segundo tempo, tal como Didi Mocó em Os Trapalhões e o Rei do Futebol, Luisinho Netto levantou uma bola na área para ele mesmo cabecear para o gol. Como assim? Calma.
No clássico filme dos Trapalhões, Didi cobrava um escanteio e, num belíssimo truque de edição, aparecia na área para cabecear. Na obra-prima orquestrada pelo gênio da lateral direita, Durval recebeu a cobrança de Luisinho Netto e ajeitou para Igor alçar na pequena área e Luisinho Netto marcar de peixinho.
Já no apagar das luzes, outra obra-prima do futebol coletivo: Sandro Goiano passou para Roger, que devolveu para o Zangief dos Gramados, que passou para Romerito, que tocou para Roger que ajeitou para Sandro Goiano chutar forte no canto e fechar o placar de 3x0 para os créditos finais de Sport x Salgueiro – Episódio VI.
Quarta-feira à noite, o Sport precisa de um empate contra o Central para levantar o tricampeonato pernambucano e escalar os fraldinhas para a última partida contra as Barbies.
Gols aqui.
P.S.: Barbies e Central, vale salientar, deram aquela força ao empatarem em 1x1. O SporTRI Club do Recife agradece.
Sexta-feira, 11 Abril 08, 08:46 PM
Buenos Aires, 23 de junho de 1968. River Plate e Boca Juniors empatam sem gols, numa partida um tanto distante de merecer a alcunha de “superclássico”.
Após descerem os 80 degraus da escadaria entre a arquibancada e o portão 12 do estádio Monumental de Nuñez, centenas de torcedores do Boca Juniors encontram a pequena saída bloqueada. Os primeiros a chegar não conseguem voltar nem avisar os que estão mais acima? Resultado: 71 torcedores morrem esmagados e dezenas ficam feridos. Culpados: nenhum.
Explicar as razões desta tragédia é o que procura o documentário Puerrta 12, do diretor argentino Pablo Tesoriere. Nos noventa minutos de filme, dirigentes, ex-jogadores torcedores sobreviventes, jornalistas e parentes das vítimas falam sobre a tragédia, intercalados por imagens da época e um curioso número de expressão corporal.
Sobrinho-neto de Américo Tesorieri, goleiro do Boca e da seleção Argentina na década de 20, Pablo nasceu mais de uma década depois da tragédia. Durante sua infância e adolescência, Pablo muito ouviu falar do ocorrido. Entretanto, ele se surpreendeu ao perceber que o assunto era pouco conhecido por torcedores e suas causas permaneciam abafadas.
Tesoriere levou quatro anos para finalizar o trabalho, apoiado incondicionalmente por dirigentes do Boca Juniors e ora ignorado, ora ameaçado pela cúpula do River Plate.
Valeu a pena. O filme lança uma luz sobre uma tragédia pouco conhecida – e cujas vítimas fatais, com idade média entre 18 e 19 anos, jamais entraram nas estatísticas de violência no futebol, pelo fato de a AFA (a CBF portenha) considerar a Tragédia da Porta 12 como um acidente.
Mais do que relatar a tragédia, Puerta 12 lança uma discussão sobre como a escalada da violência e a entrada de altas somas de dinheiro transformaram o futebol num espetáculo cada vez mais trágico.
O filme está sendo exibido no Festival É Tudo Verdade, que passou por Rio e São Paulo, vai passar ainda em Bauru (auditório da CPFL, dia 12/04, às 16 hs), Brasília (CCBB, 16/04, às 16 hs) e Caxias (Cine UCS, 25/04, às 18 hs). No Recife, que recebe uma versão “resumida” do É Tudo Verdade, Puerta 12 não está na programação.
Site do filme: www.puerta12.com
Quinta-feira, 10 Abril 08, 07:03 PM
Para avançar às oitavas-de-final da Copa do Brasil, o Sport jogava em casa pelo empate contra o Brasiliense. Ou seja, cautela, marcação eficiente e contra-ataques rápidos, pois o time do senador cassado que buscava o resultado, certo?
Porra nenhuma.
Nelsinho escalou logo três atacantes no time titular. Ousadia, desprezo ao adversário? Nada disso. Apenas disposição em resolver logo o jogo.
