Quinta-feira, 31 Janeiro 08, 03:06 AM
Na última rodada do primeiro turno de 2006, o Ypiranga, time da cidade de Santa Cruz do Capibaribe me provocou uma raiva indescritível: jogando em casa, precisava apenas vencer o Santa Crúcis para ficar com o turno. Lá pelos 30, 35 do segundo tempo, pênalti para o Ypiranga. Júnior Amorim (vade retrum) vai cobrar.
E perde. 0x0 e Santa Crúcis campeão do turno.
Pouco adiantou, pois os sarnentos perderam para o Sport na disputa de pênaltis da final. Mas a raiva de Júnior Amorim e do Ypiranga ficou. Já pensou se os sarnentos, pouco antes de sua passagem meteórica na série A do Brasileirão, perdessem o turno para o Ypiranga, time cujo escudo tem uma máquina de costura (S. C. do Capibaribe tem na tecelagem seu principal pilar econômico)?
Eis que dois anos depois, no mesmo estádio Otávio Limeira, os sarnentos levam uma chapoletada de 2x0. Dizem que na jogada que originou o pênalti do segundo gol, o atacante Edmundo (o Animal do Ypiranga) dominou a bola com os DOIS braços. Ainda não vi esse lance.
Por que porra mais uma vez estou escrevendo no Blogsport, espaço sagrado do Campeão Brasileiro de 1987? Primeiro porque há tempos não sacaneio o Santa Crúcis; segundo, porque com esse resultado o Sport tem que perder em casa para o Sete de Setembro por TRÊS gols de diferença para não terminar a primeira fase do primeiro turno na primeira colocação no geral; terceiro, porque tirar sarro de classes sócio-humano-intelecto-futebolísticas inferiores é politicamente incorreto e eu curto muito. Te fode, Santa Crúcis!
Já a Barbie simplesmente A-R-R-A-S-O-U o Serrano. 5x2, dois gols de Geraldo (apelidado pelas bonecas da Rosa e Silva de Nêgo Ken) e ressurreição de Kuki, a gnominha perfumada dos Aflitos. Baita força pra nós, já que o Serrano também almejava a primeira colocação no geral.
Mas isso não adianta merda nenhuma, pois o regulamento... Caralho, consegui escrever um dos piores posts da história do Oleole.
Antes que eu escreva mais bobagens: OBRIGADO, YPIRANGA!
P.S.: Nelsinho, 3-5-2 na casa do cacete! E fora Gustavo Macoinha!
Segunda-feira, 28 Janeiro 08, 04:27 PM
Recentemente o amigo Ruy Paulo postou algo a respeito da exigência do site em que as mensagens tenham ao menos 100 caracteres... algo sensato, até para evitar que se poste em branco. Quer postar, escreve algo, caralho.
Essa introdução é apenas para ganhar tempo e pensar no que escrever sobre o jogo entre Salgueiro e Sport. A combinação jogo às três da tarde, calor de Salgueiro (quem já foi lá sabe), time desfalcado, proibição por parte da diretoria do Salgueiro de que o Sport fizesse treino de reconhecimento do gramado, esquema 3-5-2 e a presença do indescritível Gustavo Macoinha entre os titulares me fez acordar no domingo com o singelo pensamento:
"Estamos fudidos"
Felizmente, rolou uma chuvinha, Magrão tava inspirado e fez ao menos dois milagres. E só.
Como era esperado, o 3-5-2 não vingou (prova disso foram as substituições de Nelsinho Burrista, desfazendo o esquema) Macoinha teve mais uma atuação bizarra, o ataque não funcionou, resumindo-se a arriscar chutes de fora da área. Enfim, uma lástima. Ficou o "consolo" de escapar da derrota, que quase veio nos minutos finais.
Ao menos uma boa notícia tivemos no domingo. As bonecas da Rosa e Silva levaram um par de limãos no centro. Não entendeu, clique aqui.
Mas as maquiadas não tiveram um fim de semana de todo ruim. No que fazem melhor, se mostraram competentes. Venceram o concurso de Rainha do Baile Municipal 2008. Tô falando sério.
Obrigado pela piada, Renata Benevides. E nem és essas coisas todas.
Segunda-feira, 28 Janeiro 08, 06:15 AM
Quem gosta de futebol freqüentemente se depara com as famosas "listas dos melhores" ou "seleções de todos os tempos". Resolvi fazer uma nesses moldes, mas um pouco mais rara de aparecer, quiçá inédita.
Senhoras e senhores, eis o meu dream team do futebol-violência.
Goleiro:
Harald Schumacher (Alemanha): Além da clássica entrada em
Battiston, na semifinal da Copa de 82, escreveu um livro desancando a Fussball Bund (a CBF deles), acusando-a, dentre outras coisas, de tratar a equipe como cobaias da farmacêutica Bayer.
