Quatro toques

Sexta-feira, 05 Setembro 08, 01:35 PM

Animal no gol Não dá para chamar o choro de Edmundo do popular e divertido chororô que tem tomado conta das arquibancadas e conversas de futebol pelo Brasil. Edmundo está nitidamente com problemas. Ele chora quando vence, chora quando perde, chora quando é homenageado, chora quando é xingado. Lembro dele mesmo dizer na Espn (suas entrevistas são sempre muito boas) quando foi sabatinado que anda muito sensível e que qualquer coisa mexe demais com ele. Edmundo está chegando ao fim da carreira, com problemas com a Justiça e talvez precise de (mais) ajuda. Sport Não tem outra explicação. O Palmeiras vê a camisa rubro-negra do Sport e já sabe que vai perder o jogo. Mais uma derrota, esta em casa e humilhante. Irregularidade Semana passada o São Paulo deixou a briga pelo título. Palmeiras era o único que podia parar o Grêmio e já vai acabar a rodada atrás do Cruzeiro. Coxa ou Botafogo ainda podem acabar a rodada no G4, assim como o próprio Flamengo que lá está. Digo tudo isso porque não acredito em previsões nesta altura do campeonato. O Grêmio pode muito bem perder no sábado para o Fluminense e ficar a 8 pontos do Coxa, 9 do São Paulo e cinco do Cruzeiro. O futebol brasileiro não tem a regularidade da NBA em que o time que lidera quanha 7 a cada 10 jogos. Aqui, tudo pode mudar a cada rodada. Trio O presidente Lula, eu e você. Todo mundo mexendo com os brios da seleção brasileira. Será que estes caras agora vão mostrar algo no domingo ou será que vai continuar o sambinha fajuto em campo?
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Marcelinho Paraíba, o craque

Quinta-feira, 04 Setembro 08, 05:06 AM

Para o futebol europeu, Marcelinho Paraíba morreu. É um ex-jogador para o Velho Continente. Me desculpem os Policarpos Quaresmas de plantão, mas é na Europa que se joga o futebol de melhor nível do mundo. Inclusive pela presença dos melhores brasileiros.

Mas Marcelinho Paraíba não se enquadra mais neste top team do futebol mundial. Depois de ser o cara no Grêmio e um ídolo no Hertha, Marcelinho não serviu de muito na Turquia e 'encerrou' na Europa no Wolsburg. Não tinha mais lugar para ele. Finito.

Pois nesta quarta-feira, resolvi sintonizar minha TV e assistir Figueirense 2 x 3 Flamengo. Marcelinho Paraíba não é pouca coisa. É talvez um dos 10 melhores jogadores de futebol atuando no Brasil. Fez um belo gol, deu um passe espetacular para outro e participou do terceiro meio sem querer. Marcelinho faz a diferença. Marcelinho detona.

Marcelinho destoa do futebol brasileiro. Nem precisa estar muito magro ou começando. Aos 33 anos, sobra num campeonato que não tem (mais) jogador jovem talentoso, muito menos jogador consagrado (já imaginou o Kaká disputando agora o Brasileirão?).

Nos sobra aqui alguns jogadores sem mercado fora, tipo o Tcheco que só árabe gosta. Ou alguns já meio velhos para outros locais, mais ou menos como o Marcelinho, que se fosse genial como Rivaldo, estaria agora no Uzbequistão (???), que é muito mais legal e paga mais que aqui.

Marcelinho Paraíba é o superstar da maior torcida do Brasil. Tcheco é o capitão do provável próximo campeão brasileiro.

E é isso mesmo.

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Maiores transações da Premier League na temporada

Quarta-feira, 03 Setembro 08, 01:05 PM

Para quem gosta de um bom Futebol Fantasia, eis o da vida real na Inglaterra (fonte Guardian).

A lista é liderada por Robinho e tem Jô como segundo brasileiro na quarta colocação. Robinho perderia para Berbatov caso fosse para o time que queria realmente jogar, o Chelsea, mas o City aumentou os números e deixou todo mundo feliz.

