Segunda-feira, 07 Julho 08, 12:14 AM
No time!
Aaron Ramsey - O meia galês do Cardiff City, de 17 anos, chegou em junho e já garantiu até a camisa 16. É uma aposta de Wenger, que sabemos que é bom de aposta. Pelo vídeo de apresentação dele, as expectativas são boas.
UPDATE (11/7/8): Samir Nasri - A contratação foi confirmada hoje. Como já disse abaixo nas especulações, é um meia ofensivo, francês de origem
argelina, revelado pelo Olympique de Marseille. O preço? Cerca de £12 milhões, dizem. Mais sobre o cara, aqui e aqui.
Já eram...
Mathieu Flamini - Só pra constar. Isso porque já foi embora, para o Milan. Vai jogar a Copa da Uefa na temporada 2008/2009...
Jens Lehmann - Também só pra constar. Já tinha deixado claro que ia sair antes do fim da temporada passada. Tem quase 40 anos, mas ainda conseguiu contrato no Stuttgart, da Alemanha, onde se apresentou esta semana.
Alexander Hleb - O Barcelona ofereceu £12 milhões e o Arsenal Wenger aceitou.
Gilberto Silva - Foi para o Panathinaikos. E parece que ainda deu lucro ao Arsenal. Coisa de £5 milhões.
Indo?
Emmanuel Adebayor - A situação do togolês está complicada no Arsenal. Ele não quer ficar (acha que ganha pouco - £35 mil por semana) e Arsène Wenger acha que não vale a pena manter no elenco alguém que não queira jogar pelo time. Por mais que ainda tenha contrato, deve ir embora mesmo. O Milan até poucos dias atrás, mas parece que agora o clube mais próximo de contratá-lo seja o Barça.
Alexander Hleb - O bielorrusso ainda faz parte do elenco do Arsenal, mas há grandes chances dele deixar Londres antes do início da próxima temporada. Já foi cotado para a Internazionale do Mourinho, mas não rolou. O destino pode ser o rival Milan (quem o Milan não quer?), mas o Bayern de Munique e o Barcelona também já mostraram interesse. Fato é que o empresário do jogador está circulando a Europa em busca de propostas. Seria uma perda importante.
UPDATE (17/7/8): e foi embora mesmo, para o Barcelona. Passa pra seção 'já eram'.
Gilberto Silva - Quer sair faz tempo e não esconde isso de ninguém. A questão é: alguém (fora o Dunga) o quer?
UPDATE (10/7/8): parece que o Panathinaikos, da Grécia, quer. Wenger está analisando a proposta de 1,5 milhão de euros, que me parece baixa, mas pra mim é o suficiente pra liberar alguém que não quer mais ficar no time.
UPDATE (17/7/8): e também foi embora, para o Panathinaikos, como previsto. Passa também pra seção 'já eram'.
Vindo?
Amaury Bischoff - Quem? É uma revelação portuguesa (ex-seleção sub-20, já que fez 21 agora), meia, do Werder Bremen da Alemanha. A mãe é de Portugal e o pai, francês. Enfim, é um cara da geração 'comunidade européia'. Parece que Wenger não o conhece de ontem. É tido como um bom substituto para o Flamini.
Samir Nasri - O cara é francês, o que já é um ponto a mais a favor de uma ida ao Arsenal... É um meia ofensivo, de origem argelina, revelado pelo Olympique de Marseille. A compra já foi dada como concluída, mas acabou não confirmada. Mas parece que as negociações devem dar certo, enfim.
UPDATE (11/7/8): confirmada a contratação! Vai constar agora na seção 'No time!'.
Roque Santa Cruz - Parece que o atacante paraguaio do Blackburn Rovers interessa a Arsène Wenger. É uma contratação intimamente relacionada à saída de Adebayor. Se der certo, Wenger libera Adebayor na hora. Não é lá um cara ruim, e tem a vantagem de já estar 'amaciado' pro futebol inglês.
Andrei Arshavin - Tudo bem, todo mundo já disse que quer o Arshavin. Mas de acordo com o pessoal do Zenit de São Petesburgo, o Arsenal seria o clube mais ativo, atualmente, na tentativa de contratar a revelação (?) russa de 28 anos. Isso não significa, porém, que seja o que tenha mais chances. Isso porque tem outros times interessados por aí, e com bem mais grana no cofre.
