Quinta-feira, 14 Maio 09, 09:43 AM
O Inter me impressionou ao vencer o Campeonato Gaúcho. Não porque ganhava dos fracos times do Sul, mas porque os humilhava, quando os colorados ganhavam por pouca coisa o placar era 4x0. E ainda houve dois jogos contra seu principal rival, duas vitórias. O Inter demitiu Celso Roth, que vinha bem na Libertadores. O turma vermelha mandava até no Grêmio.
Mas a minha impressão do Inter não é mais a mesma.
Primeiro foi aquela pífia atuação contra o time daqueles que nunca vão ser titulares do Corinthians. Nilmar fez um golaço, Taison perdeu outro feito... E só! Os nunca-serão mandaram no restante do jogo, nem famoso ultra-mega-power-contra-ataque colorado eles conseguiram engrenar, nada x nada, nem que fosse somente pra brinca de dar um susto.
Jean no término da partida alertou "O Inter não é tudo isso que dizem!". Sim, porque que dizem dizem. Aliás, diziam. Eu entendi o recado.
"Mas eles estavam se poupando!", muitos me disseram. Se poupando pra ontem, imagino. E ontem deve ter se poupado pra próxima quarta.
Não estou desdenhando do Inter. Não. Os colorados são um bom time, têm um bom elenco. Mas pintaram um Internacional muito internacional. Era como se fosse um time europeu jogando (humilhando) aqui no Brasil, onde não encontraria adversários à altura. Seriam 38 goleadas.
Não há demérito em perder para o Flamengo no Maracanã. Tá bom, há demérito, mas é um tropeço aceitável. Porém, ser dominado da forma como o Inter foi é a prova que o não dá para chamá-los de melhor do Brasil... Longe disso! O Rubro-negro teve a posse de bola durante quase todo o jogo, chutou bolas numa trave, cabeçeou uma no outro poste, fez o nome de Lauro, pintou e bordou, mandou e desmandou contra quem diziam que lhe daria um chcolate.
Se não fosse a incompetência dos flamenguistas hoje o Flamengo teria uma vantagem uns 4 gols maior que a vantagem vascaína.
Inter apático. Nilmar era quem ainda tentava alguma coisa. O resto só esperava a hora que o Fla lhes encheria a sacola.
O Inter é favorito no Brasileirão, como todo mundo é. Está longe (e muito longe) de ser o melhor do Brasil. E o Flamengo vai para o Beira-Rio com ampla vantagem moral. Muito maior a chance de haver Corinthians x Flamengo na final do que o Inter conseguir se classificar vencendo em sua casa.
E eu que pensava que o Inter...
Segunda-feira, 11 Maio 09, 11:25 PM
Começou o Brasileirão!
Certo que o mundo esperava mais, vez que nem todos os times entraram com força máxima! Porém, se esperava especialmente mais futebol daqueles que foram a campo com seus onze principais.
E essa estréia morna de Brasileiro só me trouxe duas certezas:1) O Inter não é lá essas coca-cola toda; 2) O Cruzeiro idem!
Os colorados deram surras e mais surras em Caxias e Bento Golçalves da vida, entretanto quando todos os viventes tinham a expectativa de um gande jogo o time BC do Corinthians, não se viu a mesma desenvoltura da gauchada. Concordo com Jean que o Inter não é nenhum bicho papão. Prova disso é que no segundo tempo, quando Mano colocou dois titulares e ajeitou a marcação, o Inter quase não pegava na bola. E não estou sendo figurativo, os caras mal triscavam na pelota, só se defendiam com 10 zagueiros e um goleiro, estavam [mode capitão Nascimento on] com o cú na mão [mode capitão Nascimento off], se pelando de medo de empatarem com o time de reservas sempre preteridos do Corinthians.
Sinceramente, eu perdi o medo e não tenho dúvidas que se alguém assistir o tape da partida perde o temor desse time. Está todo mundo no mesmo barco.
E o Cruzeiro? Goleada na final, vaga para a próxima fase da Libertadores praticamente garantida já na casa do adversário... E só! Ganhou o jogo, é bem verdade! Contudo, mais por incompetência do Flamengo que por méritos próprios. A sorte dos mineiros é que e mil vezes mais seguro contar com a incompetência dos atacantes do Flamengo do que jogar. Os primeiros 20 minutos de jogo, quando os dois times estava completos, o Fla foi infinitamente superior ao Cruzeiro. O Rubro-negro só perdeu as rédeas do jogo depois de Juan ter desperdiçado um penal, algo que Kleber não repetiu. Ainda assim, os cariocas perderam um caminhão de oportunidades, chances tão claras que a gente pensa que nos treinos o Cuca reúne todo mundo e diz: "Ó galera obrigo a diretoria a pagar o salário atrasado de fevereiro de quem conseguir, com o gol aberto e sem goleiro, cabecear pra fora". O mais bizarro de tudo é que os caras além de conseguir fazer no trieno, são espertos o suficientes pra repetir no jogo.
