Matem Djalma Beltrami

Domingo, 27 Abril 08, 03:06 AM

O post vai com atraso pelo fato de o escriba passar os últimos dois dias tentando entrar com uma ação judicial contra o Sr. Djalma Beltrami. Sim, esse filho da puta que está no header do blog, com o dedo de Everton apontado na cara.

Nunca, na história da humanidade, uma arbitragem inverteu tantas faltas contra um visitante. O safado fez de tudo para prejudicar o Sport. Voltemos a falar mal de Beltrami mais tarde.

Falemos de uma estréia. Sim, este escriba nascido em Recife, pela primeira vez foi a um estádio da capital paulista ver um jogo do Sport. E logo num dos mais acanhados, o Parque Antártica.

Convenhamos, é uma espécie de estádio dos Aflitos, só que alviverde. Estádios geralmente são construções imponentes, vistas logo de cara no Google Earth. Já o Parque Antártica passa despercebido, até suas torres de iluminação são ocultadas pelos edifícios em volta. O gramado é horrível, enfim, o Parque Antártica faz jus ao mascote não-oficial do seu proprietário. Amigos, o Parque Antártica é um chiqueiro.

Antes do jogo, a mascote oficial do Palmeiras apareceu no gramado. Com seus trejeitos másculos e intimidadores virou fácil a melhor piada da noite e ganhou o apelido de Periquita. Aaaah, é Periquita!

Todos já ouviram falar de times que propositalmente encharcam o gramado para prejudicar adversários. Mas usar jatos de água uma hora antes do jogo, com refletores acesos e boa parte dos expectadores já dentro do estádio, juro, este escriba nunca viu nem ouviu relatos semelhantes. Entretanto, para quem joga gás de pimenta no vestiário do adversário, isso é fichinha, não acham?

Quanto ao jogo em si, o Sport teve uma excelente chance de abrir o placar numa cabeçada de Carlinhos Drogbala antes do terceiro minuto de jogo. Se o goleiro do Palmeiras fosse Luís Inácio Lula da Silva, o placar sairia do zero logo ali. Mas Marcos tirou com o dedinho da mão esquerda.

Depois, Kleber e Martinez esbarraram no intransponível Magrão. O cara pegou tudo e foi um dos destaques da partida. O outro destaque foi o Beltrami, sempre ele.

O calhorda inverteu faltas, laterais, deu escanteios de presente ao Palmeiras, enfim, fez de tudo para a Miss Piggy, ou Periquita, vencer a partida. Mas como afirmou o conceituado periódico O Lance numa de suas geniais manchetes, “faltou gás” ao Palmeiras. Que o diga Valdívia, um mero ectoplasma em campo.

Romerito também teve chance de abrir o placar no primeiro tempo, num contra-ataque no qual a bola raspou caprichosamente a trave direita de Marcos.

No segundo tempo, a porrada comeu solta. Sandro Goiano, claro já tinha começado no primeiro tempo, dando uma lapada em Denílson que fez o pseudo-craque se esconder do jogo, como sempre fez bem em sua “vitoriosa” carreira.

As faltas favoráveis ao Palmeiras o ladrão, aliás, Beltrami marcava com eloqüência. Sobretudo as que só ele via. Carlinhos Drogbala foi derrubado por Marcos, que era o último jogador e deveria ser expulso. Enfim, falta a favor do Sport, só se alguém fosse morto, como Leandro Machado quase foi, já perto do final do jogo.

Voltando, ou continuando, a falar de porrada, o que dizer de Bia, marcador implacável de Valdívia na épica vitória do Sport no Brasileirão do ano passado, no mesmo Parque Antártica? Entrou no lugar de Daniel Paulista aos 42 do segundo tempo e, sem ter sequer tocado na bola, foi expulso aos 44. Motivo: um soco na cabeça do sósia da Fernanda Torres. Se era pra ser expulso, que arrebentasse logo a perna do chileno metido a craque.

A partida se aproximava do final e Beltrami não aceitava o empate. Mais de cinco minutos de acréscimo e apito final num contra-ataque perigoso do Sport. E a torcida suína ainda o xingou. Bando de ingratos.

A partida não poderia mesmo ter um vencedor e a decisão da vaga nas quartas-de-final tinha mesmo que ser em Recife. Por mais que o filho da puta do Beltrami quisesse o contrário.

