Domingo, 08 Março 09, 05:14 PM
A rigor, o clássico entre Palmeiras e Corinthians teve apenas 45 minutos de futebol, no segundo tempo. Foi o que bastou para essa partida entrar para a história do confronto. A partir do pontapé inical do segundo tempo, o Palmeiras passou a pressionar mais o adversário. Colaborou para isso a mudança do clima. O sol já não estava tão forte e presente como no primeiro tempo. A defesa corinthiana mostrava visiveis desacertos.
A jogada do gol merece um pagrágrafo à parte. Quase isolado na área, Keirisson estava apagado na partida. Justamente quando ele resolveu sair e buscar jogo aconteceu o lance que colocou o Palmeiras em vantagem. De costas, o atacante tocou uma bola para quem pudesse pegar na área. O goleiro Felipe falhou e Diego Souza estava lá por perto. O meia fez uma bela jogada, limpando seus marcadores e tocou para as redes, fazendo justiça ao bom momento do Palmeiras na partida.
Em desvantagem no placar, Mano Menezes teve de mexer e foi arrojado. Colocou Alessandro, Dentinho e Dentão...quer dizer, Ronaldo. Com isso, o Corinthians passou a atacar, enquanto que o Palmeiras buscava aproveitar os contra-ataques, tarefa facilitada uma vez que o setor defensivo do Corinthians ainda provocava fortes emoções em sua torcida.
Mas o Corinthians passou a crescer no jogo. Wanderlei Luxemburgo promove a troca de Sandro Silva por Jumar. Na verdade, uma troca de seis por meia dúzia. A entrada de Williams até que partiu de um interessante pressuposto, que era explorar mais a velocidade. Contudo, a subsituição seguinte foi a mais equivocada. Sai Keirrison para a entrada de Marquinhos. Era jogo para Lenny entrar e tentar puxar possíveis contra-ataques.
No final, o alvinegro foi para o abafa. E o prêmio foi o gol de Ronaldo. Prêmio para o time e para ele que precisava de um gol para afastar tudo o que de ruim surgiu nesse período pré-estréia. Além disso, o fenômeno inscreve seu nome na história de um dos maiores clássicos do futebol brasileiro.
O empate foi justo, embora se esperasse mais desta partida. A torcida que lotou o Prudentão merece um desconto de 50% no ingresso. Compatível com os 50% de futebol apresentado.
Domingo, 22 Fevereiro 09, 01:51 PM
O jornalista Cosme Rímoli está com um blog bacana no UOL. Ao contrário de tantos outros, que privilegiam muito mais a opinião, o espaço é bem informativo. Há alguns dias ele publicou uma entrevista com Rodrigo Taddei, jogador brasileiro da Roma, que pretende agora defender a seleção italiana de futebol. Taddei cansou de esperar uma convocação de Dunga e, caso tudo ocorra dentro de seus planos, ele se igualará a Filó e Mazzola.
Mas não é sobre isso que eu quero falar. Acho que a grande maioria dos leitores deve se lembrar que Taddei começou sua carreira nas categorias de base do Palmeiras. Aproveitou a chance que lhe foi dada por Luiz Felipe Scolari e virou um coringa no time. Atuou como volante e na lateral-direita. Seu futebol não era aquele de despertar suspiros, mas era útil ao time. Contudo, a diretoria da época não pensava dessa maneira. Quando o contrato de Taddei terminou, ele não foi procurado para renovar. Resultado: pegou suas coisas e se transferiu para a Itália, e foi parar em Siena. Se destacou no time local e chamou atenção dos dirigientes da a Roma.
Contestado no Brasil, Taddei goza hoje de enorme prestigio e respeito na Itália. Vale o clichê nesse caso: se arrpendimento matasse, acho que vários dirigentes do Palmeiras já não estariam entre nós. Era o típico caso de atleta com o qual seria possível fazer um bom dinheiro com a venda de seu passe. Todo o montante investido em sua formação foi para o ralo.
É incrivel como o Palmeiras tem facilidade em perder jogadores. Caso recente aconteceu com o zagueiro David, também formado pela base. Seu contrato terminou no final do ano passado. Na hora da renonvação, resolveram apelar para um contrato de gaveta em vez de conversar com o atleta e deu no que deu. Hoje ele está no futebol grego, defendendo o Panathinaikos, e pior: o clube não vai receber nenhum tostão furado pela transferência (existe uma apelação em curso na Fifa, mas, provavelmente, ela não dará em nada).