E olha que estamos falando do time A, titular, dos melhores onze do Cruzeiro. Pior. Está-se a se referir ao Flamengo, que ninguém tem colocado como favorito ao título, haja vista o time nota ZerObina que tem.
Se havia bicho papão antes da bola rolar, depois desse primeiro jogo não me restou medo sobre medo!
Domingo, 12 Abril 09, 10:25 PM
O cara que é corintiano nunca sai do estádio antes do apito final, nunca desliga a TV, mesmo que o comentarista do jogo seja o Neto. E foi assim, com a cara de Corinthians, do jeito sofrido que tem de ser, que o Timão detonou o São Paulo.
O Timão entrou em campo pra ferir o SPFC, o lema era destruir a vantagem da bambizada para poder jogar um pouco mais tranquilo lá no Morumbi. Ferir e destruir dois verbos de contoção forte que acabaram por inspirar Ronaldo. Logo no comecinho do jogo o atacante deu uma forte entrada em André Dias. Pensem comigo (esse pensamento, aliás, nem é meu, mas de Mano Meneses). Ronaldo tem como ofício fazer gol, assim fica fácil deduzir que o Fenômeno não é um marcador tão eficiente e não seria absurdo entender que ele perdeu o tempo da dividida. Afinal, se seu forte fosse marcação, R9 teria se consagrado como zagueiro. Ademais, R9 é um atacante fora de série, cuja a vida inteira apanhou de zagueiros e nunca foi de seu feitil bater em ninguém.
De repente, o cara entra daquela forma no adversário aos 7 minutos de jogo. Ora, algum avante em sã consciência cometeria propositalmente uma falta feia logo aos 7 minutos, correndo o risco de ser expulso? E no lance tratava-se de Ronaldo, não de Edmundo. Pela reclamação de alguns, até parece que R9 é um jogador indisciplinado, um batedor contumaz. Além disso, dita a prudência que o árbitro puna com menos rigor lances duros nos primeiros instantes, vez que o jogo é mais truncado nos 15 minutos iniciais da partida, principalmente em clássico. Jogada ANORMAL, corretamente punida com cartão amarelo.
Logo depois uma falta pro time do Morumbixa. Cruzamento na área e gol do SPFC. A arbitragem tão criticada pelos são-paulinos, NOVAMENTE NESSE CAMPEONATO, valida um gol no qual o tricolor estava em situação de impedimento. Pior. Miranda, o autor do gol, tornou o tento ainda mais irregular, pois no início do lance, quando se posicionava pra cabecear a bola, empurrou Chicão e tirou qualquer chance do defensor lhe antecipar an jogada. Está no vídeo, pode conferir.
Minutos depois, Elias, o melhor campo, finge não ver uma falta em Jorge Henrique, leva a bola na raça que lhe é peculiar e empata o jogo.
Alguns minutos depois Ronaldo arranca, dribla dois zagueiros e se aproxima um outro são-paulino. Adivinhe quem? André Dias, o mesmo que se cruzou com o cara no segundo parágrafo do texto. R9 dá-lhe um drible da vaga seco. Aliás, o atacante pensou que daria o drible, pois o defensor se atirou no bucho de Ronaldo, impedindo-o de passar e ficar cara a cara com R. Ceni.
E agora? Alguém já ouviu que quando a infração é cometida pelo último homem da defesa e o atacante vai em direção ao gol o cartão correto é o vermelho?
Mas seria sacanagem expulsar André Dias, principalmente por dois motivos. Primeiro, o árbitro já havia conteporizado com Ronaldo, o atacante obstruído, em entrada no próprio André. E depois, falar em último homem em se tratando se SFPC é um absurdo. Lá não há homens.
Antes do intervalo, Felipe ainda fez uma defesa salvadora em um chute tosco de Borges, após uma furada ainda mais tosca de Alecsandro.
O segundo tempo foi jogo de um time só. O Corinthians jogava e São Paulo se defendia. Mano adiantou a marcação e o Timão abafava a saída de bola tricolor. Em um descuído de Jorge Wagner, Elias lhe rouba a bola, parte pra cima da defesa em um 3 (Elias, Douglas e Ronaldo) contra 2 (André Dias e Miranda), quando o zagueiro que pegou uma lapada do fenômeno (sem duplas interpretações, por favor) lhe obstruiu.
E agora?[2] André Dias ainda argumentou que não fez a falta propositalmente, mas e daí? Se ele escorregou problema dele! Elias partia em contra-ataque que tinha tudo pra ser fatal, só não foi porque Rogério Ceni inacreditavelmente defendeu um chute impesavelmente displicente dado pelo Fenômeno, após um inimaginável dominio ridículo de uma bola lindamente passada por Douglas.
Cartão Amarelo corretamente dado pra André Dias. 1 cartão amarelo no primeiro tempo + 1 cartão amarelo no segundo tempo = cartão vermelho pra André Dias, o cara que foi quebrado pelo Fenômeno.