Melhores momentos da partida aqui.

 

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O futebol e a solidariedade aos rivais

Terça-feira, 22 Abril 08, 02:43 PM

Até que enfim acabou o campeonato com o mais imbecil regulamento de todos os tempos. No último domingo, o campeonato pernambucano 2008 chegou ao final. E sem partida final, mais uma vez. Tal como em 2007, o Sport conquistou os dois turnos, o segundo antecipadamente.

A última rodada previa o clássico entre Sport e Náutico, na Ilha do Retiro. A princípio, seria a partida decisiva do turno. Os resultados, entretanto, transformaram o 506º Clássico dos Clássicos num confronto quase inútil. Para o Sport, o jogo se resumiu a uma espera formal pela taça de (tri) campeão pernambucano

Ora, que interesse a partida poderia ter, tendo em vista que tanto Sport quanto Náutico terão jogos duríssimos no meio da semana pela Copa do Brasil? Vencer um clássico é sempre bom, mas isso o rubro-negro já havia feito no campeonato, contra a mesma Barbie. Vencer novamente seria uma imensa crueldade com as bonecas.

Mesmo assim, o técnico Nelsinho Baptista resolveu decepcionar este escriba e escalar boa parte dos titulares. Ou seja, covardia com as freguesas. Escalando reservas ou juniores, ou infantis ou a equipe do berçário, a partida seria equilibrada.

Em campo, porém, os jogadores rubro-negros fizeram questão de não humilhar a esquadra rosada. O pênalti cobrado por Luisinho Netto no primeiro tempo ilustrou bem a preocupação de não sacanear a pobre Barbie.

Luisinho Netto, o rei da bola parada, cobrou com uma displicência de fazer inveja ao já lendário Martín Palermo, centroavante do Boca Juniors. Não só isso: o chute fraco, à meia altura e quase no meio do gol foi capaz de provocar um exercício de suposição bastante peculiar: imaginar Palermo, aos 60 anos, cobrando uma penalidade máxima numa pelada de fim de ano depois de tomar umas cervejas. A bola só entraria se não houvesse goleiro, quiçá não fosse para fora.

No segundo tempo, o Sport até marcou um gol. Roger escorou de cabeça um cruzamento de Kássio, a bola bateu na trave, passeou dentro do gol e voltou ao campo. O árbitro e o bandeirinha, pasmem, entenderam como bola na trave. De fato, essa partida ninguém poderia ter vencido.

Ao final, do jogo, porém, a Barbie comemorou bem mais o fato de não ter vencido o jogo. Nunca uma não-vitória foi tão comemorada pelas bonecas dos Aflitos. Em 2006 e 2007, o Santa Cruz venceu o Sport na última partida. Em 2006, venceu a finalíssima por 1x0 no tempo normal e perdeu nos pênaltis. Meses depois, os sarnentos caíam da primeira para a segunda divisão do brasileiro. Em 2007, venceram pelo mesmo placar um Sport já campeão duas rodadas antes e que buscava o título invicto. Meses depois, caíam da série B para a C e em 2008 disputavam o torneio da morte no campeonato estadual.

Para a Barbie, não vencer a última partida do estadual representou uma esperança no campeonato brasileiro, no qual surpreendentemente permaneceu na série A.

Para o Sport, foi apenas um jogo inútil, no qual sequer se deu ao mais simples dos trabalhos quando o adversário veste rosa: vencer.

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Com um pé nas costas e um gol “djiscostas”

Sexta-feira, 18 Abril 08, 08:36 PM

Havia um clima de mala preta no ar. A esquadra rosada de Rosa e Silva não admite, mas todos sabem que rolaria um bicho extra para que o Central vencesse o Sport na Ilha do Retiro, dando esperanças às perfumadinhas dos Aflitos de conquistar o Pernambizarro 2008.

Porém, as esperanças alheias, se é que de fato existiam, começaram a ir pro saco aos 12 minutos. Daquele jeito, Luisinho Netto cobra uma falta na área e Leandro Machado, de volta ao time depois de um mês no departamento médico, cabeceia no estilo “Seu Boneco”, ou seja, djiscostas.

