Domingo, 16 Agosto 09, 05:21 PM
O Palmeiras não `confiou` no seu treinador interino. Agradeceu, reverenciou, aplaudiu. A torcida pediu, os jogadores correram muito mais do que corriam com o Luxa mas, no final, a diretoria tomou a `atitude sensata` e contratou o mais vencedor dos técnicos de futebol da era de pontos corridos no Brasil: Muricy Ramalho.
Juninho virou um dos aspones de Muricy. Não acompanho todos os dias o treinador, mas gente em quem eu confio muito diz que os assessores de Muricy mandam pouco ou quase nada, ainda mais um que
acabou de chegar ao clã.
A `atitude sensata`, ainda que coincidentemente (ou não), diminuiu o ritmo do Palmeiras. Que agora assiste sua liderança ameaçada por Internacional, Goiás, São Paulo e Galo após 3 empates seguidos.
Cerca de 400 km do Parque Antárctica, a Gávea viveu dilema parecido. Contratar ou não contratar um novo treinador apos a saída de Cuca. Optaram por manter o interino. Tomaram, também, em vista do que se apresentava no mercado, uma `atitude sensata`. O interino, diga-se, que como Jorginho fazia (e ainda faz) campanha, se não arrasadora, muito positiva.
Mas eis que uma goleada do Grêmio, com o Imperador em campo e tudo, muda tudo de figura. O Flamengo desce pelas tabelas com ou sem o ombro de Kleberson machucado, vê a euforia-Andrade passar, e termina o turno mais perto da zona de rebaixamento do que do título que não vence há 17 anos.
Não dá, claro, para comparar a tentativa de ser profissional da nova diretoria do Palmeiras com o amadorismo histórico dos cartolas rubro-negros.
Mas, de qualquer forma, fica a pergunta: acertou o Palmeiras ou acertou o Flamengo?
Se o futebol tivesse lógica...
Quarta-feira, 26 Novembro 08, 07:31 AM
Para o bem do campeonato, aquela ladainha de que tem que manter o treinador, confiar no trabalho, dar tempo, etc podia muito bem virar balela.
A falta de Alex Fergunsons e Muricys pode ser prejudicial para as equipes, mas é uma delícia para o campeonato.
Eu não tenho medo de cravar que dois dos momentos mais emocionantes deste campeonato (que já é muito emocionante) aconteceram graças a demissões de treinadores: a goleada do Flamengo no Palmeiras e a goleada do Vitória no Grêmio.
Caio Junior e Vágner Mancini foram demitidos de seus clubes e, talvez até por serem novos na profissão e ainda não estarem acostumados ao troca-troca, não superaram. Os dois ’se queimaram’ com seus ex-clubes e não esconderam de ninguém que entrariam em campo com sabor especial de vingança. Vingança, diga-se, que decidiu o campeonato. Não estamos falando de joguinhos de meio de temporada, estamos falando de dois jogos que decidiram o Brasileirão 2008 em favor do São Paulo.
Caio ‘fracassou’ no Palmeiras ao perder a vaga na Libertadores mas, na verdade, como o preterido Dorival Junior, foi demitido mesmo porque ainda não é do primeiro escalão. Luxemburgo era a grife. Era o nome. O sonho. E o futebol é cheio dessas coisas. O menor ganha do maior. O coitadinho bate o gigante. Não era preciso ser um grande conhecedor de 4-3-3 ou apontar na prancheta duas linhas de quatro para prever que Caio Junior ia fazer o Flamengo tirar o Palmeiras do Luxa da briga pelo título como tirou. O futebol tem tática, tem regra, mas também tem brio.
Mancini foi demitido invicto apenas porque.. não se sabe. Mas basicamente, não era técnico de confiança. Ou talvez porque não tinha a cara feia de Celso Roth e não fosse gaúcho o suficiente. Este papo de que jogava muito pra frente é balela, coisas que as pessoas gostam de acreditar. Não dá para dizer que a diretoria tricolor estava errada, afinal o Grêmio que há pouco estava na segunda divisão, desbancou favoritos e foi o único capaz de assustar o São Paulo até o fim.
