Segunda-feira, 11 Maio 09, 11:49 AM
Eu sempre sou contra poupar jogador por poupar. Se estiver sentindo algo, se estiver fora de forma, se estiver indo para o sacrífio, claro, faz sentido. Caso contrário, normalmente, eu sempre acho que a sequência de jogos entrosa, dá ritmo e ajuda mais do que atrapalha. Ainda mais no futebol brasileiro onde as equipes são formadas de seis em seis meses.
Mas tem casos em que o 'poupar' pode ser bem interessante. Veja o caso do excelente técnico Mano Menezes na partida contra o Inter. Durante dois meses, só se falou do Inter. E com razão. O time está com um elenco tão bom, entrosado e voando, que será zebra (e decepção) se em novembro não for um dos clubes a disputar o título.
Já o Corinthians vinha com o peso da invencibilidade em casa nas costas. Viria, também, sem Ronaldo, seu 'decididor' de jogos desde que o bicho pegou pra valer (Paulistão e Copa do Brasil).
Fosse afoito, Mano Menezes escalaria seu time titular sem Ronaldo. Afinal, ganhar de um candidato ao título, em casa, é quase uma obrigação em campeonato de pontos corridos.
O problema é que uma eventual derrota para o Inter com o time titular sem Ronaldo, poderia causar um desgaste psicológico muito maior do que perder 3 pontos na rodada inicial do Brasileirão. Poderia deflorar um sentimento que já existe, mas ainda não tão declarado: a 'Ronaldo-dependência'. Ela chegaria com tudo na capa dos jornais e na cabeça dos esforçados jogadores do Corinthians, que certamente pensariam não ser capazes o suficiente.
Se era para 'perder', então, Mano Menezes deu o golpe de mestre. Não só poupou Ronaldo como poupou geral. Colocou o time reserva de vez e, de certa forma, desqualificou a vitória colorada. A ponto de 0 x 1 ter sido um resultado magro e, não fosse a pintura de Nilmar, hoje o comentário seria em geral o de Jean, que ao final da partida disse que 'o Inter não é tudo isso que tão falando'.
A manhã de hoje no treino do Corinthians não é de abatimento de William, Chicão, André Santos, Douglas, Jorge Henrique e etc. Eles não jogaram. Não se sentem menos do que ninguém. Ficam com aquele sentimento de que, caso estivessem todos em campo, poderiam vencer. No final das contas o Inter, poderoso, quase que não ganha do reserva do Corinthians.
Jogada de xadrez de Mano.
Já o Muricy...
Alguém tem alguma explicação para o Borges não ter começado jogando depois de tanto tempo que o São Paulo não joga partida alguma?
Segunda-feira, 04 Maio 09, 11:21 AM
- O Bicho papão do ano é o <strong>Barcelona</strong>. O único medo que dá é que depois de meter seis no Real Madrid no Bernabeu fique difícil manter a concentração (fica mesmo, vamos combinar). E aí o chatinho Chelsea sob comando do bruxo Hiddink pode conseguir uma das maiores zebras dos últimos anos da Champions League: eliminar o grande time do torneio.
- Afinal, o ano do Barcelona está ganho depois dessa humilhação pública em Madri. Mas que os deuses nos permitam a final <strong>Manchester United x Barcelona</strong> em Roma.
- Outro grande momento do futebol europeu no feriado. Ibrahimovic sendo vaiado pela própria torcida da Inter na partida contra a Lazio. Aí ele pega a bola, tira do zagueiro e bate para abrir o placar. Depois dá um passe primoroso para o segundo gol. Nos dois lances, mandou a torcida calar a boca sem dó. Está muito na cara que o sueco está de saída (Real Madrid?).
<strong>Por aqui</strong>
- Vamos voltar ao Brasil. Não sei se alguém reparou, mas surgiu um <strong>novo camisa 10 </strong>no futebol brasileiro. Eu tava com saudade já de ver um cara que pega a bola no meio e toca pra frente, na vertical e não faz passe de lado para os alas. Não é volante que sabe sair jogando nem atacante que vem buscar jogo. É o 10. Posição do Alex do Fenerbahçe, posição que a gente gostaria de ver o Ronaldinho jogar.
