Sexta-feira, 29 Junho 07, 03:39 PM
-- Bruno jogou demais. Três cruzamentos dele terminaram em gol. Sou um dos poucos a enxergar potencial nele, mas confesso que nunca o vi jogar tão bem.
-- Náutico não é parâmetro de nada. O time está muuuuuito fudido.
-- Um dirigente anunciou a queda de PC Gusmão ao vivo na rádio. No dia seguinte, desmentiram. Só pode ser medo de demitir um técnico por causa de derrota em clássico. Cogitaram até Joel Santana
para substitui-lo. Eu, hein...
-- O que tem de nêgo agora achando que o time do Sport é espetacular não está no gibi. Menos, negada, menos. Dependendo do jogo contra o Corinthians é que o time poderá ser elogiado.
-- Não é que o 3-5-2 de Geninho pode dar samba? Aguardemos o jogo com o Corinthians.
-- Cléber falhou no gol de Hamilton e o melhor goleiro do Sport é Gustavo, o terceiro.
-- O Sport abriu o placar pela primeira vez no campeonato. Fato positivo, mas como já foi ditio, Náutico não é parâmetro.
-- O ataque do Sport continua perdendo muitos gols.
-- Acosta é uma piada. E o Náutico está acertando com outro uruguaio, um tal de Delgado.
-- Enfim, não sei pra que falar do clássico. O Náutico é bem pior do que os reservas do Santos, batidos pelo Sport na estréia pelo mesmo placar de 4x1.
Sexta-feira, 29 Junho 07, 06:43 AM
Toda vez que o Sport enfrenta o Náutico, eu nunca penso que foi num clássico dos clássicos meu batismo na Ilha do Retiro. Numa tarde chuvosa de julho de 1991, vencemos por 2x0, gols de Cristiano e Dinho (aquele mesmo, que depois jogou no São Paulo e no Grêmio).
Só penso na decisão do primeiro turno do estadual de 1993, quando Ivan levou dois frangaços e perdemos por 2x1 em casa... uma semana antes tínhamos enfiado cinco na casa deles, mas não era decisão.
Nunca lembro da final do Pernambucano de 1991, a primeira que assisti no estádio. 3x0, dois gols de Hélio e um de Moura, que, aliás, foi o gol do Fantástico (lembram disso?) naquele domingo.
Só penso que eles conquistaram o hexacampeonato estadual e fomos vices em TODOS aqueles seis malditos anos.
Não penso que em 1975, Assis Paraíba marcou o gol que nos tirou de uma fila de treze anos, em cima deles, naquele arremedo de estádio da Avenida Rosa e Silva. Escrevi até um livro sobre esse campeonato, como projeto de conclusão da faculdade de jornalismo.
Não penso na decisão de 1977, na qual o regulamento dizia que em caso de empate na final, se jogariam quantas prorrogações fossem necessárias o desempate. Só veio aos oito minutos do primeiro tempo da terceira prorrogação. 158 minutos e o gol de Mauro nos deu o título. Em cima deles.
Sequer penso que desde o hexa, em 1968, eles nunca mais nos venceram numa decisão de campeonato.
Só penso em Guilherme de Aquino, recém-chegado da Inglaterra, querendo praticar um tal de “foot-ball” que se jogava lá na terra da rainha. Foi até o então mais prestigiado clube do Recife, o Náutico, e de lá foi enxotado, dentre outras coisas por ter a pele um pouco mais escura. Irado e cheio da grana, resolveu ele mesmo fundar um clube chamado Sport Club do Recife e implantar o futebol no estado de Pernambuco.
O clube que enxotou Guilherme foi o mesmo que só passou a aceitar negros na década de 1950. Não deixo de pensar nisso, em nenhum momento.
Não penso na jogadaça de Valdo e no gol de Ricardinho pela semifinal do Campeonato do Nordeste de 2001. Eles passaram invictos nos 15 jogos da fase de classificação e nós nos arrastamos pra passar. A semifinal foi disputada em jogo único, na casa do time de melhor campanha. Foi um dos últimos jogos que assisti com meu avô, que Deus o tenha.