E, ano que vem, a história vai se repetir. Muito provavelmente Dorival Junior vai calar o Couto Pereira em algum momento onde quer que esteja. Assim como carimbou o seu quase Palmeiras logo na primeira rodada do Brasileirão quando o Coxa bateu o Palmeiras por 2 x 0.
Demitam mais técnicos, de preferência os bons técnicos. A gente gosta.
Segunda-feira, 10 Novembro 08, 08:16 AM
(Tem clichê pior do que 'pintou o campeão'?)
Do São Paulo ao Flamengo, todos podem ser campeões ainda. E como diria o poeta, o São Paulo, líder, tem mais chances do que o Flamengo, quinto (uau, tô demais hoje).
Mas o Flamengo, quinto, pode ter mais chances que o Palmeiras e o Cruzeiro, já que enfrenta os dois. E o Cruzeiro tem o time mais bonito de todos, que joga por música, mas disparado é o que tem menos vontade de vencer. Coisa que sobra ao Grêmio.
Tudo pode acontecer ainda. Até o Palmeiras, nitidamente com o moral da tropa mais afetado de todos, vencer as próximas duas e voltar pra briga. Ou será que já está decretado oficialmente o fracasso de Luxemburgo, a genialidade de Muricy e a consolidação de Caio Junior?
Não tem feio, nem bom e nem malvado ainda.
E não me venham com pinta de campeão...
Quarta-feira, 03 Setembro 08, 11:06 PM
Para o futebol europeu, Marcelinho Paraíba morreu. É um ex-jogador para o Velho Continente. Me desculpem os Policarpos Quaresmas de plantão, mas é na Europa que se joga o futebol de melhor nível do mundo. Inclusive pela presença dos melhores brasileiros.
Mas Marcelinho Paraíba não se enquadra mais neste top team do futebol mundial. Depois de ser o cara no Grêmio e um ídolo no Hertha, Marcelinho não serviu de muito na Turquia e 'encerrou' na Europa no Wolsburg. Não tinha mais lugar para ele. Finito.
Pois nesta quarta-feira, resolvi sintonizar minha TV e assistir Figueirense 2 x 3 Flamengo. Marcelinho Paraíba não é pouca coisa. É talvez um dos 10 melhores jogadores de futebol atuando no Brasil. Fez um belo gol, deu um passe espetacular para outro e participou do terceiro meio sem querer. Marcelinho faz a diferença. Marcelinho detona.
Marcelinho destoa do futebol brasileiro. Nem precisa estar muito magro ou começando. Aos 33 anos, sobra num campeonato que não tem (mais) jogador jovem talentoso, muito menos jogador consagrado (já imaginou o Kaká disputando agora o Brasileirão?).
Nos sobra aqui alguns jogadores sem mercado fora, tipo o Tcheco que só árabe gosta. Ou alguns já meio velhos para outros locais, mais ou menos como o Marcelinho, que se fosse genial como Rivaldo, estaria agora no Uzbequistão (???), que é muito mais legal e paga mais que aqui.
Marcelinho Paraíba é o superstar da maior torcida do Brasil. Tcheco é o capitão do provável próximo campeão brasileiro.
E é isso mesmo.
Domingo, 03 Agosto 08, 11:04 PM
O Grêmio é o time a ser batido. Os caras abriram dois pontos do vice e cinco do último posto na zona de Libertadores. Não quero ser chato e muito menos comprar briga mas o Flamengo já foi o time a ser batido.
Eu não sei o torcedor do Grêmio, mas este Tricolor ainda não me convence. Estou falando do elenco e não da camisa, esta sim capaz de empurrar um time mediano a um título.
Posso (ou devo) estar errado. Só o tempo dirá. A verdade é que na próxima rodada, com o Ipatinga em casa, e Cruzeiro, Palmeiras e São Paulo com jogos mais difíceis, o Grêmio Imortal tem tudo para abrir ainda mais liderança e garantir o título do turno.
Falar em São Paulo e Palmeiras, eles chegaram no G4. Talvez não fiquem os dois depois da próxima rodada, mas é verdade que chegaram para ficar. O Palmeiras, que tem craques como Valdívia, vai sofrer mais. A janela deve levar o craque embora para a Europa, possivelmente Alemanha.
