Sábado, 18 Agosto 07, 12:06 PM
Ary Graça Fillho, presidente da CBV, não deve ter assisitdo ao filme "A Rainha". Talvez por isso, ele perpetrou a seguinte pérola aos jornalistas que foram ouvi-lo a respeito do caso Bernardinho-Ricardinho: "Nossa maneira de administrar é por absoluta delegação. É tudo decisão e responsabilidade dele [Bernardinho]. Dentro da quadra quem manda é o técnico. Para fora da quadra quem manda é o diretor. Eu sou um mero [sic] rainha Elizabeth."
O filme citado no começo deste post, mostra a posição da rainha Elizabeth frente a um caso que comoveu não apenas a Inglaterra, mas ao mundo: o acidente que vitmou a princesa Diana. No começo, a rainha não teve qualquer tipo de reação e passou a ser vítima de bordoadas verbais de todos os lados, de seus súditos, da imprensa. O então primeiro-ministro Tony Blair, recém-eleito, teve algum trabalho para convencê-la a mudar sua postura e demonstrar a posição da realeza frente ao acontecido. Foi difícil, mas no fim das contas, tudo se encaixou. A película rendeu o Oscar de melhor atriz a Helen Mirren.
A postura de Ary Graça Filho pode ter duas motivações: 1) O dirigente perdeu a paciência com o jogador. A polêmica toda começou por causa da premiação do Pan. Existem versões dando conta de que Ricardinho teria procurado Ary para discutir esse assunto. Mas nessa reunião, ele ficou sabendo que um acordo teria de ser feito diretamente com o COB. Ary pode ter ficado inastisfeito ao ver seu nome, ainda que de passagem, envolvido no caso. 2) Um típico caso de um dirigente fraco, que não é chegado em colocar a mão na massa para encarnar a figura de um poder moderador e administrar um conflito deste porte.
Ary Graça Filho precisa urgentemente dos conselhos de um Tony Blair.
Sexta-feira, 17 Agosto 07, 06:49 PM
"O que queremos é que isso se resolva de uma vez. Ou ele aqui conosco ou ele fora. Temos é que fazer uma reunião entre todos para que isso se resolva. Acho até que deve ser com ele junto".
As declarações acima são de Gustavo, meio-de-rede da seleção brasileira de vôlei, falando sobre o conflito entre Bernardinho e Ricardinho, que já virou um dramalhão mexicano da pior qualidade. Ele está certo, mas fica a dúvida: na atual conjuntura, não é tarde demais para uma reunião desse porte? Ela deveria ter rolado imediatamente após o final dos Jogos Panamericanos, quando o caso ainda não tinha tomado a dimensão atual, depois que ambas as partes deitaram falação pela imprensa. Uma coisa é falar frente-a-frente, outra é mandar recado.
Quinta-feira, 16 Agosto 07, 11:53 AM
Apesar de alguns esforços para se colocar panos quentes, o caso Ricardinho vai continuar reverberando nos próximos tempos. E pior: pela imprensa. Dois fatos têm contribuido para isso. Primeiro, é a coincidência de que o corte aconteceu quase as vésperas do lançamento de um livro que conta a trajetória do atleta. O outro: o fato de Bernardinho dirigir a seleção brasileira na disputa da (empolgante - irônia mode on) Copa América. Ou seja, as duas partes do conflito estão em atividade (cada um à sua maneira) e na crista da onda da mídia. Resultado: um bate-boca, que deveria ser reservado, está acontecendo aos olhos da multidão de torcedores.
Um encontro entre Bernardinho e Ricardinho já deveria ter acontecido. Nem que fosse para os dois sairem na porrada, mas pelo menos a roupa suja seria lavada apenas entre eles. Alguma liderânça entre os jogadores da seleção poderia ter arrumado isso ou mesmo algum assessor de ambas as partes. Enquanto isso, vamos continuar assistindo a essa guerrinha de declarações, que ajudam a vender jornal e a atrair a audiência para os programas esportivos, mas que não ajudam em nada na resolução do problema.
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Radamés Lattari perdeu a grande chance de ser conhecido apenas como o treinador da seleção brasileira de vôlei na pior campanha em uma Olímpiada (Sydney 2000) desde os jogos de 1976, em Montreal. Em seu livro, Ricardinho diz não saber o motivo de seu corte, que o afastou daquela competição. Radamés contra-atacou dizendo que é mentira e que o corte se deu por fatores extraquadra. À Folha On Line o técnico disse: "Fiquei sete anos calado, mas decidi falar porque ele faltou com a verdade e meu nome foi citado. Eu contava com o Ricardinho no meu grupo para a Olimpíada. O corte aconteceu por culpa dele. Fui criticado pela imprensa por uma decisão que não foi minha". A quem Radamés quis proteger durante esses sete anos? Mas nunca é tarde para se abrir essa caixa-preta.
Domingo, 12 Agosto 07, 08:50 PM
Foi uma rodada quase perfeita para o Palmeiras. Para ser 100%, o Cruzeiro poderia ter perdido para o América, em Natal. Mas tudo bem. Estamos em quinto, graças as derrotas de Santos, Goiás e Grêmio (valeu, Corinthians - adversários as vezes ajudam, e como!)