- Alguém sabe de quem eu estou falando? Paulo Henrique, o tal Ganso santista. O Neymar tem todos os holofotes mas, para mim, a grande revelação do Paulistão foi Paulo Henrique.
- E alguns vão dizer: 'mas ele erra muito passe'. Pois é, quem toca na frente, enfia a bola entre os zagueiros, tenta tabela pelos espaços mais apertados, erra mais passe mesmo. Quem toca de lado, realmente não erra passe. Volante e zagueiro dificilmente erra passe. <strong>Paulo Henrique</strong> cansou de colocar o Kleber Pereira na cara do gol nos dois jogos. Fora isso, lançou Triguinho, Neymar e mesmo Madson diversas vezes. Sabe receber a bola de costas para o gol e virar, ou vir com ela dominada.
- Mesmo assim, Paulo Henrique está longe de figurar ente os três melhores do torneio. É apenas uma grata surpresa que, perdendo um pouco mais a timidez, ganhando força, pode encher os olhos no Brasileirão.
<strong>Top 3 Paulistão</strong>
- Na terceira posição fica <strong>Madson</strong>. Não é um cracaço de bola, mas ninguém correu mais do que ele nas quatro últimas partidas (o Jorge Henrique chegou perto na corrida, mas não criou nem um terço do que o baixinho santista criou e decidiu). Chuta bem, dribla, vai para a linha de fundo, corre atrás do prejuízo. Dá gosto de ver.
- O segundo lugar é uma espécie de primeiro: <strong>Elias</strong>. O mais voluntarioso também. Não acho que seja um jogador de seleção ou algo do gênero (ao contrário de André Santos, que merece uma chance), mas acho Elias, além da cara do Corinthians, o retrato deste título.
- O primeiro não tem nem graça. Ronaldo nem precisou jogar o campeonato inteiro e muito menos fazer grande partida no jogo de volta para ganhar o prêmio. Acabou com o São Paulo no Morumbi e com o Santos na Vila. Fica devendo uma apresentação de gala no Pacaembu. Quem sabe já não acontece nesta quarta...
- Por falar em <strong>Atlético-PR</strong>, sei não viu? Campeão e terceiro colocados do paranaense precisam entrar bem espertos no Brasileirão, ainda que os dois tenham chances de classificação na Copa do Brasil (Coxa já classificado). Considerando o elenco e mesmo a campanha que os quatro grandes de São Paulo, os três do Rio, os dois do RS, o Cruzeiro, o Sport e até o Vitória fizeram na pré-temporada, a dupla atletiba entra em desvantagem, pelo menos aparentemente, para mais da metade dos clubes do torneio. Ou estou enganado?
- Falando em estaduais, que vexame o fogo no William, o campo lotado de gente e a pancadaria no Ba-Vi. Sem contar 'nosso amigo' Domingos...
- E o Botafogo... ai ai ai. Nem com reza brava.
- Por último, meus parabéns ao Avaí pelo título e a Chapecoense pela vaga na série D.
Segunda-feira, 27 Abril 09, 11:57 AM
A pergunta mais chata do futebol atual é: ‘o Ronaldo vai VOLTAR A SER aqueeeele Ronaldo, de 98 e de 2002?’
Quem ainda quer ver o Ronaldo de 98 e de 2002, por favor, sugiro um site muito bom, um tal de youtube. Entrando lá, dê buscas e mais buscas. Não falta Ronaldo de 98 e 2002 por lá para os saudosistas.
As pessoas estão tão preocupadas com esta pergunta que esquecem do Ronaldo de 2009. O Ronaldo do Corinthians (mas também de todas as torcidas) é outro Ronaldo. Um jogador que se reinventou em campo porque é inteligente e sabia que precisava fazê-lo.
Esqueçam a ladainha de ’sou Brasileiro e não desisto nunca’, Ronaldo é apenas um jogador muito acima da média de sua geração. Por isso, em campo, sempre encontra um jeito de se destacar. De fazer a diferença.
