Quarta-feira, 01 Setembro 10, 12:13 PM
Impossível dizer que esse 1° de setembro é só mais um dia. Ainda que você não seja corintiano, mesmo que nem more no Brasil, esse dia é especial. O Sport Club Corinthians Paulista faz 100 anos. Há um século o futebol era presenteado com o time do povo. Porque para o futebol não importa as posses, nem quanto dinheiro há na carteira, importa o amor que se tem e a vibe sentida cada vez que se diz Corinthians. Por isso hoje é esta na favela, no bairro, no escritório, em um povoado distante e no condomínio de luxo. Onde houver um do povo, aí haverá festa pelos 100 do Timão.
Me perdoem se as vezes faltar a coerência, porém, hoje meu juízo não está nada racional!
Eu não vou contar a história que começou com operários na esquina da Rua dos imigrantes com a Cônego Martins, nem também vou falar do dia em que São Basílio, com um chute, decretou o destino do mundo até então conhecido. Nada de lembrar daquele dia que invadimos a casa alheia e fizemos a festa na praia do Flu. Não vou chorar as eliminações desgastantes, nem lamentar o fato de a nossa casa ser pública. Falarei de algo que todos conhecem... O corithianismo!
O Corinthians é Corinthians porque nós, torcedores, somos Corinthians. É um clube centenário que se orgulha em seu maior patrimônio ser sua torcida. É tão batida quanto verdadeira a frase que diz que os outros clubes têm torcidas, mas nós corintianos temos um clube.
A massa corintiana nunca se sente massa, é sempre o centro das atenções. A festa na arquibancada começa antes dos jogadores subirem ao gramado e continua quando o juiz apita o fim do jogo. Por quê? Porque o NOSSO Corinthians existe. Simples.
E como o time do povo, o Timão tem algo de brasilidade, vivemos cotidianamente as dificuldades enfrentada pelos brasileiros. Fomos os primeiros a gritar democracia em um país marcado por sangrentos 'cala a boca' e fomos os últimos a nos livrar (será?) da corrupção, no Brasil do jeitinho. Temos o que há de mais nobre no brasileiro e aquilo de há e mais podre também é parte de nós. Paixão, tristeza, seca, consolo, amor, ódio, pessimismo, conquista e LUTA! É disso que vivemos, o nosso combustível é formado da mistura de emoção e exagero. Tudo pra gente é mais sofrido, mais doloroso e mais gostoso. Há aquela paixão insana que cega, tortura e alimenta. Os olhos corintianos choram com mais facilidade e a alegria corintiana é mais louca e menos controlada/controlável. Com todo o respeito, há características que identificam algumas torcidas, a dos corintianos é o amor. Se há peculiaridades que marcam, a que nos fere é nosso amor pelo SPORT CLUB CORINTHIANS PAULSTA.
O futebol sempre foi o nosso forte e sempre foi o nosso algoz. Dele nós tiramos tudo o que somos e à álea futibolística devemos aquilo que não somos.
O Timão manda o jogo em um estádio público. Nada mais justo, já que nos orgulhamos de ser o time do povo. Não temos Libertadores, talvez, nunca teremos. E estou certo que nosso amor não dimuirá um milímetro pela falta dessa taça que nos trouxe tantas decepções. Cada vez que pensamos alcançá-la vem um balde de frustação que paradoxalmente nos deixa ainda mais tomados pelo corithianismo. A libertadores que se ferre, eu sou Corinthians... Somos Corinthians!
100 anos, parabéns, Corinthians!
Sexta-feira, 14 Maio 10, 08:45 AM
Eu sempre fico temeroso quando o assunto é um post sobre a opinião de alguém. Mas já fiz isso com o Lucas uma vez e, graças ao meu bom Deus, ele levou tudo numa boa. Aliás, o carioca sabe que, quando tinha mais tempo, eu o lia no outro blog, onde ele fala de tudo (leia-se rock e coisas do dia-dia), inclusive futebol. Sobre o Lucas, embora não o conheça pessoalmente, posso dizer que tem caráter, é contra a pilantragem do jeitinho brasileiro. Além disso, escreve muito bem, Lucas é o tipo do cara que mesmo que você não saiba que ele tem diploma, ao ler um texto dele, você diz "Esse cara é jornalista!". Às vezes, quando não estou na biblioteca estudando pra concurso, venho aqui no oleole e leio o que ele e o Targino escrevem. Eles têm o jeito masculino de ver futebol.
Mas vamos lá!