O cartão para André Dias, gerou duas coisas. A troca de Joilson por Renato Silva - aquele havia entrado no primeiro tempo em substuição a Arouca, que peidou e não aguentou ser marcado pelo Cristian - e um milhão de gols perdidos pelo Corinthians. Se os corintianos tivessem feito metade das oportunidades que apareceram, tínhamos devolvido aquele 5x1 de 2006. Se tivessem convertido só um terço do que foi criado, seria outro 7x1 pra gente ostentar em clássicos. E se todos chance tivessem virado gols, o Tiradentes/PI teria um companheiro no placar humilhante de 11x1.
Exageros a parte, foram muitos os gols perdidos. E o 'quem não faz leva' quase vira fato, quando Jorge Wagner chutou e a bola desviada em Chicão quase encobre Felipe, que, justiça seja feita, pegou tudo e não passou nem perto da atuação medonha do goleiro normal Rogério Ceni.
Dada as circunstências, o resultado era ótimo para o SPFC, pois seria finalista com apenas um empate no pupurina's stadium.
E quando tudo parecia que terminaria em um empate mais que brochante, Cristian, que jogou muito bem, mesmo tendo (meu Deus!) vindo do Flamengo, toma a bola de Jorge Wágner, olha no relógio e ver que só faltavam 18 segundos para o fim jogo, lembra que o goleiro bom joga no seu time e solta um petardo que encontra a rede do São Paulo. Definitivamente, quando é para o Corinthians, as coisas são mais difíceis de serem conquistadas. É a nossa sina. Ainda bem!
Deus, obrigado por eu ser Corinthians!
Terça-feira, 10 Março 09, 01:04 PM
Ele está gordo, roliço, barrigudo, parece mais um "S"... Mas ainda assim o homem entende de gol.
Não queria cair no clichê de dizer que o cara é iluminado, porém é impossível. Ronaldo tem um pacto com Deus, só pode. Porque mesmo que se utilize termos como destino, sorte, coincidência ou até os badalados deuses do futebol, nada além de uma força suprema estremamente inteligente parece ser capaz explicar o ocorre na vida do homem Ronaldo Luiz Nazário de Lima. Parece tudo minimamente planejado, como se cada segundo de todas as inúmeras redenções do Fenômeno tivesse sido pensado e devidamente elaborado para convergir nos reborns do mesmo cara.
Porque os renascimentos de Ronaldo são tão freqüentes (eu e trema é mais que lingüística, gosto do símbolo, a reforma que se dane!) quantos seus epitáfios escritos nas mais diversas circunstâncias, com ou sem lesões. E todas as vezes têm a mesma dramaticidade, as mesmas dúvidas, os mesmos descrentes e os mesmo crentes. Porque a letra R e o número 9 conjugados despertam a um só tempo um desdém desapontado em uns e a fé que conserta joelhos em outros, o escárnio e a esperança. Tudo cocomitantemente ocorrendo a cada passo noticiado do Fenômeno.
E o fim de todos os volta-ou-não-volta é sempre aquele, "R9 todo mundo sabe homem gol. Tu é Ronaldo, o Brasil é e eu também sou!". O Fenômeno volta e mostra para todo O mundo que só vai parar de jogar bola no dia que ele, o maior de todos depois de Pelé, quiser. E parece que Ele, o maior de todos - até que Pelé - confirma a tese de R9, pois a bola inexplicavelmente sempre procura o cara.
Ronaldo já se quebrou inúmeras vezes, só os joelhos já se foram os dois, três contusões em 10 anos. Apesar de tudo isso, o cara é o maior artilheiro da história das Copas, ganhou duas e foi à final de três das quatro que disputou, sendo eleito uma vez o melhor da Copa e o maior goleador da outra. E além de ter mandado na melhor seleção do mundo por anos e anos, afinal, ele era o 'presidente'; em clubes, o homem já jogou nos 5 maiores do futebol mundial (Corinthians, Real Madrid, Milan, Barcelona e Internazional de Milão, disposto em ordem de importância). Melhor, Ronaldo pode abrir a boca pra dizer que já fez gols nos MAIORES clássicos do mundo. E fez vestido por todas as camisas da Europa e na mais gloriosa, no Brasil. Marcou contra o Real com camisa do Barça, no Milan vestido de azul e preto, no Barcelona trajando grená, na Inter de vermelho e preto e no Palmeiras devidamente revestido do manto que cobre o bando de loucos.
Mais importante que todos estes feitos é que Ronaldo os alcançou sempre renascendo, voltando. Com exceção do Barcelona, em todos outros clubes que R9 deu
show jogou desde então, ele foi sepultado por críticos, especialistas, torcedores mais céticos e por alguns da mídia. E o homem voltava e volta, sempre fazendo
gols.
E NENHUM jogador tem uma história de vida mais coritiana que Ronaldo. Pouco me importa se ele diz torcer por aquilo que alguns ousam chamar de clube. Tudo para o Corinthians é mais difícil e nada que Ronaldo conseguiu foi fácil. Se Ronaldo sabe o que é lutar e resnacer, o Corinthianismo tem isso no DNA. Domingo houve a junção das duas coisas, a cara de um é o estandarte do outro. Ronaldo voltou a marcar no último minuto de jogo, depois de batalhar para correr 25 minutos e ter mandado uma bola no travessão. O gol de empate do Corinthians foi aos 47 minutos do segundo tempo, após a torcida ter sofrido o jogo inteiro e quase gritado gol com um petardo que caprichosamente (só pra nos fazer sofrer mais um pouco) procurou a trave.
