Thursday, 15 May 08, 18:31 PM
Arreia a calça e senta no meu pau
Oh, Internacional Que eu vivo a enrabar
Vens de plagas distantes
Todo arrogante
Achando que vai ganhar
Primeiro foi o Leandro Machado
Depois o Roger e por fim o Durval
Saíste da Ilha sem vitória
Colorado tá fora
Da Copa do Brasil
A versão tosca e mal-educada do hino do Inter poderia sozinha ser post. Mas a épica vitória do Sport sobre o atual campeão gaúcho não poderia se resumir a uma paródia tão escrota.
Na verdade, horas, dias, séculos, existências se passariam até que se achasse a melhor maneira de começar esse post.
Pois bem, a partida não poderia ter começado melhor. Três minutos, escanteio da direita, Luisinho Netto cobra na cabeça de... Leandro Machado (algum colorado lembra dele?). Em três minutos, fim de um jejum de 206 minutos do Sport sem marcar gol. Mais 87 e o jogo iria para os pênaltis.
Mas que graça teria esperar os pênaltis ou fazer mais um gol?
Ainda no primeiro tempo, aquela falha costumeira da defesa leonina e empate do Inter. Em seguida, pênalti claro em Leandro Machado, vantagem para o Sport e Sandro Goiano chuta pra fora.
Segundo tempo, presentaço do Fernandão (sinceros agradecimentos ao cabeça de platina), Carlinhos Drogbala vai à linha de fundo e cruza para Roger, quase impedido, fazer o gol mais fácil de todos os tempos. E ainda tinha gente achando que ele ia perder. Que maldade com o Kanouté da Ilha.
Então veio a expulsão de Luciano Henrique. Sport precisando de mais um gol, um jogador a menos e contra o "time mais espetacular da história da humanidade pós-Revolução Industrial" (aspas para a afirmação do genial e irônico Luiz Fernando Bindi)
Pois não é que o Inter teve a certeza de que não só se classificaria como empataria e até viraria o placar? Afinal eles já foram campeões do mundo, não é?
E teve a cabeçada do Durval. O que dizer da cabeçada do Durval? O que dizer da cabeçada do Durval?
Clemer fez um milagre maior que o Superman no primeiro filme dele, quando inverteu a rotação do planeta terra para fazer o tempo voltar.
Então Durval foi cobrar uma falta. Mas, esperem, alguém já tinha visto Durval cobrar uma falta?
Pois na noite de 14 de maio de 2008, 103 anos e um dia depois da fundação do Sport Club do Recife, mais de 31 mil pessoas no estádio e milhões ao redor do Brasil e do mundo viram.
Clemer, o goleiro senil do Inter, não. Nem com a imagem em loop e em camera lenta ele conseguiria ver.
O terceiro gol, o gol da classificação do Sport para as semifinais da Copa do Brasil.
Três gols: o de Leandro Machado decepou a perna do saci. O de Roger tirou o cachimbo. E o de Durval fez o Inter sentar no recém-inaugurado maior mastro de bandeira de clube do Brasil. Sessenta metros de aço no Culorado. Será que doeu?
Pergunte ao torcedor do Inter.
Monday, 12 May 08, 20:21 PM
Dois times focados em suas respectivas partidas de volta pelas quartas-de-final da Copa do Brasil no próximo meio de semana com uma inconveniente rodada de abertura do Campeonato Brasileiro antes.
Desta forma pode ser definida a visão tanto de Botafogo quanto de Sport em relação ao confronto entre os dois times no último domingo.
Um público irrisório assistiu a dois times que, ao menos no momento, apostam no óbvio. Afinal de contas, por que pensar agora num torneio de 38 partidas quando se sabe que na Copa do Brasil, a essa altura, com apenas cinco partidas um time pode ser campeão e garantir vaga na Libertadores?
Não bastassem os dois times com equipes mistas para poupar jogadores para os respectivos compromissos no meio da semana, Botafogo e Sport fizeram um jogo marcado pela displicência. As defesas não marcavam e os ataques não concluíam decentemente.
