Vai embora, Neymar! Fica, Taison!

Quinta-feira, 16 Setembro 10, 03:08 PM



Encheram caminhões de dinheiro para o menino ficar. Usaram a pátria como desculpa. Prometeram um “plano de carreira”, produtos personalizados, felicidade, dancinhas. Até o presidente recebeu o garoto que ousou trocar a proposta do bilionário russo do endinheirado futebol inglês pelo pobrezinho mas glorioso alvinegro praiano. Viva o Brasil!

Mas esqueceram do resto, meus caros pachecos de todos os mundos!

Antes de manter Neymar, o Brasil tem que manter no país os ‘Keirrisons’. Tem que ficar com os 'Wesleys' e os 'Vagner Loves'. Toda janelinha que se abre um Corinthians perde um Cristian para a Turquia ou um Inter perde um Taison para a Ucrânia.

Todas as janelinhas um Flamengo repatria um Diogo que ele mesmo poderia ter contratado direto de uma Portuguesa, como sempre aconteceu no futebol brasileiro. Do menor para o maior e depois para o exterior.

São os jogadores medianos, os genéricos, que o Brasil precisa manter jogando no Brasil. Keirrison deveria ter ficado mais três temporadas no Palmeiras, pelo menos, disputando a posição com Vagner Love. Os dois têm “qualidade” para fazer carreira no Brasil a vida inteira mas jamais para vestir a camisa de um Barcelona.

Taison poderia optar por não jogar num time que tem nome de Metalúrgica. Fosse para outro clube no Brasil, renovasse com o Inter, mas não caísse no conto do empresário. Não são gênios, mas são jogadores que colaboram para um melhor nível do futebol brasileiro.

Patos e Gansos não se enquadram nesta categoria. São fora da curva para usar esta expressão horrorosa. O talento é nítido, os investimentos são altamente promissores. Não tem cabimento um campeonato como o nosso segurar um profissional como Coutinho ou Neymar. É mais ou menos como se a Stock Car fizesse uma proposta para um jovem de 16 anos chamado Ayrton Senna ficar no Brasil em vez de tentar a carreira na Europa.

Mais do que milhões de euros, é uma venda para um clube que vai saber cuidar bem de seu jogador. Nem que para isso signifique colocá-lo no banco, baixar a sua bolinha. Os grandes clubes compram os grandes jogadores para que estes se aposentem em seus times, não para revender. Quem segura craque no Brasil só quer saber de uma coisa: engordar uma venda. Pelo menos essa é a atual realidade.

Os dirigentes deveriam ter a mesma raça que tiveram para manter Neymar com os jogadores medianos e o futebol brasileiro estaria em melhor nível. Pé no chão.

Outra coisa.

Se você quer mesmo manter os gênios no Brasil, é urgente e óbvio mudar o calendário do futebol brasileiro (e sul-americano). Não adianta ter Ganso e Neymar se, de julho a dezembro, eles não vão jogar a Libertadores. Pior. Não adianta brigar por Ganso e Neymar se nem vaga na Libertadores eles precisam conquistar. Com a contusão do Ganso e a saída do Robinho, o Santos tem poucas chances de ganhar o Brasileirão. Ou joga todos os torneios ao mesmo tempo ao longo da temporada, tendo objetivos em todos, ou fecha as portas.  

Em suma, a temporada do Neymar acabou há 4 semanas. Salvo um joguinho contra a Argentina pela Seleção, ele não tem o que fazer no Brasil até dezembro a não ser cobrado para ser perfeito em todos os jogos e ainda um exemplar ser humano que não fala palavrão fora dele. E olha que ele nem começou a jogar mal ainda. Para aliviar o tédio, tem o Twitter (também sou viciado, nem posso julgá-lo), as festas (também gosto, não nego) e a Champions League pela TV nas melhores terças e quartas do ano.

Não acredito que um craque (o Neymar não é gênio, mas é craque) não sinta vontade de estar lá ao ver o Chelsea golear na Champions League com direito a (olha ela aí...) dancinha. Pois é. Tem alegria fora do Brasil também, acredite.
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Qual gol foi mais bonito?