Sábado, 21 Fevereiro 09, 09:47 PM
O Palmeiras de 2009 é certamente um dos times que mais provocou reações diversas da imprensa esportiva. Antes de o campeonato começar, muitos diziam que o clube estava atrás de São Paulo (que manteve a base e fez contratações pontuais) e Corinthians (que trouxe Ronaldo). Quando o campeontato paulista começou e a consequente sequência de vitórias, aqueles mesmos que olhavam com desconfiança passaram a fazer comparações exageradas com o time campeão paulista de 1996. Agora, com a derrota frente a LDU e o empate contra a Portuguesa, os críticos começam a manifestar dúvidas relacionadas ao potencial deste elenco.
Assim fica difícil. Será que os latinhas e canetinhas vão chegar logo a uma conclusão?
Domingo, 13 Abril 08, 05:44 PM
Logo que a bola rolou, nem parecia que o Palmeiras era o time que teve uma semana para treinar e descansar, assim como não parecia que o São Paulo fez uma longa viagem até Santiago e perdeu sua partida na Libertadores. Os atletas palmeirenses entraram em um tanto desligados e perdiam bolas bobas.
O São Paulo se defendia bem e depositava sua esperança nos contra-ataques. O Palmeiras conseguia levar algumas situações de perigo ao gol de Roérgio Ceni de forma esporádica. Com o passar do tempo, a tendência era que o esquema de jogo são-paulino desmoronasse.
Mas saiu o primeiro gol, marcado por Adriano. Irregular, é bem verdade, mas o fato é que a partir daí o Palmeiras, que já estava instável, piorou de vez. Enquanto isso, o São Paulo conseguia a tranquilidade necessária para fazer seu jogo.
Valdivia e Diego Souza não conseguiam produzir. Os dois se transformaram em presas fáceis para o ferrolho tricolor.
E essa foi a síntese do primeiro tempo. Esperava-se que Wanderley Luxemburgo tirasse um coelho da cartola para o segundo tempo. No entanto, depois de uma falha da defesa, Adriano, que escolheu o Palmeiras para ser vítima de seus gols, ampliava a vantagem.
Somente a partir daí que Luxemburgo se mexeu. Tirou Pierre, que já tinha cartão amarelo e não teve como parar Adriano no lance do segundo gol.
Mas a alteração que fez a diferença foi a entrada de Lenny. Ele não se intimidou, e resolveu enfrentar a retranca do São Paulo. Com isso, conseguiu um pênalti. Alex Mineiro cobrou sem frescura e manteve as esperanças do Palmeiras de sair com um empate.
A partir de então, o Palmeiras conseguiu empurrar ainda mais o São Paulo para a defesa, mas não houve sucesso nas finalizações. No fim das contas, o resultado não foi tão ruim. Mas o alviverde precisa entrar em campo muito mais ligado na partida da próxima semana.
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Paulo Cesar de Oliveira fez uma péssima arbitragem. Apitou faltas que não existiram, deixou de marcar as que realmente aconteceram, distribuiu cartões amarelos logo no início da partida como uma forma de intimidar os jogadores e, pior, validou um gol irregular. A história do jogo mudou a partir daí. Por isso que o placar moral desse primeiro jogo das semi-finais é 1 x 1.
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Amigos, com este post me despeço do OleOle. Vou continuar com o blog, agora no Blogger/Blogspot. Quem quiser acompanhar o que eu escrevo, o endereço é http://amendoimneles.blogspot.com/
Agradeço ao pessoal do OleOle pela paciência e deixo aqui meu abraço a todos, sem exceção, desta comunidade
Domingo, 24 Fevereiro 08, 10:41 AM
É triste constatar que no Palmeiras certas coisas continuam as mesmas, apesar da mudança de profissionais. No ano passado, eu escrevi neste espaço que o Palmeiras precisa de um divã. E neste começo de temporada, nada mudou. Time e técnico se perderam emocionalmente durante a partida contra o Rio Preto, na reeinauguração do Palestra Itália. Os jogadores se enervaram com a retranca imposta pelo visitante e não conseguiram produzir algo de aproveitável. Wanderley Luxemburgo foi expulso com 20 minutos de partida. O gol de Valdivia, no segundo tempo, não trouxe a tranquilidade necessária e o empate veio logo. Se no intervalo, os jogadores trocassem o uniforme do Palmeiras pelo de um outro time qualquer e o local da partida fosse mudado, o desempenho melhoraria consideravelmente. O problema não é de ordem técnica, muito menos de qualidade dos jogadores. Os nervos estão a flor da pele. Para resolver isso, só mesmo um divã.