O Botafogo procurava o Atlético-MG, seu adversário pela Copa do Brasil, bem como o Sport atacava o seu respectivo, o Inter. Até o Sport perceber que o jogo era contra o Botafogo pelo Brasileirão, já tinha desperdiçado duas boas chances com Romerito e Roger.
Aí veio gol do Botafogo, graças muito mais à displicente defesa leonina do que a Jorge Henrique e o ataque botafoguense. Um gol ridículo.
Veio o segundo tempo, o jogo continuava a mesma bosta até que o Sport empatou com Carlinhos Drogbala aproveitando o rebote de um chute de Romerito.
Apenas o bandeirinha e o árbitro (nem interessa os nomes desses filhos da puta) não viram que Drogbala estava na mesma linha do último defensor botafoguense.
Foi então que, por pane nos computadores, apagaram-se os refletores do estádio aos 28 minutos do segundo tempo.
Pane nos computadores de um dos mais modernos estádios brasileiros. Pane nos computadores. Conta outra, Botafogo.
Com o juiz e administração do estádio jogando a seu favor, não foi difícil para o time do joga-bonito-e-não-ganha-nada segurar a vitória quando as luzes foram religadas 20 minutos depois.
Religadas é apenas modo de dizer. O campo ficou foi à meia-luz mesmo.
Já no apagar das luzes que já tinham apagado antes, Francisco Alex fez uma “cagada” daquelas e perdeu bola para Diguinho, que tabelou com Jorge Henrique e entrou livre na área para matar de vez o jogo.
Tomar um gol de um enganador e outro de um emo metrossexual.
Que início de Brasileirão.
Thursday, 08 May 08, 22:41 PM
Não, não foi lá nenhuma catástrofe, mas perder o jogo de ida das quartas-de-final contra o Inter, em Porto Alegre, não estava nos planos do Leão da Ilha do Retiro. Aliás, se um time planeja perder de pouco no jogo de ida para descontar no jogo de volta, podem ter certeza que um time desses está dando o primeiro passo rumo à desclassificação.
Sunday, 04 May 08, 14:35 PM
Luxemburgo e seus pupilos desembarcaram no Recife com um discurso bem ensaiado: “O empate com gols classifica o Palmeiras.”
E a porcada esteve classificada. Como seria óbvio para o todo-poderoso, o melhor, o “milionário”, o estelar, o esquadrão chamado Palmeiras.
E até que Miss Piggy teve essa alegria. Por exatos quinze minutos. Um quarto de hora. 900 segundos. O tempo de um bom banho.
Quando Alex Mineiro acertou uma cabeçada indefensável após um cruzamento perfeito do desmarcado Leandro, a grande nação de porcos clorofilados pensou alto, tanto em pretensão quanto em volume: “Tríplice coroa, tríplice coroa...”
Mas havia Romerito.
Quem?
Romerito já tinha tirado o primeiro zero do placar antes que os “intelectuais do futebol” se esclarecessem de que não se tratava daquele paraguaio que jogou no Fluminense nos anos 80.
Aí os intelectuais confirmaram suas unívocas profecias com o gol de Alex Mineiro, o centroavante de trinta e tantos anos que ainda busca o centésimo gol como profissional. E os intelectuais bradavam: “Ora, o Palmeiras tem qualidade defensiva para manter o empate. O Palmeiras tem Valdívia para puxar contra-ataques. O Palmeiras tem plenas condições de virar esse jogo.”
Mas o Palmeiras não tem Romerito, porra! Gol dele de novo.
E de repente, minutos após o segundo gol de Romerito, alguém há milhares de quilômetros de distância da Ilha do Retiro berra em frente à TV.
Mais um gol de Romerito! Mais um de Romerito!
Era o replay do segundo gol, uma bola levantada por Dutra na área, o gigante Carlinhos Drogbala ajeita de cabeça e Romerito, dentro da pequena área, conclui de pé esquerdo. O alucinado telespectador jura até hoje que não era replay, que Drogbala ajeitou de cabeça e Romerito concluiu também de cabeça.