Se o gol dele contra o São Paulo, aquele pique, foi um resquício do Ronaldo do Cruzeiro, nos outros momentos todos, o novo Ronaldo, o 2009, é outra coisa. Ele, talvez pela primeira vez em toda a sua carreira, agora se preocupa em enxergar o jogo. Foi assim no passe para o gol no Morumbi semana passada, no cruzamento que deu na estreia contra o Palmeiras.
Se não tem a explosão ideal e um Zidane, Figo ou Rivaldo para meter a bola para ele, Ronaldo, ele mesmo, resolveu abrir os olhos e brincar de ver o que acontece no resto do campo.
Brinca bem, ele. No primeiro tempo, pegou uma bola na intermediária de seu próprio campo (local que o Ronaldo de 98 pouco ou quase nada frequentava), livrou-se do marcador e, de canhota, fez um lançamento de muitos metros que colocaria um dos esforçados ‘Joões’ que jogam ao seu lado na cara do gol.
Mas Fábio Costa, adiantado, como um líbero, saiu para afastar com os pés. O Ronaldo de 98 não sei o que faria, mas o de 2009 guardou a informação na cabeça. “Eu estava vendo que, em alguns lances, ele (Fábio Costa), ficava bem adiantado. Estava com isso na cabeça durante o jogo”, disse, após o jogo, o Ronaldo de 2009.
Deu no que deu, uma pintura de gol que, provavelmente, o Ronaldo de 1998 jamais faria. O Ronaldo de 98 e 2002 ainda não tinha a precisão de perna esquerda que tem a versão atual. E, para o de 98, era muito mais fácil ganhar na corrida, tirar do goleiro e marcar.
Pessoal, relaxa! Senta na cadeira, traga as crianças para a sala e assistam todos Ronaldo, versão 2009.
Quarta-feira, 18 Março 09, 10:51 PM
- Coloca o Ronaldo no seu time, cria um monte de expectativa em todos, deixa ele fazer dois gols decisivos em dois jogos. Agora tira ele de campo... Resultado: o mais chato dos domingos de futebol dos últimos tempos. E a sensação é a de que, mesmo que fosse 3 x 0 para o Corinthians, ou 4 x 2 para o Santo André, ia continuar sendo chato.
- Essa é a primeira das consequências ruins de não ter Ronaldo em campo. A outra...
- Bem, a outra, é que o time do Corinthians é fraco do meio para frente, 'me desculpem' dizer. Ronaldo não merecia um time fraco assim nessa sua volta meia bomba.
- O Fred, que tá muito mais em forma e, ao contrário do Fenômeno, ainda tem que provar futebol, olha para o lado e vê Thiago Neves e Conca. Ronaldo não vê nada. Vê Dentinho, que nunca foi perto de um Neymar, ainda em formação.
- Sou capaz de dizer que três reservas do São Paulo já davam para o gasto para o Corinthians jogar o triplo do que joga: Arouca, Hugo e Dagoberto.
- Falei do São Paulo e do Fluminense, mas olha essa lista 'meio para frente' do Santos: Madson, Lucio Flavio, Bolanos, Molina, Paulo Henrique, Kleber Pereira, Roni e Neymar. Se dá para o gasto? Eu acho que dá para o título.
- Perdi duas chances seguidas de ver Neymar em campo e fazer o meu Direto da Arquibancada lá. E vou perder a próxima porque resolveram colocar um show de música que vou comparecer na capital paulista no mesmo horário do clássico Corinthians x Santos. Mas depois a prioridade é dele.
- Pelos oito bons jogadores do Santos, pela vontade do Mancini, pelo Neymar e por um time mais consistente, aponto o Santos favorito para domingo.
- Só não cravo porque do outro lado tem Corinthians em casa.
- E tem Ronaldo...
Quinta-feira, 12 Março 09, 01:19 PM
- Primeiro ele empata um clássico no último minuto. Agora ele joga 75 minutos e marca o gol da virada.