Para o Lucas a seleção é algo diferente do que é pra mim. No oleole, ele representa o outro lado, a minoria, é o nosso Dunga!
Penso que ganhar é coisa para o meu time. Sou o tipo do torcedor que exige sempre que o Coringão vença, não importa se por 1x0 ou por uma goleada, o que vale são os três pontos ou a classificação. Mas também não tenho nenhuma doença mental, claro que eu gosto do jogo bonito. Se der pra vencer jogando com 2 volantes que saibam sair pro jogo, com um meia habilidoso, driblador e 3 atacantes que envolvam a zaga adversária, eu quero assim. Aliás, eu sou a favor que o técnico procure ganhar fazendo com que o time jogue bonito. Todavia, caso seja necessário vencer usando 3 volantes, um 'meia-boca', dois atacantes estilo Herreira e quatro zagueiros, eu prefiro assim.
Mas na seleção, não! Definitivamente não! Nunca! Jamais! É um absurdo! Isso é inimaginável!
A seleção só joga de 4 em 4 anos. O brasileiro diz sempre que tem o melhor futebol do mundo. E temos mesmo. Seleção é seleção, no sentido mais puro da palavra; o treinador escolhe os melhores jogadores, os faz atuar como um time, jogando algo que represente o futebol brasileiro. O melhor futebol futebol do mundo. E se jogar como Brasil, nem precisa ganhar pra ser abraçado pela nação. Telê formou times, em 1982 e 86, nos quais até os zagueiros sabiam jogar bola; Oscar jogava muito, saía com a bola dominada, no chão. O brasileiro quer ganhar, claro. Mas não basta só isso, tem que jogar bonito! A torcida canarinha durante a Copa se vê livre do fardo de ter que conseguir o resultado, ainda que jogando feio. Queremos nos divertir, afinal, Copa só é de 4 em 4 anos. Se temos o melhor futebol do mundo, não há porque tentar ganhar na raça. A miaoria dos brasileiros pensa assim.
Lucas, não.
Talvez devido o fato de o time de Lucas ter passado uma vida sem ganhar nada de expressivo, o flamenguista quer ver a seleção ganhando. Ponto. Tem ele, pela seleção, o mesmo sentimento que nutro pelo Corinthians. E o Dunga encarna essa idéia sedimentada na cabeça do Lucas. O técnico quer vencer e para isso transformou o Brasil em um time que joga por contra-ataques. Dunga acha que ganhar pode ser mais fácil levando 7 volantes e outros jogadores sem muita técnica. Ora, o craque do time de Dunga não pedala, não ginga, não teria lugar no time principal de Telê. Sim, estou falando de kaká, que é eficiente, técnico, mas não tem no drible sua principal arma; muito pelo contrário; é objetivo, joga reto, pra frente! Não digo que Kaká seja ruim! Absolutamente! Mas também não se enquadra naquele rol dos que jogam bonito. É um craque com estilo europeu.
Lucas gosta disso, Dunga também. Não há motivos pra perder tempo driblando, se se pode ganhar na raça, na força, na velocidade. A questão é a diferença de objetivos. Enquanto Dunga reprensenta os seus e também do Lucas, boa parte do País que acredita que temos o melhor futebol do mundo não ver Brasil no estilo seleção canarinha. Falta algo. Exatamente o jogo bonito, a diversão!
E é difícil se divertir com 3 volantes no time principal...
Quarta-feira, 12 Maio 10, 08:15 PM
Em termos de futebol não há evento mais legal que a Copa do mundo, gosto de tudo. Copa é o bicho. Sou daqueles que dão um jeito de assistir todos os jogos, lembro que no mundial passado vi até Tunísia x Arábia Saudita e Costa Rica x Polônia. Minha apreciação é tamanha que compro qualquer coisa pra ganhar uma tabelinha com os grupos da Copa. Vou na farmácia, no mercadinho, no dentista, faço tudo pra ganhar aquelas tabelinhas. Quando acaba o mundial fico com umas oito, nove em casa, de todos os tamanhos.
Tenho uma característica, não torço pra time pequeno; nem mesmo na primeira fase. Ora, Copa do Mundo, pra mim, é espetáculo. Então, fico na torcida pra que passem os melhores, na esperança de haver jogões, como aquela Itália x Alemanha, em 2006. Ou Itália x França, em 1998. Gostaria de ver Argentina x Espanha e Holanda x Brasil esse ano.
Mas, no fim, a Copa do Mundo pra mim é isso, espetáculo, show, diversão. É como a Champions incrementada.bem incrementada, pra ser sincero.