Domingo, 03 Fevereiro 08, 07:15 PM
...é esse envolvendo os valores do contrato de patrocínio do Palmeiras. Até o Vitor Birner, da CBN, pensa assim. Para quem não sabe, o diário Lance! publicou a informação de que para ceder espaço à Fiat em sua camiseta, o clube iria receber um valor próximo a R$ 19 milhões. Passados alguns dias, outros veículos informaram que a quantia seria bem menor que a divulgada preliminarmente (R$ 8,5 milhões). Até que em seu blog, o jornalista Birner publicou um documento que seria o tal contrato (e com a cifra correta) firmado por dirigentes de ambas as partes.
Agora, uma parte da imprensa e outra parte da diretoria palmeirense estão em pé de guerra. A primeira acusa a segunda de menitr, enquanto que a outra se defende invocando uma cláusula de confidencialidade do contrato e reclamando do mesmo ter vazado.
Como é praxe em casos como esse, a fonte da informação que não se confirmou foi entregue: o diretor de marketing Rogério Dezembro. Este, por sua vez, se defende dizendo que nada disse aos repórteres do Lance!
Enfim, depois de ler posts dos blogs do Birner, do Paulinho e do Juca Kfouri, concluo o seguinte: o dirigente, sabe-se lá com qual motivação, de fato informou o valor falso. No entanto, cabe uma ressalva aqui: errou muito mais o diário Lance! ao não tentar confirmar com uma segunda ou até mesmo terceira fonte a veracidade da informação. Tivessem esperado mais, os profissionais do jornal poderiam ter acesso ao mesmo documento publicado pelo Vitor Birner e toda essa celeuma não aconteceria. A César o que é de César e a Cristo o que é de Cristo...
Deixo abaixo um link com o áudio de uma entrevista de Luiz Gonzaga Beluzzo à Rádio Globo, conduzida pelo repórter Maércio Ramos. Na sequencia, o Juca Kfouri conversa com o próprio Beluzzo, numa espécie de acareação
http://video.google.com/videoplay?docid=-7507760750005051000&hl=en
P.S. Penso apenas que o professor Beluzzo poderia moderar na citação de expressões em Latim. Soa muito pedante.
Segunda-feira, 07 Janeiro 08, 02:49 PM
Primeiramente, quero desejar ao pessoal aqui do OleOle um grande ano de 2008, cheio de realizações dentro e (principalmente) fora das quatro linhas do gramado.
Nesse tempo em que fiquei ausente, algumas coisas aconteceram no Palmeiras. A mais importante foi o acerto de Luxembrugo. Pelo seu passado no clube, ele não seria o técnico dos meus sonhos, mas nunca é demais dar um novo voto de confiança. Quem sabe, seja a oportunidade para uma redenção. Vamos aguardar.
Outro ponto a ser destacado são as contratações. Desta vez, elas não privilegiaram a quantidade, como em anos anteriores, mas a qualidade, graças a ajuda da Traffic. Helder Granja e Diego Souza (ex-Grêmio) são nomes interessantes, vencedores de certa forma e poderão se encaixar bem ao elenco palmeirense.
Quinta-feira, 27 Dezembro 07, 04:09 PM
Furo de reportagem: virada de mesa determina o novo regulamento da série B. Acompanhe abaixo.
SÉRIE "B" 2008
TABELA
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CHAVE 1 : |
CHAVE 2 : |
REGULAMENTO
As equipes que não possuem refletores em seus estádios deverão ter os seus jogos realizados à tarde.
Os estádios com capacidade inferior a 1.000 lugares deverão iniciar a venda dos ingressos 1 hora antes do início das partidas.
Cada equipe deverá apresentar os seus jogadores pelo menos com a camiseta da mesma cor, caso contrário o time da casa deverá jogar sem camisa para não confundir o juiz. Se um jogador for expulso,
ele tem que esperar 15min ou até enquanto a outra equipe não fizer gol.
Quando um time tiver a quantidade máxima de 8 jogadores, o campo deverá ser reduzido, fazendo as traves com chinelo.
Se um time começa a ser pressionado e a equipe adversária chuta muito forte, seu goleiro pode botar havaianas nas mãos para não doer.
Se mais da metade do time estiver de pés descalços, os outros jogadores têm que tirar a chuteira. Não serão aceitos jogadores com travas muito
altas para não estragar o campo, ou machucar o adversário. De preferência, eles deverão usar Kichute.
Caso um time estiver jogando muito mal, um jogador da outra equipe poderá trocar de time para equilibrar a partida.