(Quero ver dia 13 de setembro agora que deve ser a estréia de Robinho pelo City contra o.... Chelsea em casa).

Para quem gosta de futebol fantasia dos nossos, de montar time, e ser o cartola, clique aqui que é o mais divertido.

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Ronaldinho e outros

Segunda-feira, 01 Setembro 08, 02:36 PM

+++Ronaldinho, lugar certo

Não sei se foi impressão minha, mas a Itália pareceu gostar do primeiro faz-me-rir de Ronaldinho pelo Milan, apesar da derrota em casa para o Bologna. Sinceramente, já disse isso antes, acho que o futebol italiano pode ser o lugar certo para o jogador, que na Seleção tem sido uma decepção, no Barcelona não encatava mais e no veloz futebol inglês não duraria dois jogos. Na itália, o futebol é mais de contato, brigado, com menos espaço. Uma boa assistência por jogo já vale o investimento do Milan. Quem sabe um escanteio bem cobrado. Se Ronaldinho colocar o que lhe restou de inspiração a serviço do time, com toques inesperados sobretudo para Kaká e Inzaghi, pode recuperar um pouco de seu prestígio. Nada parecido com o futebol que ele reinventou durante 3 anos na Espanha. Mas pelo menos já é alguma coisa (para os italianos, claro).


+++100 partidas, sinal dos tempos...

Teve o Diogo na Lusa e agora o Jorge Henrique no Botafogo. O futebol brasileiro está realmente uma casa da mãe joana. O cara completa 100 jogos por um clube vira herói. Herói da resistência. Maldini completou 1000 jogos esses dias pelo Milan. Isso sim um feito. Assim como Nilton Santos disputou mais de 700 partidas pelo Fogão e Enéas bateu perto dos 400 na Lusa.

+++ Liga sem estrelas

Sem um Ronaldo qualquer, Henry na descendente, Real Madrid e seus holandeses chatinhos, a Liga Espanhola tem tudo para ficar atrás da Itália e da Inglaterra em interesse nesta temporada. Só Messi salva... Quem sabe não é o ano do Atlético Madri mostrar que ainda existe.

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O fechamento olímpico e o obrigado

Sexta-feira, 29 Agosto 08, 03:24 PM

De volta a São Paulo depois de intensos 20 e tantos dias (ou seria anos?) em Pequim. Já li alguns livros de correspondentes de guerra (recomendo Clube do Bangue Bangue) e na volta os jornalistas que vão para ester locais podem ter transtornos com sono, problemas com drogas, alcoolismo e adaptação a velha realidade. Dizem, alguns jamais retornam. Isso se dá devido a tamanha adrenalina a que são submetidos. Terminar um dia vivo ganha uma conotação literal.

Claro que não fui para nenhuma guerra, pelo contrário, fui a uma grande festa do esporte, mas assim como quando voltei da Copa do Mundo de 2006, você é tomado de um certo vazio. A adrenalina baixa e fica difícil achar graça num jogo de Sul-Americana na quarta-feira à noite. Da mesmo forma, tanto faz e não me interessa nem um pouco se Robinho vai para o Chelsea ou fica no Real Madrid.

Mas isso passa logo.... em questão de dias o futebol volta a ser a coisa mais importante entre as não-importantes da vida (não faço idéia quem inventou isso, mas adoro) de qualquer boleiro. E eu sou um deles.

Mas vamos ao que se passou por lá. Como a maioria sabe, fui para cobrir outros esportes. Um desafio para mim. Minha única experiência futebolística em Pequim foi acompanhar o Brasil ser mandado de volta a Xangai pela Argentina ao vivo do Workers Stadium. O jogo vocês viram melhor do que eu e eu me recuso a levar a fama de pé frio com tantos pé murchos num time dirigido por um cara da pá virada.