Domingo, 15 Agosto 10, 03:43 PM

David Jones, do Wolves



Laione, do Academica

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Tom Cleverley

Quinta-feira, 29 Julho 10, 05:17 AM




Golaço do garoto de 20 anos (veja no vídeo abaixo) no amistoso contra uma seleção da Major League soccer merece uma ficha técnica rápida do garoto.
Thomas William "Tom" Cleverley
Nascido em 12 de agosto de 1989
Local Basingstoke, Inglaterra
Altura (1.75 m) Posição Meia
Clube Manchester United
Camisa 35

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Os três piores da Copa: primeiro final de semana

Segunda-feira, 14 Junho 10, 05:42 AM

3 - Chaouchi (Argélia) Não chega a ser um Green, que teve o frango nas mãos e deixou ele escapar. Mas a falha do goleiro argelino é daquelas para a Fifa atualizar o vídeo de grandes falhas da história da Copa. 2 - Kuzmanovic (Sérvia) Eu acho que ele foi ainda pior que o goleirão argelino. No lance que ele cometeu o pênalti não tem desculpa da bola, de nada. Pífio. Resta lamentar que a Sérvia perdeu de Gana graças a esse lance. 1 - Green (Inglaterra) Se Chaouchi falhou, eu não sei como chama o que aconteceu com Green. O goleiro do West Ham virou uma piada dele mesmo depois de seu lance contra os Estados Unidos, que definiu o empate.
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Os três piores do primeiro dia da Copa

Segunda-feira, 14 Junho 10, 05:39 AM

3 - Perez (México) Incrível que o Ochoa seja reserva deste "pequeno" Oscar Perez, goleiro mexicano. Ele tentou entregar o ouro várias vezes mas não conseguiu. No gol, não teve culpa, claro, a bola foi no ângulo, mas mesmo no lance sua indecisão de sair e não sair é digna de Trapalhões. 2 - Lodeiro (Uruguai) Entra em campo e toma vermelho. Entra para a galeria Etcheverry de grandes cagadas da história da Copa. Falta horrorosa. Mas, enfim, o jogo seguiu 0 x 0 e o garoto é jovem. 1 - Mokoena (África do Sul) Se alguém falhou a ponto de prejudicar sua equipe de maneira decisiva foi o capitão Mokoena. Não sair na rebatida da zaga é erro básico. De zagueiro e capitão, não dá para aceitar.
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A cena de futebol do Segredo de Seus Olhos

Terça-feira, 09 Março 10, 10:34 AM

Eu vi na sexta o filme Segredo dos Seus Olhos. É muito bom. Não é nada spoiler o que eu vou dizer aqui. Tem muito pouco que ver com futebol, mas tem uma cena inacreditável num jogo do Racing contra o Huracán. Achei o vídeo da cena, aqui... ... mas, ressalvo, que não tem a minha parte preferida, que começa minutos antes num bar quando o 'Dr. House bebum', espécie de Watson do protagonista do filme, tem uma conversa de futebol de bar genial (eu adoro conversas de futebol em bar).
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O melhor de Brasil 2 x 0 Irlanda

Terça-feira, 02 Março 10, 03:50 PM

Minha conversa com o bom amigo Maranhas (um dos primeiros a se cadastrar aqui neste site).

Mauricio says: Parece que o Grafite saiu desapontado da partida

Tiago says: mas ele ajudou a escrever a história do jogo

Mauricio says: Grafite devia passar uma borracha nesta atuação

Tiago says: pelo menos o grafite não se quebrou

Mauricio says: grafite escreve certo por linhas tortas

Tiago says: o grafite foi apagado pela zaga adversária

Mauricio says: Faltou aquela caneta que só o grafite é capaz de dar

Tiago says: o grafite desenhou toda a jogada

Mauricio says: sem ponta, o Grafite nao rende tao bem

Tiago says: depois da partida, grafite sublinhou que espera ser convocado novamente

Tiago says: Bom, preciso ir mas falando nisso, dá pena do ganso não ser convocado
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Robinho, antes, precisa fazer o trabalho dele direito

Terça-feira, 19 Janeiro 10, 12:43 PM

Robinho vai a Copa. É tão fato quanto Julio César vai a Copa.