Daí por diante, o jogo tornou-se uma sucessão de barroquismos futebolísticos irritantes, passes de efeito inúteis, enfim, aquela punheta. Não fosse pelos litros de bebida consumidos pela torcida antes e durante a partida (diz-se que o álcool provoca euforia), seria bem possível que os jogadores do Sport dormissem em campo (ainda mais com o jogo começando perto das dez da noite). Um sujeito que não bebe disse que viu o goleiro Magrão dormindo encostado numa das traves que defendia.

Mas tome birita e tome zoada. Ns arquibancadas, os gritos de tricampeão já tomavam mais força. No campo notava-se a falta de birôs, carimbos e pilhas de papéis os atletas do time da casa, tamanha a burocracia do futebol apresentado.

Veio o segundo tempo, e seguiu o futebol de repartição pública do Sport. Não por má vontade, mas por estratégia e inteligência, uma vez que o adversário em campo se mostrava pouco eficaz. Além disso, as perfumadas precisavam vencer para almejar alguma coisa no campeonato e empatavam seu jogo em 0x0 por falta de placar menor.

Então, aos 32 minutos, Magrão acordou. E como quase todo mundo que acorda subitamente, claro que ele fez merda. Executou uma saída de gol de fazer inveja a Dida em seus piores momentos. Deu mais vontade de rir do que raiva.

Bebeto, zagueiro do Central, empatou o jogo. Mas ninguém comemorou mais do que o locutor global Rembrandt Jr., barbie (não) assumida.

Nos 13 minutos restantes o Central poderia fazer mais um, dois, dez gols. Afinal de contas, a eficiente esquadra rosada permaneceu empatando seu jogo e tornando as coisas ainda mais fáceis.

Na última rodada, o Sport recebe a taça na Ilha do Retiro e enfrenta as barbies com o time sub-11. Por este escriba, o time do berçário entraria em campo para enfrentar as bonequinhas. Podia até colocar o filho de Daniel Paulista, que nasceu na véspera do jogo com o Central, como capitão.

Aliás, bom mesmo seria pegar logo a taça e nem jogar. Deixa ser W.O. para as rosinhas. Então elas inventariam uma escalação irregular de jogador numa partida do Sport lá pela segunda ou terceira rodada da primeira fase e entrariam na justiça cobrando a perda dos pontos que lhe dariam o título do primeiro turno, então teria que ter final, blá, blá, blá... e antes que o leitor durma, as últimas palavras:

TRI – CAMPEÃO!!!

 

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No Sossego

Terça-feira, 15 Abril 08, 02:01 AM

Superman teve cinco filmes. Batman, idem. Rocky Balboa teve seis, Rambo chegou recentemente ao quarto episódio e O Exterminador do Futuro teve três. Freddy Krueger nos alegrou em sete filmes, incluindo o sensacional Freddy x Jason. Já Jason Vorhess permanece recordista absoluto, com seus dez filmes, sem contar a parceria com o chapeludo da cara queimada.

Sport x Salgueiro, pelo Pernambizarro 2008 chegou perto da dupla de carniceiros, ultrapassou Superman, Batman e Rambo, empatou com Rocky Balboa e goleou o Ex-terminador e atual governador da Califórnia. Foram seis episódios, sendo três na Ilha do Retiro, dois em Salgueiro e o último deles em Caruaru, no último domingo.

Apesar da manutenção da vitória sobre as Barbies no meio da semana passada, o Salgueiro não resistiu à força do virtual tricampeão pernambucano. No primeiro tempo, Romerito, de costas no meio de campo, ajeitou de cabeça para a corrida de Thierry Enílton, que cruzou na área para Romerito, o lerdo mais rápido do futebol, abrir o placar.

No segundo tempo, tal como Didi Mocó em Os Trapalhões e o Rei do Futebol, Luisinho Netto levantou uma bola na área para ele mesmo cabecear para o gol. Como assim? Calma.

No clássico filme dos Trapalhões, Didi cobrava um escanteio e, num belíssimo truque de edição, aparecia na área para cabecear. Na obra-prima orquestrada pelo gênio da lateral direita, Durval recebeu a cobrança de Luisinho Netto e ajeitou para Igor alçar na pequena área e Luisinho Netto marcar de peixinho.