Para fugir disso, fingia engolir os comprimidos para dormir, cuspia-os, e tomava cerveja.
Lateral-direito:
Daniel Passarella
(Argentina): Catimbeiro, porradeiro, rei das cotoveladas e goleador. E argentino. Por sua seleção, incluindo amistosos, fez 84 jogos e marcou 26 gols. Em 70 partidas oficiais, 22 tentos.
Praticamente um a cada três jogos. Média semelhante à do brasileiro Cafu, não acham?
Zagueiro central:
Marco Materazzi
(Itália): Precisa dizer algo? Se sim, clique aqui.
Quarto-zagueiro:
Oscar Ruggeri (Argentina): Na defesa do dream
team do futebol violência não tem espaço para brasileiro. "El Cabézon" batia pra valer, sabia sair jogando e ainda marcava seus golzinhos. Além disso, é argentino.
Lateral-esquerdo:
Foi expulso antes que o locutor pudesse dizer seu nome. Além do mais, um time destes joga
com dez, nove, oito ou sete com a mesma eficiência (e violência) de onze.
Médio-volante:
Roy Keane (Irlanda): Já
postei um vídeo que justificaria sua inclusão nesse time. Mas para reforçar a afirmativa e decretá-lo capitão, vai
esse. E esse.
Médio-volante:
Norbert
"Nobby" Stiles (Inglaterra): Feio, baixinho (1,61 m), míope (usava lentes de contato durante os jogos) careca e banguela (tirava a dentadura para jogar). Seu único talento era destruir
jogadas e pernas adversárias. O homem que, ao lado do bandeirinha Tofik Bakhramov, deu a Copa de 1966 à Inglaterra. E ainda jogou até os 42 anos. Gênio.
Médio-volante:
Sandro Goiano (Brasil): O homem que vendeu
a alma ao diabo, e numa pelada de fim-de-ano, deu um carrinho no tinhoso, recuperou sua alma, roubou a do diabo e, com o dedo em riste, mandou-o tomar cerveja mais cedo. Em outras palavras,
Deus. Aliás, nessa mesma pelada, o próprio Deus estava com uma distensão na coxa e ficou cuidando do churrasco. Dizem as más línguas que ele estava mesmo era fazendo migué para não enfrentar
Sandro Goiano.
Meia-atacante:
Zinedine Zidane
(França): Ficou taxado como jogador talentoso, criativo e diferenciado. Mas gostava de dar suas porradas, principalmente quando falavam de sua irmã. Teve alguns problemas com Materazzi, mas
soube usar a cabeça para resolvê-los.
Atacante:
Almir Pernambuquinho (Brasil): O homem que
ensinou o jogador brasileiro a dar porrada. Pra valer. Em 1959, pouco após o primeiro título mundial do Brasil, acabou com o que
restava do "complexo de vira-latas" do brasileiro. Em 1966, o ápice: na final do carioca, jogando num Flamengo cheio de jogadores na "gaveta", bem como o árbitro, provocou propositalmente
a maior briga da história do Maracanã, para evitar uma goleada do Bangu (que já vencia por 3x0) e a consequente volta
olímpica que, de fato, não aconteceu. Morreu esfaqueado numa briga de bar em 1973. Nasceu em Recife em 1936 e começou a carreira no Sport.
Atacante:
Serginho Chulapa (Brasil):
Goleador, grandalhão, cabeça quente, bom de briga. Ironicamente, até hoje é o maior artilheiro da história do time apelidado de Bambi. Nome certo para a copa de 1978, não foi porque cumpria
suspensão de um ano por agredir um bandeirinha. Na de 1982, virou titular após a contusão de Careca. Não jogou bem, destoando daquela "seleção encantadora" montada por Telê Santana. Motivo:
Telê o teria "domesticado".
Técnico:
Felipão (Brasil): Pode até ser que existam outros
mais violentos, mas Felipão é Felipão. Respeito.
Como o post ficou longo, em breve posto o banco deste timaço. Mas posso adiantar que Simeone e Cantona já são nomes certos. Ah, esqueçam Edmundo. Depois daquela porrada que levou do Zandoná, perdeu a moral para todo o sempre.
E finalizando, imagens do mais incompreendido dos craques que formam essa seleção.
Quinta-feira, 24 Janeiro 08, 08:07 PM
Até onde vai o limite da ignorância humana? Confesso que nos meus 28 anos de vida tenho buscado esta resposta, seja em Big Brothers, Rebelde, Malhações ou nos fantásticos domingões do Faustão. Quem sabe assistindo Miltons Neves, Robertos Nascimento, Chicos Lang, enfim, minha busca era inglória. O limite da ignorância humana jamais seria conhecido.