Mas ao contrário do goleiro, que segue a mesma boa fase de sempre, Robinho não joga bem na seleção desde a Copa das Confederações.

Mais grave. Enquanto Julio César faz valer o salário na Inter e a cada partida mostra que merece aumento no clube, Robinho segue, aos 26 anos que completará semana que vem, sendo um jogador que ainda vale mais do que joga.

Na Seleção, pelas duas Copas das Confederações e sobretudo pela sua magistral Copa América em 2007, não se pode acusá-lo de nada. A atual má fase e a apagada Copa do Mundo não são motivos suficientes para tirá-lo da lista de 23 que vão a Copa. No máximo, ser reserva, mas isso é problema do Dunga.

Mas Seleção não paga seu salário. E como ele tem jogado nos clubes?

Robinho, todos os anos, renova a ladainha de que seu objetivo é ser o melhor jogador do mundo. Quando fala isso, já começa mal, dando a impressão (que nunca passou na Seleção, diga-se) de que quer ser mais importante que o clube.

Volte um pouco no tempo e veja como foi a longa passagem de Robinho no Real Madrid. Quando chegou, era apenas a surpresa, o xodó, o reserva querido de monstros como Zidane, Ronaldo e Figo. Mas mesmo após a saída dos 3, demorou para se firmar. Quando finalmente tinha tudo para ser o craque do time (e, aí sim, potencial para ser melhor do mundo, indiretamente), saiu. Não se achava valorizado em Madri, como se ele fosse o maior artilheiro da história da Champions League, como Raul, ou dono da melhor média de gols do clube, como Ronaldo.

Na saída, fez uma lambança com o Chelsea, outro time grande onde, naturalmente, é possível ser o melhor do mundo. Acabou no Manchester City, clube em que poderia jogar com o pé nas costas, desde que mostrasse metade da vontade de Carlos Tevez, Kaká ou Rooney em campo.

Robinho, agora, está irritando os ingleses como já irritou os espanhois. Os bastidores dizem que ele não gosta da cidade, do time, do estilo de jogo, do clima, de jogar fora de casa e de nada do que tem lá. Ainda que tenha certo exagero da ávida imprensa inglesa, fato é que chamaram um técnico mais latino para ver se o problema era o polêmico Mark Hughes. Mas até Mancini está cansando do jogador.

Pediu em público para ele melhorar e jogar, independente se o jogo é em casa ou fora, de quanto ele custou (jogador mais caro da história da Inglaterra) ou de qualquer outra coisa, para voltar a ser titular. "Gramado é tudo igual, onde quer que esteja", diz com toda a propriedade o treinador.

Recentemente, li o blog de um fã do City no site do Mirror, da Inglaterra, e me chamou a atenção a forma como o torcedor, que no final ainda dá crédito a Robinho, começa o texto (tradução livre).

"Ele não pode jogar quando está frio, não consegue quando está molhado, e não joga bem fora de casa, ele não joga quando o jogo fica violento e ao que parece ele não se sente bem jogando no escuro.

Dêem a ele o impecável gramado do estádio City of Manchester numa tarde de sol em setembro e talvez ele jogue. Se a vibe estiver boa. Se a lua estiver em urano..."

Engraçado um técnico italiano e um torcedor inglês pensarem que Robinho virou 'um jogador fresco'. Duro um brasileiro humilde de São Vicente ter que ouvir algo assim. Um cara que dá tudo quando está com Dunga na seleção. Um verdadeiro operário que, quem acompanha sabe, treina e corre tanto quanto volante quando está na Seleção.

Que Robinho vai a Copa, eu tenho certeza. Que ele já jogou em campos piores do que os gramados da Premier League, eu posso apostar.

Mas está na hora dele parar de querer ser o melhor jogador do mundo para querer, primeiro, apenas fazer seu trabalho direito.

Antes que seja tarde demais.

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Maradona - a camiseta `que la chupen`

Domingo, 25 Outubro 09, 03:54 PM

E olha só a camiseta que eu encontrei em Madri, não para vender, infelizmente. Relíquia.