Primeiro, o tacante Roger toca para o atacante Thierry Enilton, que por sua vez ajeita de calcanhar para o atacante Carlinhos Drogbala abrir o placar.
Em seguida, Thierry Enilton recebeu uma cobrança curta de escanteio, cortou para o meio da área e chutou de canhota. Um chute incapaz de quebrar um biscoito Maizena embebido em café quente, mas que bateu no calcanhar do zagueiro leonino Igor e 2x0 no placar.
Prossegue o jogo e... Dutra levanta a bola na área dos amarelinhos de Brasília e... Roger, de cabeça, marca seu primeiro gol pelo Leão. Nos treinos, Roger costuma marcar quatro, cinco. Bem que estava na hora de marcar na partida. Que venham mais tentos.
Final do primeiro tempo. Tudo que o Sport precisava fazer para ser desclassificado da Copa do Brasil era tomar 4 gols em 45 minutos. Tarefa fácil para o Brasiliense, que tem Dimba no ataque e Iranildo armando no meio-campo.
Entretanto, como o Sport escalou três atacantes e só dois tinham feito gols, coube a Romerito roubar uma bola no ataque e cruzar para Thierry Enilton fazer o seu e, tal como no último domingo contra o Serrano pelo Pernambizarro, se esborrachar ao tentar saltar as placas de publicidade para ir comemorar com a torcida. Dá a volta nas placas da(s) próxima(s) vez(es), Enilton!
Perto do final, intimidados pelo grande número de torcedores do Brasiliense presentes à Ilha do Retiro (parecia até a invasão corintiana no Maracanã em 1976), o Sport permitiu que a bola permanecesse meia eternidade sendo chutada de um lado para o outro na sua área. Na sobra de um chute de Dimba, Iranildo diminuiu o placar. Infelizmente, metade da multidão candanga já tinha ido embora do estádio e apenas dois ou três torcedores viram o gol. Mas suspeita-se que estes fossem vendedores ambulantes ou funcionários do estádio.
Segunda-feira, 07 Abril 08, 06:23 PM
Depois da difícil vitória sobre o Brasiliense no meio de semana pela Copa do Brasil, eis que no último domingo o Sport voltou ao Pernambizarro 2008 para enfrentar mais uma vez o Serrano.
Para entender como o time esteve empolgado na partida, é só imaginar um sujeito que vai a um forró e passa a noite inteira dançando com a irmã. Considere que este sujeito não nutre qualquer relação incestuosa pela irmã. E que essa irmã é feia de doer e está acompanhada por amigas ainda mais feias. Tem como se empolgar? Só com muita, muita birita.
Como no veloz futebol contemporâneo não é de bom tom tomar uns gorós antes da partida, lá vai o Sport, sóbrio, encarar uma baranga chamada Serrano. Mesmo com três desfalques de peso (Durval, Luisinho Netto e Leandro Machado) e cheio de cautela por conta do jogo de volta com o Brasiliense na quarta-feira seguinte, o Sport abriu o placar aos 20 minutos.
Dutra parece ter aprendido bem com gênio Luisinho Netto (que, ironicamente, fez aniversário no dia da partida da qual estava suspenso) e levantou uma bola perfeita na área do Serrano para César acertar uma cabeçada ainda mais perfeita.
Um a zero até o fim do primeiro tempo. E poderia ter sido mais, pois antes, aos 11, e depois do gol, aos 37, César teve outras boas chances. Na última delas, a bola foi salva em cima da linha.
Veio o segundo tempo e o Sport parecia cada vez mais com o sujeito da metáfora do segundo parágrafo. Tirar Kássio e pôr Thierry Enílton foi covardia, apelação, sacanagem de Nelsinho Baptista com o Serrano. O careca marcou aos 17 (cinco minutos depois de entrar em campo) e aos 38, fechando em 3x0 numa vitória com cara de cerveja Kaiser: se só tem ela, vai ela mesmo.
Se bem que valeu avingança pela derrota em Serra Talhada, uma semana e meia antes.
Como não achei os gols no youtube nem noutro site, vai a festa da torcida ao fim da partida.