Só penso na bomba que o maldito Adílson mandou quase do meio-campo naquele mesmo ano e decretou um derrota nossa em casa por 2x1. Eles saíram na frente, nós empatamos e quando o segundo gol deles saiu, já estavam com um a menos e era início do segundo tempo... o sonho do nosso hexa acabava ali, ainda que fosse o primeiro dos três turnos do campeonato daquele ano.
Não penso na goleada de 5x1 que aplicamos neles em 1997, no dia do aniversário de 96 anos do Náutico.
Penso sim nos dois empates pelo estadual de 2006. Em ambos saímos na frente, poderíamos golear e cedemos o empate.
Não penso nos dois gols de Fumagalli, pelo returno da Série B no ano passado. O confronto de número 500 entre Sport e Náutico. Nem no de número 501, em fevereiro deste ano, no qual Vítor Júnior nos deu a vitória lá na casinha rosa deles. Nem no 502º, em 1º de abril, quando os gols de Weldon e Luciano Henrique nos deram o bicampeonato estadual antecipado. Há 15 anos não éramos campeões em cima do time rosa dos Aflitos.
Só consigo pensar em 25 de julho de 1909, quando eles resolveram nos copiar e jogar futebol também. Marcaram uma partida contra nós e venceram por 3 a 1. Setenta anos antes do meu nascimento, eu já tinha ódio dessa aberração chamada Clube Náutico Capibaribe. Ou simplesmente Barbie.
Marcamos uma revanche três semanas depois e terminou em 0x0. Só os vencemos em 19 de junho do ano seguinte, pela contagem mínima.
Grêmio x Internacional? Atlético-PR x Coritiba? Cruzeiro x Atlético-MG? Corinthians x Palmeiras? Flamengo x Vasco? Rangers x Celtic? Israel x Palestina? Irlanda x Inglaterra? Atenas x Esparta?
São todos casos de amor quando comparados ao ódio que tenho pelo Náutico. E às vésperas de cada confronto esse ódio aumenta insuportavelmente.
Nesta quinta-feira, 28 de junho de 2007, enfiamos quatro gols naqueles vermes. Quatro. Durval aos quatro, Carlinhos Bala aos onze do primeiro tempo. Aos vinte, Acosta, o dito craque deles foi expulso por agredir nosso zagueiro Gabriel. Abriu-se a porteira.
Mas só fomos marcar de novo aos seis da segunda etapa, de novo com Bala (não seria um míssil?) e aos 14, com Washington. Entre um gol e outro, Baiano agrediu Bruno, nosso lateral-esquerdo. Eles ficaram reduzidos a nove jogadores e poderíamos ter chegado aos cinco, seis, sete ou mais gols.
Mas o time foi cristão, piedoso. Deixou até que eles saíssem do zero, numa falta cobrada aos 31 por Hamilton que, apesar de forte, dava para Cleber pegar. Há quase um ano não tomávamos gol da Barbie. Quer dizer, do Náutico. Teríamos zerado nosso saldo negativo de gols se não tivéssemos tomado esse gol ou se tivéssemos marcado mais um.
Quando o Sport vence o Náutico, até que ódio diminui um pouco. Mas só até o próximo confronto, dia 16 de setembro, no estádio cor-de-rosa deles. Então as reminiscências carnalmente não-vividas daquela tarde de 25 de julho de 1909 voltarão à tona.
Sexta-feira, 29 Junho 07, 01:11 AM
Um gol perdido por Diogo, outro feito por Bala e corretamente anulado e mais uma cabeçada certeira de Durval. Quatro minutos e já estamos vencendo. Estarei delirando?
Onze minutos e mais um gol de cabeça. Carlinhos Bala, para calar minha boca. Como diriam meus conterrâneos, deu a porra!
Quinze minutos e as Barbies não chutaram uma bola contra o gol de Cleber.
Vinte minutos, escanteio pras rosadas e o bandeirinha flagra o uruguaio Acosta acertando um soco em Gabriel, fora do lance. Wilsão Mendonça manda a Barbie gringa pro chuveiro. Terceira expulsão dele em oito rodadas. Sai vaiado até pela torcida rosada. Dizem ser o craque do time.