Já no apagar das luzes, outra obra-prima do futebol coletivo: Sandro Goiano passou para Roger, que devolveu para o Zangief dos Gramados, que passou para Romerito, que tocou para Roger que ajeitou para Sandro Goiano chutar forte no canto  e fechar o placar de 3x0 para os créditos finais de Sport x Salgueiro – Episódio VI.

Quarta-feira à noite, o Sport precisa de um empate contra o Central para levantar o tricampeonato pernambucano e escalar os fraldinhas para a última partida contra as Barbies.

Gols aqui.

 

P.S.: Barbies e Central, vale salientar, deram aquela força ao empatarem em 1x1. O SporTRI Club do Recife agradece.

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Puerta 12

Sexta-feira, 11 Abril 08, 08:46 PM

Buenos Aires, 23 de junho de 1968. River Plate e Boca Juniors empatam sem gols, numa partida um tanto distante de merecer a alcunha de “superclássico”. 

Após descerem os 80 degraus da escadaria entre a arquibancada e o portão 12 do estádio Monumental de Nuñez, centenas de torcedores do Boca Juniors encontram a pequena saída bloqueada. Os primeiros a chegar não conseguem voltar nem avisar os que estão mais acima? Resultado: 71 torcedores morrem esmagados e dezenas ficam feridos. Culpados: nenhum.

Explicar as razões desta tragédia é o que procura o documentário Puerrta 12, do diretor argentino Pablo Tesoriere. Nos noventa minutos de filme, dirigentes, ex-jogadores torcedores sobreviventes, jornalistas e parentes das vítimas falam sobre a tragédia, intercalados por imagens da época e um curioso número de expressão corporal.

Sobrinho-neto de Américo Tesorieri, goleiro do Boca e da seleção Argentina na década de 20, Pablo nasceu mais de uma década depois da tragédia. Durante sua infância e adolescência, Pablo muito ouviu falar do ocorrido. Entretanto, ele se surpreendeu ao perceber que o assunto era pouco conhecido por torcedores e suas causas permaneciam abafadas.

Tesoriere levou quatro anos para finalizar o trabalho, apoiado incondicionalmente por dirigentes do Boca Juniors e ora ignorado, ora ameaçado pela cúpula do River Plate.

Valeu a pena. O filme lança uma luz sobre uma tragédia pouco conhecida – e cujas vítimas fatais, com idade média entre 18 e 19 anos, jamais entraram nas estatísticas de violência no futebol, pelo fato de a AFA (a CBF portenha) considerar a Tragédia da Porta 12 como um acidente.

Mais do que relatar a tragédia, Puerta 12 lança uma discussão sobre como a escalada da violência e a entrada de altas somas de dinheiro transformaram o futebol num espetáculo cada vez mais trágico.

O filme está sendo exibido no Festival É Tudo Verdade, que passou por Rio e São Paulo, vai passar ainda em Bauru (auditório da CPFL, dia 12/04, às 16 hs), Brasília (CCBB, 16/04, às 16 hs) e Caxias (Cine UCS, 25/04, às 18 hs). No Recife, que recebe uma versão “resumida” do É Tudo Verdade, Puerta 12 não está na programação.

Site do filme: www.puerta12.com

 

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É isso aí!

Quinta-feira, 10 Abril 08, 07:03 PM

Para avançar às oitavas-de-final da Copa do Brasil, o Sport jogava em casa pelo empate contra o Brasiliense. Ou seja, cautela, marcação eficiente e contra-ataques rápidos, pois o time do senador cassado que buscava o resultado, certo?

Porra nenhuma.

Nelsinho escalou logo três atacantes no time titular. Ousadia, desprezo ao adversário? Nada disso. Apenas disposição em resolver logo o jogo.

Primeiro, o tacante Roger toca para o atacante Thierry Enilton, que por sua vez ajeita de calcanhar para o atacante Carlinhos Drogbala abrir o placar.

Em seguida, Thierry Enilton recebeu uma cobrança curta de escanteio, cortou para o meio da área e chutou de canhota. Um chute incapaz de quebrar um biscoito Maizena embebido em café quente, mas que bateu no calcanhar do zagueiro leonino Igor e 2x0 no placar.

Prossegue o jogo e... Dutra levanta a bola na área dos amarelinhos de Brasília e... Roger, de cabeça, marca seu primeiro gol pelo Leão. Nos treinos, Roger costuma marcar quatro, cinco. Bem que estava na hora de marcar na partida. Que venham mais tentos.