Sexta-feira, 04 Abril 08, 01:09 AM
Mais uma vez o Sport repetiu o pesadelo que virou hábito no Brasilixão do ano passado e que nas últimas partidas voltou a dar as caras: tomar gol no início da partida: duas vezes com o Ypiranga pelo Pernambizarro e contra o Brasileiense pela Copa do Brasil.
Desta vez, foram apenas 58 segundos para que o time do senador cassado abrisse o placar com Patrick, após falha bisonha de Luisinho Netto. O uniforme amarelo dos anfitriões logo remetia a um certo time do sertão pernambucano, mais especificamente da cidade de Serra Talhada.
Mas é aquele negócio, camaradas... quem toma gol no início tem mais tempo para reagir.
E um time não conseguir fazer gol num time que tem Júnior Baiano de titular na zaga é melhor repensar não apenas sua disposição ofensiva, mas sua própria existência enquanto entidade.
Curiosamente, o gol de empate não saiu através dos jogadores de ataque, mas de Dutra. O lateral-esquerdo, ausente a mais de um mês da equipe titular, encontrou uma brecha pela esquerda após tabelar com Romerito, invadiu a área e chutou cruzado. Placar igual ainda no primeiro tempo.
Na etapa final, o velho clichê: Luisinho Netto cobra falta na área adversária e Zidane, aliás, Romerito, usa a cabeça para virar o placar e deixar o Sport a um empate na Ilha do Retiro para avançar às oitavas de final da Copa do Brasil. Na partida de volta, o xerife Durval está fora, pois foi expulso aos 11 minutos do segundo tempo.
Vitória fora de casa por 2x1. Mais um golzinho e nada de jogo de volta. Que dava pra fazer isso, dava. Romerito que o diga. Antes de virar a partida, o Zidane da Ilha conseguiu perder o gol mais fácil da história do futebol. Sem exagero. Cruzamento rasteiro, bola mansa. Sozinho, sem goleiro, dentro da pequena área, Romedane mostra que é mesmo um jogador completo: consegue ser o herói e o pereba da mesma partida. Só craques conseguem isso.
Além disso, pra que ficar com a próxima quarta-feira livre? Pra a Federação empurrar mais um jogo do Pernambizarro?
Nem a pau.
Terça-feira, 01 Abril 08, 06:40 PM
Bem que parecia uma reprise do episódio anterior, com os mesmos atores num cenário diferente. Uma semana antes, Sport e Ypiranga se enfrentaram na Ilha do Retiro e o Ypiranga fez
um gol logo no início. No último domingo, a mesma coisa: início de jogo e logo o Ypiranga faz um a zero.
Aí o roteiro começou a apresentar novidades. Sentindo o baque da derrota no meio da semana para o Serrano, o Sport não conseguiu e reagir para empatar e virar o jogo, como havia acontecido ainda no primeiro tempo do jogo da semana anterior.
Foi então que a principal arma do time entrou em ação mais uma vez, salvando o time daquilo que parecia uma derrota certa. Depois de centenas de tentativas de bola de longa distância alçadas na área por Luisinho Netto, bem como as cobranças diretas nas faltas próximas à área, eis que o gênio da lateral-direita resolve juntar as duas coisas.
Manda uma bola de longa distância direto no gol, quando todo mundo esperava uma bola alçada na área. Empate a oito minutos do fim.
Os "entendidos" desdenham, dizendo que ele quis cruzar. Quando o dentuço da Seleção Brasileira fez um gol parecido e virou um jogo de quartas-de-final de Copa do Mundo contra os viadinhos da Seleção Inglesa, os "entendidos" exaltaram a malandragem, a imprevisibilidade, a magia do futebol brasileiro.
Mas se é um cara de 30 e tantos anos, que nunca jogou (nem vai jogar) pela seleção brasileira, que marca um gol de empate contra o fortíssimo Ypiranga pelo Pernambizarro 2008, o irmão do Mão Santa vem dizer que foi sem querer. Vai à merda, Tadeu Schimdt!
E comparar Ronaldinho Gaúcho com Luisinho Netto... só um imbecil não percebe que o lateral-direito do Sport é infinitamente mais craque do que o ex (e bota ex nisso)-melhor do mundo.