Fico esperando os jogos de todos os países, até do Brasil. Não torço, aprecio. E aprecio o evento, as seleções, não só o Brasil. Torcer mesmo, de o coração ficar apertado, só pelo Corinthians. Nem entendo porque tanto entusiasmo. Talvez, seja típico das gerações mais novas não se envolver tanto com a seleção brasileira. Acho que no passado o pessoal torcia com mais afinco. Certamente, o fato de o selecionado ser praticamente formado por jogadores que atuavam no Brasil ajudava na química. Mas, hoje, a verdade é que, para o brasieiro, a Copa já não é mais um evento que acabava quando a seleção brasileira é desclassificada.
O jogo do Brasil, para mim, só especial porque há aqueles divertidos churrascos com amigos, aquelas discussões se fulano não está jogando no lugar errado ou se jogador tal não mereceria uma vaga no time principal. Não passa disso.
Se o Brasil ganhar, está bom, se não ganhar, não ficarei triste ou desapontado. E a final vou assistir do mesmo jeito, assim como as semis, as quartas...
É o que eu digo sempre, que mané Brasil, eu sou é Corinthians!
Terça-feira, 11 Maio 10, 07:36 PM
A convocação do Dunga saiu e, como bem disse o Lucas, é isso aí que temos. Pelo menos não há mais aquela chatice que aporrinhou nossos juízos por dias e dias; quando telejornais, jornais impressos, sites esportivos, blogs e twittadas faziam coro por Neymar, Ganso e Ronaldinho na Copa.
Mas a pergunta que fica é: o técnico está levando o que há de melhor? Não falo de coerência, quero indagar acerca de qualidade. Foram realmente selecionados os melhores jogadores brasileiros?
Passo à minha análise:
JúlioCésar : Incontestável. Mantém a escrita de que sempre o Brasil tem um bom goleiro, Tafarel, Marcos, Dida e agora JC.
Gomes: É aquele cara que quando você o vê pensa que o máximo que, em trmos de Copa, ele pode ser é reserva da seleção. Vem de duas boas temporadas na Inglaterra e foi convocado pra ser reserva. Goleiro médio, bem ao estilo do treinador.
Doni: É... O reserva da Roma vai pra Copa. Típico jogador que vai de favor, por gratidão/lealdade do técnico. Diz o Dunga que ele virou reserva porque teria peitado a Roma pra jogar na seleção. Quem assiste o campeonato italiano não acha isso. Vai saber!
Maicon: Melhor do mundo.
Daniel Alves: Segundo melhor do mundo
Gilberto e Michel Bastos: O primeiro deixou de ser chamado por Dunga quando ainda jogava na lateral. Virou meia esquerda e foi chamado pra atuar na Copa na antiga posição. O outro era lateral e não chamava atenção de ninguém, mas surgiu na França como meia direita e de repente Dunga o seleciona pra Copa do Mundo. Coerência, realmente, é a palavra do técnico.
Lúcio: Incontestável. É o zagueiro de força. Jogando o fina da bola, sendo treinado por Mourinho e colocou o Messi no bolso (ô brincadeira chata!)
Juan: Incontestável. Zagueiro de técnica, mas se contunde muito. O negócio é torcer pra ele estar bem.
Gilberto Silva: Ninguém o queria no time, só o Lucas e todo treinador. Experiente, ruinzinho de bola. Tomara que faça o fácil, leia-se, roube a bola e passa pra pessoa vestida de amarelo mais perto.
Josué: Aff! Pula!
Felipe Melo: O cachorro louco que toda seleção tem que ter. Está em péssima fase na Juventus, mas alguém tem que fungar no pescoço dos adversários.
Kléberson: Who? Ainda hoje não sei se esse cara é meia ou volante. Aliás, acho que nem ele mesmo sabe. Qual é a palavra? Coerência. Então, Kléberson é reserva do Fierro, que é reserva do Vinício Pacheco, que é reserva do Michael. E ele joga no Flamengo, ou seja, nem no futebol brasileiro o cara conseguiu se firmar. Vai entender!
Ramires: Um bom nome, jogador de grupo, muito voluntarioso, corre uma barbaridade e será muito útil na África. Amarelou nas finais que disputou, Libertadores e Copa das Confederações.
Elano: Reserva do Galatasaray, mas está com Dunga desde o começo. Dizem que é bom nas bolas paradas e que seria o homem de criação, caso Kaká não estivesse bem. Dizem também que Saint Clarus existe. Se fosse bom mesmo não era banco na Turquia. Eu disse Turquia!
