Domingo, 08 Março 09, 11:17 PM
Não é de hoje que eu penso que o nível do futebol brasileiro está mesmo baixo. Vasculhe os arquivos deste blog e verá meus elogios a Ricardo Oliveira, Zé Roberto, Adriano, Nilmar e vários outros brasileiros em baixa na Europa que deram um tempinho de meses por aqui antes de voltar a tentar a vida em alto nível. Quase todos sobraram em campo (não estou falando dos que chegam já em fim de carreira).
Ricardo Oliveira talvez seja o mais emblemático dos casos. Aqui, fazia gol de esquerda, de direita, de cabeça. Era mais forte, mais ágil, ganhava as divididas e ainda era o mais habilidoso em campo invariavelmente. De volta à Europa, não emplacou no Milan, foi para o terceiro escalão do futebol espanhol no Zaragoza e segue no mesmo escalão, agora no Betis.
Então pense em Ronaldo. Ele é um gênio da história do futebol ninguém duvida. Mas nenhum louco seria capaz de discordar de mim que ele ainda não está em forma suficiente para ser um jogador de futebol profissional.
Mas aí começa sua participação de menos de 30 minutos no derbi e ele se transforma simplesmente no melhor em campo. Primeiro dá um drible no melhor marcador do Brasil, Pierre, que quase cai no chão (não sei se de emoção).
Aí, fora de forma, ele ganha no corpo de um cara forte como Jumar, e manda um chute inacreditável na trave. Mas o mais incrível foi a jogada pela esquerda. Primeiro pela facilidade com que pisou na bola e foi para a ponta esquerda, saindo na frente do adversário. Segundo pelo cruzamento, com a perna que não é a boa (se é que ainda tem alguma boa). Não é um cruzamento qualquer. É uma cavadinha, de leve, sensacional, como não existe por aqui.
Me corrijam, por favor, mas acho que nenhum jogador do Brasil, nem o Jorge Wagner, nosso principal especialista no assunto, costuma dar cruzamentos com esta categoria, 'tirando o peso' da bola, numa cavadinha. Quanto menos com a perna errada.
Aí vem o gol que, convenhamos, foi um momento muito mais de estrela deste predestinado jogador de futebol do que propriamente um lance genial.
E, então, o êxtase, a catarse. A felicidade de uma torcida de ter um verdadeiro protagonista do futebol mundial vestindo a camisa de seu clube. Uma coisa que não tem preço e vale mais do que três pontos.
Ronaldo ajuda a confirmar a minha triste teoria de que estamos a pé por aqui. Que nossos craques estão mesmo bem longe de nossos estádios e mais perto de nossos canais de TV a cabo (ainda bem que eles existem).
E Ronaldo prova que precisa apenas de MEIO tempo e MEIA perna. Dá e sobra. E dá até certo medo de pensar no que ele seria capaz de fazer em campo caso começasse a fazer apenas MEIA baladinha. Provavelmente bastaria, infelizmente, para que ficasse no Brasil apenas até o MEIO da temporada.
Sexta-feira, 06 Março 09, 02:13 PM
Os deuses do futebol resolveram dar graça ao esporte na Espanha na última semana. Primeiro fizeram o Barcelona perder duas vezes seguidas e a liga, que tinha dez pontos de diferença, ficar com apenas quatro.
Mas o mais legal mesmo, e por isso a saudação em basco acima, foi a classificação do lendário Athletic Bilbao para a final da Copa do Rey. Uma goleada contra o Sevilla na Catedral de San Mamés para ninguém botar defeito. Com direito a invasão de campo e uma fiesta fora de época nas ruas. Sobrou até para a repórter (reparem no torcedor atrás, à esquerda dela).
Eram 24 anos já sem se classificar para a final da Copa, que por ironia, é uma homenagem ao Rei. Logo eles, os bascos, fortes críticos da monarquia.