Não, telespectador, de cabeça foi o primeiro gol. E não foi Drogbala que ajeitou de cabeça, foi Durval. Drogbala cobrou o escanteio.
O telespectador manteve o discurso. O terceiro gol já tinha sido marcado e foi de Romerito, de cabeça após passe de Carlinhos Drogbala.
Então Carlinhos Drogbala cobrou falta na área para um certo camisa 10 cabecear de costas e... Romerito 3, Camisa marca-texto 1. Um gol para cada porquinho da famosa fábula infantil.
A casa de palha, Romerito, o Lobo Mau, destruiu com uma cabeçada. A de madeira, com um chute de canhota. A de tijolos, que na fábula original salvou os três porquinhos, não foi páreo para uma cabeçada “djiscostas” de Romerito, o açougueiro, o matador de porcos.
Veio o segundo tempo e os intelectuais voltaram a se animar. Everton foi expulso logo aos 4 minutos. Ora, todo o segundo tempo para marcar só dois gols e jogando com um a mais. E com a categoria de Valdívia para armar as jogadas ofensivas.
Valdívia? Ele jogou foi? Ah, tá.
Enquanto ainda falavam de Valdívia, eis que Romerito, o gênio, o Zidane da Ilha, dava um passe milimétrico para Dutra, que avançava pela esquerda. A aproximação, o chute cruzado de canhota e a confirmação da goleada. Churrasquinho, feijoada, presunto, pernil... porco é isso.
Bem, alguém ainda fala de tríplice coroa? Ah, tá, três gols do coroa. Romerito. Rei Merito.
Sunday, 27 April 08, 03:06 AM
O post vai com atraso pelo fato de o escriba passar os últimos dois dias tentando entrar com uma ação judicial contra o Sr. Djalma Beltrami. Sim, esse filho da puta que está no header do blog, com o dedo de Everton apontado na cara.
Nunca, na história da humanidade, uma arbitragem inverteu tantas faltas contra um visitante. O safado fez de tudo para prejudicar o Sport. Voltemos a falar mal de Beltrami mais tarde.
Falemos de uma estréia. Sim, este escriba nascido em Recife, pela primeira vez foi a um estádio da capital paulista ver um jogo do Sport. E logo num dos mais acanhados, o Parque Antártica.
Convenhamos, é uma espécie de estádio dos Aflitos, só que alviverde. Estádios geralmente são construções imponentes, vistas logo de cara no Google Earth. Já o Parque Antártica passa despercebido, até suas torres de iluminação são ocultadas pelos edifícios em volta. O gramado é horrível, enfim, o Parque Antártica faz jus ao mascote não-oficial do seu proprietário. Amigos, o Parque Antártica é um chiqueiro.
Antes do jogo, a mascote oficial do Palmeiras apareceu no gramado. Com seus trejeitos másculos e intimidadores virou fácil a melhor piada da noite e ganhou o apelido de Periquita. Aaaah, é Periquita!
Todos já ouviram falar de times que propositalmente encharcam o gramado para prejudicar adversários. Mas usar jatos de água uma hora antes do jogo, com refletores acesos e boa parte dos expectadores já dentro do estádio, juro, este escriba nunca viu nem ouviu relatos semelhantes. Entretanto, para quem joga gás de pimenta no vestiário do adversário, isso é fichinha, não acham?
Quanto ao jogo em si, o Sport teve uma excelente chance de abrir o placar numa cabeçada de Carlinhos Drogbala antes do terceiro minuto de jogo. Se o goleiro do Palmeiras fosse Luís Inácio Lula da Silva, o placar sairia do zero logo ali. Mas Marcos tirou com o dedinho da mão esquerda.
Depois, Kleber e Martinez esbarraram no intransponível Magrão. O cara pegou tudo e foi um dos destaques da partida. O outro destaque foi o Beltrami, sempre ele.