Ao ver Ronaldo pendurado no alambrado vestido com a camisa do time que mais sofre no Brasil tive a certeza que chegou o último louco do bando. Porque nenhum dos atacantes do mundo já sofreu mais que o Fenômeno, assim como nenhum teve tantas alegrias como o R9. Porque ganhar é bom, ser o melhor é ainda mais legal, mas conseguir isso renascendo, como Ronaldo e o Corinthians fazem, não tem comparação.
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Ps's: Compromissos e a (merda) internet meimpediram de escrever ontem.
O texto tomou um rumo que eu não queria, mas até que nun ficou dos piores.
"Ronaldo jogar um clássico é temerário". Tudo bem, para o bem do futebol, vou calar a boca!
Quarta-feira, 04 Março 09, 11:05 PM
Antes de qualquer análise racional, foi muito bom ver Ronaldo novamente praticando futebol, atuando em um jogo de verdade, no qual há dois times contrários, juízes, torcidas e câmeras. Não se trata do Fenômeno, mas de Ronaldo Luis Nazário de Lima, o ser humano. Por isso nem precisa ser como eu, fã declarado de Ronaldo, para ficar alegre em vê-lo de volta aos gramados. É tocante o simples fato de assitir alguém retornar a sua profissão, após superar obstáculos que a vida lhe impôs, e por duas vezes. A vida lhe foi tão generosa como cruel, nada do que R9 ganhou veio fácil, seu dom foi duramente testado e sua força de vontade teve de ser do tamanho de sua habilidade. Ronaldo de volta aos campos é uma lição de vida, antes de qualquer coisa.
A história de R9 é comovente, venderia muitos livros e certamente o cara é um exemplo de superação. Mas o seu drama por si só não vence jogos.
O certo é que para quem estava há mais de um ano sem jogar não dava pra esperar um jogo de reestréia fabuloso. Dentro das circunstâncias que se encontrava, Ronaldo esteve bem. É bem verdade que não deu espetáculo, mas demonstrou vontade, correu, se movimentou e quando esteve pelo menos perto da bola demonstrou que a conhecia mais que qualquer um que tinha tocado na redonda durante todo o jogo. Coisa de craque, aliás de gênio. É impressionante como um simples domínio de bola do Fenômeno gera uma imagem linda pra qualquer cãmera. Se lhe falta velocidade, a habilidade e o jeito de craque lhe abundam. Ronaldo, mesmo há um ano sem jogar,quando toca na bola humilha Souza, que atua quase todos os domingos e as quartas.
Entretanto, não há como negar as limitações físicas que ainda acompanham Ronaldo. Ele é humano, dá de ver. E precisa perder peso, ainda está fora de forma, falta-lhe mobilidade e a velocidade já não é como em outros tempos. Além disso, Ronaldo ainda tem medo, não o vi disputar nenhuma bola, evita as divididas e não sobe para tentar ganhar a bola aérea. Nota-se facilmente - basta olhar para os outros corpos - que R9 ainda terá que vencer outras batalhas contra o seu corpo de trinta e três anos, que sobretudo está desacostumado ao alto nível de jogo que praticado por ele durante 15 anos.
Por esses motivos, penso ser uma temeridade colocá-lo para jogar diante do Palmeiras. Por mais que o atacante seja craque, não é um herói dos quadrinhos. E até estes têm pontos fracos. R9 100% é o melhor, mas nas condições que está sua escalação é um risco para toda a equipe, mas principalmente para o próprio Ronaldo. Jogo é jogo e clássico é clássico. O jogo será duro e o atacante não parece está no nível físico que o duelo exige, uma atuação ruim pode queimar o filme de Ronaldo com a torcida, certamente ensejará críticas e pode acabar trazendo algum mal para a cabeça do ser humano que há por baixo daquela camisa nove, aquele cara que voltou ontem a trabalhar. Sem deixar de mencionar, que um jogo contra o Palmeiras é um jogo contra o Palmeiras, acrescente-se a isso o fato de o Palmeiras ter sido humilhado em seu estádio por um representante mediano do fraco futebol chileno. Haverá outros clássicos. Paciêcnia e canja de galinha não fazem al a ninguém. Ronaldo sempre deixou claro que não quer jogar de favor, disse que quer jogar por merecimento. E, fisicamente, R9 ainda não está no ponto de um jogador de alto nível.
Ainda assim Ronaldo demonstra mais uma vez que é fenômeno. Só ele para levar os olhos do mundo à pequena Itumbiara, uma singela cidade do Goiás. Porém, mais importante que isso é o que esse cara causa no imagiário do público. O mito Ronaldo movimenta pessoas de todas as idades, cores e credos e de todas as torcidas. Aliás, nem precisa acompanhar futebol para ser atingido de alguma forma pelo efeito R9. Independente dele correr rápido ou não, de estar fisicamente apto para jogar bola, Ronaldo é um bem para o esporte. Afinal, o futebol é o assunto mais importante dentre todos os menos importantes.