 

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Almôndega e porros - uma noite histórica no Bernabeu

Sexta-feira, 23 Outubro 09, 02:17 AM

O ingresso

A primeira história deste espetacular Real Madrid 2 x 3 Milan é a do ingresso. Um amigo em Madri tem uma amiga que tem uma terceira amiga. A amiga número 3 é proprietária de 3 preciosidades. Três cadeiras de abono, como aqui na Espanha chamam, para a temporada, que vêm sido passadas de pai para filho ou, no caso delas, de mãe para filha. Afinal os três ingressos estão no nome da filha, da mãe e da avó.

As três entradas não poderiam ser mais nobres. Ficam na oitava fileira a partir do escanteio do lado direito onde Dida tomou um frango no primeiro tempo e Casillas tomou outros dois no segundo. A chamada Lateral Este Grada Baja.

Você fica no nível do gramado e quando Ronaldinho ou Granero vinham bater o escanteio, dava para interagir com eles. Ronaldinho, por exemplo, irônico, mandava o seu costumeiro Hang Loose com o sorriso trade mark para as vaias e gritos de ‘almôndega’, ‘baladeiro’ e ‘bêbado’ que recebia.

Para ter estes ingressos, o trio (filha, mãe e avó), tem a preferência de todos os anos comprar a mesma cadeira, que pode ser passada de pai para filho. Compram sempre, claro, até porque o preço não é absurdo (a temporada custa cerca de 800 euros por cadeira, com direito a ver todos os jogos em casa, de Liga, Copa do Rei, Champions e o que mais rolar). O duro não é o preço, mas sim a fila. Para ter o direito de comprar ingressos para a temporada como estes, a fila de espera pode levar de 10 a 20 anos.

E como um deles foi parar na minha mão? Bem, a avó já não está mais tão disposta a ver jogos. E desde que Florentino Perez assumiu, com a zaga ano após ano péssima, o médico decidiu por vetar alguns jogos. A mãe estava fora da cidade por algum motivo. E a filha resolveu não ir. Primeiro por não ter a companhia da família, segundo porque estes ingressos valem dinheiro. E então ela entrega as carteirinhas para a amiga número 2 (sim, tem que confiar para entregar estas preciosidades na mão de alguém) e esta vendeu para mim e amigo André por 60 euros cada.

É o cambista familiar. Aquele que entrega a carteirinha na sua mão, entra com você no estádio, pega de volta e assiste ao jogo. Muitos fazem disso uma renda extra. E, até por isso, não são poucos os ‘de fora’ em espaço tão nobre.



O ambiente

Aí você entra e, depois de passar a catraca, não sobe escada nenhuma. Apenas desce. Se a cidade de Madrid (vou usar com D) está a 655 metros acima do nível do mar, o gramado do Santiago Bernabeu está a uns 650, por aí.

Entre a primeira fila de torcedores e o gramado, apenas fotógrafos ajoelhados, placas de publicidade e agentes de segurança de frente para a torcida.

A torcida lota o estádio. Atrás do gol de Dida no primeiro tempo, no último anel, os ‘ultras’ italianos, ou a torcida organizada do Milan. Atrás do gol oposto, mas no primeiro anel, os ultras do Madrid, metade de roxo, metade de branco. Só eles gritam para valer, o resto da torcida fica quieta , o que dá a impressão que a torcida adversária grita mais alto.

“O torcedor do Madrid é assim. Gosta de ver o jogo. Ficar gritando é mais para os ‘ultras’, que pouco assistem à partida”, me explicou meu cicerone. Gostei da explicação (me identifico, aliás.. assisto a jogos quieto). Além do espaço reservado aos ultras adversários, muitos torcedores do Milan espalhados pelo resto das tribunas. Mas muitos mesmo, infiltrados, comemorando gols normalmente e gritando bastante. Nenhum mal estar e nenhuma confusão. Três cadeiras acima de mim um grupo de 6 italianos chegaram a incomodar de tanto que gritavam os gols. Não seria exagero se rolasse uma briga ou uma discussão. Mas não rolou.

Outra particularidade: maconha. Sim, o cigarrinho do capeta não dá trégua. No lugar (nobre), em que eu estava, foi o jogo inteiro o cheiro e o fumacê do ‘porro’, como se diz por aqui. Um torcedor chegou a fazer o trocadilho: ‘passaram para o Kaká este baseado?’ Maldade…

O frio estava de lascar. Oito graus mas o vento e a chuva fria davam sensação de ainda mais frio. Aí entra a turma do amendoim. Com o time jogando mal, chuva e frio, reclamavam até da cobertura do estádio, que não existe em todos os lugares.