O calhorda inverteu faltas, laterais, deu escanteios de presente ao Palmeiras, enfim, fez de tudo para a Miss Piggy, ou Periquita, vencer a partida. Mas como afirmou o conceituado periódico O Lance numa de suas geniais manchetes, “faltou gás” ao Palmeiras. Que o diga Valdívia, um mero ectoplasma em campo.
Romerito também teve chance de abrir o placar no primeiro tempo, num contra-ataque no qual a bola raspou caprichosamente a trave direita de Marcos.
No segundo tempo, a porrada comeu solta. Sandro Goiano, claro já tinha começado no primeiro tempo, dando uma lapada em Denílson que fez o pseudo-craque se esconder do jogo, como sempre fez bem em sua “vitoriosa” carreira.
As faltas favoráveis ao Palmeiras o ladrão, aliás, Beltrami marcava com eloqüência. Sobretudo as que só ele via. Carlinhos Drogbala foi derrubado por Marcos, que era o último jogador e deveria ser expulso. Enfim, falta a favor do Sport, só se alguém fosse morto, como Leandro Machado quase foi, já perto do final do jogo.
Voltando, ou continuando, a falar de porrada, o que dizer de Bia, marcador implacável de Valdívia na épica vitória do Sport no Brasileirão do ano passado, no mesmo Parque Antártica? Entrou no lugar de Daniel Paulista aos 42 do segundo tempo e, sem ter sequer tocado na bola, foi expulso aos 44. Motivo: um soco na cabeça do sósia da Fernanda Torres. Se era pra ser expulso, que arrebentasse logo a perna do chileno metido a craque.
A partida se aproximava do final e Beltrami não aceitava o empate. Mais de cinco minutos de acréscimo e apito final num contra-ataque perigoso do Sport. E a torcida suína ainda o xingou. Bando de ingratos.
A partida não poderia mesmo ter um vencedor e a decisão da vaga nas quartas-de-final tinha mesmo que ser em Recife. Por mais que o filho da puta do Beltrami quisesse o contrário.
Melhores momentos da partida aqui.
Tuesday, 22 April 08, 14:43 PM
Até que enfim acabou o campeonato com o mais imbecil regulamento de todos os tempos. No último domingo, o campeonato pernambucano 2008 chegou ao final. E sem partida final, mais uma vez. Tal como em 2007, o Sport conquistou os dois turnos, o segundo antecipadamente.
A última rodada previa o clássico entre Sport e Náutico, na Ilha do Retiro. A princípio, seria a partida decisiva do turno. Os resultados, entretanto, transformaram o 506º
Clássico dos Clássicos num confronto quase inútil. Para o Sport, o jogo se resumiu a uma espera formal pela taça de (tri) campeão pernambucano
Ora, que interesse a partida poderia ter, tendo em vista que tanto Sport quanto Náutico terão jogos duríssimos no meio da semana pela Copa do Brasil? Vencer um clássico é sempre bom, mas isso o rubro-negro já havia feito no campeonato, contra a mesma Barbie. Vencer novamente seria uma imensa crueldade com as bonecas.
Mesmo assim, o técnico Nelsinho Baptista resolveu decepcionar este escriba e escalar boa parte dos titulares. Ou seja, covardia com as freguesas. Escalando reservas ou juniores, ou infantis ou a equipe do berçário, a partida seria equilibrada.
Em campo, porém, os jogadores rubro-negros fizeram questão de não humilhar a esquadra rosada. O pênalti cobrado por Luisinho Netto no primeiro tempo ilustrou bem a preocupação de não sacanear a pobre Barbie.
Luisinho Netto, o rei da bola parada, cobrou com uma displicência de fazer inveja ao já lendário Martín Palermo, centroavante do Boca Juniors. Não só isso: o chute fraco, à meia altura e quase no meio do gol foi capaz de provocar um exercício de suposição bastante peculiar: imaginar Palermo, aos 60 anos, cobrando uma penalidade máxima numa pelada de fim de ano depois de tomar umas cervejas. A bola só entraria se não houvesse goleiro, quiçá não fosse para fora.
