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Inter, Palmeiras e São Paulo: quem tem ambição para ser campeão?

Segunda-feira, 31 Agosto 09, 09:40 AM

Muricy empatou o clássico do primeiro turno e o São Paulo saiu mais feliz que o Palmeiras.

E agora empatou o clássico do segundo turno e foi o Palmeiras que saiu mais feliz que o São Paulo.

Aí vem o Inter e dá outro passeio, no Goiás, e mais uma vez vamos todos exaltar o Colorado e figurá-lo (com méritos) ao time dos favoritos.

Muricy tem uma marca ruim e uma marca boa. A ruim é a vitória a qualquer custo, sem medo de escalar 8 volantes. A boa é o espírito vencedor. Aquele algo a mais que fazia o São Paulo vencer jogos impossíveis fora de casa na hora H.

Não foi o que se viu ontem no Morumbi. Nem uma coisa nem a outra. Se o Palmeiras encurralou o São Paulo no campo dele enquanto pode, o mesmo time não teve VONTADE de ganhar o jogo. Faltou o ímpeto vencedor aos seus comandados para matar o jogo e tirar o São Paulo da briga de vez. N'ao era o jogo da vida de nenhum deles.

Percebe-se, ali, que o Muricy ainda não tem o time na mão.  E que assim que conseguir passar esse espírito, e ainda contar com o reforço de Love e a manutenção de Xavier e Diego Souza, vai ser difícil tirar o título do Palmeiras.

Da mesma forma, do outro lado, Ricardo Gomes tem seus limites. Tecnicamente, vem mostrando bola no chão, tabelas de calcanhar e um futebol que encantou por seis rodadas consecutivas. Algo raro no São Paulo e capaz de trazer de volta o futebol de Hernanes, Jorge Wagner e Dagoberto.

Mas tem uma certa timidez 'Caio-Juniana'. Normal, diga-se, para quem relativamente ainda é novo no ramo e na pressão de um grande clube. É difícil transpor a barreira de time bom para time vencedor. Assim como o Palmeiras não quis vencer o jogo, o São Paulo tampouco. O fato de ter ficado de 'bom tamanho' o empate na maioria das falas dos jogadores ao fim do jogo revela essa tendência.

E você vai me perguntar o que o Internacional está fazendo neste post? A mesma coisa que São Paulo e Palmeiras fizeram no clássico. Se o Goiás era um jogo de seis pontos e o Galo na quarta é quase barbada, com todo o respeito ao goianos e mineiros, era no Parque Antárctica, na Vila Belmiro, no Grenal e contra o Corinthians que o Inter mostraria, mais do que futebol vistoso, a gana de ser campeão. E ainda não mostrou.

Isso é uma coisa: o título. Outra é o futebol bonito que o Inter, seus infindáveis talentos da base (agora o Marquinhos?) e suas ótimas contratações cirúrgicas mostram. Resta saber se, finalmente, um coisa levará a outra.

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Postado por mautex | Comentários (2)

Se o futebol tivesse alguma lógica...

Domingo, 16 Agosto 09, 05:21 PM

O Palmeiras não `confiou` no seu treinador interino. Agradeceu, reverenciou, aplaudiu. A torcida pediu, os jogadores correram muito mais do que corriam com o Luxa mas, no final, a diretoria tomou a `atitude sensata` e contratou o mais vencedor dos técnicos de futebol da era de pontos corridos no Brasil: Muricy Ramalho.

Juninho virou um dos aspones de Muricy. Não acompanho todos os dias o treinador, mas gente em quem eu confio muito diz que os assessores de Muricy mandam pouco ou quase nada, ainda mais um que acabou de chegar ao clã.

A `atitude sensata`, ainda que coincidentemente (ou não), diminuiu o ritmo do Palmeiras. Que agora assiste sua liderança ameaçada por Internacional, Goiás,  São Paulo e Galo após 3 empates seguidos.