Até que Nelsinho Baptista, autodefinido treinador de futebol, me mostra que o limite da ignorância pode ser não só conhecido como também alcançado. Falando sério.
No último domingo, a vitória sobre o Central foi apertada por vários motivos, o maior deles a substituição de um volante por um zagueiro, ressuscitando o maldito 3-5-2
(reload).
Errar é humano, insistir no erro...
Três dias depois, a anta disfarçada de treinador não só entra com a porra do 3-5-2 como escala zagueiro Gustavo, apelidado de Macoinha, em razão de sua agilidade e atenção.
Antes dos 30, Luisinho Netto é expulso, junto com o centralino Vital.
Final do primeiro tempo, Central 1x0. Gol de Leonardo. Como é estranho ver Leonardo jogando contra nós. Fazendo gol, nem se fala.
Na volta do intervalo, Nelsinho continua a dar mostras de sua "inteligência diferenciada": tira Igor (e não Gustavo) e põe Júnior Maranhão. Mais um volante para fazer companhia a Daniel Paulista, Éverton e Romerito, volante de origem. Foi dele o passe para Carlinhos Bala, sem a porra da tiara, empatar aos 6. Três minutos antes, ele perdeu um gol feito.
Cinco minutos depois, Durval cabeceia na trave para Romerito 100% (4 jogos, 4 gols) aproveitar o rebote. Era a virada.
O Central deu sufoco, Gustavo Macoinha perdia todas fosse qual fosse a altura que a bola viesse. Será que é assim no treino?
Aos 38, numa falha de marcação de, claro, Gustavo Macoinha, adivinhem o que aconteceu? Fábio Silva empatou o jogo.
Mas Deus às vezes dá uma forcinha aos burros. Nos acréscimos (tal como domingo, qualquer semelhança não pode ser mera coincidência), falta para o Sport. Romerito quer bater, Júnior Maranhão também, mas é Carlinhos Bala que cobra para dar a vitória ao Campeão Brasileiro de 1987.
Usa tiara na porra dos teus pagodes, Bala. Em campo, tiara é coisa de baitola.
Nelsinho, continue sendo burro e vencendo nos acréscimos.
Ah, alguém quer levar o Macoinha? Precinho camarada.
Gols do jogo aqui.
Segunda-feira, 21 Janeiro 08, 01:17 PM
Time com três estreantes, adversário com fama de complicado. Do lado do Sport, o reestréia do zagueiro Igor, o mito Sandro Goiano e o atacante Enílton. Do lado do Central, não deixava de ser estranho enfrentar nosso (ex)-ídolo Leonardo.
Com um minuto de jogo, o mito deu seu primeiro chute a gol pelo Sport. O goleiro Hudson defendeu em dois tempos.
Luisinho Netto, que aos 2 e aos 4 minutos já tinha levado perigo ao gol de Hudson, cobrou escanteio aos 8 e Igor, livre, cabeceou para abrir o placar.
Yeah!
Luisinho Netto seguiu proporcionando as melhores chances do Sport na primeira etapa, principalmente em cobranças de falta e escanteio. Mas a primeira etapa terminou com a vitória leonina pelo escore mínimo
Aí Nelsino Baptista começou a despertar os piores pesadelos.
Primeiro sacando o mito e colocando o jovem zagueiro Elias para ressucitar o maldito 3-5-2 de Geninho.
Fanfarrão esse Nelsinho Baptista.
O castigo veio aos 17. Elias fez pênalti e levou amarelo. Leonardo, até então sumido na partida, bateu e empatou. 32 torcedores do Central fizeram uma avalanche na Ilha do Retiro.
Nelsinho Baptista segue fazendo besteira e saca Everton para a entrada de Diogo que viria a fazer merda toda vez que pegava na bola. Parecia ele ter certeza de que o time venceria fácil e a balada seria longa, visto que na segunda-feira o treino é só às 15:30
Aos 22, Luisinho Netto, de falta, pôs as coisas no devido lugar. Golaço, para a alegria de Diogo e do dono do(s) bar(es) no(s) qual(is) ele iria gastar o bicho. Não para propor sociedade, se é que me entendem.
Dois minutos depois, Cláudio empata para o Central. E tome Diogo fazendo uma merda atrás da outra. E Carlinhos Bala, com uma porra de uma tiara, mostrando que não estudou a lei do impedimento.
“Miserável país aquele que não tem heróis. Miserável aquele país que precisa de heróis”, neste jogo a frase de Brecht caía bem ao Sport como a juba ao leão.
Não havia um herói e só ele daria a vitória ao Sport.
E aos 46, o maior candidato ao posto foi até a linha e cruzou, bonito, para a cabeçada de Romerito. Fim do sufoco, e a dúvida: quem seria o herói?