Não fosse a derrota para o Sport e o empate na partida contra o Inter, estariamos talvez na segunda colocação, fungando no cangote do SPFC. Seria uma briga linda de se acompanhar. Quem sabe, ela ainda possa acontecer. Basta o Palmeiras reaprender a jogar no Parque Antarctica e continuar sua boa campanha fora de casa.
Sábado, 11 Agosto 07, 06:10 PM
Comentarista da Rádio Gaúcha deixa espantados seus colegas de "Sala de Redação", como Kenny Braga e Ruy Carlos Ostermann, ao lembrar de coisas do Grêmio na trajetória fracassada no Campeonato Brasileiro de 2004.
Para ouvir o aúdio, entre aqui e clique no player.
Cortesia de Eduardo Cesar, do site Papo de Bola
Quinta-feira, 09 Agosto 07, 09:23 PM
O Palmeiras poderia começar a pensar em mandar seus jogos no interior: Ribeirão Preto, Campinas, Araçatuba, Rio Preto. Ou então fora de São Paulo. O sul de Minas poderia ser uma boa pedida: Uberlândia, Uberaba. O norte do Paraná também pode ser uma excelente opção: Londrina, Cascavel, etc. Ou ainda lugares mais longinquos: Manaus, Belém, Macapá (o povo de Macpá iria ficar feliz em ver um jogo de primeira divisão do brasileirão). Qualquer lugar desses serve, ou mesmo outros que não foram citados. A ruina do Palmeiras nesse campeonato brasileiro é jogar em casa. Não foi a toa que apostei no Internacional como favorito na partida desta quinta-feira. Quase acertei.
Domingo, 05 Agosto 07, 09:30 PM
O Palmeiras ganhou fora de casa do Fluminense por 1 a 0, gol de Valdivia, depois de receber um passe de Edmundo. Tudo muito bonito, mas não adianta nada o time ir bem fora de casa (como nas partidas contra o Flamengo, América-RN, Grêmio, por exemplo) e perder em casa (exemplos das partidas contra o Cruzeiro e o Sport Recife). Por conta disso, o Internacional, próximo adversário, é o favorito disparado no compromisso do meio da semana.
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Mas há uma pequena luz no fim do túnel. Na transmissão da TV Bandeirantes, o repórter Fernando Fernandes aunciou que o ex-jogador Jorginho Cantinflas, que teve uma passagem pelo Palmeiras no começo dos anos 90, assumirá o comando das divisões de base. Nem sei se ele é um profissional indicado para o cargo, isso só o tempo vai mostrar Mas é bom notar a mudança de mentalidade por parte da atual diretoria. Na era Mustafá, ex-atletas não eram convidados para ocupar cargos no clube. É triste ver que o ex-zagueiro Luiz Pereira, ídolo nos anos 70, hoje trabalha no Atlético de Madrid, isso só para ficar num exemplo
Quarta-feira, 01 Agosto 07, 08:54 PM
O Palmeiras merece um estudo de caso por parte de quem trabalha com psicologia esportiva (se é que existe esse ramo) . Quando se acha que não existe mais luz no fim do túnel, o time reage. E quando você acha que agora a coisa vai, a equipe é capaz de perder um jogo em casa, como na derrota para o Sport. É díficil a vida de quem torce para um clube cuja marca registrada é a irregularidade. E isso não é de agora. Desde que o Palmeiras voltou da segunda divisão, quase todas as campanhas no Brasileirão tem sido assim. Desse jeito, é melhor começar torcer pela seleção do Iraque. Aceito doações de camisas...
PS. O meu lado consevador pode estar falando mais alto, mas eu gostava mais da capa antiga deste Ole Ole.
Terça-feira, 31 Julho 07, 09:22 PM
Em meio a festa entre muitos blogueiros do Ole Ole por conta do título que o Iraque conquistou de campeão asiático, veio a dúvida. Essa seleção teria direito a participar da próxima Copa das Confederações? O Haroldodatuna confirmou que sim. Segundo ele, "os participantes são os seis campeões de suas respectivas confederações, mais o país-sede e o campeão mundial, perfazendo um total de oito países". Dessa forma, o mundo terá uma segunda seleção para torcer no próximo torneio chancelado pela Fifa. Não duvido nada que a camiseta da seleção do Iraque vire um objeto de desejo nos próximos meses. O povo lá vive o pão que o capeta amassou. Eles merecem esse apoio.
Quinta-feira, 26 Julho 07, 12:17 PM
A virada do Palmeiras em cima do Vasco foi bonita. É uma bela injeção de ânimo para o restante do campeontato brasileiro. Mas exageram aqueles que apontam essa vitória como uma vingança da trágica final da Copa Mercosul do ano 2000. Aquela partida valia um título. Verdade que a Mercosul nem existe mais, mas um título é sempre um título, não importa o torneio.
A partida de ontem vai dar o tom para o restante do campeonato. O Palmeiras vai compensar suas deficiências com muita garra. Isso é um bom sinal. Alguns elencos de outras épocas recentes perdiam suas partidas bovinamente, para usar um termo consagrado pelo Milton Neves. Recomenda-se apenas que os torcedores com problemas de coração passem longe das próximas partidas do alviverde.
On Empate justo em 50% de futebol apresentado