PREÇOS DOS INGRESSOS
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Sentado - R$ 1,00 |
Quarta-feira, 19 Dezembro 07, 10:32 PM
Uma efeméride que marca o fim desse ano de 2007 é o décimo aniversário do lançamento da ferramenta blog. Não teve bolo, nem o tradicional cantar de parabéns, mas ocorreram alguns registros na imprensa e na própria web.
Eu divido a história dos blogs em duas partes: a primeira ocorreu logo no seu início, quando era apenas um diário virtual, em que o internauta fazia uma linha "hoje eu acordei e eu meti o pé no penico cheio de xixi...".
A segunda começa, por volta de 2003, 2004, quando se descobre que é possível fazer jornalismo nesse tipo de espaço. Isso deu uma certa respeitabilidade ao blog e tirou dele um certo tipo de preconceito.
Como não poderia deixar de ser, os jornalistas esportivos aderiram e ele em sua grande maioria. O grande referencial nessa área é, sem dúvida, o blog do Juca Kfouri, um profissional que veio da imprensa escrita.
Agora, nem tudo são flores na área dos blogs de futebol ou de profissionais de comunicação ligados à área. O grande problema é administrar a paixão clubistica dos leitores que comparecem em massa nos respectivos sistemas de comentários.
O pior acontece quando alguns profissionais alimentam esse tipo de coisa apenas para ter repercussão e se destacar na grande massa de blogs que estão na web.
É um tremendo vale-tudo: brigam com os fatos, puxam a sardinha para o próprio clube de coração, entre outras coisas.
E a informação que se lasque.
Vou citar um exemplo, sem citar a pessoa.
O debate sobre os verdadeiros campeões mundiais de clubes anda intenso.
Um blogueiro que é sao-paulino até que conseguiu fazer uma análise isenta sobre tudo o que se estabeleceu após a decisão da Fifa.
A certa altura ele diz que "ao pé da letra", o Corinthians é inegavelmente campeão do mundo. No entanto, faz ressalvas a respeito da importância da primeira edição, disputada em 2000.
Ele lembra que o campeão anterior da Libertadores (1999), no caso o Palmeiras, não participou da disputa. E arremata: "como levar a sério um mundial sem o campeão, o vice, o terceiro ou pelo menos o quarto time da América do Sul?"
Uma análise sensata, que não deixou se levar pela paixão clubística. Relembro: o autor do texto é são-paulino.
No mesmo blog, um outro integrante da equipe, que é corinthiano, faz a sua réplica, legítima.
Entretanto, ele peca pela argumentação.
Diz que o mundial-interclubes também teve problemas, e cita o caso do Olympique de Marselha, em 1993.
O clube foi desclassificado pela Uefa por conta de um escândalo de suborno no campeonato francês. Pagaram propina a jogadores de times adversários para amolecerem em campo.
Problema maior seria o Olympique disputar aquela final, após a comprovação do escândalo. Todos se lembram que o Milan, então vice-campeão da Champions League daquele ano, foi a Tóquio e perdeu para o São Paulo, por 3 a 2.
Mas a débil argumentação do jornalista corinthiano não fica apenas nisso.
Para rebater a argumentação de que o Palmeiras deveria ter disputado o mundial de clubes da Fifa, ele diz que o clube errou ao abrir mão de seu direito.
Mas ele se esquece de que a decisão foi tomada com base numa promessa da Fifa em coloca-lo na disputa da segunda edição, prevista para 2001, na Espanha.
A falência da ISL, empresa de marketing esportivo ligada à Fifa, fez com que o campeonato acabasse cancelado.
E qual a culpa do Palmeiras nisso?
Esse é o grande problema da imprensa esportiva da atualidade. A análise varia de acordo com a paixão clubistica.
O que eu relatei acima está mais para conversa de arquibancada do que para imprensa esportiva.
Esse tipo de postura me dá nojo.
O papel da imprensa esportiva é, creio eu, dar subsídios ao torcedor para ter a sua opinião e conversar com os amigos. O que ela vem fazendo, no entanto, é confundir.
E não pensem que isso é um fenômeno restrito. Acontece em outras áreas, especialmente no jornalismo político-economico, com a polarização entre esquerda e direira (ou melhor dizendo, PT e PSDB).
Com tudo isso que relatei, fica cada vez mais díficil consumir notícias, análises e opinões, ainda mais para um tipo de leitor que não é alinhado a nenhum tipo de pensamento, seja ele qual for.
On Empate justo em 50% de futebol apresentado