Para quem não sabe, o Athletic é o quarto time que mais ganhou a Liga Espanhola na história. Só perde para Real, Barcelona e, por um título, do Atlético de Madri. Na Copa do Rey, o time ganhou simplesmente mais títulos do que o Real Madrid, sendo o maior vencedor empatado com o Barcelona, adversário da final este ano (tem uma pendência de um título de 1902, que oficialmente deixa o Athletic com um título a menos, mas o time tem a taça em seu museu e computa o título, assim como eu hehe).
Agora a final acontece em Valencia, no estádio Mestalla, muito mais próximo de Barcelona mas nada que assuste o fanático torcedor basco.
Estive num Athletic x Barcelona na Catedral uma vez. Era válido pela primeira rodada do Campeonato Espanhol e marcava a estreia de ninguém menos do que Ronaldinho Gaúcho com a camisa do Barcelona em jogos oficiais. A partida foi um a zero para o Barça, com gol de Cocu, mas com uma pressão incrível de uma torcida que, não à toa, ganha muitas Copas, pois sufoca mesmo o adversário.
Quinta-feira, 05 Março 09, 08:27 AM
- Douglas podia ter tocado aquela a bola, é claro. Mas tudo o que o maior jogador de futebol do mundo em três anos não precisa é de assistencialismo barato. Quando voltar a ficar em forma, vai marcar.
- Apesar de Edmilson, Mauricio, Danilo e toda a lenta zaga que o Palmeiras apresentou contra o Colo Colo, Ronaldo não tem condições de jogo contra o rival no domingo. Precisa seguir entrando em campo 20 minutos nos jogos contra pequenos no Paulistão e Copa do Brasil.
- Sobre a marcação da imprensa e o microfone na cara, fenômenos como a volta de Ronaldo são ótimos momentos para se organizar melhor a cobertura da imprensa. Coletiva de técnico e dois jogadores e zona mista organizada como acontece em eventos Fifa já está provado que é a única/melhor solução.
Quarta-feira, 04 Março 09, 06:04 AM
- Não sei como foi na TV, mas obviamente Cleiton Xavier se sacrifica em nome de Diego Souza. Essa é uma boa desculpa, mas não é só isso. O novo 10 do Palmeiras sumiu a valer no jogo mais importante que disputou em casa até agora. Se é coincidência ou será algo repetitivo só o tempo (ou o próximo clássico) dirá.
- Diego Souza definitivamente não acerta no Palmeiras. Mas, convenhamos, junto com o incansável Pierre, foi dos poucos que procurou o jogo. Cleiton Xavier não apareceu. Outro presente foi Williams, enquanto aguentou…
- …falar nele, a velocidade de Williams é algo inacreditável. Nos primeiros 30 minutos de jogo, ele ganhou todas na corrida, tanto na frente como ajudando na marcação. Mas a impressão é de que vai perdendo fôlego com o decorrer do jogo. No segundo tempo, perdeu na corrida num contra-ataque do Colo Colo que quase resultou em gol. De duas uma: ou ele começa a dosar no começo ou terá que ser uma substituição obrigatória sempre.
- O goleiro Bruno estava disperso no segundo tempo. Cabeça baixa. Quando a bola estava com o Palmeiras no ataque, ele estava parado com as mãos na cintura. E quase não ‘aqueceu’ ou gritou. Na jogada do terceiro gol, esse ’sono’ ficou claro já que o atacante adiantou a bola na corrida e o goleiro, que estava plantado na frente do gol, sequer tentou sair para abafar a jogada. Com o time todo no abafa e dois zagueiros lentos, Bruno tinha que se adiantar e ficar na cabeça da área quando o Colo Colo, que só vivia de contra-ataque, estivesse com a bola. Após o terceiro gol, apenas se lamentou.
- Keirrison, matador, fez um belo gol de cabeça e perdeu o grande lance para empatar o jogo. Longe da bola, abriu pouco espaço, movimentou-se mal, embolando o já fechado ferrolho chileno. Foi péssimo na partida e mesmo assim quase saiu como herói. Ou seja, a fase é boa mesmo.