Segunda-feira, 16 Fevereiro 09, 08:31 AM
1- Se Marco Polo Del Nero pensava que o "Caso Tardelli" não teria troco, ontem viu que estava redodamente enganado. Por vingança, o SPFC estragou um dos seis jogos mais importantes do Campeonato Paulista e jogou no lixo a relação amistosa que detinha com o Timão. Novamente, a tão elogiada administração tricolor manda a ética às favas. A confusão que o SPFC fez em cima dos tais 10% foi só parte de um plano para 'secar' o Morumbi, já que o artifício impediu que a torcida coritiana de lotasse parte do lagartão e era sabido que o público são-paulino no clássico não seria dos maiores, haja vista que há jogo da Libertadores no meio de semana. Para completar, o SPFC surpreendeu a todos entrando com o time reserva, supostamente para poupar os onze melhores para o jogo de qurta-feira. Muricy falou que a decisão de jogar com reservas estava tomada há um mês atrás e fico aqui a pensar com meus botões, valia a pena fazer toda essa confusão dos ingressos se o próprio São Paulo estava tão desinteressado em relação ao jogo? Por que o Corinthians e o corintiano tinham de ser manobrados pelo São Paulo, que só queria fazer birra com a Federação? Sacanagem foi ter de aturar Muricy, já no gramado e com o plano em execução, reclamar de quem faz a tabela do Campeonato Paulista, como se esse fosse realmente o motivo de toda a discórdia. É muita cara de pau!
2- O time reserva do São Paulo ficaria entre 6 ou 7 primeiros do Brasileiro mole, mole. Júnior César, W. Diniz, Arouca... Mas ainda assim é RESERVA. A obrigação de ganhar era do Corinthians, mesmo com todos os desfalques e problemas. Mano esperava um time e entrou outro. O que se faz numa situação dessas? Muda a postura do time que está em campo, se o problema continuar muda os nomes, mesmo que seja no primeiro tempo. Ficou claro que o En-Túlio e Elias se revezando na lateral-direita tinha sido a pior das opções. Cristian e Elias se confundiam na marcação, Moraes e Douglas eram duas camisas pretas que caminhavam em campo, torcendo pra bola não lhes procurar. Douglas, aliás, nem deveria ter jogado, pois se machucou no jogo contra a Portuguesa. Então, por que Mano não tirou um dos dois e meteu Boquita ou Lulinha? Ou sacava os dois e entrava com Boquita/Lulinha-Otacílio Neto ou ainda Boquita/Lulinha-Souza. O certo é que uma expulsão no primeiro tempo atou as mãos de Mano Menezes, embora eu duvide que ele mudaria algo ainda no primeiro tempo.
3- Fiquei com uma pontinha de felicidade quando En-Tulio foi expulso. É o tipo da coisa, há males que vem para o bem, um Túlio a menos significa um pouco de futebol a mais. O cara é tão pilantra que, após ter sido FILMADO dando um soco no adversário, ainda teve coragem de dizer que estava apenas se levantando. Sem dúvidas Túlio reúne todas as qualidades para ser deputado. O que se passa na cabeça de uma anta como esse jogador? O cara é um jogador problema com 32 anos que já foi julgado 276 vezes pelo STJD, acabou de mudar de praça, tem sido contestado pela torcida pelo simples motivo de não jogar nada e consegue ser expulso no primeiro tempo do primeiro clássico que disputa. Tomara que o tribunal encare o soco como agressão e impute 120 dias de punição pra esse En-Túlio. Rigor, TJD, rigor.
4- Escudero fazia uma bela partida até que deu chute pra lá de tosco e voltou caminhando. Resultado: troca de passes em frente a área do Corinthians e gol do SPFC. Presta atenção, argentino! O torcedor fica se perguntando uma série de coisas durante o jogo, tais quais "Será que o Mano não ver que o Douglas está com problemas?" ou "Ninguém sabe que a jogada mais 'rentável' contra um time de três zagueiros é uma bola enfiada para alguém que vem entrando como elemento surpresa?". Aí você pega as duas perguntas e olha o lance do gol do Corinthians: na PRIMEIRA bola enfiada no meio dos três zagueiros, BOQUITA, que entrou no lugar do Douglas, deixou A. Santos soltinho na cara do goleiro rosa.
ps. Ainda não me acostumei que o diabo dessa reforma ortografica! Portanto, se tiver algum erro ortográfico, perdão!
Sábado, 14 Fevereiro 09, 07:14 PM
Tal qual a maior parte da população brasileira não tenho os melhores conceitos de dirigentes de futebol, sejam eles do meu time ou não. É que diiferente de alguns, que certamente tem pôsteres de dirigentes grudados na porta do quarto, sempre desconfio das intenções de quem dirige um clube, questiono as mais diversas razões de suas atitude e raramente acredito nos motivos óbvios e generosos apontados por ele.