Cerca de 400 km do Parque Antárctica, a Gávea viveu dilema parecido. Contratar ou não contratar um novo treinador apos a saída de Cuca. Optaram por manter o interino. Tomaram, também, em vista do que se apresentava no mercado, uma `atitude sensata`. O interino, diga-se, que como Jorginho fazia (e ainda faz) campanha, se não arrasadora, muito positiva.

Mas eis que uma goleada do Grêmio, com o Imperador em campo e tudo, muda tudo de figura. O Flamengo desce pelas tabelas com ou sem o ombro de Kleberson machucado, vê a euforia-Andrade passar, e termina o turno mais perto da zona de rebaixamento do que do título que não vence há 17 anos.

Não dá, claro, para comparar a tentativa de ser profissional da nova diretoria do Palmeiras com o amadorismo histórico dos cartolas rubro-negros.

Mas, de qualquer forma, fica a pergunta: acertou o Palmeiras ou acertou o Flamengo?

Se o futebol tivesse lógica...

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O São Paulo que corre riscos (e encanta)

Segunda-feira, 10 Agosto 09, 12:58 PM

Um desavisado poderia achar que nada mudou no Morumbi. Primeiro pela habitual desorganização para comprar ingressos na bilheteria.

Segundo pela escalação, a mesma de sempre.

Mas quaaaaanta diferença.

1) O time está motivado.

Os jogadores correm ainda mais do que na época em que era empurrados aos berros por Muricy na beira do gramado.

2) O time está unido e solidário.

Jogadores se ajudam. Dagoberto reclama 90% menos do que costumava reclamar dos companheiros. Todos tocam bola e procuram companheiro em melhor situação (Junior Cesar e Dagoberto deram exemplos disso). Washington sai para a entrada de Borges e ninguém reclama. Todo mundo se abraça no final e comemora com a torcida.

3) O time joga com a bola no chão.

Tá certo que foram dois gols de cabeça contra o Goiás, mas quem viu o jogo todo, viu que o São Paulo joga com a bola no chão. Jorge Wagner, Hernanes, Dagoberto e Junior Cesar, principalmente mas não só, fazem tabelas com passes curtos e entram com a mesma facilidade pelo meio e pelas pontas.

Não sei se o 'campeão voltou'. Me parece exagero. Até por uma diferença básica. O 'campeão' costumava jogar mais fechado e, depois de fazer 1 x 0, parar de jogar. Ficar no contra-ataque, sorrateiro, faturando 3 pontos. Não corria riscos.

O atual time é mais bonito de ver jogar. Parte para cima sempre que pode, erra passes verticais que só erra quem tenta fugir da burocracia e da mesmice dos toques de lado em busca dos 3 pontinhos. Jean e Richarlysson, os volantes mais atrás, vira e mexe chegam na frente. O segundo teve três chances claras.

O São Paulo atual corre riscos. E o Morumbi ontem, feliz da vida como há tempos não se via, agradece.

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Brasil 3 x 0 Peru - tão fácil que deu um soninho...

Quinta-feira, 02 Abril 09, 12:35 AM

- 3 x 0. Meio sonolento. Mas 3 x 0. Boa vitória. Importante.

- O sono começou nas arquibancadas. Os cambistas passaram o dia tentando vender quilos de ingressos na Rua dos Andradas e toda a região central. Não venderam boa parte deles (bem feito) e o resultado foi o segundo anel vazio atrás dos dois gols (mais do lado do terceiro gol brasileiro).

- Luis Fabiano mostrou o faro do gol de sempre. Marcou seis gols já. Mas alguma coisa diz lá no fundo que ele não vai emplacar sempre. Não sei exatamente o motivo mas sempre parece que vai aparecer um Pato, um Nilmar, um Adriano, um Ronaldo e na última hora tirar o cara da jogada. Parece que não combina com o time, não parece à vontade às vezes. Ele me lembra o Alex, que arrebentou nas duas eliminatórias (2002 e 2006), capitão da Copa América e na hora da Copa foi preterido. A sorte dele é que até hoje não vi técnico mais coerente (teimoso?) do que o Dunga com o que ele mesmo pensa. Para o bem e para o mal. Mas isso é só uma sensação minha. Nem opinião, nem informação.