UPDATE (17/7/8): a especulação continua. Mas nada concreto ainda. Sinceramente, arrisco dizer que essa contratação não vai acontecer.
UPDATE (17/7/8): Gareth Barry - Com as saídas de Hleb e Gilberto Silva, o Arsenal já tem um pouco mais de bala na agulha para especular por aí. O meia do Aston Villa é uma opção. Mas seu preço (cotado hoje em £18 milhões) inflacionou bastante devido ao interesse do Liverpool. Devido à idade (27 anos), não sei se Wenger vai achar que compensa.
Outros interesses - David Villa (Valencia), Arda Turan (Galatasaray), Roman Pavlyuchenko (Spartak Moscou), Karim Benzema (Lyon), Miguel Veloso (Sporting Lisboa).
Da base... Seis jogadores da base viraram profissionais no mês passado. São os meias Henri Lansbury e Jay Thomas, os zagueiros Kyle Bartley e Thomas Cruise (sim, Tom Cruise) e os atacantes Rhys Murphy e Sanchez Watt.
(este post será constantemente atualizado...)
Segunda-feira, 14 Abril 08, 03:48 PM
A semana passada terminou com maus presságios para o Arsenal. Uma briga (via imprensa) de goleiros antecipou a derrota para o Man Utd.
Um resuminho das declarações:
Lehmann à revista alemã Kicker:
Quando não estou jogando mesmo que o outro goleiro não está jogando bem, é difícil (...). Ainda não me deram de volta meu lugar e estou sendo barrado por alguém que está jogando sua primeira temporada em um clube grande. Ficar na reserva de um cara que só começou a jogar com 30 anos não é engraçado. Estou muito chateado.
A resposta de Almunia foi rápida:
Toda manhã quando acordo, sei que vai ser igual. Tive que lidar com isso todos os dias desde que ele ficou de fora do time e mesmo antes disso (...). Mas não ligo mais pra ele. Eu chego nos treinos e trabalho com Lukasz Fabianski e Vito Mannone. São melhores goleiros que ele.O problema é dele, não meu, e eu não vejo porque deveria tentar falar com ele sobre isso. A verdade é que eu não quero falar com ele. Cheguei hoje de manhã no treino e um dos assessores de imprensa me contou que ele tinha falado coisas ruins sobre mim nos jornais de novo. Não me surpreendeu. A verdade é que eu fiquei acostumado a ler essas coisas dele. Se ele fosse alguém importante para mim, tentaria conversar e ver qual é o problema. Mas não é. Então a gente não conversa.
O chefe está tentando montar um time de pessoas boas. Ele quer gente de fácil convivência, com caráter. Ele não gosta de discussões no vestiário.
Tudo bem que a imprensa acabou dando mais espaço pro Almunia. Mas pelo histórico do Lehmann (vide as farpas trocadas entre ele e Oliver Kahn durante a Copa da Alemanha), fica difícil dar razão para o alemão.
Ontem, 'coincidentemente', foi Lehmann quem jogou. Uma 'contusão' teria barrado o goleiro espanhol. Me parece mais uma punição. Na ânsia por responder, falou mais do que devia. Mas como Lehmann não foi barrado também (pela lógica deveria ter sido), eu e toda a torcida e a imprensa ficamos meio perdidos.
O mais irônico é que, depois de tanto falar, o goleiro alemão acabou falhando no segundo gol do Manchester. Tudo bem, foi uma bela cobrança. Mas a barreira estava mal armada e Lehmann estava desatento. Caso contrário, teria ao menos se mexido.
Quarta-feira, 09 Abril 08, 02:57 AM
Mas hoje, mais uma vez, o Arsenal volta pra fila dos times sem o título da Champions League. E fica lá até o ano que vem, quando deve tentar de novo.
Com um time mais maduro, quem sabe. Mais inglês, talvez (o que acho meio difícil, mas a esperança é a última que morre).
Nem só isso. Fecha a temporada sem título nenhum. Há esperança, até, como o próprio Arsenal Wenger diz.
Our title hopes depend on the results of the other teams. In my brain it's not over because mathematically it's not over.Mas pelo que o time vem mostrando, e pelo que os concorrentes vêm mostrando, há pouco a esperar.