- E o Twitter logo após o jogo era só gente assim: ‘Vi um gol do Ronaldo ao vivo’. ‘Pronto, agora já posso morrer. Vi um gol do Ronaldo no campo’. Ninguém precisava de mais de 140 caracteres para dizer se tinha ou não valido a penas pegar chuva no Pacaembu.
- Viu mais. Viu ele brincar com o banco, chutando a bola com violência antes de começar o jogo em cima deles. Viu Ronaldo perder um gol ‘que não costuma perder’, viu ele buscar a bola nas redes no momento do gol de André Santos.
- Viu Ronaldo, para dar um nó em quem, dia após dia, insiste em comparar a sua chegada com a de Garrincha, fazer um lance de Mané na intermediária de seu próprio campo, antes de emendar o três dedos mais lindo desta fraquíssima partida para o companheiro livre na ponta esquerda.
- Sobre a torcida do Corinthians que esteve ontem no Pacaembu, algumas considerações a se fazer. Primeiro que eu nunca vi tanto ‘não-corintiano’ vendo um jogo do Corinthians. Nem na época do Tevez, que juntava amantes de futebol de outras torcidas também, isso aconteceu.
- O resultado (e me corrija quem esteve, como eu, no Pacaembu e que habitualmente, como eu, vai ao Pacaembu) foi uma torcida mais quieta e tímida do que o normal. Seja pelo ingresso caro, que leva quem não vai muito ao estádio a conseguir a entrada, seja pela quantidade de são-paulinos, palmeirenses, santistas e afins lá presentes.
- O ‘Louco por ti, Corinthians’, que arrepiava a segunda divisão no ano passado, foi totalmente abafado pelo grito ensandecido de quando Ronaldo foi anunciado como titular no placar eletrônico 15 minutos antes da bola rolar.
- O ‘Não Para, Não Para’ não foi nada perto dos minutos de aplausos e gritos ‘desorganizados’ de Ronaldo, assim que o atacante meteu a bola para o gol no segundo tempo.
- Está inaugurado, goste ou não goste, o fenômeno Ronaldo Futebol Clube. Todo boleiro que se preza na cidade vai ver um jogo dele nestes próximos meses, independente do time. Flashes e mais flashes pipocavam das arquibancadas. Parecia noite de final de Champions League.
- Digo mais. Se o Corinthians quiser dar uma de Santos do Pelé, pode mandar jogo no Maracanã, no Mineirão, no Couto Pereira, em La Bombonera que vai lotar em todos os lugares (não mais apenas em Londrina ou Ribeirão Preto).
- Prova disso é que quando ele saiu, ainda mais com a chuva chata que caía, não foi pouca gente que foi embora, apesar do perigo iminente de um empate do São Caetano.
- A torcida do Corinthians vai ter que conviver com isso. E com orgulho, creio eu.
- Fora isso, o time do Corinthians ontem foi fraco, irritou a torcida várias vezes. Jorge Henrique corria feito doido, mas não conseguia encostar e fazer jogadas com Ronaldo. Douglas não acertava os passes. A entrada do Dentinho melhorou o jogo.
- Senti Ronaldo menos no jogo também. As vezes até meio longe, alheio. A própria comemoração do gol foi tímida (não que precisa ir para o alambrado toda vez, mas esperava mais animação pelo primeiro gol em casa). Talvez pelo adversário, talvez pelo cansaço, talvez pela facilidade dele, em marcar. Só espero que não seja falta de motivação (já). Fato é que, como sempre em sua carreira, Ronaldo sempre brilhará mais em grandes jogos.
Leia o primeiro direto da arquibancada de 2009, do jogo Palmeiras x Colo Colo.
Domingo, 08 Março 09, 11:17 PM
Não é de hoje que eu penso que o nível do futebol brasileiro está mesmo baixo. Vasculhe os arquivos deste blog e verá meus elogios a Ricardo Oliveira, Zé Roberto, Adriano, Nilmar e vários outros brasileiros em baixa na Europa que deram um tempinho de meses por aqui antes de voltar a tentar a vida em alto nível. Quase todos sobraram em campo (não estou falando dos que chegam já em fim de carreira).