Júlio Baptista: Lembro bem de ter lido uma ótima definição dele escrita pelo Mautex, "é o típico jogdor pra puxar o contrataque de um time médio da Europa". Ultimamente, nem isso tem sido, já que é reserva da Roma. Dunga mentiu quando disse que ele é reserva do Totti, pois a Roma joga no 4-4-2, com dois meias. Vai de favor! É a birra do Dunga em não levar o dentuço! Em tese substituiria kaká. Pois é, eu disse em tese.
Kaká: É o kara!
Nilmar: Craque, leve, veloz, comprometido com o time, recompõe o meio campo quando está sem a bola. Deve tomar a lugar de Robinho na equipe titular.
Robinho: Veio embora do Manchester City, onde era reserva de um galês, para poder ir a Copa. Podia ser muito mais do que é, mas tem um caráter quationável. Entretanto, com Dunga sempre foi bem. Está desacostumado com trancos mais duros, habituais no futebol europeu. Eu levaria, porém, seria uma opção para o caso de Nilmar se quebrar ou pedir para sair.
Grafite: É o nove pro caso de Luis Fabiano quebrar ou pedir pra sair. Pouca habilidade, muita presença de área. Merecia a chance já na Copa das Confederções, quando foi preterido por Pato e Adriano. Em matéria de recursos, não fica devendo nada ao Imperdador e não costuma sr visto em Ipanema com a noiva em dias de treino. Boa opção.
Luis Fabiano: Muito bom. Não é um Ronaldo, mas dá conta do recado. Finaliza bem com a direita e a esquerda, tem a cabeçada certeira. Sabe que não é craque, certamente não vai querer inventar quando a bola chegar. Todo mundo precisa de um matador, ele sabe fazer gol. Pena que tem um jeito de SPFC...
Ronaldinho, kléber, Tardelli, Ganso, Fred, Miranda, Alex Silva, Roberto Carlos podem ficar tristes. Mas Victor é sem dúvidas o injustiçado dessa lista!
Segunda-feira, 10 Maio 10, 08:14 PM
Goleiros: Júlio César, Víctor e Doni;
Zagueiros: Lúcio, Juan, Tiago Silva e Miranda;
Laterais: Maicon, Daniel Alves, Roberto Carlos e Marcelo;
Volantes: Felipe Melo, Gilberto Silva, Elias e Ramirez;
Meias: Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Diego e Ganso;
Atacantes: Nilmar, Luis Fabiano, Grafite e Kleber.
E o time base seria: Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Felipe Melo, Elias, Kaká e Ronaldinho; Nilmar e Luis Fabiano
Domingo, 09 Maio 10, 07:23 AM
Não há quem me tire da cabeça que Neymar será o novo Robinho. As coincidências são muitas e é impossível não pensar assim quando se ver o jovem jogador dentro do campo. Ele é rápido, habilidoso, driblador, franzino, tal como Robinho, quando apareceu para o mundo em 2002, no mesmo Santos.
E a marra também é a mesma.
Robinho sempre confundiu ser engraçado com ser engraçadinho e sempre quis ser mais do que era. A carreira de Robinho é marcada pro brincadeiras exageradas que ofuscaram sua boa técnica. Aliás, Robinho nunca se sobressaiu só pela técnica. Na primeira prova de fogo, o pré-olímpico de 2003, o jogador se fez lembrar por baixar as calças do companheiro Diego em frente as câmeras e a seleçãozinha deixou escapar a vaga para o Paraguay e a Argentina, de Tevez.
Robinho teve uma saída conturbada para o Real Madrid, saiu do Brasil falando que queria ser o melhor do mundo, foi parar em um time que contava com Casillas, Roberto Carlos, Ronaldo, Zidane,
Raúl etc. Fez uma estréia excelente, mas depois não jogou nada e mesmo tendo um técnico brasileiro por lá o mimado não conseguiu se sobressair. Passados os tempos de Florentino Perez,
chegou Capello, o Muricy italiano. Robinho melhorou um pouquinho, mas nunca foi o cara do Real. Schuster chegou após a demissão de Capello, conversou com Robinho, foi a imprensa falar que
contava com Robinho... Mas nada!
O cara foi parar no Manchester City, era a contratação mais cara da história inglesa. E hoje está emprestado pro Santos, sendo que o clube inglês paga parte do salário do cara. Os europeus não
são burros. Se livraram de um problema, já que Robinho dividia o grupo, aborrecia a torcida era figurinha cuja escalação era cobrada por toda a imprensa, afinal foram 22 milhões de libras
investidos. E esperavam que ele se saísse bem no Paulis, voltabdo pra Europa um pouco mais valorizado para evitar o prejuízo.