Que venha a próxima temporada!
Terça-feira, 25 Março 08, 03:21 AM
Tem sido difícil arranjar tempo pra postar aqui. Mas de qualquer forma, vou tentar (mais uma vez) escrever regularmente, nem que seja só um pouco, mas pelo menos uma vez por semana.
Assumido o compromisso publicamente, vamos lá.
Desde a última vez que escrevi sobre o time em si, muita coisa mudou. O Arsenal, que já vinha se segurando com dificuldade na liderança da Premier League, caiu em poucos dias do 1o. para o 2o., e em seguida - ontem, mais precisamente, ao perder para o Chelsea - do 2o. para o 3o. lugar.
Nem só isso: foi eliminado bizonhamente para o Tottenham na Carling Cup, quando perdeu em um só jogo anos de invencibilidade para o rival e a vaga na final. Sem falar no orgulho: goleada de 5 a 1.
Como se já não fosse chato o suficiente perder para os Spurs, tivemos ainda que engolir outra goleada, dessa vez na Copa da Inglaterra, e para o Manchester United, por 4 a 0.
Uma queda de produção parecida com a minha neste blog.
Mas alguma coisa tinha que compensar. Nessa fase esquisita, com duas eliminações em copas e cinco jogos sem ganhar na Premiership, eliminamos o Milan da Copa dos Campeões. Tudo bem, um Milan meio capenga, mas mesmo assim não deixa de ser o poderoso Milan, time que defende o título da Champions e também atual campeão mundial. E foi uma eliminação com estilo, sem levar gol e fazendo um 2 a 0 incontestável no San Siro.
Que venha o Liverpool, time que tem subido de produção, mas nesta temporada anda tão instável quanto o próprio Arsenal anda ultimamente.
Falando em instabilidade, tenho uma teoriazinha sobre o porquê do Manchester United ter tomado a liderança dos Gunners. Tanto Arsenal como Manchester United são times que tem ótimos conjuntos mas que, para funcionarem bem, dependem cada um de uma peça-chave.
Precisa dizer quem? Sei que não, mas vou dizer mesmo assim: os ibéricos Fabregas e Ronaldo. Claro, nenhum dos dois carrega seu time nas costas. Mas sem ambos, tanto Arsenal como Man United estariam em situações bem diferentes das que estão - ou estiveram.
O primeiro começou a temporada voando, mas depois da contusão que sofreu em dezembro e o deixou alguns jogos de fora, raramente conseguiu repetir as grandes performances de antes. 'Coincidentemente', o Arsenal caiu de produção junto.
Já o segundo... Cristiano Ronaldo tem feito uma temporada perfeita, digna de título de melhor do mundo. Não adianta nem gastar tempo e cérebro explicando aqui a relação entre seu desempenho e a grande temporada do Manchester United.
Claro, tem outros detalhes. Contusões, qualidade do banco, poder de ataque (Henry finalmente começou a fazer falta), ...
Mas os dois detalhes acima explicam muito.
Segunda-feira, 25 Fevereiro 08, 08:00 AM
A história do Eduardo da Silva muitos já sabem. Resumindo, o cara foi revelado em um campeonato de favelas no Rio de Janeiro, aí foi contratado pelo Dinamo de Zagreb, se naturalizou croata, chegou à seleção daquele país e no início desta temporada foi para o Arsenal.
Nas últimas rodadas, virou titular, devido às contusões freqüentes de Van Persie. Vinha crescendo a cada jogo, ganhando a confiança da torcida e do técnico depois de um início meio
tímido.
O Arsenal, apesar de alguns momentos de baixa, como as eliminações até meio humilhantes para grandes rivais nas duas copas inglesas, é líder da Premier League, até esse fim de semana cinco
pontos à frente do segundo colocado.
Pra completar, Eduardo faz aniversário hoje (segunda-feira). 25 anos. Tinha todos esses motivos acima pra comemorar.
Mas sábado, no terceiro minuto do jogo contra o Birmingham, ganhou um presente de grego de um tal de Martin
Taylor. O zagueiro, imprudentemente, maldosamente até, deu um carrinho estabanado e pegou de
jeito o tornozelo de Eduardo.