- Kaká voltou razoável. Mas não dá para comparar o que foi o jogo no Equador com o que o Peru se propôs a fazer no Beira-Rio. Júlio César, o melhor goleiro do mundo, quase foi surpreendido no segundo tempo na única vez que a bola chegou. Estava frio e desatento, provavelmente. Injusto até com Ronaldinho, apesar dele merecer uma reserva, pois não dá para comparar as duas situações de jogo.

- Uma coisa Dunga tem razão. O time tem 22 titulares mesmo. Essas duas rodadas foram mais do que prova. Entrou Kleber, saiu marcelo, entrou Daniel Alves, saiu Maicon. Entrou Josué, Elano, Julio Baptista. No final, parece tudo a mesma coisa, né? Mais uma vez: tanto para o bem quanto para o mal.

- Eu já tinha observado outras vezes, sobretudo durante o longo período em que fiquei na Copa América. Mas a velocidade com que o Daniel Alves chega na bola ou na marcação é algo impressionante.

- Por falar em rapidez, de tanto pedir Pato (a primeira vez foi aos 23 do primeiro tempo), a torcida convenceu Dunga a colocar o jogador. Ele e Ronaldinho. Bem, não foi o sonho da torcida a atuação dos dois, mas pelo menos matou a saudade da gauchada. Pato arremessou até as chuteiras para a torcida no final.

- Quando completou as duas substituições de Pato e Ronaldinho, Dunga experimentou uma sensação diferente. Teve seu nome gritado pela torcida. Mas, na coletiva depois, disse que não fez a votnade da torcida. Apenas precisava dar mais movimentação ao time.

- E o Felipe Melo, depois dessa jogada, deve ter carimbado seu passaporte para a Copa. Ele tem cara de ser aquela aposta do treinador, aquele 'achado' que só ele percebeu. Depois dessa, vai até o fim. Se bobear, titular. Veja pelo lado bom. Poderia ter sido o Afonso Alves. Independente disso, Felipe Melo está mais à vontade na Seleção do que o veterano penta Gilberto Silva.

- E o Kaká foi dizer que em uma semana melhorou mais do que em 3 no Milan. A comisão técnica brasileira ficou toda prosa. Esqueceram de fazer outra conta. Anderson, Maicon, Luisão e Marcelo com lesões musculares. O Brasil recuperou um e 'estragou' quatro.

- No final das contas, importante mesmo foi o resultado... da Bolívia. Se der para somar os 6 deles, virou goleada.

- E que saudades que eu tenho da arquibancada.

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Rodízio de (Ronaldinho) Gaúcho

Quarta-feira, 28 Janeiro 09, 02:40 PM

Os times da Europa adotam o tal rodízio. Como jogam muitos torneios sempre (e não reclamam), os times são diferentes a toda hora. Alguns são mais irritantes, como o Liverpool por exemplo, que só em final de Champions League você consegue descobrir realmente qual é o 11 titular (e olhe lá).

Outros são ainda mais irritantes, como Manchester United, que faz rodízio e sempre tem o melhor time do mundo. Sai Rooney entra Tevez. Sai Scholes, entra Anderson. Não importa se joga o terceiro time, o Manchester United é sempre favorito.

Os times brasileiros, os que têm elenco minimamente decente, também começam a fazer o mesmo, ainda que a nossa cultura seja diferente. Muricy, claro, é um dos pioneiros. Não que ele seja gênio, mas ele é o cara que tem dois times de alto nível a sua disposição. Mas, é lógico, no primeiro jogo que perder com craques no banco, vai ser cobrado.

Mas tem um ‘rodízio’ que deixou de ser rodízio há algum tempo. Desde que 2009 chegou, Ronaldinho só foi titular no Milan contra a Roma. Nos demais, banco! Três jogos seguidos com o de hoje. Não me parece um rodízio, mas sim uma condição do jogador que, convenhamos, já deveria estar em forma nesta altura do campeonato.

Tem entrado no segundo tempo, na vaga de Alexandre Pato, que tem aproveitado Beckham, Seedorf e Kaká em campo para desandar a marcar gols.