Penso que só há uma raça menos confiável que cartola de futebol, deputado. Não vou generalizar, mas desconfio da maioria desses troços chamados de deputados - seja estadual, distrital ou federal - gênios da vigarice, de negócios ilícitos e malandros que vendem a confiança que seus representados lhes imputaram. Só deputado consegue ser pior que dirigente de futebol, posso está errado, mas penso assim.
Andrés Sanchez foi eleito presidente do Corinthians e soltou uma bomba: "Enquanto eu for presidente, o Corinthians não joga no Morumbi, a não ser como visitante". O que eu penso? O cartola está jogando pra torcida, fazendo média com o torcedor, o maior prejudicado com essa 'surpresinha' bolada pelo SPFC. Muito dificilmente Sanchez cumprirá a promessa pós-eleitoral, uma vez que no mundo do futebol há mais interesses do que os que a nossa vã filosofia possa imaginar. Ou alguém esqueceu a final da Libertadores disputada por um clube paulista e outro paranaense no Rio Grande do Sul?
Porém, se o presidente do Corinthians for jogar pra torcida, que seja pra torcida coritiana. Eu sinceramente gostei da idéia. Entendo que não se trata de retaliação, mas de um direito que é nosso, tal qual a diretoria bambi tem o direito de descumprir um contrato informal, daqueles feito entre homens, no bigode.
Assim, o princípio da reciprocidade, que norteia qualquer relação diplomática, deve imperar na relação Corinthians x SPFC. Lembro que quando Sanchez esteve no "Juca Entrevista" falou que lutaria por uma sintonia entre grandes quando o assunto fosse negócio, falou, inclusive, que não era adepto da teoria de Vicente Matheus, para quem "o que é bom para o São Paulo é catastrófico para o Corinthians.". Claro que o mandatário está pensando em uma única coisa: aumentar o montante que vai entrar e ferrar os times que não tem o poder de barganha dos clubes grandes. Entretanto, agora não se trata mais disso, se o São Paulo quer fazer valer a letra seca da lei; mesmo que isso seja ruim para o Corinthians, para a fiel e para o campeonato; também é correto que a gente se utilize dos mesmo meios.
Ano passado se noticiou que o total de aluguéis pago pelo Timão para mandar os jogos da Copa do Brasil no Morumbi seria o equivalente para bancar a passagem de Adriano pelo São Paulo. Ao mesmo tempo Muricy reclamava da qualidade do gramado do lagartão. Ora, a gente paga uma puta grana em aluguel por um gramado meia-boca? Se isso não fosse o bastante a diretoria são-paulina inventa essa de 10%, sabendo que a galera GLS não vai lotar os 90% que lhe estão disponíveis.
Certamente o São Paulo não faz questão de angariar dinheiro com o aluguel de seu estádio, muito menos de manter uma relação amistosa com um (ex)co-irmão! Então, nada mais justo que o Timão mande seus jogos no Pacaembu e, quando necessário um lugar maior, no interior.
Se o São Paulo faz tanta questão de ter o Morumbi pra si, que fique com o estádio e o enfie no bolso de trás da calça...
Domingo, 18 Janeiro 09, 03:00 PM
Desde que comprou o Manchester City o tal sheik Mansour se diz disposto fazer do (definitivamente ex) primo pobre do United o novo Chelsea. E dinheiro pra isso ele tem, prova disso é a proposta de 120 milhões de euros para tentar convencer Kaká trocar Milão por Manchester.
Kaká está às portas do City. Pelo que dizem é muito difícil o negócio não sair, a despeito do amor que há nas relações Kaká-Milan, Kaká-torcida e torcida-Kaká. Não era pra menos, 120 milhões de euros é covardia com o amor, né? Hehe... Mas especulemos um pouco mais!
O City tem Robinho, que até o dia que Kaká disser sim terá sido a mais cara contratação da história da liga inglesa. Kaká chega e certamente deve haver condições em seu contrato para assegurar que na próxima temporada o City investirá pesado para não ficar só lutando contra o rebaixamento. E o tal sheik abrirá de vez os cofres, haja ou não haja crise.
Enquanto isso o Corinthians segue aqui no Brasil, com Ronaldo, óbvio. O Fenômeno, pela disposição que tem mostrado e, principalmente, pelo acompanhamamento que tem tido por parte de Mano Meneses tem tudo pra voltar a jogar o que sabe. E no dia 31 de dezembro de 2009 estará livre para ir pra onde quiser. E o melhor (pro sheik, claro)... A custo zero!
Muito se noticiou acerca das investidas do Manchester City pra cima de Ronaldo. Mansour sempre quis o Fenômeno, que, segundo o departamento de marktig do Corinthians, recusou uma proposta do City que envolvia cifras definidas como "dinheiro que não se pode contar em uma só vida".
Robinho e Kaká sem constrangimento se dizem fãs de Ronaldo. O tal Mansour também. Muito provavelmente em janeiro de 2010 os três estejam juntos com a azuzinha do City...
Terça-feira, 30 Dezembro 08, 01:37 PM
Penúltimo dia do ano e as notícias parecem mais com dia da mentira, tamanho grau de esquisitice.