Pode acabar o jogo neste momento que eu ganho o bolão. Apostei 2x0 pra nós.
Dá-lhe Leão, porra!
Quinta-feira, 28 Junho 07, 08:22 PM
Na manhã da última quarta-feira, o locutor e apresentador da Globo e Sportv Luís Roberto apontou, taxativo, os candidatos ao rebaixamento no campeonato brasileiro a 31 (isso mesmo, trinta e uma) rodadas do final: os nordestinos e o Juventude.
Não vou aqui falar mal de Luís Roberto, que além de péssimo narrador é um baita péla-saco dos clubes do Rio e de São Paulo. O assunto aqui é outro: o “apartheid regional” que está se formando no futebol brasileiro.
Na lista citada no primeiro parágrafo, troquemos o Juventude pelo Goiás ao final da 38ª rodada. E nos quatro primeiros da série B, coloquemos Criciúma, Coritiba e mais dois dos oito times paulistas na competição.
Teríamos um campeonato brasileiro apenas com times do Sul e Sudeste em 2008. Para a alegria do Clube dos 12, que não precisaria viajar longas distâncias até outras regiões. Aliás, em tempo de caos nos aeroportos, os times nordestinos são mais propensos a serem prejudicados do que os times do Sul-Sudeste.
Os membros do Clube dos 12 possuem as maiores verbas da TV, além do “benefício da dúvida”. Ou o velho apito amigo. É bem verdade que vez por outra algum cai pra série B, mas sempre volta no ano seguinte, com virada de mesa ou “não”.
Claro, há os “off-12”, e um deles vez por outra surpreende e consegue uma vaga na Libertadores. Na era dos pontos corridos, pelo menos um dos “off-12” chegou lá: o Coritiba (no momento, disputando sua segunda temporada consecutiva na série B) em 2003, o Atlético-PR em 2004, o Goiás em 2005 e o Paraná em 2006. Aliás, já há algum tempo o Brasileirão é a Libertadores dos times do Norte-Nordeste.
Suponhamos que o cenário descrito no quarto parágrafo se concretize ao final do torneio (vade retro). Em nosso país de dimensões continentais, não seria melhor logo fazer como as Ligas Norte-Americanas de basquete, futebol americano, hóquei, beisebol... dividir em conferências, a partir de critérios geográficos, fortalecendo as disputas regionais e fazendo dos confrontos inter-regionais verdadeiros acontecimentos.
Com uma divisão justa das cotas de TV, claro. Sem esse papo de “maior torcida”. Tradição conta tanto quanto torcida e futebol são 11 contra 11, além de um juiz e dois bandeirinhas imparciais.
E sem biquinho do vencedor do Clube dos 12, como num certo campeonato disputado em 1987...
Quarta-feira, 27 Junho 07, 03:15 PM
Não é apenas na série A que os times nordestinos desempenham um papel secundário. Na B não é diferente. Apenas um foi campeão, o Sport em 1990.
O Náutico foi vice em 1988, assim como o Santa Cruz em 1999 e 2005 e o Sport em 2006. O Vitória foi vice em 1992 (com o Santa Cruz em terceiro), mas nem precisava: teve a virada de mesa que subiu 12 times para beneficiar o Grêmio.
O Bahia foi terceiro em 1999, mas teve Copa João Havelange no ano seguinte, que proporcionou o milagre do Fluminense, que foi da série C direto para a série A.
O Fortaleza foi vice-campeão em 2002 (Santa Cruz em terceiro) e 2004 (Bahia em quarto).
O América-RN foi vice em 1996, o combalido CSA foi vice três vezes (1980, 182 e 1983), assim como o paraibano Campinense em 1972.
O Náutico foi terceiro colocado em quatro ocasiões: 1996, 1997, 2005 e 2006. Nesta última, na qual subiram quatro times, voltou à série A, junto com o quarto colocado América-RN (mesma colocação alcançada em 1972).
O baiano Atlético de Alagoinhas ficou em terceiro em 1972, o Itabaiana-SE em quarto neste mesmo ano. A Catuense-BA ficou em quarto em 1989, assim como o Central de Caruaru em 1995.