As fotos abaixo (também tiradas do Arsenalist) dizem mais um pouco. Coloquei pequenas de propósito. Clique nelas por sua conta e risco para ver maiores...
Que Eduardo (que está otimista) tenha uma ótima e rápida recuperação. E, apesar de tudo, um dia feliz de aniversário!
Quinta-feira, 06 Dezembro 07, 02:50 PM
Tudo bem que o uniforme dos caras está mais pra Aston Villa ou West Ham United, mas eu não podia deixar de homenagear o nosso xará dos pampas pelo título conquistado ontem. Parabéns, Arsenal de Sarandi, pelo título da Copa Sulamericana de 2007!!
Quinta-feira, 08 Novembro 07, 04:48 PM
Pois é, andei um tempão sem escrever por aqui. Mas nesse meio tempo, pouca coisa mudou. O Arsenal continua líder, continua invicto e sem tomar gols na Champions League. Enfrentou adversários mais difíceis, como Manchester United e Liverpool, empatou com ambos, um em casa e outro fora, em disputados jogos.
Teve lesão mais grave de um jogador essencial (Robin Van Persie), teve ascensão de uma promessa (Theo Walcott), teve rumor de saída de jogadores importantes, como Adebayor e Gilberto Silva. Teve a manutenção definitiva de Almunia no gol, teve umas alfinetadas de Lehmann em Arsenal Wenger, e teve Fabregas mantendo o altíssimo nível de seu futebol.
Teve goleada de 7 a 0 com vários golaços sobre o Slavia Prague em Londres, igualando o recorde da história recente da Champions League. E teve quebra desse recorde, anteontem, pelo Liverpool, que por pura inveja, e com gols bem mais feios, resolveu meter 8 a 0 no Besiktas.
Falando em Champions League, os Gunners já estão com 10 pontos e garantidos nas oitavas-de-final. Pelo menos é o que dizem, pois não entendi essa matemática, afinal tanto o Sevilla, em segundo com 9 pontos, e o Slavia, em terceiro com 4 pontos e uma vitória, ainda têm condições de alcançar o Arsenal. Deve ser algum critério de desempate que eu não estou informado.
Em relação à Premiership, a primeira posição já tem concorrentes mais próximos, já que o próprio Manchester United fez 27 pontos e igualou a pontuação (apesar de ter um jogo a mais), e tanto Liverpool como o Chelsea parecem ter engrenado de vez. Os azuis já estão em quarto lugar, enquanto os vermelhos ainda estão em sétimo, mas na ascendente e também com um jogo a menos que a maioria.
Quem talvez tenha degringolado é o Manchester City, que apanhou de 6 a 0 do Chelsea. Ainda está bem na tabela e tal, mas uma goleada desse naipe já desqualifica o time como um concorrente ao título. Pelo menos é o que diz uma teoria, minha mesmo, de que time que leva goleada maior que 4 a 0 não é time pra ser campeão.
Claro, não dá pra deixar de falar no Tottenham, que não consegue sair do buraco. Sobrou pro Martin Jol, que perdeu o emprego durante o jogo contra o Getafe pela Copa da Uefa, no qual o seu time perdeu em casa. Pra ocupar a vaga, os Spurs resolveram dar uma ajudinha ao Arsenal e pretende criar janelas também para a contratação de técnicos, da mesma forma que acontece com os jogadores. Nossos rivais amargam a 17o. na tabela da Premiership, só uma posição acima da zona de rebaixamento.
O próximo compromisso do Arsenal é na segunda-feira, contra o Reading, fora de casa. O Reading é um time encardidinho quando joga em seu campo, então deve ser um jogo complicado. O jogo vai passar ao vivo às 18h00 em um dos canais da ESPN no Brasil.
Terça-feira, 02 Outubro 07, 06:27 PM
A cada novo teste, novo êxito. E segue a pergunta: até onde esse time pode chegar? O teste da vez foi o West Ham, time também de Londres, tradicional algoz, que ano passado venceu o Arsenal tanto no Upton Park como em Ashburton Grove.
Por sinal, foi o último time a derrotar o Arsenal em jogos oficiais, o único a derrotar no novo estádio e o último a derrotar em Highbury (ufa!).