- A parte experiente do time do Palmeiras, Marcão e Edmilson, foi a mais vaiada pela torcida. Marcão na lateral esquerda não aguenta. E Edmílson, que falou estar arrepiado de voltar a ouvir a torcida brasileira nas primeiras vitórias, sentiu ontem a parte ruim de entender o que a torcida grita. Lento, foi o mais vaiado de todos. Nos últimos 10 minutos, não podia tocar na bola que ganhava vaia geral.
- Luxa, que ganhou um coro especial da torcida de que só ganha o ‘Paulistinha’, foi para o vestiário de paletó e voltou só de camisa no calor insuportável que fazia na cidade de São Paulo. Ouviu poucas e boas da tal turma do amendoim.
- Naquela região, aliás, uma parte da torcida ficou irritada com a eloquencia de um narrador chileno no momento do segundo gol. O ‘gol’ dele extrapolava o vidro e chegava forte no silêncio que tomava conta daquele setor.
- Não é desculpa, lógico. Até porque o juiz não foi mal em lances decisivos. Mas as arbitragens sul-americanas são coniventes demais com a catimba dos times não-brasileiros e argentinos. Ontem foi irritante o número de vezes que o jogo parou para atendimento de jogadores chilenos. Além do tempo perdido, que nunca é totalmente recuperado, esse cai-cai vai minando jogadores e torcedores.
- Jogo às 21h50 é um absurdo. Mas jogo às 20h00, em São Paulo, é desumano. Detona todo o trânsito da cidade e faz com que boa parte do estádio só consiga entrar aos 40 do primeiro tempo. Acho que 20h30 é o ideal (para a cidade de São Paulo).
Quinta-feira, 19 Fevereiro 09, 10:17 AM
Vamos convencionar aqui que as Ligas top europeias são inglesa, italiana, espanhola e alemã.
Na espanhola, o Barcelona simpelsmente tem 10 pontos de vantagem para o vice-líder Real Madrid. Não tem clássico ou fratura exposta de Messi (toc toc toc) que faça ter uma virada. Barcelona, campeão.
Na Itália, o tetra já tem dono. A Inter tem 9 de frente para a Juve e 11 para o Milan. Nem uma eliminação para o Manchester United na Champions é capaz de abater os comandados de Mourinho de forma a ameaçãr uma diferença dessa.
Na Inglaterra, teoricamente, a diferença é pequena. Cinco pontos separam o líder Manchester United do vice Liverpool. Mas a pergunta é: fosse um ponto a diferença, como fazer o Manchester United perder? O time vem num crescente incrível desde o Mundial de Clubes e se dá ao luxo de arrasar adversário por adversário mesmo com Cristiano Ronaldo em fase, digamos, discreta. Muito difícil virar, ainda mais com o clássico do segundo turno sendo em Old Trafford.
Então sobrou a Alemanha. Lá, o bicho está pegando. A diferença do primeiro (Hertha) ao quinto (Bayer Leverkusen) é de apenas 4 pontos. No meio deles, o surpreendente Hoffenheim, o ótimo Hamburgo e o tradicional Bayern de Munique.
Lembra bem um outro campeonato, que este ano terá, entre outras atrações, Ronaldo e Fred. Um tal Brasileirão...
Quinta-feira, 12 Fevereiro 09, 10:16 AM
Legal o Brasil mostrar quem manda para a Itália. Bacana a Espanha derrotar a Inglaterra e a Argentina calar a boca da França.
Mas futebol mesmo (incluindo o Pacaembu), por incrível que pareça, aconteceu nos Estados Unidos. A seleção norte-americana bateu o México pelas Eliminatórias da Copa do Mundo por 2 x 0.
Esqueçam o resultado. A historinha deste jogo significa muito mais em termos do futebol na América.
O jogo foi numa arena que não é multi-uso, mas sim um estádio de futebol. Nosso futebol.