Pouco, muito pouco mesmo.
Terça-feira, 26 Junho 07, 04:07 PM
Nas primeiras sete rodadas da Série A, a zona de rebaixamento é um retrato dos indicadores econômicos do país. Dentre os nove estados representados no campeonato brasileiro, quais são os menos favorecidos? Pernambuco e Rio Grande do Norte, cujos três times ocupam as últimas posições na classificação.
Aliás, a última vez que um time nordestino ficou entre os oito primeiros da série A foi em... 2001, com o Bahia, eliminado nas quartas-de-final pelo São Caetano. Em 2000, o Sport de Leão foi eliminado (aliás, roubado, mas muito roubado mesmo) pelo Grêmio, também nas quartas. O Vitória chegou à semifinal de 1999 contra o Atlético-MG. Em 1998, o Sport só foi parado pelo Santos nas quartas.
A partir de 2002, o último campeonato antes da era dos mata-matas, os nordestinos passaram a ser, quando muito, figurantes da série A. Naquele ano, o Sport já penava no primeiro de seus cinco terríveis anos na série B, o Bahia ficava em 19º e o Vitória em 10º, entre 26 clubes.
Em 2003, o Fortaleza, que havia subido, e o Bahia foram os últimos colocados. Série B pra eles. O Vitória ficou em 16º entre 24 participantes.
Em 2004, foi a vez do Vitória, então solitário representante da região nordeste, ficar na vice-lanterna e ir para a série B. No final de semana até então mais triste do futebol baiano, o Vitória caiu para a Segundona e o Bahia foi eliminado da briga para voltar à Primeirona. Um ano depois, ambos caíram para a Série C.
Não fosse pelo Fortaleza, mais uma vez subido da segundona, a Série A de 2005 não teria representantes nordestinos. O Tricolor cearense fez uma campanha surpreendente e quase foi para a Copa Sul-Americana, ficando em 13º, à frente de Flamengo e Atlético-MG.
Em 2006, o Fortaleza foi antepenúltimo e, assim como o lanterna Santa Cruz (que vinha da série B), ficou entre os quatro rebaixados.
Domingo, 24 Junho 07, 01:22 PM
Mudou o técnico, mudou o time, mudou o esquema tático, só não mudou a rotina de derrotas do Sport no Brasileirão. Desta vez, coube ao Paraná Clube a honra de derrotar o novo time do técnico Geninho.
Nos primeiros minutos, deu até para enganar. Weldon entrou livre na área e chutou cruzado, mas de forma bisonha. Carlinhos Bala também teve uma boa chance, lançado em velocidade e tentando tocar por entre as pernas do goleiro Flávio. Tudo isso antes dos seis minutos de jogo.
O 3-5-2 implantado por Geninho parecia dar um bom resultado. Os três zagueiros estavam bem, e o lateral-esquerdo Bruno teve liberdade para avançar, bem como o improvisado Diogo na direita. Entretanto, ambos possuem mais virtudes defensivas do que ofensivas. E o passe de Diogo é nada menos que horrível. E Bruno cruza tão bem quanto Cafu em seus piores momentos.
Mas o problema era a tal da armação de jogadas. Com Luciano Henrique e Vítor Júnior saindo do clube e Rosembrick (mais uma vez) machucado, sobrou apenas Fumagalli como jogador de criação no meio. A camisa 10 ficou com o volante Bia, só para se ter uma idéia.
Simplesmente não dá. Ainda mais com o nítido mal-estar entre Fumagalli e Carlinhos Bala, o filho de Chico César com Daiane dos Santos. Aos 30 minutos de jogo, cobrança de falta, bola alçada na área e aconteceu pela sétima vez em sete partidas: o Sport toma um gol antes de fazer.
Desta vez foi Beto, de cabeça. Bia, que estava na marcação, caprichou na escola dos pregos e na quantidade de Super Bonder que o deixaram muito bem pregado ao chão. Daí pra frente, as equipes brindaram espectadores e telespectadores com uma das partidas mais entediantes do campeonato. O Sport sem poder de criação algum e o Paraná Clube administrando o resultado.