O São Paulo, como acontece desde que Kaká foi para o Milan e com a exceção dos aluguéis de Ricardo Oliveira e Adriano, não tem craques. O SP vai com o time de peões que se aproxima da liderança do campeonato até o fim do ano. E, me parece, favorito.
Chegamos ao outro penta do futebol brasileiro. O Flamengo que me perdoe, mas não dou o braço a torcer como o Tardelli: 2 pontos em 18 possíveis é coisa de quem quer cair.
Ano passado virou o turno 'rebaixado' e chegou na Libertadores. Este ano quase virou o turno na Libertadores. Como seria o final? Não seria o caso de mudar de camisa de novo?
E ninguém é mais feliz do que o Fluminense. Com as saraivadas que Santos, Atlético-PR e Náutico levaram em casa, o Tricolor está 'só' a 5 pontos de escapar da zona de rebaixamento. Poderia ter sido bem pior.
Por fim, K9, o Keirrison mais famoso do Mundo (tem outro?) escolheu a música e fez logo 3 na Vila Belmiro. O Coxa e o Vitória são os times mais simpáticos da festa dos líderes. Mas o Botafogo agora também quer brincar.
E o Brasileirão segue o melhor campeonato de futebol do mundo. Não temos o Cristiano Ronaldo, mas do primeiro ao nono são 9 pontos.
Segunda-feira, 28 Julho 08, 01:00 PM
O Flamengo ainda não queimou toda a gordura possível, mas tem grandes chances de queimá-la na próxima quarta. Perdendo do Palmeiras em São Paulo, que não é desonra para ninguém, ainda não deixa o G-4, mas fica na beirada.
Pior do que isso, é o desmanche. Souza e Marcinho já foram. Obina é café com leite e Tardelli é um bom reserva. Falta elenco ao time da mesma forma que falta ao Grêmio para ficar num exemplo lá da liderança.
O Tricolor precisa olhar para o vizinho colorado. Daniel Carvalho e D'Alessandro para quem já tem Alex parece até exagero. Mas para o Grêmio, que ainda está na frente no campeonato, um deles já seria de bom tamanho (só não vale o Gustavo Nery).
Mas o Colorado, mesmo com o timaço, segue sendo o Robin Hood da temporada. Ganha dos ricos e perde dos pobres.
Mais gente, aliás, precisa seguir o exemplo de administração colorada. Não é possível que o São Paulo, por exemplo, com a força que tem, não possa repatriar gente de peso em vez de ficar esperarando por alguma nova contusão ou má fase milagrosa para ter um Ricardo Oliveira ou um Adriano.
O São Paulo ganhou 4 dos últimos 5 jogos dele na tabela e ainda assim não está entre os quatro primeiros do Brasileirão. Sinal de que este campeonato é realmente muito equilibrado.
Mais uma vez cabe ao Coxa encarar o líder em casa. A queda do Flamengo começou ali. É a vez do Grêmio. Lembrando que dos dianteiros, o Palmeiras perdeu no Couto Pereira e o Cruzeiro empatou.
Equilibrado em cima e equilibrado embaixo. A Portuguesa chegou e o Vasco flertou com o rebaixamento. Os atléticos respiraram e até o Ipatinga mostrou que não é o América-RN.
Aliás o Ipatinga segura a lanterna com 13 pontos em 15 jogos. O América-RN fez ano passado 17 pontos em 38 jogos.
Quarta-feira, 07 Maio 08, 11:01 PM
O São Paulo fez a sua obrigação. Era vencer e talvez convencer um pouquinho. Não convenceu tanto assim, mas mostrou que segue crescendo na competição.
Por falar em crescer na competição, com vocês o Boca Juniors. Tem time mais irritante no mundo? Quando o Monzon e o Dátolo pegavam na bola, parecia que tinha algum moleque nerd argentino apertando o botão do videogame que faz o cara correr mais rápido.
Incrível a diferença que foi o primeiro tempo. Riquelme sempre livre. Palacio deitava e rolava, 'Palermo Viejo' corria mais que volante cruzeirense.
Aí os caras fazem 2 x 0 e ficam irritantemente cozinhando o galo (com o perdão do trocadilho infame com a torcida cruzeirense).
E o time do Cruzeiro, todos sabemos, não é fraco não.
O Boca acordou.