Ps: Depois falam que a gente pega no pé. Mas enquanto foi titular e decidiu clássico e tudo no final do ano passado, Dunga não chamou Ronaldinho. E, claro, bem agora, que ele nem é titular do Milan, está fora de forma ainda, ele está de volta.

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Luxa, Muricy e Dunga

Quarta-feira, 05 Novembro 08, 08:22 AM

O último parágrafo da coluna do Tostão desta quarta-feira vale uma reflexão. Vou transcrever aqui.

Abre Aspas

Nada para Dizer
Na semana passada, vi entrevistas de Luxemburgo e Muricy no programa 'Arena Sportv'. Os dois disseram coisas importantes sobre técnica e tática. Discordo de algumas opiniões e aprendo com outras. Já as entrevistas de Dunga, como a desta semana no mesmo programa, são repetição de chavões e de frases óbvias. Não sei se ele não sabe dizer, se não quer dizer ou se não tem nada para dizer.

Fecha aspas

Eu não acho que o melhor técnico é aquele que fica discorrendo teorias e falando difícil. Longe de mim. Malandro é aquele que guarda para ele, treina e mostra em campo. Mas temos que convir que está faltando muita base tática para o treinador da seleção. Eu vi todas as entrevistas a que Tostão se refere. Algumas respostas (como para a pergunta se Kaká e Robinho mal individualmente atrapalham o padrão tático do time) chegam a ser constrangedoras. De fato não parece o malandro se fazendo de bobo, mas total falta de saber o que se está falando.

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Seleção: zaga de primeira, ataque de segunda

Quinta-feira, 16 Outubro 08, 02:04 PM

Veja só como o futebol pode ter alguma lógica. A Seleção Brasileira que jogou empatou em casa com a Colômbia tem seus jogadores defensivos ‘de primeira linha’ e os ofensivos do segundo escalão do futebol mundial.

Júlio Cesar e Maicon disputam a Champions League pela Inter de Milão. Juan é zagueiro de Champions League da Roma e Lúcio é o xerifão do Bayern de Munique, também participante do maior torneio de clubes da Europa.

Completa a zaga Kleber que, mesmo atuando no Brasil, disputou neste ano a competição máxima de clubes do continente, a Libertadores da América pelo Santos.

Gilberto Silva, que é como se fosse um zagueiro, também está na Champions League, pelo Panathinaikos da Grécia.

Pois agora vamos ao meio para frente. Começando por Josué, carregador de piano do Wolfsburg, que disputa a Copa da Uefa, o torneio segundo escalão de clubes da Europa. Ainda na Copa da Uefa, tem Kaká, do Milan, e o trio Manchester City Elano, Robinho e Jô.

Nossa zaga, não à toa, é uma das melhores do mundo desde ainda antes da Copa do Mundo de 2006. Assim eles saíram no zero ontem novamente e se mantém como a zaga menos vazada das Eliminatórias, com apenas 4 gols em 10 jogos.

Do outro lado, nosso ataque ‘de segunda’ tem o terceiro melhor ataque da competição, fora as tais 5 horas sem marcar em casa. Adriano e Luis Fabiano, que são nossos atacantes que disputam a Champions League convocáveis, marcaram 5 dos 15 gols do time.

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O Gre-Nal é o segundo clássico mais importante do Brasil

Segunda-feira, 29 Setembro 08, 08:55 AM

O primeiro clássico mais importante do Brasil é aquele aí da sua cidade. Seu time contra aquele time que você menos gosta, independente de qual cidade seja. Porque clássico é para se viver e não para se ver.

Mas tirando este jogo do seu time do páreo, você tem que concordar que o melhor clássico do Brasil é o Gre-Nal. A rivalidade, o jeito dos gaúchos de saber de cor o número de qualquer Gre-Nal (este foi o Gre-Nal 373, aliás), os estádios cheios, a disputa em campo por vezes violenta, enfim, todo o clima já basta para fazer dele o jogo de futebol do ano.

Quando de um lado está o líder do campeonato e de outro o melhor elenco do futebol brasileiro, então, vira uma covardia. O jogo ganha toques maravilhosos, tabelas e o drama de um Grêmio que, pior que cair pela tabela, parece não ter time para voltar.