Já dizia Nelson que o pior resultado do futebol é o empate, pois não há a euforia da vitória nem a depressão da derrota. Eu penso diferente. Um ponto fora de casa contra o poderoso Ypiranga é um ponto fora de casa contra o poderoso Ypiranga.
Este escriba bem que preferia a vitória do Sport. O texto sairia bem melhor do que este que acabaram de ler.
Sexta-feira, 28 Março 08, 07:18 PM
Durante o início da semana, especulou-se que a partida poderia ser adiada, tendo em vista os temporais que têm caído no sertão e o perigo de que raios pudessem atingir alguém em campo ou no estádio. O Pernambizarro está tão atraente que é preciso cair uma tempestade num dos lugares onde menos chove no Brasil para ter algum atrativo.
E ainda conta com raios que caem duas vezes no mesmo lugar, como Serrano 1x0 Sport, quarta-feira à noite, em Serra Talhada. Só faltava o mesmo jogador ter feitos os gols das duas partidas. Da outra vez foi Fabian aos 24 do primeiro tempo e desta foi Ivson, aos 36 do segundo. Rogério Ceni marcando seus únicos gols de falta na temporada passada nos dois jogos dos Bambis contra o Sport já foi demais. Por uns cem anos, pelo menos.
Por falar em raios que caem duas vezes no mesmo lugar, o que dizer das perfumadas da Avenida Rosa e Silva?
Domingo à tarde em Serra Talhada e quarta à noite em Salgueiro, tomaram banho de chuva e reclamaram da falta de espuma (ui!). Quando venciam no domingo o temível Serrano, a
partida foi até o fim. Na quarta, perdiam para o Salgueiro e a partida foi interrompida aos 9 do segundo tempo. Geralmente jogo interrompido por chuva é retomado no dia seguinte. Salgueiro x
Náutico vai se complementado no dia... 9 de abril. Detalhe: Teve aguaceiro no jogo Serrano x Sport também, mas foi até o fim.
Ah, querem saber? Tenho mais o que fazer até domingo, quando o Sport enfrenta o Ypiranga em Santa Cruz do Capibaribe. Era pra ser o Salgueiro, mas mudaram a tabela por conta dos temporais. Falando sério, leiam o texto a seguir
O samba do crioulo doido
Por João de Andrade Neto (do Blog do Torcedor) às 20:27 do dia 27/03/2008 |
O Campeonato Pernambucano virou mesmo o samba do crioulo doido.
Na tarde desta quinta-feira, a Federação Pernambucana de Futebol definiu a terceira mudança na tabela do segundo turno. Dessa vez os cartolas culparam a chuva.
Para começar, o Sport, que enfrentaria o Salgueiro, no sertão, pela 6ª rodada, vai encarar o Ypiranga, no próximo domingo, em Santa Cruz do Capibaribe, em jogo antecipado da 8ª. A partida contra o Carcará passou para o dia 13.
Por sua vez, o Salgueiro folga no fim de semana, ao lado do Central. A desculpa da FPF foi que a Patativa recebe o Palmeiras na quarta-feira, pela Copa do Brasil. Mas Sport e Náutico, que continua enfrentando o Serrano, nos Aflitos, também atuam na quarta-feira.
A partida entre Central e Ypiranga, pela 6ª rodada foi transferido para o dia 23 de abril. Porém, se a Patativa for eliminada pelo Palmeiras na primeira partida, o jogo é antecipado para o dia 9, dia do complemento da partida entre Salgueiro e Náutico.
Por fim, Serrano e Salgueiro, que se enfrentariam no dia 13 foi antecipado para a próxima quarta-feira, dia 2.
Ufa!
Terça-feira, 25 Março 08, 12:59 AM
O jogo começou de forma pouco habitual em se tratando do Pernambizarro 2008. Um minuto, um reles minuto de jogo, e Juninho acertou um chute rasteiro da entrada da área do Sport.
Um a zero para o Ypiranga, sensação do campeonato, em plena Ilha do Retiro.
Dez minutos se passaram para que o público presente ao estádio presenciasse algo que certamente mudaria suas vidas.