A capacidade do Columbus Crew Stadium é de pouco mais de 23 mil espectadores (capacidade da Arena da Baixada). Os ingressos, no entanto, se esgotaram em 90 minutos. Pequeno, mas fiel. Náo adianta nada colocar 100 mil curiosos no estádio de Pasadena e diz que 'o futebol pegou na América'. Melhor ter 22 mil fanáticos por futebol num estadiozinho modesto.
Havia um alerta de tornado na cidade e, mesmo assim, os torcedores não decepcionaram.
Torcedores mesmo. Nada de 'soccer fans'. Porque foram eles que me fizeram assistir ao jogo. Me chamou muito a atenção o alçapão que virou o pequeno estádio em Ohio. Pressão digna de futebol turco. Parecia (e era) um grande clássico do futebol mundial.
"Quando viemos aquecer no gramado, só tinha uns torcedores mexicanos nas arquibancadas, acho que eles chegaram cedo. Quando voltamos para começar o jogo, a maioria era de americanos. Eles foram demais. Fizeram muito barulho", disse o meia Landon Donovan.
O clima incendiou todos os jogadores, que deram o sangue contra um decepcionante México do técnico (com a corda no pescoço) Sven-Goran Eriksson.
Por falar em técnico, não existe um mais feliz e orgulhoso do que o dos Estados Unidos. Esqueça tudo o que Felipão já disse sobre a família Scolari. O treinador da seleção norte-americana Bob Bradley assistiu do banco seu filho Michael fazer os dois gols da vitória desta quarta-feira.
Michael Bradley é um meia-ofensivo na Alemanha, onde joga pelo Borussia Monchengladbach, e costuma ser improvisado pelo pai como segundo volante na seleção. Aos 21 anos, ele começou no MetroStars, fez um belo papel no Heerenveen (ao lado de Afonso Alves) e agora chega a Bundesliga.
"Tenho três filhos e tenho que dizer que sou orgulhoso de todos eles", disse, diplomático, o treinador após a partida.
A gente acredita, Mr. Bob... a gente acredita.
ps.: pra quem viu o jogo, tinha uma placa do OleOle no campo. Explico: o OleOle é o parceiro oficial da Associação Norte-Americana de futebol para viagens e ingressos.
Quarta-feira, 28 Janeiro 09, 02:40 PM
Os times da Europa adotam o tal rodízio. Como jogam muitos torneios sempre (e não reclamam), os times são diferentes a toda hora. Alguns são mais irritantes, como o Liverpool por exemplo, que só em final de Champions League você consegue descobrir realmente qual é o 11 titular (e olhe lá).
Outros são ainda mais irritantes, como Manchester United, que faz rodízio e sempre tem o melhor time do mundo. Sai Rooney entra Tevez. Sai Scholes, entra Anderson. Não importa se joga o terceiro time, o Manchester United é sempre favorito.
Os times brasileiros, os que têm elenco minimamente decente, também começam a fazer o mesmo, ainda que a nossa cultura seja diferente. Muricy, claro, é um dos pioneiros. Não que ele seja gênio, mas ele é o cara que tem dois times de alto nível a sua disposição. Mas, é lógico, no primeiro jogo que perder com craques no banco, vai ser cobrado.
Mas tem um ‘rodízio’ que deixou de ser rodízio há algum tempo. Desde que 2009 chegou, Ronaldinho só foi titular no Milan contra a Roma. Nos demais, banco! Três jogos seguidos com o de hoje. Não me parece um rodízio, mas sim uma condição do jogador que, convenhamos, já deveria estar em forma nesta altura do campeonato.
Tem entrado no segundo tempo, na vaga de Alexandre Pato, que tem aproveitado Beckham, Seedorf e Kaká em campo para desandar a marcar gols.
Ps: Depois falam que a gente pega no pé. Mas enquanto foi titular e decidiu clássico e tudo no final do ano passado, Dunga não chamou Ronaldinho. E, claro, bem agora, que ele nem é titular do Milan, está fora de forma ainda, ele está de volta.