Ricardo Oliveira talvez seja o mais emblemático dos casos. Aqui, fazia gol de esquerda, de direita, de cabeça. Era mais forte, mais ágil, ganhava as divididas e ainda era o mais habilidoso em campo invariavelmente. De volta à Europa, não emplacou no Milan, foi para o terceiro escalão do futebol espanhol no Zaragoza e segue no mesmo escalão, agora no Betis.
Então pense em Ronaldo. Ele é um gênio da história do futebol ninguém duvida. Mas nenhum louco seria capaz de discordar de mim que ele ainda não está em forma suficiente para ser um jogador de futebol profissional.
Mas aí começa sua participação de menos de 30 minutos no derbi e ele se transforma simplesmente no melhor em campo. Primeiro dá um drible no melhor marcador do Brasil, Pierre, que quase cai no chão (não sei se de emoção).
Aí, fora de forma, ele ganha no corpo de um cara forte como Jumar, e manda um chute inacreditável na trave. Mas o mais incrível foi a jogada pela esquerda. Primeiro pela facilidade com que pisou na bola e foi para a ponta esquerda, saindo na frente do adversário. Segundo pelo cruzamento, com a perna que não é a boa (se é que ainda tem alguma boa). Não é um cruzamento qualquer. É uma cavadinha, de leve, sensacional, como não existe por aqui.
Me corrijam, por favor, mas acho que nenhum jogador do Brasil, nem o Jorge Wagner, nosso principal especialista no assunto, costuma dar cruzamentos com esta categoria, 'tirando o peso' da bola, numa cavadinha. Quanto menos com a perna errada.
Aí vem o gol que, convenhamos, foi um momento muito mais de estrela deste predestinado jogador de futebol do que propriamente um lance genial.
E, então, o êxtase, a catarse. A felicidade de uma torcida de ter um verdadeiro protagonista do futebol mundial vestindo a camisa de seu clube. Uma coisa que não tem preço e vale mais do que três pontos.
Ronaldo ajuda a confirmar a minha triste teoria de que estamos a pé por aqui. Que nossos craques estão mesmo bem longe de nossos estádios e mais perto de nossos canais de TV a cabo (ainda bem que eles existem).
E Ronaldo prova que precisa apenas de MEIO tempo e MEIA perna. Dá e sobra. E dá até certo medo de pensar no que ele seria capaz de fazer em campo caso começasse a fazer apenas MEIA baladinha. Provavelmente bastaria, infelizmente, para que ficasse no Brasil apenas até o MEIO da temporada.
Quinta-feira, 05 Março 09, 08:27 AM
- Douglas podia ter tocado aquela a bola, é claro. Mas tudo o que o maior jogador de futebol do mundo em três anos não precisa é de assistencialismo barato. Quando voltar a ficar em forma, vai marcar.
- Apesar de Edmilson, Mauricio, Danilo e toda a lenta zaga que o Palmeiras apresentou contra o Colo Colo, Ronaldo não tem condições de jogo contra o rival no domingo. Precisa seguir entrando em campo 20 minutos nos jogos contra pequenos no Paulistão e Copa do Brasil.
- Sobre a marcação da imprensa e o microfone na cara, fenômenos como a volta de Ronaldo são ótimos momentos para se organizar melhor a cobertura da imprensa. Coletiva de técnico e dois jogadores e zona mista organizada como acontece em eventos Fifa já está provado que é a única/melhor solução.
Terça-feira, 20 Janeiro 09, 05:58 AM
É muito legal ter quatro atacantes de respeito num campeonato regional. Somando ainda Alex Mineiro no Grêmio, Obina No Flamengo, Leandro Amaral no Fluminense, Guilherme no Cruzeiro, Nilmar no Inter, Carlinhos Bala no Náutico, Fumagalli no Sport, entre outros matadores, promessa de vários gols pelo Brasil nos mais variados torneios.
Mas vamos aos quatro grandes paulistas.