O jogo não foi a mesma maravilha que os anteriores. O Arsenal marcou cedo, com Van Persie, mas sofreu pra segurar o resultado. O fez se defendendo bem, e tentando manter a posse de bola, coisa que conseguiu por um bom tempo.
O West Ham chegou a marcar um gol, com o bom e velho Ljungberg. Mas foi anulado, já que o ex-jogador do Arsenal estava impedido, no entendimento do bandeira. O lance foi bem polêmico e confesso que tive que vê-lo algumas vezes pra não chegar a nenhuma conclusão. Mas, enfim...
Falando no Ljungberg, mais três jogadores do West Ham já passaram pelo Arsenal: Luis Boa Morte, o cara com um dos nomes mais assustadores do futebol, jogou em Highbury entre 1997 e 1999. Matthew Upson começou a jogou por lá no mesmo ano e só deixou o Arsenal em 2003. O goleiro reserva Richard Wright também teve uma passagem por Highbury em 2001 e 2002. Todos, menos Wright, jogaram no sábado.
O Arsenal segue líder, invicto e isolado, com um jogo a menos e 19 pontos, dois a mais que o Manchester United e três a mais que o Man City. O Liverpool tem também sete jogos, como o Arsenal, e também está invicto. Mas está com apenas 15 pontos, na quarta colocação.
Enfrenta hoje (daqui a pouco, por sinal) o Steaua Bucareste, na Romênia, pela Liga dos Campeões.
Blowing Bubbles
O West Ham, apesar do nome, é sediado no leste de Londres. Seu grande rival, portanto, não é nenhum time do norte (Arsenal ou Tottenham) ou do oeste (Chelsea ou Fulham), mas sim da mesma região da cidade: é o Millwall, time que fica do outro lado do rio Tâmisa e que hoje está na terceira divisão (League One).
Por causa da diferença nas divisões, o derby do leste de Londres ocorre muito de vez em quando, em alguma copa inglesa. A segurança pública agradece. Isso porque, quando o jogo ocorre, o nível de violência na região tende a aumentar consideravelmente, já que ambas as torcidas, além de rivais, são famosas por não terem membros não muito amigáveis.
No filme Green Street Hooligans, com Elijah Wood, dá pra ter uma boa idéia do que é essa rivalidade. Apesar da primeira cena ser de uma briga dos Hammers com torcedores do Tottenham, os maiores inimigos mesmo são o pessoal do Millwall.
A canção 'oficial' da torcida, I'm Forever Blowing Bubbles, sempre cantada com empolgação em Upton Park, também pode ser ouvida no filme. Quem quiser torcer pro West Ham, obrigatoriamente tem que saber cantar a tal música.
Academia
Assim como o Palmeiras já foi conhecido aqui, o West Ham tem também a sua fama de ser uma academia de futebol. Não à toa. De lá saiu e fez carreira por mais de 15 anos o ícone Bobby Moore, campeão mundial pela seleção inglesa em 1966 e considerado por muitos o maior jogador inglês de todos os tempos.
O conhecido Paul Ince também é cria do West Ham, assim como os mais atuais Rio Ferdinand, Joe Cole e Frank Lampard. Todos eles são nomes certos na seleção da Inglaterra.
Quarta-feira, 26 Setembro 07, 03:46 PM
Os reservas do Arsenal venceram ontem o Newcastle, em Londres, pela Copa da Liga Inglesa, ou Carling Cup, e se classificaram para as oitavas-de-final da competição. Não vi o jogo, mas pela ficha técnica dá pra ter idéia que deve ter sido um tanto tenso, já que os dois gols saíram nos 10 minutos finais. Bendtner marcou o primeiro, Martins quase empatou em seguida, e Denilson marcou o segundo. Um golaço, no finalzinho, selando a classificação.
Aqui estão os melhores momentos.
De acordo com o relato no site oficial, o Arsenal dominou o segundo tempo e mereceu a vitória. O Newcastle, a não ser pelas ausências de Owen, machucado (pra variar), e Viduka, jogou completo, com Obafemi Martins, Nicky Butt, Alan Smith.
Do lado dos Gunners, muitos pela primeira vez atuaram no jogo inteiro: o próprio Bendtner, o goleiro Fabianski, Diarra. Começaram jogando, também, Traoré, Hoyte, Senderos, Eboue (substituído por Diaby no segundo tempo), Song, Denilson, Walcott e Eduardo (que deu lugar a Fran Mérida no último minuto de jogo).