Li que Lula quer mediar o conflito entre Israel e palestinos. Aliás, ao contrário do que a mídia divulga, o conflito dá-se entre Israel e o grupo Hamaz, pois o termo "palestinos" inclui todos os que nasceram naquela região. O problema do Estado de Israel é claramente contra esse aglomerado terrorista; com os civis palestinos que não pretendem matar ninguém, não há desavença.
Lula criticou a ONU e os EUA por não terem posto fim nos ataques e se protificou a mediar o conflito. Interessante esse presidente, muito interessante. Nesses anos que ocupa o mais alto posto do País, Lula já fez um tour pelo Oriente Médio duas vezes. Me perguntem qual Estado daquele pedaço do mundo tem a mais completa noção de Democracia. Questionem-me em que país daquela região o voto de homens e mulheres, brancos e pretos têm o mesmo peso. Eu respondo Israel. Agora eu pergunto, qual o único país que Lula jamais visitou em suas viagens turísticas-diplomáticas pelo Oriente Médio? Sim, Israel.
Agora, o capacho de Chávez, praticamente, chama de incompetente o líder da ONU, órgão destinado a resolver conflitos no mundo, joga os pés na entidade que deveria ajudar a fortalecer e, depois de apertar a mãos de ditadores anti-semitas sanguinários cuja autoridade está centrada no fundamentalismo, se candidata para resolver a questão árabe-semita. Pronto. Eis o messias esperado pelos judeus.
Parece que alguém tem exagerado nos exageros das cachaçadas de fim de ano. Se bem que, em se tratando de Lula, exagero com cana, insanidades vomitadas frente as câmeras e indiferença para com a Democracia não são notícias tão esquisitas assim...
Também li que o Corinthians fechou a contratação de Sousa, ex-Flamengo. Não bastasse o toredor Lula, agora o Timão tem outro cujo gosto pela cachaça é bem noticiado... Pior: esse vestirá a camisa do clube em partidas oficiais e não só para torcer.
É a pior contratação desse ano 2008 que está encerrando. Seus danos superam em muito as duas contratações de Gustavo Nery no ano, primeiro pelo Fluminense, depois pelo Inter.
Se você tiver conta valores como comprometimento, gratidão, ou franqueza, Sousa é um lixo como pessoa. E como atleta está abaixo disso. Foi ele quem inventou a comemoração "dança créu" e só por isso já merecia ter sido banido do esporte. Porém ainda há mais coisas contra o "jogador".
Quando jogava no Flamengo não foram poucas as notícias que ele badalava sempre, sem demonstrar qualquer compromisso com a entidade que lhe pagava. Profissionalismo era um vocábulo apócrifo no dicionário Sousa's way of life.
Mesmo sempre tendo jogado como aquele último homem do ataque, que fica mais perto do goleiro adversário que de qualquer outro jogador, Sousa por diversas vezes conseguiu ser expulso por deslealdade. Daí se pode especular sobre seu caráter.
Se não bastasse a dança créu, suas cachaçadas às abertas, sua deslealdade em campo; Sousa é acusado de sair pelas favelas do Rio, bêbado e dando tiros com um revólver. Um suposto meliante agora usa a camisa do meu Timão, meu Deus! A que ponto chegamos...
Quando interrogado acerca do Vasco, clube que o formou como jogador, ele demosntrou que, ao mesmo tempo que aprecia o significado do termo 'cachaça', não tem tanta consideração pela palavra 'gratidão'. Caráter impecável parece não ser a melhor expressão para esse rapaz.
Foi por conta de Sousa que a CBF teve de prolatar uma resolução proibindo a comemoração do chororô, outro ato bem intecionado praticado por esse poço de imoralidade.
Como atleta ele consegue ser pior. É extremamente enraivecedora a forma medíocre como Sousa não consegue fazer gol. Não era à toa que a bastava ele perder 30 gols em 20 minutos de partida para a torcida do Flamengo xingar o nome de Obina, clamando pelo péssimo baiano, pois a relidade com Sousa é ainda mais tenebrosa. O "avante" simplesmente não consegue enxergar a baliza defendida pelo time adversário. Não quero pensar que isso seja sintomas de problemas ligados à sua noticiada amizade com o álcool. Sousa é pereba, aliás, o pereba dos perebas.
Certamente, quando chegar, ele vai dizer que já foi artilheiro do Brasilierão. Josiel já foi. Dimba também. É impressionante esse fato estranho. Usualmente os artilheiros do Brasileirão são péssimos jogadores que atuam em times nos quais os esquemas são feitos em prol desses brucutus. Dimba, Sousa, Josiel...
Mas parece que não são só ele e Lula os alcoolfílicos. Li que a contratação custará R$ 7 milhões para o Corinthians. Atirar com a pólvora alheia é muito bom mesmo. Duvido muito que se estes milhões fossem sair da conta dos diretores que trouxeram Sousa, eles teriam feito o negócio dessa forma. É, porque parece que alguém assinou os papéis sem ler ou estava embriagado quando fechou o negócio.