Kleber Pereira - acho que tem todas as chances de ser o artilheiro do campeonato. Por dois motivos. Primeiro pela sua capacidade incrível de fazer gols. Segundo porque o Santos contratou na medida. Concentrou todos os seus esforços para contratar gente para auxiliar o matador. Lucio Flávio é um dos principais garçons do Brasil. Madson joga para o time e leva a bola para o ataque. Leo deixou saudades no país ao ser um dos melhores cruzadores de bola e apoiadores que já passou recentemente pela Vila. E os atacantes que chegaram, Roni e Bolanos, ambos, são segundo atacantes, daqueles que preparam mais do que propriamente fazem gols. Ou seja. Ano passado o Santos teve apenas um artilheiro. Este ano o Santos tem um time bom, que segue jogando para seu artilheiro.
Keirrison - Assista aos 21 gols que Keirrison marcou no Brasileirão do ano passado e, salvo uma exceção ou outra, verá que K9 é um matador. Não como Kleber Pereira, que faz gol de todos os jeitos, ou como Ronaldo dos grandes tempos, que criava seus próprios gols trazendo a bola e driblando. Keirrison tem uma característica própria: está sempre muito bem posicionado na área para não ter nada mais do que o trabalho de empurrar para o gol. Só que ele chega num time desarrumado. Se Diego Souza não funcionar, Keirrison não funcionará. Se os laterais não forem bons, Keirrison não funcionará. O ex-Coxa está longe de ser um salvador da pátria. Um Tevez, um Nilmar ou mesmo um França, que pode chegar. Keirrison cairia como uma luva num time armado como o do Santos ou mesmo o Flamengo, que tem dois laterais muito bons, um meio de passe primoroso com Ibson e Kleberson e um segundo atacante como Marcelinho Paraíba. Fora isso tudo, o Palmeiras não vive um bom momento geral. Muita pressão e uma Libertadores duríssima sem o bom time do ano passado. E talvez não seja a melhor hora de uma promessa ganhar status de salvador do time. Que o diga Diego Souza em 2008...
Washington - Todo ano é a mesma história. "O São Paulo precisa de um matador" ou ainda "Falta aquele camisa 10 no Morumbi". Pois é... e todo ano o São Paulo é campeão. Nove por nove, o São Paulo teve durante um semestre o melhor disponível no mercado mundial na época. Adriano destoava tanto do resto do time do São Paulo, que até atrapalhou. Ele era muito melhor do que os outros. Fazia todos os gols praticamente, recebia todas as bolas. De tanto insistir em Adriano, o São Paulo acabou por sair de suas características. A bola saía dos pés de Rogério Ceni para a cabeça de Adriano. Jorge Wagner não tinha outra jogada a não ser alçar a bola na área para o Imperador disputar (e quase sempre ganhar) dos pobres e minguados zagueiros do futebol brasileiro. Fato é que o São Paulo fracassou na Libertadores. Muito mais do que isso, não jogou bem o semestre todo. Sempre dependendo do Imperador. Foi embora Adriano e os problemas acabaram. Borges voltou e com ele a solução. O São Paulo tem sim um matador. Chama-se Borges e faz gol de todos os jeitos. E é low profile. Nunca está em listas de possíveis contratações. Está sempre pronto a marcar e a ser solidário. Com ele, Dagoberto desencantou. Não é o Zico como achavam, mas faz sim o que o São paulo precisa e precisou nos dois últimos títulos. E o 10 é uma mistura de Hernanes com Jorge Wagner e Dagoberto, que funciona e muito. O time é 10. E agora ganha reforços na medida. Washington, no clichê da bola, chega para somar e dar uma opção de mudança de esquema para Muricy. Talvez para o Paulistão sirva bem, pois tem muito coração e raça. Mas jamais para ser titular absoluto. A base do tricampeão brasileiro tem preferência.