- Florentino %$#@%, cadê o teto?, reclamava um senhor.

Tanto frio que quando o Milan virou, alguns torcedores deixaram o campo, incluindo um ao meu lado. No intervalo, todos voltam para a parte coberta, para um xixi, um bocadillo e, principalmente, para ver os melhores momentos do primeiro tempo e os gols dos outros jogos da Champions na TV.

Sobre os jogadores: Kaká ainda é uma incógnita. Se 80% do estádio estava lá para vê-lo, os mesmos 80% saíram chateados. Alguns davam força, sabem do potencial e do tempo que leva para a adaptação. Outros, como no Brasil, são impacientes e pediam para que Kaká tirasse a camisa do Milan que estava por baixo.

O brasileiro que mais vai do céu ao inferno é Marcelo. Os torcedores mais ‘boleiros’ acham que é muito para ele marcar e ainda ter que apoiar, já que do outro lado Sergio Ramos faz só uma das coisas. Os torcedores mais folclóricos e fanfarrões não suportam o brasileiro. Não é incomum ouvir vaias a ele. De qualquer forma, várias jogadas passam pelos pés do lateral, inclusive oportunidades de gol. Como o gol final de Pato saiu nas costas dele, mais uma na conta do Marcelo.

Saíram todos com a sensação de Ronaldo-dependência. Cristiano, que estava no estádio, fez falta. Zidane, que estava no estádio, também. E Raúl Gonzales BLANCO, que fez o primeiro gol e deu o passe do segundo, é um ídolo sem igual. Sua raça contagia os torcedores. Seus gritos e carrinhos merecem aplausos. Sem contar os seus gols. Fez o que o Dida deu para ele e segue disparado como o maior goleador da história da Champions League com 66 gols. Para se ter uma ideia, a capa do As, jornal madridista ferrenho do day after, mostra um Raúl, bravo, com Benzema e Kaká de cabeça baixa com a seguinte manchete: ‘Grite mais com eles, Raúl’.

O jogo

Vocês viram melhor do que eu. Eu vi mais perto do que vocês. Um primeiro tempo para se esquecer. Fora um pênalti não marcado em Benzema, nada de futebol das duas partes e um gol achado do Real Madrid depois que Dida largou a bola na frente do único jogador que não desiste nunca do Real.

Já no primeiro tempo Seedorf dava mostras que estava mais no jogo do que todos. Mas no segundo, o veterano holandês mostrou que é o cara. Comandou o jogo, ganhou todas as divididas. E então, na minha frente, sem avisar como no futebol de botão que a bola ia para o gol, Pirlo acertou seu petardo com efeito no cantinho de Casillas que, frio, sem tocar na bola até então e sem se aquecer durante o jogo, aceitou.

Pato virou em mais uma falha de Casillas no lançamento do Ambrosini. O gol do empate do Real é o retrato da bagunça do time do Pelegrini. Ninguém aparecia para bater o escanteio já que Granero havia sido substituído. A torcida começou a vaiar e Raúl, sempre ele, saiu correndo desesperado para cobrar. Rolou para Drenthe, fora da área, bater e empatar.

Quando tudo parecia resolvido, mais uma vez bem na minha frente, Ronaldinho bateu um escanteio (foto com máquina ruim) e Thiago Silva marcou. Gol legítimo, mas anulado. O pau quebrou. Ronaldinho deu um ‘pescozon’ no Raúl. Tiveram que separar os dois. Mas o que era do Milan, não ia não ser do Milan. Numa jogada meio errada de Pato, Ronaldinho passou para Seedorf e puxou a marcação pela esquerda. O holandês, para mim mais o nome do jogo do que o próprio Pato, não cruzou, mas deu um passe para  o brasileiro fechar a conta.

Milan e Real Madrid, juntos, somam 16 títulos de Champions League. Lá, da grada baja lateral este, deu para entender melhor o motivo.

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Postado por mautex | Comentários (3)