No City, Robinho foi inicialmente treinado por Huggs. O jogador quase acabou a careira do técnico, que insistia em confiar nele. A máscara de Robinho não caiu., mas Mark Huggs sim. E veio Mancine. Com o italiano, Robinho foi promovido a titular já no primeiro jogo. Mas as atuações sofríveis fizeram a torcida implorar por Belamy, um galês. Eu disse galês. Não é preconceito, mas nem em outra galáxia é de se esperar que uma 'jóia' brasielira perderia a posição para um galês refugo do Liverpool. E Belamy é daqueles galeses típicos, brucutu, sem nenhuma habilidade. Mas não é palhaço, quer jogar. E joga.
Assim, Robinho viu-se obrigado a se rumar para o Brasil e se exilar no Santos, deixando aquela baba que é o campeonato inglês para jogar o duríssimo Paulista. Messi surgiu mais ou menos na mesma época que Robinho e é até mais novo que o brasileiro. O argentino já foi melhor do mundo, será de novo e duvido que alguém sonhe ele jogando algum campeonato longe do velho mundo. Messe é centrado, brinca, mas sabe o que quer. E conhece o que pode e o que não pode fazer.
Desde que Robinho chegou ao Santos, Neymar se soltou. Qaundo não faz dancinhas, o moleque comemora os gols esbravejando "eu sou foda!". Na final do Paulista, ficou provocando os jogadores do Santo André. Nunes saiu de campo diendo que a imprensa estava longe de saber como é Neymar dentro de campo.
Não consigo olhar para Neymar e não lembrar de Robinho, que foi um fracasso na Europa. Queira Deus que eu esteja errado!
Quinta-feira, 14 Maio 09, 07:43 AM
O Inter me impressionou ao vencer o Campeonato Gaúcho. Não porque ganhava dos fracos times do Sul, mas porque os humilhava, quando os colorados ganhavam por pouca coisa o placar era 4x0. E ainda houve dois jogos contra seu principal rival, duas vitórias. O Inter demitiu Celso Roth, que vinha bem na Libertadores. O turma vermelha mandava até no Grêmio.
Mas a minha impressão do Inter não é mais a mesma.
Primeiro foi aquela pífia atuação contra o time daqueles que nunca vão ser titulares do Corinthians. Nilmar fez um golaço, Taison perdeu outro feito... E só! Os nunca-serão mandaram no restante do jogo, nem famoso ultra-mega-power-contra-ataque colorado eles conseguiram engrenar, nada x nada, nem que fosse somente pra brinca de dar um susto.
Jean no término da partida alertou "O Inter não é tudo isso que dizem!". Sim, porque que dizem dizem. Aliás, diziam. Eu entendi o recado.
"Mas eles estavam se poupando!", muitos me disseram. Se poupando pra ontem, imagino. E ontem deve ter se poupado pra próxima quarta.
Não estou desdenhando do Inter. Não. Os colorados são um bom time, têm um bom elenco. Mas pintaram um Internacional muito internacional. Era como se fosse um time europeu jogando (humilhando) aqui no Brasil, onde não encontraria adversários à altura. Seriam 38 goleadas.
Não há demérito em perder para o Flamengo no Maracanã. Tá bom, há demérito, mas é um tropeço aceitável. Porém, ser dominado da forma como o Inter foi é a prova que o não dá para chamá-los de melhor do Brasil... Longe disso! O Rubro-negro teve a posse de bola durante quase todo o jogo, chutou bolas numa trave, cabeçeou uma no outro poste, fez o nome de Lauro, pintou e bordou, mandou e desmandou contra quem diziam que lhe daria um chcolate.
Se não fosse a incompetência dos flamenguistas hoje o Flamengo teria uma vantagem uns 4 gols maior que a vantagem vascaína.
Inter apático. Nilmar era quem ainda tentava alguma coisa. O resto só esperava a hora que o Fla lhes encheria a sacola.
O Inter é favorito no Brasileirão, como todo mundo é. Está longe (e muito longe) de ser o melhor do Brasil. E o Flamengo vai para o Beira-Rio com ampla vantagem moral. Muito maior a chance de haver Corinthians x Flamengo na final do que o Inter conseguir se classificar vencendo em sua casa.
E eu que pensava que o Inter...
Segunda-feira, 11 Maio 09, 09:25 PM
Começou o Brasileirão!