Final do primeiro tempo. Tudo que o Sport precisava fazer para ser desclassificado da Copa do Brasil era tomar 4 gols em 45 minutos. Tarefa fácil para o Brasiliense, que tem Dimba no ataque e Iranildo armando no meio-campo.

Entretanto, como o Sport escalou três atacantes e só dois tinham feito gols, coube a Romerito roubar uma bola no ataque e cruzar para Thierry Enilton fazer o seu e, tal como no último domingo contra o Serrano pelo Pernambizarro, se esborrachar ao tentar saltar as placas de publicidade para ir comemorar com a torcida. Dá a volta nas placas da(s) próxima(s) vez(es), Enilton!

Perto do final, intimidados pelo grande número de torcedores do Brasiliense presentes à Ilha do Retiro (parecia até a invasão corintiana no Maracanã em 1976), o Sport permitiu que a bola permanecesse meia eternidade sendo chutada de um lado para o outro na sua área. Na sobra de um chute de Dimba, Iranildo diminuiu o placar. Infelizmente, metade da multidão candanga já tinha ido embora do estádio e apenas dois ou três torcedores viram o gol. Mas suspeita-se que estes fossem vendedores ambulantes ou funcionários do estádio.

 
P.S. Na partida mais longa da história do futebol (começou dia 26 de março e terminou dia 09 de abril), os 36 minutos restantes do confronto entre Salgueiro x Náutico pelo Pernambizarro 2008 finalmente foram disputados. Mesmo com o árbitro levando a partida além dos 50 minutos do segundo tempo, o placar terminou mesmo em 1x0. Para o Salgueiro. (risos)
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Pense na empolgação...

Segunda-feira, 07 Abril 08, 06:23 PM

Depois da difícil vitória sobre o Brasiliense no meio de semana pela Copa do Brasil, eis que no último domingo o Sport voltou ao Pernambizarro 2008 para enfrentar mais uma vez o Serrano.

Para entender como o time esteve empolgado na partida, é só imaginar um sujeito que vai a um forró e passa a noite inteira dançando com a irmã. Considere que este sujeito não nutre qualquer relação incestuosa pela irmã. E que essa irmã é feia de doer e está acompanhada por amigas ainda mais feias. Tem como se empolgar? Só com muita, muita birita.

Como no veloz futebol contemporâneo não é de bom tom tomar uns gorós antes da partida, lá vai o Sport, sóbrio, encarar uma baranga chamada Serrano. Mesmo com três desfalques de peso (Durval, Luisinho Netto e Leandro Machado) e cheio de cautela por conta do jogo de volta com o Brasiliense na quarta-feira seguinte, o Sport abriu o placar aos 20 minutos.

Dutra parece ter aprendido bem com gênio Luisinho Netto (que, ironicamente, fez aniversário no dia da partida da qual estava suspenso) e levantou uma bola perfeita na área do Serrano para César acertar uma cabeçada ainda mais perfeita.

Um a zero até o fim do primeiro tempo. E poderia ter sido mais, pois antes, aos 11, e depois do gol, aos 37, César teve outras boas chances. Na última delas, a bola foi salva em cima da linha.

Veio o segundo tempo e o Sport parecia cada vez mais com o sujeito da metáfora do segundo parágrafo. Tirar Kássio e pôr Thierry Enílton foi covardia, apelação, sacanagem de Nelsinho Baptista com o Serrano. O careca marcou aos 17 (cinco minutos depois de entrar em campo) e aos 38, fechando em 3x0 numa vitória com cara de cerveja Kaiser: se só tem ela, vai ela mesmo.

Se bem que valeu  avingança pela derrota em Serra Talhada, uma semana e meia antes.

Como não achei os gols no youtube nem noutro site, vai a festa da torcida ao fim da partida.

 

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Reação

Sexta-feira, 04 Abril 08, 01:09 AM

Mais uma vez o Sport repetiu o pesadelo que virou hábito no Brasilixão do ano passado e que nas últimas partidas voltou a dar as caras: tomar gol no início da partida: duas vezes com o Ypiranga pelo Pernambizarro e contra o Brasileiense pela Copa do Brasil.