No banco, Geninho não tinha opção alguma para mexer efetivamente no time. Mas foi Evanílson, saído do banco, que conseguiu a melhor chance do Sport no segundo tempo. Um pênalti não-marcado. Isso mesmo: a melhor chance do Sport no segundo tempo foi um pênalti de Márcio Careca em Evanílson, que o árbitro não deu.
Claro que ainda não se pode avaliar o trabalho de Geninho. Mas uma coisa é certa: por mais ajustes táticos e contratações que se faça, é preciso melhorar o ambiente do grupo. Aí está a chave. Faltam 31 jogos. E o primeiro deles é em casa, no clássico contra a aflita esquadra rosada dos Aflitos. Mas do jeito que as coisas vão indo, tem cheiro de zero a zero no ar.
Quinta-feira, 21 Junho 07, 03:33 PM
Entretanto, o anúncio oficial só foi feito na manhã de quarta-feira. E ele chegaria ao aeroporto às 2 de tarde e uma hora e meia depois seria apresentado à torcida. Não fosse o caos aéreo...
Com atraso de cerca de uma hora, o homem chegou. Deixou claro sua filosofia de trabalho, anunciou que já comanda a equipe na próxima partida, sábado em Curitiba, contra o Paraná. Avisou também que resolverá a questão do elenco em uma semana.
Só quis escrever sobre Geninho quando sua vinda estivesse mais do que confirmada. O que essa diretoria do Sport fala, nem sempre se escreve.
Geninho, por mais críticas que se possa fazer ao seu trabalho, nunca correu do pau nem deixou que o ambiente se tumultuasse. Quando isso aconteceu, no Corinthians ano passado e no Goiás esse ano, foi por conta respectivamente de uma diretoria louca e de Petkovic, o homem que só joga bola no Rio de Janeiro.
Milton Bivar não é Dualib e Carlinhos Bala não é Petkovic.
Agora vai. Bota pra fuder, Geninho!
Segunda-feira, 18 Junho 07, 02:12 AM
Acabou a paciência! Para quem escutou a ladainha de Homero Lacerda de que o time iria brigar ao menos pela vaga na Libertadores, para quem entendeu que as derrotas para Vasco e Grêmio foram casualidades, para quem o empate em casa com o Flamengo foi obra da arbitragem e a derrota para o Fluminense foi causada pela crise interna, para quem entendeu a opção de não anunciar logo o novo técnico... mas empatar, em casa, com o lanterna do campeonato que jogou com um homem a menos desde os 35 do primeiro tempo... é demais.
Como sempre, o time saiu perdendo. A defesa, tão elogiada contra as babas do campeonato estadual, acumula falhas e mais falhas. Em mais uma delas, Luciano Dias abriu o placar para o América de Natal. Como o ataque do Sport é uma merda, coube a um zagueiro, o grande Durval, marcar o gol de empate.
E tome Carlinhos Bala perdendo gols (nunca me empolguei com esse safado revelado pelo time do canal), tome Washington perdendo gols e tome Luciano Dias subindo sozinho após uma cobrança de escanteio, e tome América 2 a 1.
Aos 35, o meia Souza do América resolve dar uma mão enfiando o cotovelo no volante Bia. Cartão vermelho para ele e o técnico Lori Sandri arruma uma confusão, precisando de uns cascudos da Policia Militar para, algemado, deixar o campo.
Veio o segundo tempo e a desvantagem no numero de jogadores do América era compensada pela nulidade de Evanílson. Um filadaputa daquele ter chegado à seleção brasileira com Vanderlei Luxemburgo só confirma ainda mais a ligação perigosa de Luxa com empresários.
O técnico-tampão Leivinha percebeu isso e substituiu o lateral-direito pelo garoto Diogo, que é volante. Tirou Bia e colocou Weldon e também trocou Washington pelo estreante Vitor Hugo. E tome o Sport perdendo gols até que o nanico do Carlinhos Bala conseguiu empatar, de cabeça.