Certo que o mundo esperava mais, vez que nem todos os times entraram com força máxima! Porém, se esperava especialmente mais futebol daqueles que foram a campo com seus onze principais.
E essa estréia morna de Brasileiro só me trouxe duas certezas:1) O Inter não é lá essas coca-cola toda; 2) O Cruzeiro idem!
Os colorados deram surras e mais surras em Caxias e Bento Golçalves da vida, entretanto quando todos os viventes tinham a expectativa de um gande jogo o time BC do Corinthians, não se viu a mesma desenvoltura da gauchada. Concordo com Jean que o Inter não é nenhum bicho papão. Prova disso é que no segundo tempo, quando Mano colocou dois titulares e ajeitou a marcação, o Inter quase não pegava na bola. E não estou sendo figurativo, os caras mal triscavam na pelota, só se defendiam com 10 zagueiros e um goleiro, estavam [mode capitão Nascimento on] com o cú na mão [mode capitão Nascimento off], se pelando de medo de empatarem com o time de reservas sempre preteridos do Corinthians.
Sinceramente, eu perdi o medo e não tenho dúvidas que se alguém assistir o tape da partida perde o temor desse time. Está todo mundo no mesmo barco.
E o Cruzeiro? Goleada na final, vaga para a próxima fase da Libertadores praticamente garantida já na casa do adversário... E só! Ganhou o jogo, é bem verdade! Contudo, mais por incompetência do Flamengo que por méritos próprios. A sorte dos mineiros é que e mil vezes mais seguro contar com a incompetência dos atacantes do Flamengo do que jogar. Os primeiros 20 minutos de jogo, quando os dois times estava completos, o Fla foi infinitamente superior ao Cruzeiro. O Rubro-negro só perdeu as rédeas do jogo depois de Juan ter desperdiçado um penal, algo que Kleber não repetiu. Ainda assim, os cariocas perderam um caminhão de oportunidades, chances tão claras que a gente pensa que nos treinos o Cuca reúne todo mundo e diz: "Ó galera obrigo a diretoria a pagar o salário atrasado de fevereiro de quem conseguir, com o gol aberto e sem goleiro, cabecear pra fora". O mais bizarro de tudo é que os caras além de conseguir fazer no trieno, são espertos o suficientes pra repetir no jogo.
E olha que estamos falando do time A, titular, dos melhores onze do Cruzeiro. Pior. Está-se a se referir ao Flamengo, que ninguém tem colocado como favorito ao título, haja vista o time nota ZerObina que tem.
Se havia bicho papão antes da bola rolar, depois desse primeiro jogo não me restou medo sobre medo!
Domingo, 12 Abril 09, 08:25 PM
O cara que é corintiano nunca sai do estádio antes do apito final, nunca desliga a TV, mesmo que o comentarista do jogo seja o Neto. E foi assim, com a cara de Corinthians, do jeito sofrido que tem de ser, que o Timão detonou o São Paulo.
O Timão entrou em campo pra ferir o SPFC, o lema era destruir a vantagem da bambizada para poder jogar um pouco mais tranquilo lá no Morumbi. Ferir e destruir dois verbos de contoção forte que acabaram por inspirar Ronaldo. Logo no comecinho do jogo o atacante deu uma forte entrada em André Dias. Pensem comigo (esse pensamento, aliás, nem é meu, mas de Mano Meneses). Ronaldo tem como ofício fazer gol, assim fica fácil deduzir que o Fenômeno não é um marcador tão eficiente e não seria absurdo entender que ele perdeu o tempo da dividida. Afinal, se seu forte fosse marcação, R9 teria se consagrado como zagueiro. Ademais, R9 é um atacante fora de série, cuja a vida inteira apanhou de zagueiros e nunca foi de seu feitil bater em ninguém.
De repente, o cara entra daquela forma no adversário aos 7 minutos de jogo. Ora, algum avante em sã consciência cometeria propositalmente uma falta feia logo aos 7 minutos, correndo o risco de ser expulso? E no lance tratava-se de Ronaldo, não de Edmundo. Pela reclamação de alguns, até parece que R9 é um jogador indisciplinado, um batedor contumaz. Além disso, dita a prudência que o árbitro puna com menos rigor lances duros nos primeiros instantes, vez que o jogo é mais truncado nos 15 minutos iniciais da partida, principalmente em clássico. Jogada ANORMAL, corretamente punida com cartão amarelo.