No segundo tempo, o Sport até marcou um gol. Roger escorou de cabeça um cruzamento de Kássio, a bola bateu na trave, passeou dentro do gol e voltou ao campo. O árbitro e o bandeirinha, pasmem, entenderam como bola na trave. De fato, essa partida ninguém poderia ter vencido.
Ao final, do jogo, porém, a Barbie comemorou bem mais o fato de não ter vencido o jogo. Nunca uma não-vitória foi tão comemorada pelas bonecas dos Aflitos. Em 2006 e 2007, o Santa Cruz venceu o Sport na última partida. Em 2006, venceu a finalíssima por 1x0 no tempo normal e perdeu nos pênaltis. Meses depois, os sarnentos caíam da primeira para a segunda divisão do brasileiro. Em 2007, venceram pelo mesmo placar um Sport já campeão duas rodadas antes e que buscava o título invicto. Meses depois, caíam da série B para a C e em 2008 disputavam o torneio da morte no campeonato estadual.
Para a Barbie, não vencer a última partida do estadual representou uma esperança no campeonato brasileiro, no qual surpreendentemente permaneceu na série A.
Para o Sport, foi apenas um jogo inútil, no qual sequer se deu ao mais simples dos trabalhos quando o adversário veste rosa: vencer.
Friday, 18 April 08, 20:36 PM
Havia um clima de mala preta no ar. A esquadra rosada de Rosa e Silva não admite, mas todos sabem que rolaria um bicho extra para que o Central vencesse o Sport na Ilha do Retiro, dando esperanças às perfumadinhas dos Aflitos de conquistar o Pernambizarro 2008.
Porém, as esperanças alheias, se é que de fato existiam, começaram a ir pro saco aos 12 minutos. Daquele jeito, Luisinho Netto cobra uma falta na área e Leandro Machado, de volta ao time depois de um mês no departamento médico, cabeceia no estilo “Seu Boneco”, ou seja, djiscostas.
Daí por diante, o jogo tornou-se uma sucessão de barroquismos futebolísticos irritantes, passes de efeito inúteis, enfim, aquela punheta. Não fosse pelos litros de bebida consumidos pela torcida antes e durante a partida (diz-se que o álcool provoca euforia), seria bem possível que os jogadores do Sport dormissem em campo (ainda mais com o jogo começando perto das dez da noite). Um sujeito que não bebe disse que viu o goleiro Magrão dormindo encostado numa das traves que defendia.
Mas tome birita e tome zoada. Ns arquibancadas, os gritos de tricampeão já tomavam mais força. No campo notava-se a falta de birôs, carimbos e pilhas de papéis os atletas do time da casa, tamanha a burocracia do futebol apresentado.
Veio o segundo tempo, e seguiu o futebol de repartição pública do Sport. Não por má vontade, mas por estratégia e inteligência, uma vez que o adversário em campo se mostrava pouco eficaz. Além disso, as perfumadas precisavam vencer para almejar alguma coisa no campeonato e empatavam seu jogo em 0x0 por falta de placar menor.
Então, aos 32 minutos, Magrão acordou. E como quase todo mundo que acorda subitamente, claro que ele fez merda. Executou uma saída de gol de fazer inveja a Dida em seus piores momentos. Deu mais vontade de rir do que raiva.
Bebeto, zagueiro do Central, empatou o jogo. Mas ninguém comemorou mais do que o locutor global Rembrandt Jr., barbie (não) assumida.
Nos 13 minutos restantes o Central poderia fazer mais um, dois, dez gols. Afinal de contas, a eficiente esquadra rosada permaneceu empatando seu jogo e tornando as coisas ainda mais fáceis.
Na última rodada, o Sport recebe a taça na Ilha do Retiro e enfrenta as barbies com o time sub-11. Por este escriba, o time do berçário entraria em campo para enfrentar as bonequinhas. Podia até colocar o filho de Daniel Paulista, que nasceu na véspera do jogo com o Central, como capitão.