O Inter acordou tarde mas está no páreo. Se nos números parece difícil, em campo o time está cada vez melhor.

E para coroar e deixar os gaúchos insuportáveis esta semana (com razão), não sei se para fazer média ou não ou apenas no calor de seu golaço, D'Alessandro respondeu assim quando perguntado se a rivalidade do Gre-Nal é igual a de Boca x River:

– Acho que é mais! A gente está louca – disse o jogador. Antes que alguém pense alguma maldade, "A gente" é uma tradução livre deste recém-chegado argentino para "La gente", que quer dizer 'as pessoas, o povo, a massa', etc.

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Sul-Americana e a vontade de vencer

Quinta-feira, 18 Setembro 08, 11:10 AM

Rodrigo Bueno escreve hoje na Folha de São Paulo em sua coluna a solução para lá de simples para a Copa Sul-Americana e o calendário brasileiro.

Sul-Americana e Libertadores ao mesmo tempo, no mesmo formato, a temporada toda e ainda Copa do Brasil, com todos os clubes, e os grandes entrando depois. Enfim, se nem tudo que é bom para a Europa, é bom para o Brasil, eu acho (e o Bueno também) que neste caso, é.

Mas eu quero ir além. Eu não suporto este treco de 'esta competição não vale nada'. Ou 'tem que dar uma vaga na Libertadores para ficar interessante'. Ou 'a Copa do Brasil é o caminho curto para a Libertadores'. Não estou falando apenas de jogadores e técnicos, mas de torcedores também.

Como se para vencer um torneio ou um jogo, seja preciso ter uma recompensa. Um fardo disputar um torneio se ele não dá vaga para nada. Como se toda a graça do futebol mundial fosse viajar para o Japão em dezembro.

Eu não sei vocês, mas quando estou em campo eu gosto de ganhar. Quando meu time joga, eu quero que ele vença. Ontem, por exemplo, eu disputei um amistoso interno com o pessoal do iG. Meu time perdeu de 4 x 0. Fiquei louco da vida. Fui pra casa de cabeça inchada. Logo após o jogo, fui pro chuveiro esfriar a cabeça porque estava com raiva mesmo.

Não recebi bicho ou salário para jogar ontem. Aliás, não valia nem cerveja. Não valia nada, muito menos vaga na Libertadores. Mas eu queria ganhar. Todo mundo do meu time queria ganhar e por isso a gente briga entre a gente e até exagera na bola dividida. Todo mundo do adversário queria vencer (e eles venceram).

Não existe palhaçada maior que querer perder um jogo. Ou entrar de corpo mole e só jogar quando tem prêmio. Em se tratando de profissionais, então, é uma vergonha. Jogador de futebol é pago para jogar bola.

Dane-se a vaga na Libertadores. Eu quero ganhar a Copa do Brasil porque eu quero levantar o caneco. Os tão criticados (inclusive por mim) campeonatos estaduais talvez sejam os últimos dos torneios que os times se matam para vencer e que 'não valem nada'. Apenas pelo gosto da vitória.

Claro que os regulamentos têm que melhorar e o calendário precisa ser trabalhado. E acho que a CBF, a Conmebol, a Globo e a Traffic e quem mais seja que manda no futebol brasileiro está perdendo tempo e dinheiro em não mexer nestes formatos.

Mas quando se pede recompensa para que um jogador tenha motivação para exercer a profissão dele, e o torcedor para querer que seu time vença, a essência da disputa do esporte pela disputa do esporte perde um pouco do sentido.

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Postado por mautex | Comentários (6)

Nem no videogame...

Quarta-feira, 10 Setembro 08, 10:44 AM


As primeiras fotos de divulgação do PES 2009, jogo da Konami que vai juntar várias funções e plataformas coloca em campo pela Seleção o trio do Milan que ainda nunca jogou junto.

 

Me chamou a atenção o placar do jogo, entre as duas equipes titulares. 2 x 0 para a Argentina.

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Postado por mautex | Comentários (4)