Logo depois uma falta pro time do Morumbixa. Cruzamento na área e gol do SPFC. A arbitragem tão criticada pelos são-paulinos, NOVAMENTE NESSE CAMPEONATO, valida um gol no qual o tricolor estava em situação de impedimento. Pior. Miranda, o autor do gol, tornou o tento ainda mais irregular, pois no início do lance, quando se posicionava pra cabecear a bola, empurrou Chicão e tirou qualquer chance do defensor lhe antecipar an jogada. Está no vídeo, pode conferir.
Minutos depois, Elias, o melhor campo, finge não ver uma falta em Jorge Henrique, leva a bola na raça que lhe é peculiar e empata o jogo.
Alguns minutos depois Ronaldo arranca, dribla dois zagueiros e se aproxima um outro são-paulino. Adivinhe quem? André Dias, o mesmo que se cruzou com o cara no segundo parágrafo do texto. R9 dá-lhe um drible da vaga seco. Aliás, o atacante pensou que daria o drible, pois o defensor se atirou no bucho de Ronaldo, impedindo-o de passar e ficar cara a cara com R. Ceni.
E agora? Alguém já ouviu que quando a infração é cometida pelo último homem da defesa e o atacante vai em direção ao gol o cartão correto é o vermelho?
Mas seria sacanagem expulsar André Dias, principalmente por dois motivos. Primeiro, o árbitro já havia conteporizado com Ronaldo, o atacante obstruído, em entrada no próprio André. E depois, falar em último homem em se tratando se SFPC é um absurdo. Lá não há homens.
Antes do intervalo, Felipe ainda fez uma defesa salvadora em um chute tosco de Borges, após uma furada ainda mais tosca de Alecsandro.
O segundo tempo foi jogo de um time só. O Corinthians jogava e São Paulo se defendia. Mano adiantou a marcação e o Timão abafava a saída de bola tricolor. Em um descuído de Jorge Wagner, Elias lhe rouba a bola, parte pra cima da defesa em um 3 (Elias, Douglas e Ronaldo) contra 2 (André Dias e Miranda), quando o zagueiro que pegou uma lapada do fenômeno (sem duplas interpretações, por favor) lhe obstruiu.
E agora?[2] André Dias ainda argumentou que não fez a falta propositalmente, mas e daí? Se ele escorregou problema dele! Elias partia em contra-ataque que tinha tudo pra ser fatal, só não foi porque Rogério Ceni inacreditavelmente defendeu um chute impesavelmente displicente dado pelo Fenômeno, após um inimaginável dominio ridículo de uma bola lindamente passada por Douglas.
Cartão Amarelo corretamente dado pra André Dias. 1 cartão amarelo no primeiro tempo + 1 cartão amarelo no segundo tempo = cartão vermelho pra André Dias, o cara que foi quebrado pelo Fenômeno.
O cartão para André Dias, gerou duas coisas. A troca de Joilson por Renato Silva - aquele havia entrado no primeiro tempo em substuição a Arouca, que peidou e não aguentou ser marcado pelo Cristian - e um milhão de gols perdidos pelo Corinthians. Se os corintianos tivessem feito metade das oportunidades que apareceram, tínhamos devolvido aquele 5x1 de 2006. Se tivessem convertido só um terço do que foi criado, seria outro 7x1 pra gente ostentar em clássicos. E se todos chance tivessem virado gols, o Tiradentes/PI teria um companheiro no placar humilhante de 11x1.
Exageros a parte, foram muitos os gols perdidos. E o 'quem não faz leva' quase vira fato, quando Jorge Wagner chutou e a bola desviada em Chicão quase encobre Felipe, que, justiça seja feita, pegou tudo e não passou nem perto da atuação medonha do goleiro normal Rogério Ceni.
Dada as circunstências, o resultado era ótimo para o SPFC, pois seria finalista com apenas um empate no pupurina's stadium.
E quando tudo parecia que terminaria em um empate mais que brochante, Cristian, que jogou muito bem, mesmo tendo (meu Deus!) vindo do Flamengo, toma a bola de Jorge Wágner, olha no relógio e ver que só faltavam 18 segundos para o fim jogo, lembra que o goleiro bom joga no seu time e solta um petardo que encontra a rede do São Paulo. Definitivamente, quando é para o Corinthians, as coisas são mais difíceis de serem conquistadas. É a nossa sina. Ainda bem!
Deus, obrigado por eu ser Corinthians!
Terça-feira, 10 Março 09, 11:04 AM
Ele está gordo, roliço, barrigudo, parece mais um "S"... Mas ainda assim o homem entende de gol.