Os dois. E Brecht que se foda. Nelsinho Baptista também.
Sexta-feira, 18 Janeiro 08, 01:44 AM
Afastado há quase vinte anos da primeira divisão do Campeonato Pernambucano, o Sete de Setembro recebeu o Sport Recife no quase interditado Gigante do Agreste. Sabe lá deus o que ou quanto levou à liberação daquele simulador de superfície lunar, um campo de várzea de vigésima categoria, um adversário muito mais difícil do que Real Madrid, Manchester United ou qualquer um desses timecos que o Sport enfrentará em Tóquio até 2012.
Parecia que uma bola de basquete estava sendo utilizada para jogar futebol, de tanto que a pelota quicava.
O passe rasteiro era uma impossibilidade, uma arrancada era risco de torção no tornozelo e quando a bola ia ao gol do Sete, o puto do goleiro Mondragon pegava tudo. O 0x0 já era um axioma.
De volta ao time do Sport, Carlinhos Bala, que nem deve saber o que porra é um axioma, desafiou as leis da lógica particular inerente ao gramado do Estádio Gigante do Agreste e cruzou para Romerito, mais uma vez atuando bem, mandar de nuca para o gol. Isso mesmo. De nuca.
Bem que o gol poderia ter saído aos 40, 42 do segundo tempo. Mas saiu aos 15 da etapa complementar, e ainda havia tempo para o empate, que saiu 12 minutos depois, num lance que desde já é forte candidato ao troféu lance bizarro do ano.
"Melhores" momentos do jogo aqui. Não recomendado para quem gosta de bom futebol.Domingo, 13 Janeiro 08, 07:12 PM
Aluno: Luís Romerito Reginaldo
Escola Municipal Guilherme de Aquino
Jogo do Sport
No último sábado, meu pai e meu padrinho me levaram para a Ilha do Retiro para comemorar meu aniversário de seis anos. Achei bem legal. Fui ver o Sport jogar contra um time de camisa verde chamado Salgueiro.
Meu padrinho disse que esse time de camisa verde era muito forte e tinha sido campeão da segunda divisão do Pernambucano. Eu perguntei o que era segunda divisão e ele disse que é como na escola. A segunda série é mais difícil do que a primeira.
Meu padrinho disse que na segunda divisão jogavam os times mais fortes do mundo, os campos são piores do que o campo perto da casa do Borracha, onde eu jogo bola. Ele disse também que o Salgueiro não tomava um gol há mais de ano. Não entendi porque meu pai ficou dando risada quando meu padrinho disse isso. Toda vez que ele toma cerveja fica rindo feito bobo.
Quando começou o jogo, os dois ficaram falando aqueles nomes feios que a mamãe reclama quando eu falo. Perguntei se eu podia falar também e papai deixou. Foi bem legal.
Nem demorou e o Sport fez um gol. Todo mundo no estádio berrava e pulava. Bem legal. Meu padrinho disse que o jogo ia ficar muito difícil, que o juiz ia ajudar eles e o Sport ia recuar. Papai só fazia dizer nome feio, beber cerveja e fumar cigarro.
Papai também comprou um monte de sorvete e bala pra mim. Mas ele tava fumando tanto que o cigarro acabou e eu ainda tinha um monte de bala e chiclete. Ele comprou mais cigarro e eu perguntei se eu podia fumar um. Ele riu e disse que não.
Ninguém conseguiu fazer gol no goleiro do Sport e o Sport fez 4 gols. Papai disse que o goleiro completou cem jogos pelo Sport. Perguntei se era difícil e ele disse que é quase impossível. Perguntei o que era impossível e ele me mandou olhar o dicionário. Papai fica chato quando acaba o cigarro.
Perguntei pro meu padrinho como é que o Sport conseguiu fazer 4 gols naquele time se ele não tomava gol a mais de ano. Meu padrinho disse que é porque o Sport é o melhor time do mundo.
Acho que vou torcer pra esse time.
Sábado, 12 Janeiro 08, 08:29 PM
Romerito cobrou pênalti sofrido por ele mesmo. Categórico! Gooooleada! Aos 18 do segundo tempo!

Sábado, 12 Janeiro 08, 08:24 PM
No segundo gol, Luisinho Netto pegou o rebote do chute de Reginaldo. Aos nove do segundo tempo, Luisinho cruzou na cabeça de Reginaldo. Caixa!

Sábado, 12 Janeiro 08, 07:53 PM
Luisinho Netto pega rebote do chute de Reginaldo. De pé esquerdo, no minuto de acréscimo do primeiro tempo! Vamo Sport, vamo Sport, vamo Sport, vamo Sport, vamo Spooooooooort...

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