Estréia animadora na Copa da Liga, campeonato em que o Arsenal é o atual vice-campeão. Chegou na final, que foi em fevereiro deste ano, quando o também time reserva, que tinha jogado a competição inteira, perdeu pros titulares do Chelsea. Wenger já avisou que manter a filosofia nessa temporada.
Um pouco sobre a Copa
A Copa da Liga (Football League Cup) é uma competição no estilo mata-mata. Muitos a confundem com a Copa da Inglaterra, campeonato mais tradicional e com bem mais competidores. Na Copa da Liga - que apesar de menos tradicional é jogada desde 1961 -, os confrontos são feitos em jogos só de ida, exceto nas semi-finais.
Basicamente, jogam a Copa todos os times das quatro principais divisões inglesas, mais alguns pingados. O campeonato atual já está na terceira fase, que é onde entram os times que estão disputando alguma competição européia (o Arsenal está entre eles). A primeira fase é jogada por times da segunda divisão pra baixo, e na segunda entram os times da Premier League.
A final é feita num jogo só, em campo neutro, que normalmente era Wembley. Ultimamente, durante a reconstrução do estádio londrino, a final vinha sendo feita no Millenium Stadium, em Cardiff, País de Gales. Agora, voltará a ser em Wembley.
O vencedor ganha vaga na Copa da UEFA, isso se já não tiver se classificado de outro jeito pra alguma competição européia. O maior papão até agora é o Liverpool, com dez títulos. O Arsenal só venceu duas vezes, em 1986/87 e 1992/93.
Segunda-feira, 24 Setembro 07, 09:39 PM
Nem o mais otimista torcedor dos Gunners esperava um começo de temporada tão bom pro Arsenal. O time já se mantém na liderança isolada por duas rodadas seguidas, à frente dos dois times de Manchester, o United e o City, que têm um jogo a mais. O Liverpool, quarto colocado e com os mesmos 6 jogos que o Arsenal, está 4 pontos atrás.
Claro que é cedo pra pensar em títulos, mas de qualquer forma o desempenho do time é um alívio pra quem se achava apreensivo com a saída de Henry e a contratação de alguns poucos ilustres desconhecidos. E quando falo de desempenho, não me refiro à pontuação, ou colocação na tabela. Falo em desempenho dentro de campo mesmo. O time tem feito ótimas apresentações, principalmente nos jogos em casa.
É bom lembrar, diga-se de passagem, que o Arsenal jogou muito mais em casa do que fora nesse início de temporada (pela Premiership, foram 4 em casa e 2 fora).
Mas, de qualquer forma, o time achou um padrão de jogo, comandado pelo Fabregas, que tem jogado demais. Adebayor, ex-parceiro e agora substituto de Henry, continua perdendo gols mas tem conseguido tantas chances que sempre acaba convertendo alguma.
Sábado, a vítima foi o lanterna Derby County, time que já tinha perdido de goleada do Liverpool (6 a 0), mas que na penúltima rodada tinha vencido em casa o hoje quinto colocado Newcastle. Mas o popular Derby, pelo jeito, não tem força alguma fora de seus domínios. O Arsenal dominou o jogo todo e os gols vieram naturalmente. O primeiro foi um golaço de Diaby. Fabregas também deixou sua marca, como vem sendo comum de uns tempos pra cá. Os outros três gols foram do Adebayor. Hat trick do togolês, e 5 a 0 pro Arsenal.
O próximo compromisso já é amanhã, em Londres, contra o Newcastle United. O jogo é pela Copa da Liga Inglesa (a Carling Cup), e Arséne Wenger já avisou que irá poupar o time titular. No gol, Fabianski deve estrear pelo Arsenal em jogos oficiais. O atacente Bendtner, mais Traoré, Diarra, Denilson, Eduardo, Hoyte e Song também estão relacionados. Não que isso faça alguma diferença aqui no Brasil, mas os ingressos para o jogo estão esgotados.
Sobre os derbys
Cumprindo a tradição, vou falar um pouco sobre o tradicionalíssimo time do Derby County e de sua cidade, Derby, na região de East Midlands, na Inglaterra.