Romerito pegou a bola pouco após a linha divisória e arquitetou uma verdadeira obra-prima do futebol. Aliás, uma obra-prima, obra-irmã, obra-mãe, obra-tia, enfim, toda e qualquer relação parental que se queira estabelecer, mesmo que na expressão “obra-prima”, a prima em questão tenha sentido de primeira e não de filha do tio ou tia.
Reimerito ou Zidanito, como quiserem, driblou quatro adversários com dois dribles, mais um adversário com outro drible e não satisfeito deu mais um drible no goleiro. Quatro dribles e seis adversários ficaram para trás. Teria Zinedine Zidane visitado São Paulo no domingo anterior e seu espírito dado uma escapadinha para curtir o avanço do Oceano Atlântico na orla de Boa Viagem?
A julgar pelo golaço, o espírito do craque francês baixou mesmo no camisa 10 do Sport. O gol de empate da equipe rubro-negra contra o Ypiranga já pode figurar desde já em tudo o que for lista de gols mais bonitos de 2008. Na deste escriba, já encabeça.
Ainda no primeiro tempo, Kássio acertou uma bola na trave, Romerito (ou Zidanito ou Romedane) pegou o rebote e ajeitou para Carlinhos Drogbala chutar de primeira e virar a partida.
Apesar da magra vantagem no placar, o Sport soube segurar o resultado e poupar os jogadores.
Doze pontos em quatro partidas no segundo turno, seis de vantagem para os vice-líderes. Não dá para reclamar.
A não ser que o motivo para a reclamação seja não terem ainda colocado uma placa no estádio em homenagem ao golaço de Zidane.
Quarta-feira, 19 Março 08, 01:12 AM
Muito bom esse tal de youtube...
Segunda-feira, 17 Março 08, 06:49 PM
Amigos, antes de mais nada, é preciso admitir: por melhor que seja vencer, por melhor que seja golear, não há nada melhor do que ganhar das barbies em La Barbinera. Ou, traduzindo para os leitores não habituais do Blogsport, não há nada melhor do que vencer o Náutico nos Aflitos.
E quando a vitória é pelo escore mínimo, como no 505º confronto, ocorrido no último domingo, é a perfeição. Repito: é a perfeição.
Porque a Barbie é chorona. Nunca houve na história do futebol uma equipe de futebol mais chorona, uma torcida mais chorona. Nem o Botafogo. Repito: nem o Botafogo.
Desde que o Sport venceu o primeiro turno do Pernambizarro 2008, La Barbinera virou uma choradeira só. “Se o Sport tivesse nos enfrentado seria diferente, o Sport só foi campeão porque não nos enfrentou, buá, buá, buá...”
Pois bem, veio o confronto pelo segundo turno. Vitória da Barbie, e as equipes empatariam em pontos e emoção estaria de volta ao Pernambizarro. Carlos Alberto Oliveira, o gênio por trás do regulamento, contava com isso. O time rosa e a torcida rosa, idem.
Mas do outro lado havia o Sport do zagueirão Durval. Foi ele, o capitão, mais de 100 jogos pelo Sport, que aproveitou uma sobra na área para abrir o placar aos 11 do primeiro tempo. Veja aqui.
Placar que se manteria pelo restante do primeiro tempo. E do segundo também.
Para desespero das barbies.
Para desespero de Carlos Alberto Oliveira, que verá Sport e Ypiranga brigando pelo segundo turno e pelo título.
E tome choro. Magrão pegou muito. Três bolas na trave. O Náutico não consegue empatar. Como o Sport é cagado. Não teve pênalti pra Geraldo bater. Buá, buá, buá...
Chorem, bonecas. Chorem. Feito Janis Joplin, cantora, junkie e torcedora do Náutico. Afinal, sofrer era com ela mesmo...PS: Ganhar em casa é obrigação. Ganhar fora é conseqüência. Em sua história, o Sport já venceu Flamengo no Maracanã, Vasco em São Januário, Fluminense nas Laranjeiras, Botafogo em Caio Martins (no Engenhinho vai ser na primeira rodada do Brasileirão) Atlético-MG no Mineirão, Atlético-PR na Arena, Corinthians no Pacaembu, Palmeiras no Parque Antártica, Inter no Beira-Rio... mas bom mesmo é ganhar do Náutico nos Aflitos. E de preferência por 1 a 0.
On Mais um “Obina Fact”