Por último, mas como esquecer...
O Flamengo do 'Caio Junior' perdeu em pleno Maracanã, por goleada. Uma virada inacreditável, a famosa tragédia.
Como disse Joel depois do jogo, nem tem como explicar.
Mas tem sim. Um time apático e de salto alto contra um time horroroso e sortudo. A sorte ganhou com muita competência e o Flamengo do Caio Junior, como nas origens do século 19, vai ter que remar tudo de novo em busca do sonho do bi Mundial.
Essa derrota aconteceria um dia. O Flamengo andava imbatível demais. Quem sabe não teria sido muito menos dolorosa se acontecesse domingo na final do Carioca. Aposto que o time teria sido outro hoje. Aposto.
Se vira, Caio Junior.
Quinta-feira, 01 Maio 08, 10:36 AM
Quinta-feira, 10 Abril 08, 03:00 PM
Que chatice toda essa história da altitude. Agora o Flamengo jogou contra seu próprio argumento. Foi lá e fez como tem que fazer. Goleou. Detonou. Chocolateou.
E dane-se a altitude.
Eu seeeeeei que altitude faz diferença. Lógico. Mas eu realmente gostaria que um desses reality shows aí da vida moderna fizesse um teste assim:
Tome-se quatro grupos.
O Grupo X vai desembarcar na Cidade do México (2.235 metros de altitude), com vendas no olhos, e ao sair do avião o doutor Runco vai dizer:
Rapaziada. Vamos correr muito que aqui é nível do mar.
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O Grupo Y vai desembarcar em Lima no Peru (90 metros de altitude), com vendas no olhos, e ao sair do avião o doutor Runco vai dizer:
Pessoal. Segura a onda que aqui a altitude judia do caboclo.
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O Grupo X' desembarca na Cidade do México (2.235 metros de altitude), com vendas no olhos, e ao sair do avião o doutor Runco vai dizer:
Pessoal. Segura a onda que aqui a altitude judia do caboclo.
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O Grupo Y' vai desembarcar em Lima no Peru (90 metros de altitude), com vendas no olhos, e ao sair do avião o doutor Runco vai dizer:
Rapaziada. Vamos correr muito que aqui é nível do mar.
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Eu realmente adoraria ver o efeito psicológico na tal da (real) influência da altitude.
Sexta-feira, 28 Dezembro 07, 07:20 AM
Vendo as contratações dos grandes clubes cariocas até agora, obviamente a dupla Fla-Flu, com Libertadores pela frente, está investindo mais e melhor.
O Fluminense causa até certo espanto (ou preocupação?) ao contratar três atacantes de ponta. Washington, Dodô e Leandro Amaral poderiam ser titulares de qualquer time brasileiro atualmente. Os três juntos talvez seja um pouco de exagero.
Boa contratação sem dúvida é Conca, o que diminui bastante a pressão que existe em toda esta bagunça ridícula que é o caso Tiago Neves-Palmeiras-Fluminense e seus empresários. Conca fez um bom brasileirão e agrega.
Na Gávea, o que me enche de esperança não é a possibilidade de Ronaldo nem nada (mais uma balela, aliás?). Mas Kleberson. Sempre me intrigou este jogador.
Quando surgiu, teve a meteórica trajetória rumo a ganhar a posição de titular no último Mundial que conquistamos. Foi um dos melhores jogadores daquela campanha.
Kleberson é um segundo volante que não existe com fartura no futebol brasileiro. Um jogador que corre e marca, mas com muita qualidade no passe e com uma chegada de trás no ataque. Uma espécie de Pirlo ou mesmo o que Anderson tem feito no Manchester United.
Isso tudo é a teoria.
Na prática, ele é um jogador que mandou uma tintura no cabelo quando voltou do Mundial, não emplacou no futebol inglês, cambaleou no futebol turco e se meteu em confusão na última tentativa de retornar ao futebol brasileiro.
Recuperar Kleberson, por incrível que pareça, ainda pode ser bom negócio para o futebol brasileiro. Aos 28 anos, tem uma chance de mostrar algo e quem sabe ser uma referência para os jovens como Lucas, Anderson e Denílson que aos poucos vão mostrando que são o futuro da seleção na posição.
On Biscoitos Dunga