Terça-feira, 20 Janeiro 09, 05:58 AM
É muito legal ter quatro atacantes de respeito num campeonato regional. Somando ainda Alex Mineiro no Grêmio, Obina No Flamengo, Leandro Amaral no Fluminense, Guilherme no Cruzeiro, Nilmar no Inter, Carlinhos Bala no Náutico, Fumagalli no Sport, entre outros matadores, promessa de vários gols pelo Brasil nos mais variados torneios.
Mas vamos aos quatro grandes paulistas.
Kleber Pereira - acho que tem todas as chances de ser o artilheiro do campeonato. Por dois motivos. Primeiro pela sua capacidade incrível de fazer gols. Segundo porque o Santos contratou na medida. Concentrou todos os seus esforços para contratar gente para auxiliar o matador. Lucio Flávio é um dos principais garçons do Brasil. Madson joga para o time e leva a bola para o ataque. Leo deixou saudades no país ao ser um dos melhores cruzadores de bola e apoiadores que já passou recentemente pela Vila. E os atacantes que chegaram, Roni e Bolanos, ambos, são segundo atacantes, daqueles que preparam mais do que propriamente fazem gols. Ou seja. Ano passado o Santos teve apenas um artilheiro. Este ano o Santos tem um time bom, que segue jogando para seu artilheiro.
Keirrison - Assista aos 21 gols que Keirrison marcou no Brasileirão do ano passado e, salvo uma exceção ou outra, verá que K9 é um matador. Não como Kleber Pereira, que faz gol de todos os jeitos, ou como Ronaldo dos grandes tempos, que criava seus próprios gols trazendo a bola e driblando. Keirrison tem uma característica própria: está sempre muito bem posicionado na área para não ter nada mais do que o trabalho de empurrar para o gol. Só que ele chega num time desarrumado. Se Diego Souza não funcionar, Keirrison não funcionará. Se os laterais não forem bons, Keirrison não funcionará. O ex-Coxa está longe de ser um salvador da pátria. Um Tevez, um Nilmar ou mesmo um França, que pode chegar. Keirrison cairia como uma luva num time armado como o do Santos ou mesmo o Flamengo, que tem dois laterais muito bons, um meio de passe primoroso com Ibson e Kleberson e um segundo atacante como Marcelinho Paraíba. Fora isso tudo, o Palmeiras não vive um bom momento geral. Muita pressão e uma Libertadores duríssima sem o bom time do ano passado. E talvez não seja a melhor hora de uma promessa ganhar status de salvador do time. Que o diga Diego Souza em 2008...
Washington - Todo ano é a mesma história. "O São Paulo precisa de um matador" ou ainda "Falta aquele camisa 10 no Morumbi". Pois é... e todo ano o São Paulo é campeão. Nove por nove, o São Paulo teve durante um semestre o melhor disponível no mercado mundial na época. Adriano destoava tanto do resto do time do São Paulo, que até atrapalhou. Ele era muito melhor do que os outros. Fazia todos os gols praticamente, recebia todas as bolas. De tanto insistir em Adriano, o São Paulo acabou por sair de suas características. A bola saía dos pés de Rogério Ceni para a cabeça de Adriano. Jorge Wagner não tinha outra jogada a não ser alçar a bola na área para o Imperador disputar (e quase sempre ganhar) dos pobres e minguados zagueiros do futebol brasileiro. Fato é que o São Paulo fracassou na Libertadores. Muito mais do que isso, não jogou bem o semestre todo. Sempre dependendo do Imperador. Foi embora Adriano e os problemas acabaram. Borges voltou e com ele a solução. O São Paulo tem sim um matador. Chama-se Borges e faz gol de todos os jeitos. E é low profile. Nunca está em listas de possíveis contratações. Está sempre pronto a marcar e a ser solidário. Com ele, Dagoberto desencantou. Não é o Zico como achavam, mas faz sim o que o São paulo precisa e precisou nos dois últimos títulos. E o 10 é uma mistura de Hernanes com Jorge Wagner e Dagoberto, que funciona e muito. O time é 10. E agora ganha reforços na medida. Washington, no clichê da bola, chega para somar e dar uma opção de mudança de esquema para Muricy. Talvez para o Paulistão sirva bem, pois tem muito coração e raça. Mas jamais para ser titular absoluto. A base do tricampeão brasileiro tem preferência.