Aliás, bom mesmo seria pegar logo a taça e nem jogar. Deixa ser W.O. para as rosinhas. Então elas inventariam uma escalação irregular de jogador numa partida do Sport lá pela segunda ou terceira rodada da primeira fase e entrariam na justiça cobrando a perda dos pontos que lhe dariam o título do primeiro turno, então teria que ter final, blá, blá, blá... e antes que o leitor durma, as últimas palavras:
TRI – CAMPEÃO!!!
Tuesday, 15 April 08, 02:01 AM
Superman teve cinco filmes. Batman, idem. Rocky Balboa teve seis, Rambo chegou recentemente ao quarto episódio e O Exterminador do Futuro teve três. Freddy Krueger nos alegrou em sete filmes, incluindo o sensacional Freddy x Jason. Já Jason Vorhess permanece recordista absoluto, com seus dez filmes, sem contar a parceria com o chapeludo da cara queimada.
Sport x Salgueiro, pelo Pernambizarro 2008 chegou perto da dupla de carniceiros, ultrapassou Superman, Batman e Rambo, empatou com Rocky Balboa e goleou o Ex-terminador e atual governador da Califórnia. Foram seis episódios, sendo três na Ilha do Retiro, dois em Salgueiro e o último deles em Caruaru, no último domingo.
Apesar da manutenção da vitória sobre as Barbies no meio da semana passada, o Salgueiro não resistiu à força do virtual tricampeão pernambucano. No primeiro tempo, Romerito, de costas no meio de campo, ajeitou de cabeça para a corrida de Thierry Enílton, que cruzou na área para Romerito, o lerdo mais rápido do futebol, abrir o placar.
No segundo tempo, tal como Didi Mocó em Os Trapalhões e o Rei do Futebol, Luisinho Netto levantou uma bola na área para ele mesmo cabecear para o gol. Como assim? Calma.
No clássico filme dos Trapalhões, Didi cobrava um escanteio e, num belíssimo truque de edição, aparecia na área para cabecear. Na obra-prima orquestrada pelo gênio da lateral direita, Durval recebeu a cobrança de Luisinho Netto e ajeitou para Igor alçar na pequena área e Luisinho Netto marcar de peixinho.
Já no apagar das luzes, outra obra-prima do futebol coletivo: Sandro Goiano passou para Roger, que devolveu para o Zangief dos Gramados, que passou para Romerito, que tocou para Roger que ajeitou para Sandro Goiano chutar forte no canto e fechar o placar de 3x0 para os créditos finais de Sport x Salgueiro – Episódio VI.
Quarta-feira à noite, o Sport precisa de um empate contra o Central para levantar o tricampeonato pernambucano e escalar os fraldinhas para a última partida contra as Barbies.
Gols aqui.
P.S.: Barbies e Central, vale salientar, deram aquela força ao empatarem em 1x1. O SporTRI Club do Recife agradece.
Friday, 11 April 08, 20:46 PM
Buenos Aires, 23 de junho de 1968. River Plate e Boca Juniors empatam sem gols, numa partida um tanto distante de merecer a alcunha de “superclássico”.
Após descerem os 80 degraus da escadaria entre a arquibancada e o portão 12 do estádio Monumental de Nuñez, centenas de torcedores do Boca Juniors encontram a pequena saída bloqueada. Os primeiros a chegar não conseguem voltar nem avisar os que estão mais acima? Resultado: 71 torcedores morrem esmagados e dezenas ficam feridos. Culpados: nenhum.
Explicar as razões desta tragédia é o que procura o documentário Puerrta 12, do diretor argentino Pablo Tesoriere. Nos noventa minutos de filme, dirigentes, ex-jogadores torcedores sobreviventes, jornalistas e parentes das vítimas falam sobre a tragédia, intercalados por imagens da época e um curioso número de expressão corporal.