E tome Vitor Hugo perdendo gol, tome Weldon perdendo gol. O que este perdeu aos 40 minutos do segundo tempo só não foi o lance mais bizarro da rodada porque alguns minutos antes houve o gol contra do Botafogo contra a Barbie.
Sobre Vitor Hugo, tudo bem ele passar em branco em sua primeira partida. Atacante que marca pelo Sport na estréia não costuma se dar bem. O problema é que essa síndrome da estréia que historicamente ligada aos atacantes parece que se acometeu todo o time, já que após a brilhante estréia não venceu mais.
No finalzinho houve um pênalti que o juiz erradamente deu falta e Fumagalli desta vez não fez o gol. Mas diante da partida deplorável do time não cabe culpar o juiz.
Nesta segunda-feira, Homero Lacerda, Milton Bivar & Cia prometem anunciar o novo técnico. Leivinha, que dirigiu a equipe contra o América, fez o que pôde. Escalou e substituiu corretamente. Mas não venceu, pois entrar em campo e fazer os gols que o ataque “cardíaco” não faz, ele não pode. Nem Leivinha nem o novo técnico que, dizem por aí, será Emerson Leão. Eu duvido. Minha aposta é que vem (afe!) Mauro Fernandes.
Apesar da partida horrível do Sport, Rosembrick (que brilhou no time do canal e tem fama de cachaceiro) voltou bem ao time, o que é ao menos uma boa notícia, algo do qual estamos sentindo falta.
PS: A Vitor Jr. e Luciano Henrique, que estão indo embora: Tchau e danem-se.
Quarta-feira, 13 Junho 07, 10:26 PM
Em 1995, Fernando Henrique Cardoso estava ainda no primeiro dos oito anos em que passou na presidência do Brasil. Faz um tempinho. Pois foi naquele ano, quando eu ainda estava no 2º ano do Ensino Médio (aliás, na época era 2º Grau), que o Fluminense havia vencido o Sport pela última vez.
A partir do ano seguinte, os números não mentem. 6x0 pelo Brasileiro de 1996 (Ilha do Retiro, estréia de Renato Gaúcho como técnico), 3x0 em 1997 (Nas Laranjeiras), 3x2 pela João Havelange em 2000 (Na Ilha), 1x1 pelo Brasileirão de 2001 (Tropeço na Ilha) e duas vitórias na Copa do Brasil 2003 (1x0 no Maracanã e 2x1 na Ilha). O velho Nelson sofreu na minha mão nesse período, chegou até a me expulsar da casa dele quando o visitei no Rio.
Domingo, 10 de junho de 2007. O velho Nelson, ainda de ressaca pela conquista da Copa do Brasil, vai ao Maracanã saudar seu Fluminense. Nem se importa com a vitória, já que em 2008 já está garantido na Libertadores. Está mais preocupado em ter que sair do Rio para ver o Fluminense jogar partidas internacionais e todos sabem que ele detesta viajar. Nem para Florianópolis, a menos de duas horas de vôo, o velho Nelson viajou para ver seu time na final da Copa do Brasil. Viu num bar em Copacabana mesmo.
Enfim, o velho Nelson tomou um susto ao ver o Sport pressionando o Fluminense no primeiro tempo. Mas lembrou-se que após a Copa do Brasil, o Flu iria só cumprir tabela e evitar o rebaixamento e logo se acalmou. Mais ainda depois que Alex Dias abriu o placar.
No segundo tempo, o time que havia equilibrado as ações no primeiro tempo e tomou o gol por mera casualidade, voltou sem vontade alguma para o segundo tempo. Os lances dos gols de Rodrigo Tiuí e Cícero mostram o time do Sport parado, meros expectadores do Fluminense.
“Doze anos de tabu acabaram no vestiário, tenho certeza”, afirmou-me o velho Nelson no telefonema zombador pós-partida. “Teu time andou no segundo tempo, não tem técnico nessa joça, não?”. No dia seguinte, não tinha mesmo mais técnico. Giba pediu demissão, pois queria afastar três jogadores e a diretoria não aceitou. Não por acaso, os três que foram treinados por ele um ano antes, no time do canal do Arruda.
On Mais um “Obina Fact”