Ronaldo - Chegamos ao Fenômeno. O melhor dos atacantes de futebol que ainda está na 'ativa'. O rei da superação, de marcar gols, de hipnotizar adversários, de enfeitiçar companheiros que vão fazer o diabo por ele. O mestre do marketing, do estádio lotado, da atenção da imprensa e o centro das discussões de futebol do planeta. Tenho certeza que com 10% do Ronaldo da seleção de 2002 (que nem era o melhor), já é suficiente. 30% do Ronaldo do Real Madrid basta também (sua média de gols em campo pelos Merengues é incrível). E 80% do Ronaldo do Milan (o que esteve em campo e teve ótima média de gols e não o que se machucou e jogou tão pouco), basta para o Corinthians. Mas isso a partir de março, porque ele vai voltar, vai ter uma contusão muscular, vai parar de novo e só vai engrenar na reta final do Paulistão. A favor do Ronaldo, como de Kleber Pereira, um time que se apresenta muito bem montado e com um objetivo: dar bola pro Ronaldo marcar gols. O time é tão para o Ronaldo, que o Souza até lá vai cansar de marcar gols.
De qualquer forma, a movimentação do Pacaembu no sábado com o Corinthians e no domingo com o Santos mostra a empolgação e o interesse da torcida no Paulistão. Não será pouca coisa...
Segunda-feira, 19 Janeiro 09, 08:41 AM
1 - Fui ao Pacaembu só para ver a entrada de Ronaldo em campo e sentir a euforia da torcida (ainda que acabei vendo um time muito consistente para a temporada que começa). A torcida está muito eufórica. Claro que tem que separar o torcedor organizado do outro. O organizado gritou menos. Mas as câmeras (como estas no tobogã) eram todas apontadas ao Fenômeno, que é o rei da simpatia até aqui e, lógico, o grande ídolo da torcida.
2 - A torcida organizada, antes da entrada do elenco em campo no sábado contra o Estudiantes, gritou por um bom tempo: “Se o Corinthians não ganhar, ole ole olá, o pau vai quebrar”. Confesso que não entendi.
3 - Caiu muita chuva no momento do apito inicial. E durou quase todo o primeiro tempo, como todo mundo viu. Mas teve gente, veja nas fotos, que nem ligou.
Quarta-feira, 14 Janeiro 09, 02:35 PM
A conta que todos fazem: Kaká receberia 1,5 mi de reais por semana para ir ao Manchester City. Para qualquer mortal, é uma salário irrecusável mesmo.
Para Kaká, não. A conta que ninguém faz é que ele já ganha cerca de 750 mil reais por semana. Mesmo sendo a metade, é dinheiro demais. Fora os patrocínios e prêmios para quem joga na elite da elite, na nata da nata do futebol mundial.
Uma coisa é ir ganhar 900 mil por semana (parece inacreditável que estamos aqui falando em semana, não mês) no Real Madrid ou no Chelsea. Outra é ajudar o Manchester City a sair da zona do rebaixamento na Premier League.
E ficar, por conta disso, dois anos no mínino longe da Champions League. E, consequentemente, longe de qualquer chance de levar o prêmio de Melhor do Mundo.
Quer sair do Milan, sai… Quer jogar na Premier League? Também acho que é o campeonato mais legal de todos.
Mas Manchester City com Kia de intermediário… sei lá. Acho que tem oferta melhor por aí.
On Casillas x Buffon