Ronaldo - Chegamos ao Fenômeno. O melhor dos atacantes de futebol que ainda está na 'ativa'. O rei da superação, de marcar gols, de hipnotizar adversários, de enfeitiçar companheiros que vão fazer o diabo por ele. O mestre do marketing, do estádio lotado, da atenção da imprensa e o centro das discussões de futebol do planeta. Tenho certeza que com 10% do Ronaldo da seleção de 2002 (que nem era o melhor), já é suficiente. 30% do Ronaldo do Real Madrid basta também (sua média de gols em campo pelos Merengues é incrível). E 80% do Ronaldo do Milan (o que esteve em campo e teve ótima média de gols e não o que se machucou e jogou tão pouco), basta para o Corinthians. Mas isso a partir de março, porque ele vai voltar, vai ter uma contusão muscular, vai parar de novo e só vai engrenar na reta final do Paulistão. A favor do Ronaldo, como de Kleber Pereira, um time que se apresenta muito bem montado e com um objetivo: dar bola pro Ronaldo marcar gols. O time é tão para o Ronaldo, que o Souza até lá vai cansar de marcar gols.
De qualquer forma, a movimentação do Pacaembu no sábado com o Corinthians e no domingo com o Santos mostra a empolgação e o interesse da torcida no Paulistão. Não será pouca coisa...
Segunda-feira, 19 Janeiro 09, 08:41 AM
1 - Fui ao Pacaembu só para ver a entrada de Ronaldo em campo e sentir a euforia da torcida (ainda que acabei vendo um time muito consistente para a temporada que começa). A torcida está muito eufórica. Claro que tem que separar o torcedor organizado do outro. O organizado gritou menos. Mas as câmeras (como estas no tobogã) eram todas apontadas ao Fenômeno, que é o rei da simpatia até aqui e, lógico, o grande ídolo da torcida.
2 - A torcida organizada, antes da entrada do elenco em campo no sábado contra o Estudiantes, gritou por um bom tempo: “Se o Corinthians não ganhar, ole ole olá, o pau vai quebrar”. Confesso que não entendi.
3 - Caiu muita chuva no momento do apito inicial. E durou quase todo o primeiro tempo, como todo mundo viu. Mas teve gente, veja nas fotos, que nem ligou.
Sábado, 02 Agosto 08, 06:24 PM
O Campeonato Brasileiro vinha equilibrado demais. Era comum ver diferenças de um ponto do primeiro ao sétimo e times saírem e entrarem na zona de rebaixamento todas as rodadas. Parece que as coisas estão mudando.
Aconteceu primeiro na quinta-feira. O Coritiba, que vinha ganhando geral no Couto Pereira, abriu o bico contra o líder Grêmio. Com isso, sua perseguição ao grupinho ali de São Paulo e cia arrefeceu e o Sport, novo (velho) sétimo colocado ficou a três inéditos pontos do sexto.
Começa a 17ª rodada e parece que o tal gap vem para ficar. O grande protagonista da vez é o glorioso Fluminense. Com a derrota em casa para o Inter (que segue ganhando dos ricos para entregar aos pobres), o time começa e termina a rodada na zona de rebaixamento. Se o Ipatinga vencer amanhã o Palmeiras, volta para a lanterninha.
Mas voltar a ser o lanterna não é o maior dos problemas tricolores. O problema é o GAP. Dois resultados normais de acontecer neste domingo (o Santos vencer o Coritiba na Vila e o Atlético-PR vencer o Botafogo na Baixada) deixam o time do Renato Gaúcho cinco pontos atrás do 18º colocado, seja ele o Náutico, seja o Galo.
Cinco pontos já começa a ser muito. Caso o Galo vença e o Vasco empate, seriam 7 pontos para deixar a zona de rebaixamento. Muita coisa para um campeonato que se aproxima da metade. Luz vermelha.
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Quem diria. Aos 39 anos de idade, Túlio Maravilha é ainda o maior artilheiro do Brasil. Jogando o Campeonato Goiano e a Série B pelo Vila Nova, ele tem 29 gols e figura ao lado de Kleber Pereira do Santos. Nesta tarde, fez nada menos do que quatro gols do seu time.
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Por outro lado, um atacante muito mais jovem e brilhante, Ronaldo, ainda não sabe o que fazer da vida em 2008 e sobretudo em 2009, quando deve voltar aos gramados. Fica aqui um vídeo de exatos 14 anos atrás do na época garoto.
On Nova camisa da Inglaterra