Herreira não sabe jogar bola. Fato. Mas é brigador, atua pelo time, é um cara de grupo, cujas assitências em campo para gols de companheiros, além de serem importantes para o time, agregam o grupo. Sousa, no Flamengo, conseguiu ter mais confusões do que gols... E só custou R$ 1 milhão a mais que o preço que impossibilitou a estadia de Herreira, um atacante que tem o apoio da Fiel, foi importante em 2008 e não tem no histórico uísque, campari e outros derivados do álcool.
Neste ano, quem estiver meio liso, pode ir ao Parque São Jorge, lá deve ter muita cachaça. Se é que já não tomaram todas... Se isso tiver acontecido, só restará Brasília.
Quarta-feira, 17 Dezembro 08, 06:20 PM
Vejam vocês o que é o futebol. Esse esporte é o mais insano que qualquer outro; em matéria de irracionalidade bate qualquer esporte radical. Aliás, não é que o futebol em si seja repulsivo à razão, mas é que como esse negócio jogado com os pés mexe com emoção, não é incomum se deparar com as mais loucas situações. A emoção e o futebol caminham juntas e bem apartadas da razão.
No início de 2008, chegou ao Corinthians um atacante argentino de 25 anos, cuja a carreira nunca foi marcada por gols. Fazer gols, como se sabe, é - pelo menos, deveria ser - o ofício de todo avante que se preze. Herreira era o nome dele, sempre pronunciado com o acréscimo de um vocativo recebido nos tempos que o jodador atuaou pelo Grêmio. Era Herreira, o quase-gol!
Herreira era uma contratação bancada por Mano Menezes. O técnico já o havia treinado e sabia como era o desempenho do atacante frente ao gol adversário, mas o queria. Como torcedor eu critiquei acidamente o início desse rapaz. Mas, pudera... O cara era o mal jeito jogando bola. Ocorre que Herreira tem algo mais que a dificuldade de chutar a esfera, o homem joga com uma raça que contagia, tem uma força de vontade incrível... Era o jeito coritiano de ser.
A raça de Herreira casou com o Corinthians. É que no Timão o jogador não basta ser bom, precisa ter raça, disputar cada bola como se fosse a bola do jogo e encarar dividida até com jogador de cadeia.
Some-se a essa raça imensurável o fato de o Corinthians viver uma temporada contubarda, na qual superação era a palavra de todo dia. O Coringão começou o ano rebaixado pra segunda divisão, não conseguiu fazer um time forte para o Paulista, depois tomou uma surra do Goiás e só continuaria na Copa do Brasil se virasse um placar extremamente adverso. Além disso tudo, disputaria a Série B, ou seja, era um futebol mais de correria que técnica, precisava de um atacante-volante, tal qual Herreira.
E ele correspondeu, virou xodó da fiel.
Tenho lido muita gente dizendo que não comprar Hereira é igratidão, uma falta de respeito com a "história" que ele construiu dentro do Corinthians. Tudo muito bonito, mas agora chega dessa ilusão. Estou falando com a razão, pensando.
O argentino conseguiu admiradores (e eu sou um deles) porque tem uma vontade que é própria do coritiano Mas técnica (que é bom) ele não tem nenhuma, é um brucutu. Herreira até melhorou muito nas finalizações, porém, ainda está muito longe de ser o atacante ideal para o Corinthians, mormente agora que tudo voltou às condições normais de temperatura e pressão. É com muito pesar que digo isso, mas com o Timão na Série A, Herreira jamais teria sido contratado e não há como fazer um demasiado sacrifício financeiro para mantê-lo, já que a elite voltou a ser nossa realidade.
Outrossim (sempre quis usar esse advérbio), o time argentino que detém seu passe está cobrando R$ 6 milhões. É muito dinheiro por um carregador de piano, com todo respeito a Herreira. Ronaldo nos custará R$ 8 milhões e com meia perna boa é melhor que o argentino trocentas vezes, além de ser mais atraente comercialmente falando.
E se alguém deve ter gratidão, esse alguém é atacante. O cara era o quase-gol e hoje é Herreira. Jogou bem dentro de suas limitações, mas foi pago por isso e seu salário ultrapassa em muito sua capacidade esportiva. O argentino, que não pasava de um famosíssimo ninguém, esteve por um ano inteiro em uma das maiores vitrines da América do Sul. É, pois; depois do Boca; Corinthians, River Plate e Flamengo estão em pé de igualdade, no que toca à exposição de mídia.
Se for honesto, não dá pra Herreira dizer que está magoado com o Timão. Ele recebeu monetariamente pelo que fez, tem a gratidão da fiel, mas sai com o saldo maior de ter turbinado sua carreira, antes fadada à mesmice. Acho que Herreira devia perguntar a si mesmo se satisfaria a expectativa da torcida jogando uma Série A pelo Timão ou se poderia fazer dupla com Ronaldo. Ademais, o futebol é um negócio e como qualquer outro é pautado no custo/benefício. Um quase-gol por R$ 6 milhões é muito dinheiro.
Que sejemos gratos, mas também profissionais e, principalmente, racionais!
Valeu, Herreira!
On Sacanagem, não, Nilmar!