Cobri tênis de mesa, vôlei de praia, basquete, o atletismo inteiro. Entrevistei judocas, pugilistas, ginastas, técnicos e muito mais. Gente boa, gente competente e também gente que foi passear em Pequim. Mas descobri uma paixão adormecida. O esporte 'amador', em especial o atletismo, conseguiu me tirar da mesmice e despertou a paixão por um esporte que eu não julgava mais possível acontecer além do futebol e da fórmula-1, meus esportes preferidos e o basquete e o tênis, que brigam pelo bronze da minha preferência.

Ver uma prova de 100 metros rasos é como assistir seu time numa disputa de pênaltis na Libertadores da América. A emoção desde o momento da apresentação dos atletas é difícil de descrever. Eles ajoelham ao comando do juiz e quase sempre a largada queima. Volta para o alinhamento, ajoelham de novo e BANG!

Você não respira até o final. A final dos 100 metros e dos 200 metros foi algo que entra para a minha galeria de grandes momentos do esporte mundial. Claro que Usain Bolt fez a diferença, batendo os dois recordes mundiais e mudando para a sempre a história da luta do homem contra o relógio. Pode parecer um pouco de dor de cotovelo (e é), mas como eu não tive a oportunidade de ver Phelps nadar, não tenho medo de chamar a Olimpíada de Pequim de a Olimpíada de Usain 'Thunder' Bolt, o homem mais rápido do mundo.

Mas nem só de esporte vive um Olimpíada. Vive de muita emoção. Emoção de ver o trabalho dos voluntários, o esforço da China em parecer simpática mesmo com todas as piratarias, malandragens e limitações à liberdade.

Emoção é ver atletas brasileiros que NÃO querem ser tratados como coitadinhos como todo mundo gosta de tratá-los. Muitos sentam nesta desculpinha esfarrapada e explicam assim seus maus resultados.

Outros, como Lucimara Costa, da equipe quarta colocada do revezamento 4 x 100 feminino, uma mulher de fibra e orgulhosa no bom sentido, gosta de ser tratada como atleta de verdade. Quer ser avaliada pelo seu rendimento e se dá ao direito de lamentar muito mais o bronze perdido do que comemorar o feito de estar numa final pela primeira vez.

Outros ainda, como César Cielo, conquistaram tudo sozinhos. A medalha é dele e não do Brasil, como o pessoal que pega carona agora quer dizer. Cielo é um cara autoconfiante, determinado e não vai nunca se conformar com uma limitação mental ou complexo de vira-latas.

Falei com centenas de atletas, brasileiros ou não. Gente da África que adoraria ter as condições brasileiras de trabalho. Gente dos Estados Unidos que rala muito e não está lá apenas por causa de uma estrutura. Europeus, asiáticos, oceânicos. Ser atleta de ponta vai muito além ao que algum índice babaca possa explicar. Estes atletas maravilhosos são diferentes. 

O judô, que decepcionou para o Brasil, foi um esporte que me fez vibrar muito ao ver a vitória do lutador do Azerbaijão que levou para seu país a única medalha de ouro olímpica. Sua emoção ao vencer era genuína e inspiradora. Vibrei ao ver o ippon da chinesa aos 40 do segundo tempo contra a japonesa na final da categoria pesado feminina.

Entrei na quadra com a raça com que a Espanha vendeu caro ao Dream Team o título no basquete. E me emocionei também de ver jogadores bilionários como os americanos darem tudo.. TUDO MESMO em nome de buscar esta medalha de volta. Sem contar a simpatia e a humildade de Kobe Bryant, que aproveitou a Olimpíada mais do que qualquer atleta.

Vibrei com vencedores e perdedores. Primeiros e últimos colocados. Muita coisa aconteceu comigo. Muitas vezes um nó apertou tão forte a minha garganta que eu tive que virar de lado ou afastar o telefone da minha boca. Ser chamado de 'campeão' ao falar no telefone com o técnico do (este sim sofrido) boxe brasileiro Dórea me transportou para um filme como Touro Indomável ou Rocky. 

Mas uma última emoção ainda estava reservada.