Desta vez, foram apenas 58 segundos para que o time do senador cassado abrisse o placar com Patrick, após falha bisonha de Luisinho Netto. O uniforme amarelo dos anfitriões logo remetia a um certo time do sertão pernambucano, mais especificamente da cidade de Serra Talhada.

Mas é aquele negócio, camaradas... quem toma gol no início tem mais tempo para reagir.

E um time não conseguir fazer gol num time que tem Júnior Baiano de titular na zaga é melhor repensar não apenas sua disposição ofensiva, mas sua própria existência enquanto entidade.

Curiosamente, o gol de empate não saiu através dos jogadores de ataque, mas de Dutra. O lateral-esquerdo, ausente a mais de um mês da equipe titular, encontrou uma brecha pela esquerda após tabelar com Romerito, invadiu a área e chutou cruzado. Placar igual ainda no primeiro tempo.

Na etapa final, o velho clichê: Luisinho Netto cobra falta na área adversária e Zidane, aliás, Romerito, usa a cabeça para virar o placar e deixar o Sport a um empate na Ilha do Retiro para avançar às oitavas de final da Copa do Brasil. Na partida de volta, o xerife Durval está fora, pois foi expulso aos 11 minutos do segundo tempo.

Vitória fora de casa por 2x1. Mais um golzinho e nada de jogo de volta. Que dava pra fazer isso, dava. Romerito que o diga. Antes de virar a partida, o Zidane da Ilha conseguiu perder o gol mais fácil da história do futebol. Sem exagero. Cruzamento rasteiro, bola mansa. Sozinho, sem goleiro, dentro da pequena área, Romedane mostra que é mesmo um jogador completo: consegue ser o herói e o pereba da mesma partida. Só craques conseguem isso.

Além disso, pra que ficar com a próxima quarta-feira livre? Pra a Federação empurrar mais um jogo do Pernambizarro?

Nem a pau.

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Empate com sabor de... empate

Terça-feira, 01 Abril 08, 06:40 PM

Bem que parecia uma reprise do episódio anterior, com os mesmos atores num cenário diferente. Uma semana antes, Sport e Ypiranga se enfrentaram na Ilha do Retiro e o Ypiranga fez um gol logo no início. No último domingo, a mesma coisa: início de jogo e logo o Ypiranga faz um a zero.

Aí o roteiro começou a apresentar novidades. Sentindo o baque da derrota no meio da semana para o Serrano, o Sport não conseguiu e reagir para empatar e virar o jogo, como havia acontecido ainda no primeiro tempo do jogo da semana anterior.

Foi então que a principal arma do time entrou em ação mais uma vez, salvando o time daquilo que parecia uma derrota certa. Depois de centenas de tentativas de bola de longa distância alçadas na área por Luisinho Netto, bem como as cobranças diretas nas faltas próximas à área, eis que o gênio da lateral-direita resolve juntar as duas coisas.

Manda uma bola de longa distância direto no gol, quando todo mundo esperava uma bola alçada na área. Empate a oito minutos do fim.

Os "entendidos" desdenham, dizendo que ele quis cruzar. Quando o dentuço da Seleção Brasileira fez um gol parecido e virou um jogo de quartas-de-final de Copa do Mundo contra os viadinhos da Seleção Inglesa, os "entendidos" exaltaram a malandragem, a imprevisibilidade, a magia do futebol brasileiro.

Mas se é um cara de 30 e tantos anos, que nunca jogou (nem vai jogar) pela seleção brasileira, que marca um gol de empate contra o fortíssimo Ypiranga pelo Pernambizarro 2008, o irmão do Mão Santa vem dizer que foi sem querer. Vai à merda, Tadeu Schimdt!

E comparar Ronaldinho Gaúcho com Luisinho Netto... só um imbecil não percebe que o lateral-direito do Sport é infinitamente mais craque do que o ex (e bota ex nisso)-melhor do mundo.

Já dizia Nelson que o pior resultado do futebol é o empate, pois não há a euforia da vitória nem a depressão da derrota. Eu penso diferente. Um ponto fora de casa contra o poderoso Ypiranga é um ponto fora de casa contra o poderoso Ypiranga.

Este escriba bem que preferia a vitória do Sport. O texto sairia bem melhor do que este que acabaram de ler.

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