Sobrinho-neto de Américo Tesorieri, goleiro do Boca e da seleção Argentina na década de 20, Pablo nasceu mais de uma década depois da tragédia. Durante sua infância e adolescência, Pablo muito ouviu falar do ocorrido. Entretanto, ele se surpreendeu ao perceber que o assunto era pouco conhecido por torcedores e suas causas permaneciam abafadas.
Tesoriere levou quatro anos para finalizar o trabalho, apoiado incondicionalmente por dirigentes do Boca Juniors e ora ignorado, ora ameaçado pela cúpula do River Plate.
Valeu a pena. O filme lança uma luz sobre uma tragédia pouco conhecida – e cujas vítimas fatais, com idade média entre 18 e 19 anos, jamais entraram nas estatísticas de violência no futebol, pelo fato de a AFA (a CBF portenha) considerar a Tragédia da Porta 12 como um acidente.
Mais do que relatar a tragédia, Puerta 12 lança uma discussão sobre como a escalada da violência e a entrada de altas somas de dinheiro transformaram o futebol num espetáculo cada vez mais trágico.
O filme está sendo exibido no Festival É Tudo Verdade, que passou por Rio e São Paulo, vai passar ainda em Bauru (auditório da CPFL, dia 12/04, às 16 hs), Brasília (CCBB, 16/04, às 16 hs) e Caxias (Cine UCS, 25/04, às 18 hs). No Recife, que recebe uma versão “resumida” do É Tudo Verdade, Puerta 12 não está na programação.
Site do filme: www.puerta12.com
Thursday, 10 April 08, 19:03 PM
Para avançar às oitavas-de-final da Copa do Brasil, o Sport jogava em casa pelo empate contra o Brasiliense. Ou seja, cautela, marcação eficiente e contra-ataques rápidos, pois o time do senador cassado que buscava o resultado, certo?
Porra nenhuma.
Nelsinho escalou logo três atacantes no time titular. Ousadia, desprezo ao adversário? Nada disso. Apenas disposição em resolver logo o jogo.
Primeiro, o tacante Roger toca para o atacante Thierry Enilton, que por sua vez ajeita de calcanhar para o atacante Carlinhos Drogbala abrir o placar.
Em seguida, Thierry Enilton recebeu uma cobrança curta de escanteio, cortou para o meio da área e chutou de canhota. Um chute incapaz de quebrar um biscoito Maizena embebido em café quente, mas que bateu no calcanhar do zagueiro leonino Igor e 2x0 no placar.
Prossegue o jogo e... Dutra levanta a bola na área dos amarelinhos de Brasília e... Roger, de cabeça, marca seu primeiro gol pelo Leão. Nos treinos, Roger costuma marcar quatro, cinco. Bem que estava na hora de marcar na partida. Que venham mais tentos.
Final do primeiro tempo. Tudo que o Sport precisava fazer para ser desclassificado da Copa do Brasil era tomar 4 gols em 45 minutos. Tarefa fácil para o Brasiliense, que tem Dimba no ataque e Iranildo armando no meio-campo.
Entretanto, como o Sport escalou três atacantes e só dois tinham feito gols, coube a Romerito roubar uma bola no ataque e cruzar para Thierry Enilton fazer o seu e, tal como no último domingo contra o Serrano pelo Pernambizarro, se esborrachar ao tentar saltar as placas de publicidade para ir comemorar com a torcida. Dá a volta nas placas da(s) próxima(s) vez(es), Enilton!
Perto do final, intimidados pelo grande número de torcedores do Brasiliense presentes à Ilha do Retiro (parecia até a invasão corintiana no Maracanã em 1976), o Sport permitiu que a bola permanecesse meia eternidade sendo chutada de um lado para o outro na sua área. Na sobra de um chute de Dimba, Iranildo diminuiu o placar. Infelizmente, metade da multidão candanga já tinha ido embora do estádio e apenas dois ou três torcedores viram o gol. Mas suspeita-se que estes fossem vendedores ambulantes ou funcionários do estádio.
On Senta no mastro, Colorado