Não queria cair no clichê de dizer que o cara é iluminado, porém é impossível. Ronaldo tem um pacto com Deus, só pode. Porque mesmo que se utilize termos como destino, sorte, coincidência ou até os badalados deuses do futebol, nada além de uma força suprema estremamente inteligente parece ser capaz explicar o ocorre na vida do homem Ronaldo Luiz Nazário de Lima. Parece tudo minimamente planejado, como se cada segundo de todas as inúmeras redenções do Fenômeno tivesse sido pensado e devidamente elaborado para convergir nos reborns do mesmo cara.
Porque os renascimentos de Ronaldo são tão freqüentes (eu e trema é mais que lingüística, gosto do símbolo, a reforma que se dane!) quantos seus epitáfios escritos nas mais diversas circunstâncias, com ou sem lesões. E todas as vezes têm a mesma dramaticidade, as mesmas dúvidas, os mesmos descrentes e os mesmo crentes. Porque a letra R e o número 9 conjugados despertam a um só tempo um desdém desapontado em uns e a fé que conserta joelhos em outros, o escárnio e a esperança. Tudo cocomitantemente ocorrendo a cada passo noticiado do Fenômeno.
E o fim de todos os volta-ou-não-volta é sempre aquele, "R9 todo mundo sabe homem gol. Tu é Ronaldo, o Brasil é e eu também sou!". O Fenômeno volta e mostra para todo O mundo que só vai parar de jogar bola no dia que ele, o maior de todos depois de Pelé, quiser. E parece que Ele, o maior de todos - até que Pelé - confirma a tese de R9, pois a bola inexplicavelmente sempre procura o cara.
Ronaldo já se quebrou inúmeras vezes, só os joelhos já se foram os dois, três contusões em 10 anos. Apesar de tudo isso, o cara é o maior artilheiro da história das Copas, ganhou duas e foi à final de três das quatro que disputou, sendo eleito uma vez o melhor da Copa e o maior goleador da outra. E além de ter mandado na melhor seleção do mundo por anos e anos, afinal, ele era o 'presidente'; em clubes, o homem já jogou nos 5 maiores do futebol mundial (Corinthians, Real Madrid, Milan, Barcelona e Internazional de Milão, disposto em ordem de importância). Melhor, Ronaldo pode abrir a boca pra dizer que já fez gols nos MAIORES clássicos do mundo. E fez vestido por todas as camisas da Europa e na mais gloriosa, no Brasil. Marcou contra o Real com camisa do Barça, no Milan vestido de azul e preto, no Barcelona trajando grená, na Inter de vermelho e preto e no Palmeiras devidamente revestido do manto que cobre o bando de loucos.
Mais importante que todos estes feitos é que Ronaldo os alcançou sempre renascendo, voltando. Com exceção do Barcelona, em todos outros clubes que R9 deu
show jogou desde então, ele foi sepultado por críticos, especialistas, torcedores mais céticos e por alguns da mídia. E o homem voltava e volta, sempre fazendo
gols.
E NENHUM jogador tem uma história de vida mais coritiana que Ronaldo. Pouco me importa se ele diz torcer por aquilo que alguns ousam chamar de clube. Tudo para o Corinthians é mais difícil e nada que Ronaldo conseguiu foi fácil. Se Ronaldo sabe o que é lutar e resnacer, o Corinthianismo tem isso no DNA. Domingo houve a junção das duas coisas, a cara de um é o estandarte do outro. Ronaldo voltou a marcar no último minuto de jogo, depois de batalhar para correr 25 minutos e ter mandado uma bola no travessão. O gol de empate do Corinthians foi aos 47 minutos do segundo tempo, após a torcida ter sofrido o jogo inteiro e quase gritado gol com um petardo que caprichosamente (só pra nos fazer sofrer mais um pouco) procurou a trave.
Ao ver Ronaldo pendurado no alambrado vestido com a camisa do time que mais sofre no Brasil tive a certeza que chegou o último louco do bando. Porque nenhum dos atacantes do mundo já sofreu mais que o Fenômeno, assim como nenhum teve tantas alegrias como o R9. Porque ganhar é bom, ser o melhor é ainda mais legal, mas conseguir isso renascendo, como Ronaldo e o Corinthians fazem, não tem comparação.
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Ps's: Compromissos e a (merda) internet meimpediram de escrever ontem.
O texto tomou um rumo que eu não queria, mas até que nun ficou dos piores.
"Ronaldo jogar um clássico é temerário". Tudo bem, para o bem do futebol, vou calar a boca!
On A seleção para Lucas e Dunga!