Quando eu achava que tinha acabado, que o interminável vôo que entre escalas e esperas levou 40 horas de uma porta a outra seria um martírio final, eis que pego o mesmo avião da seleção feminina dourada de vôlei feminino.

Assim como no momento que entrevistei Maurren após o ouro, vi nas meninas brasileiras o verdadeiro espírito olímpico. Tanto Maurren como o vôlei teriam motivos de sobra para subir no salto e esfregar suas medalhas na cara de quem duvidou, o discurso pronto do esporte brasileiro puxado pelo carro-chefe futebol.

Mas as meninas do vôlei são diferentes. O assunto no avião não era o prêmio em dinheiro (que é menor do que a prata dada ao masculino, diga-se). Não era contrato, não era vingança ou desforra. No avião elas falavam, singelas, da homenagem que receberiam de seu clube, como 'um jantar numa churrascaria chique' ou uma jóia do patrocinador. Comentavam o absurdo que é o preço da Primeira Classe do avião (toda a delegação viajou de classe econômica).

Elas queriam saber de abraçar os torcedores no vôo e brincar com os filhos e filhas deles, colocando a medalha no pescoço de quem pedisse. Elas se maquiavam umas as outras na chegada para 'fazer uma pressão'. Mostravam o resultado orgulhosas.

Quando o comandante do vôo pegou o microfone e pediu que todos olhassem para os lados que dois aviões da Força Aérea Brasileira escoltariam o time olímpico brasileiro até Cumbica, eu finalmente ganhei a minha medalha de ouro.

Enquanto todos e todas corriam para ver os pilotos da FAB fazerem tchauzinho a menos de 5 metros da asa do avião da Air Canada que nos trazia, eu preferi procurar com os olhos o técnico José Roberto Guimarães.

Zé é uma espécie de herói olímpico low profile. Um homem de poucas palavras, de atitudes sérias e de emoções contidas. Passou o vôo todo ao lado de um canadense que não fazia idéia de quem era. Melhor para o Zé, que em seu macbook pro assistia a festa de encerramento que ele em meio a tanta emoção e trabalho deve ter deixado escapar.

Pois quando eu resolvi olhar para o Zé, vi o homem chorando 'baixinho'. Abaixado, tentando esconder as lágrimas. A emoção singela de ver uma homenagem tão simples para um bicampeão olímpico. Um dos maiores nomes do esporte nacional escondendo-se atrás do cobertor surrado em sua poltrona 22K da classe econômica.

A Zé Roberto Guimarães, assim como a Usain Bolt, Lucimara Costa, Kobe Bryant, César Cielo, Liu Xiang, Pau Gasol, Washington Silva, Rafa Nadal, Elnur Mammadli, Michael Phelps e tantos outros.

Obrigado!

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Sem ouro e sem rumo

Terça-feira, 19 Agosto 08, 06:16 PM

É pessoal.... Vir aqui para a China e tomar uma dessa não estava no programa. O passeio que todos esperavam na final da Copa América aconteceu um ano depois. Anderson me disse aqui na zona mista após a partida que o placar não reflete o jogo. E eu digo: e daí?

Um Brasil que chuta três vezes ao gol, sendo um de falta. Um Brasil sem força ofensiva. Um Brasil com um meio-de-campo de jogadores talentosos que só tocam de lado. Um Ronaldinho que não tenta uma jogada sequer individual. Este Brasil não dá.

Eu não fiquei com a Seleção nestes dias de treino. Parece ser unânime entre os jornalistas que cobriram o período que nunca o Brasil de Dunga treinou tanto. Não foi o que vimos em campo. Um time sem jogada e sem saída. Sem comando quando perdeu a classe no final. Os argentinos tomam na cbeça da gente há anos  logo na primeira vez que dão a forra desde 1990, a gente dá uma dessa.

Um time sem inspiração alguma e que no primeiro teste verdadeiro depois do faz-me-rir da primeira fase e de passar raspando contra Camarões, vai embora com 3 x 0 nas costas de seu maior rival.