Não precisa ser nenhum lexicologista pra deduzir a relação entre o nome da cidade e o nome usado mundialmente para definir os derbies, clássicos do futebol. Apesar de haver controvérsias (derby também batiza uma das corridas de cavalo mais importantes do mundo, a Epsom Derby, criada em 1780 pelo 12o. Duque de Derby), na dúvida vou ficar com a versão menos aristocrática e mais próxima do futebol, que achei na Wikipedia. E que não deixa também de fazer sentido. Conto a seguir.
Consta que, naquela região da Inglaterra, era comum, desde a década de 12, a realização de um jogo anual, batizado de Shrovetide Football. Apesar de ser mais tradicional na cidade de Ashbourne, também acontecia em Derby. O jogo de Ashbourne acontece até hoje, e funciona mais ou menos assim: começa às 2 da tarde e vai até as 10 da noite, durante dois dias. Jogam o lado norte contra o lado sul da cidade.
Cada gol fica em uma região, distantes 3 milhas um do outro. O objetivo é como no futebol, ou seja, marcar um gol no adversário, e quando isso acontece, o jogo acaba. Gol que na verdade é uma pedra, na qual o atacante tem que bater com a bola três vezes seguidas.
Mas a coisa não é tão fácil, já que são centenas de jogadores. A disputa pela bola lembra mais o rugby, só que com centenas de pessoas tentando ganhar território na base do empurra-empurra. Pra ter uma idéia da confusão, as lojas têm que ficar fechadas e a prefeitura orienta turistas para que não estacionem seus carros na região toda.
(video) Se em 2007 já foi essa zona, imagina como era há 500 anos atrás...
Segundo o que está na Wikipedia, não há muitas regras. As que existem chegam a ser hilárias:
- é proibido matar, ou cometer violência desnecessária contra o adversário (ou contra o companheiro do time também, por que não poderia acontecer?);
- a bola não pode ser carregada em veículos motorizados (será que de bicicleta pode?), nem levada dentro de malas, casacos ou afins;
- cemitérios, áreas de igrejas e memoriais municipais não fazem parte da área de jogo;
- é proibido jogar depois das 10 da noite.
E só. Quanto ao Shrovetide de Derby, que teria batizado os clássicos de futebol, não existe mais. Mas no tópico sobre Derby, também na Wikipedia, tem alguma coisa sobre:
Era conhecido como um jogo caótico e exuberante que envolvia a cidade inteira e frequentemente terminava em mortes. Os gols ficavam em Nuns Mill, ao norte, e em Gallows Bank, ao sul da cidade, e a maioria das ações aconteciam no rio Derwent ou nos banhados de Markeaton. Oficialmente, os jogadores vinham das paróquias de All Saints e St. Peter, mas na prática o jogo era aberto a todos, chegando a ter até mil jogadores. Um francês que assistiu ao jogo em 1829 escreveu horrorizado: 'se os ingleses chamam isso de jogo, é impossível dizer o que eles chamam de briga'.
O time do Derby County teve sua última fase áurea na década de 70, quando venceu o Campeonato Inglês por duas vezes, em 1971-72 e 1974-75. Ironicamente, seu maior rival dessa época, com quem o time poderia jogar um legítimo derby, não era local: era o Leeds United, que também teve grande fase nessa década e jogava meio no estilo Dick Vigarista.
Os derbies de East Midlands, que em tese são os mais legítimos do mundo, envolvem o próprio County, o Leicester City e o Nottingham Forest - esses dois últimos, por sinal, foram os times que protagonizaram uma cena recente de fair play, na qual o Leicester(*) deixou o goleiro do Nottingham marcar um gol no início do jogo, para que começasse com o mesmo placar da partida anterior, interrompida depois do zagueiro Clive Clarke, do Leicester, ter um ataque cardíaco. O maior exemplo, dado pelos prováveis pais dos derbies, que os clássicos de hoje têm que ser bem mais pacíficos que os de antigamente.
* em tempo: ao contrário do que vi muito jornalista pronunciar nos jornais daqui, Leicester não se pronuncia 'lêicester', nem 'leicéster', nem 'láicester'. Se pronuncia 'lester' ou, no sotaque inglês, 'lestah'. Mais de cinco anos de Cultura Inglesa têm que servir pra alguma coisa...