Para var, fica para mim a frase que ouvi de Alex Silva agora na Zona Mista. "Quero ganhar o bronze e subir ao pódio. Ficaria muito orgulhoso pois lá na Vila conhecemos gente que sonha a vida inteira com uma medalha dessa."

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O 'futebol' de todo mundo está aqui...

Domingo, 17 Agosto 08, 07:30 AM

É quase um clichê. Você chega em qualquer país do mundo e ao ser identificado como brasileiro, o cara automaticamente deixa de ver você como você é para enxergar uma bola de futebol ambulante.

Esta é a nossa fama. E é muito legal que seja. Facilita as coisas em muitos casos. A gente que no Brasil fica cansado de ouvir falar de Kaká, Ronaldinho e Pelé, fora dele geralmente ajuda na comunicação, encurta distâncias, fabrica sorrisos.

Mas isto é uma Olímpiada. O futebol, apesar de ser nosso esporte preferido e o mais popular entre todos no planeta, só representa uma pequena parte deste evento. Outros esportes ocupam a posição de prediletos para boa parte dos países por aqui.

A começar pelos donos da casa. O 'futebol' da China é o pingue pongue (ops, tênis de mesa). Basta uma voltinha nos parques por aqui para sacar que o negócio é sério.

No parque onde foi montada a arena de vôlei de praia, doze campos de futebol com a grama natural novinha, tinindo, chamam a atenção por estarem totalmente vazios. Às moscas (e eu louco por uma pelada). Em frente a um destes campos, cerca de 20 mesas de tênis de mesa lotadas, com gente na espera e tudo.

Além dos que jogavam, outros vários assistiam. Eles assistem até pelada no tênis de mesa. Quando é jogo valendo medalha então é o delírio. Coube a mim ir a estréia do tênis de mesa aqui na China. Entra para a lista de eventos mais bizarros que já cobri.

Outro bom exemplo foi meu encontro com um grupo de jamaicanos quatro horas depois de eu ter trabalhado na histórica vitória de Usain Bolt nos 100 metros rasos (este, para a lista de eventos mais espetaculares que já vi).

Perguntei a eles de onde saíam tantos corredores da Jamaica. O mais velho deles me respondeu. "Está no nosso DNA, é como o futebol no Brasil." Outro, professor de escola de segundo grau, me disse que ele treina um menino que com 15 anos está correndo 10.11 e que é comum nos jogos entre os colégios o vencedor baixar de 10.2.

E assim vamos com os fundistas quenianos, o boxe cubano e tantos outros futebóis.

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A Argentina está diferente, mas mesmo assim o Brasil vai ganhar o ouro

Quinta-feira, 14 Agosto 08, 10:26 AM

Para quem não sabe, estou em Pequim cobrindo a Olimpíada pelo Portal iG. Nada que ver com futebol. Estou ficando especialista em Tênis de Mesa, Vôlei de Praia, Boxe, Judô, Atletismo e uma série de outros esportes.

Bom para dar uma desanuviada, mas louco de vontade de ver os jogos do Brasil. O máximo que fiz até agora foi entrevistar o Diego. A entrevista se alguém quiser ler está aqui. Pior do que não participar da cobertura do futebol, é que nem tive tempo de ler sobre o assunto como normalmente gosto.

De rabo de olho, aqui no Main Press Center, vi os dois últimos jogos do Brasil.  O primeiro jogo eu vi os 15 minutos finais no meu hotel depois de 40 horas de viagem.

Assim como vi o Brasil com o rabo do olho, vi também a Argentina da mesma forma.

Estão diferentes. Desta vez, nada de começar arrasadores como nos últimos torneios todos, incluindo a Copa América e a Copa do Mundo. Futebol mais feio, placares baixos. Chegaram como favoritos, mas não fizeram jus à fama até agora.

O Brasil só pegou baba. Goleou quando pôde, diga-se, mas só baba.

Eu não gosto de escrever isso até porque é só um palpite meu, mas para todo mundo que me perguntou no Brasil eu disse que a Seleção ia ganhar a medalha de ouro.

Não esperava este pé no chão argentino, confesso. Mas, de qualquer forma, sigo tendo a certeza.

Já que o País do vôlei parece estar dando sinais de cansaço, é a vez do futebol mostrar quem manda.

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Mautex Direto de Pequim

Quinta-feira, 07 Agosto 08, 02:16 PM

Caros, depois de 40 horas da porta da minha casa em São Paulo até a porta do quarto do hotel em Pequim, estou na cidade das Olimpíadas. Estou aqui numa missão diferente e muito desafiadora que é cobrir quase tudo menos futebol. Faço parte do time de repórteres do Portal iG na cobertura Olímpica.

 

Clique aqui para ver a página especial do iG, para onde mandarei matérias, ou aqui para acompanhar o blog Direto de Pequim em que eu, Flávio Gomes, Fábio Sormani, Nara Alves, Sérgio Patrick e Vitor Boyardijian alimentaremos com curiosidades.

 

Não tenho credencial para o futebol L, mas pretendo ainda assim postar coisas aqui sobre a disputa. E a comunidade OleOle segue normalmente, pois estou aqui ao vivo e conectado.

 

Fiquem de olho nas novidades e por favor sigam postando para que eu não fique tão por fora das notícias do emocionante Brasileirão nestas três semanas.

 

Ps.: Que joguinho da Seleção... mas que golaço do Hernanes.

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Um Grêmio incomoda muita gente

Segunda-feira, 04 Agosto 08, 05:04 AM

O Grêmio é o time a ser batido. Os caras abriram dois pontos do vice e cinco do último posto na zona de Libertadores. Não quero ser chato e muito menos comprar briga mas o Flamengo já foi o time a ser batido.

Eu não sei o torcedor do Grêmio, mas este Tricolor ainda não me convence. Estou falando do elenco e não da camisa, esta sim capaz de empurrar um time mediano a um título.

Posso (ou devo) estar errado. Só o tempo dirá. A verdade é que na próxima rodada, com o Ipatinga em casa, e Cruzeiro, Palmeiras e São Paulo com jogos mais difíceis, o Grêmio Imortal tem tudo para abrir ainda mais liderança e garantir o título do turno.

Falar em São Paulo e Palmeiras, eles chegaram no G4. Talvez não fiquem os dois depois da próxima rodada, mas é verdade que chegaram para ficar. O Palmeiras, que tem craques como Valdívia, vai sofrer mais. A janela deve levar o craque embora para a Europa, possivelmente Alemanha.

O São Paulo, como acontece desde que Kaká foi para o Milan e com a exceção dos aluguéis de Ricardo Oliveira e Adriano, não tem craques. O SP vai com o time de peões que se aproxima da liderança do campeonato até o fim do ano. E, me parece, favorito.

Chegamos ao outro penta do futebol brasileiro. O Flamengo que me perdoe, mas não dou o braço a torcer como o Tardelli: 2 pontos em 18 possíveis é coisa de quem quer cair.

Ano passado virou o turno 'rebaixado' e chegou na Libertadores. Este ano quase virou o turno na Libertadores. Como seria o final? Não seria o caso de mudar de camisa de novo?

E ninguém é mais feliz do que o Fluminense. Com as saraivadas que Santos, Atlético-PR e Náutico levaram em casa, o Tricolor está 'só' a 5 pontos de escapar da zona de rebaixamento. Poderia ter sido bem pior.

Por fim, K9, o Keirrison mais famoso do Mundo (tem outro?) escolheu a música e fez logo 3 na Vila Belmiro. O Coxa e o Vitória são os times mais simpáticos da festa dos líderes. Mas o Botafogo agora também quer brincar.

E o Brasileirão segue o melhor campeonato de futebol do mundo. Não temos o Cristiano Ronaldo, mas do primeiro ao nono são 9 pontos.

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